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Allan Carlos Pscheidt


Aos dezenove dias do mês de março do ano de 2015, no anfiteatro do Instituto de Botânica, o aluno de doutorado do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente, área de Plantas Vasculares, Allan Carlos Pscheidt, defendeu sua Tese intitulada “O gênero Microstachys A. Juss. e a tribo Hippomaneae (Euphorbiaceae)”, sob orientação da Dra. Inês Cordeiro (Instituto de Botânica) e co-orientação do Dr. Marcos José da Silva (Universidade Federal de Goiás). A banca examinadora foi composta pela orientadora, pela Dra. Ricarda Riina (Real Jardín Botánico de Madrid), Dra. Maria Beatriz Rossi Caruzo (Universidade Federal de São Paulo), Dra. Marília Cristiana Duarte (Universidade de Mogi das Cruzes), Dra. Cintia Kameyama (Instituto de Botânica), além da presença dos suplentes, Dr. Paulo Affonso (Universidade de Santo Amaro) e Dr. Ricardo José Francischetti Garcia (Herbário Municipal de São Paulo)


O gênero Microstachys A. Juss. e a tribo Hippomaneae (Euphorbiaceae)


ABSTRACT

A família Euphorbiaceae é uma das maiores, mais diversas e complexas das Angiospermas, sendo a mais numerosa da ordem Malpighiales. Em meio à subfamília Euphorbioideae, encontra-se a tribo Hippomaneae com 33 gêneros, dos quais 13 estão presentes no Brasil, alguns deles com circunscrição não satisfatoriamente resolvida. Microstachys, por outro lado, é um dos gêneros morfologicamente mais distintos da tribo, apesar disso, várias de suas espécies foram originalmente descritas ou tratadas em diferentes gêneros como Sebastiania, Stillingia e Tragia. O presente trabalho teve por objetivos: 1) Inferir uma filogenia para o gênero Microstachys, de maneira a tecer uma hipótese sobre sua origem, parentesco com outros gêneros da tribo, origem e diversificação. 2) Realizar uma revisão taxonômica de suas espécies. Foram reconhecidas 24 espécies: Das 19 neotropicais, três possuem ampla distribuição pela América do Sul (Microstachys bidentata, M. corniculata e M. salicifolia), sete são restritas à sub-região Chaquenha de Morrone (M. crotonoides, M. daphnoides, M. ditassoides, M. glandulosa, M. hispida, M. marginata e M. serrulata) e nove são endêmicas, oito das quais distribuídas nos campos rupestres, cerrados e campos sulinos do Brasil (M. anisodonta, M. heterodoxa, M. liliputiana, M. nana, M. nummularifolia, M. revoluta, M. stipulacea e M. uleana) e uma do cerrado no Paraguay (M. dasycarpa). Das cinco espécies extra-americanas, todas ocorrem na África, em savanas (M. acetosella, M. dalzielii, M. faradianensis e M. linearis) e principalmente planícies arenosas costeiras (M. chamaelea), sendo que esta última também é encontrada na Ásia e Austrália. As espécies de Microstachys podem ser utilizadas como indicadoras de savanas. As análises filogenéticas com base em marcadores nucleares e de chloroplasto indicaram o monofiletismo de Microstachys, sua diversificação na região Neotropical há cerca de 15 milhões de anos e reconheceram duas linhagens para o gênero, uma delas que inclui as espécies de maior distribuição geográfica pela região neotropical e outra com as espécies mais restritas e endêmicas.
Keywords: Filogenia, Fitogeografia, Taxonomia, Gymnanthes, Mabea, Sebastiania

RESUMO

A família Euphorbiaceae é uma das maiores, mais diversas e complexas das Angiospermas, sendo a mais numerosa da ordem Malpighiales. Em meio à subfamília Euphorbioideae, encontra-se a tribo Hippomaneae com 33 gêneros, dos quais 13 estão presentes no Brasil, alguns deles com circunscrição não satisfatoriamente resolvida. Microstachys, por outro lado, é um dos gêneros morfologicamente mais distintos da tribo, apesar disso, várias de suas espécies foram originalmente descritas ou tratadas em diferentes gêneros como Sebastiania, Stillingia e Tragia. O presente trabalho teve por objetivos: 1) Inferir uma filogenia para o gênero Microstachys, de maneira a tecer uma hipótese sobre sua origem, parentesco com outros gêneros da tribo, origem e diversificação. 2) Realizar uma revisão taxonômica de suas espécies. Foram reconhecidas 24 espécies: Das 19 neotropicais, três possuem ampla distribuição pela América do Sul (Microstachys bidentata, M. corniculata e M. salicifolia), sete são restritas à sub-região Chaquenha de Morrone (M. crotonoides, M. daphnoides, M. ditassoides, M. glandulosa, M. hispida, M. marginata e M. serrulata) e nove são endêmicas, oito das quais distribuídas nos campos rupestres, cerrados e campos sulinos do Brasil (M. anisodonta, M. heterodoxa, M. liliputiana, M. nana, M. nummularifolia, M. revoluta, M. stipulacea e M. uleana) e uma do cerrado no Paraguay (M. dasycarpa). Das cinco espécies extra-americanas, todas ocorrem na África, em savanas (M. acetosella, M. dalzielii, M. faradianensis e M. linearis) e principalmente planícies arenosas costeiras (M. chamaelea), sendo que esta última também é encontrada na Ásia e Austrália. As espécies de Microstachys podem ser utilizadas como indicadoras de savanas. As análises filogenéticas com base em marcadores nucleares e de chloroplasto indicaram o monofiletismo de Microstachys, sua diversificação na região Neotropical há cerca de 15 milhões de anos e reconheceram duas linhagens para o gênero, uma delas que inclui as espécies de maior distribuição geográfica pela região neotropical e outra com as espécies mais restritas e endêmicas.
Palavras-chave: Filogenia, Fitogeografia, Taxonomia, Gymnanthes, Mabea, Sebastiania


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O gênero Microstachys A. Juss. e a tribo Hippomaneae (Euphorbiaceae)


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