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Lucineide Maria Santana


Lucineide Maria Santana, aluna de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Botânica de São Paulo e bolsista FAPESP, defendeu no dia 19 de fevereiro de 2016 sua tese intitulada “Avaliação espacial e sazonal da estrutura das comunidades fitoplanctônica e ficoperifítica em reservatórios de diferentes estados tróficos (sub-bacia do alto rio Tietê, São Paulo)” sob orientação da Dra. Carla Ferragut do Núcleo de Pesquisa em Ecologia
do Instituto de Botânica.

            A banca examinadora foi composta pela Profª Dra. Carla Ferragut (Orientadora e presidente da banca), Profª Dra. Luciane Oliveira Crossetti (UFRGS), Prof° Dr. João Carlos Nabout (UEG), Prof° Dr. Raoul Henry (UNESP-Botucatu) e Prof° Dr. Carlos Eduardo de Mattos Bicudo (IBt).


Avaliação espacial e sazonal da estrutura das comunidades fitoplanctônica e ficoperifítica em reservatórios de diferentes estados tróficos (sub-bacia do alto rio Tietê, São Paulo)


ABSTRACT

Planktonic and periphytic algae are sensitive microorganisms that are strongly affected by environmental disturbances. Accordingly, the study aimed to relate the phytoplankton and phycoperiphyton structures to water physical and chemical conditions, in order to understand how these communities respond to different trophic conditions as well as seasonal variations of limnological variables. Water, phytoplankton and epiphyton samplings were performed in two or three sites and at different depths in six reservoirs with different trophic state (oligotrophic to hypereutrophic), in summer and winter of 2010. In the 1st chapter pronounced changes were found in the set of functional traits of the phytoplankton community in reservoirs with different trophic states and species composition, caused by the influence of seasonal variations on limnological conditions, mainly water temperature and thermal gradient in the water column. In the 2nd chapter, we compare the phytoplankton community responses taxonomically (species) and ecologically (functional groups sensu Reynolds and sensu Kruk) in relation to changes in environmental variables. The results showed that the phytoplankton taxonomic classification was primarily related to the trophic state of the reservoirs, whereas the functional groups (ecological classification) were more associated with the seasonal variation of limnological conditions. Specifically, the functional groups sensu Reynolds showed more details of the phytoplankton community responses to temporal scale in different trophic conditions. In the 3rd chapter, we applied a biotic index (Q index of phytoplankton functional groups) to assess the ecological status of the reservoirs. The index consistently showed the spatial and temporal variations of the ecological status of the reservoirs. Moreover, the increase in total phosphorus concentrations and conductivity decreased the ecological status qualification (tolerable to bad), whereas the increase in water transparency increased the ecological status qualification (good to excellent) of the reservoirs. In the 4th and 5th chapters, structural changes and the high species richness and diversity of the epiphytic community demonstrated its potential bioindicator, mainly in adverse conditions, such as low nutrient availability and high competition with the phytoplankton, or yet the high degradation of water quality. Finally, we emphasize that, besides the great contribution to the knowledge of biodiversity, the joint assessment of the phytoplankton and phycoperiphyton communities provided a holistic view of the functioning of the reservoirs and that the structural and functional attributes of these communities can be used in monitoring and evaluating the ecological status of aquatic ecosystems, including tropical reservoirs.
Keywords: phytoplankton, epiphyton, functional approach, trophic status, seasonality

RESUMO

As algas planctônicas e perifíticas são microrganismos sensíveis e fortemente afetados pelas perturbações ambientais. Nesse sentido, o estudo objetivou relacionar a estrutura do fitoplâncton e do ficoperifíton com as condições físicas e químicas da água, visando compreender como essas comunidades respondem às diferentes condições tróficas e à variação sazonal das variáveis limnológicas. Amostragens de água, fitoplâncton e epifíton foram realizadas em dois a três locais e em diferentes profundidades em seis reservatórios com diferentes estados tróficos (oligotrófico a hipereutrófico), no verão e inverno de 2010. No 1° capítulo foi verificada pronunciada mudança no conjunto de traços funcionais da comunidade fitoplanctônica em reservatórios de diferentes trofias e composição de espécies, devido à influência das variações sazonais nas condições limnológicas, especialmente temperatura da água e gradiente térmico da coluna d’água. No 2° capítulo comparamos as respostas da comunidade fitoplanctônica em termos de classificações taxonômica (espécies) e ecológica (grupos funcionais sensu Reynolds e sensu Kruk) em relação às mudanças nas variáveis ambientais. Os resultados mostraram que a classificação taxonômica do fitoplâncton foi relacionado primeiramente ao estado trófico dos reservatórios, enquanto que os grupos funcionais (classificação ecológica) foram associados mais à variação sazonal das condições limnológicas. Especificamente, os grupos funcionais sensu Reynolds demonstraram de forma mais detalhada as respostas da comunidade fitoplanctônica em relação à escala temporal nas diferentes condições tróficas. No 3° capítulo aplicamos um índice biótico (índice Q de grupos funcionais do fitoplâncton) para avaliar o estado ecológico dos reservatórios. O índice demonstrou de forma consistente a variação espacial e temporal do estado ecológico dos reservatórios. Além disso, o aumento nas concentrações de fósforo total e condutividade levou a redução do estado ecológico (tolerável a ruim), enquanto que o aumento da transparência da água causou o aumento da qualificação do estado ecológico (bom a excelente) dos reservatórios. Nos 4° e 5° capítulos, as mudanças estruturais e a elevada riqueza e diversidade de espécies da comunidade epifítica demonstraram o seu potencial bioindicador, principalmente em condições adversas, como a reduzida disponibilidade de nutrientes e alta competição com o fitoplâncton ou ainda, de elevada degradação da qualidade da água. Por fim, ressaltamos que, além da grande contribuição para o conhecimento da biodiversidade, a avaliação conjunta da comunidade fitoplanctônica e ficoperifítica forneceu uma visão mais holística do funcionamento dos reservatórios e que os atributos estruturais e funcionais dessas comunidades podem ser utilizados no monitoramento e avaliação do estado ecológico dos ecossistemas aquáticos, incluindo os reservatórios tropicais.
Palavras-chave: fitoplâncton, epifíton, abordagem funcional, estado trófico, sazonalidade


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Avaliação espacial e sazonal da estrutura das comunidades fitoplanctônica e ficoperifítica em reservatórios
de diferentes estados tróficos (sub-bacia do alto rio Tietê, São Paulo)


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