{"id":983,"date":"2013-09-18T09:58:43","date_gmt":"2013-09-18T12:58:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=983"},"modified":"2013-09-18T09:58:43","modified_gmt":"2013-09-18T12:58:43","slug":"2011-simone-wengrat-ms","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/2011-simone-wengrat-ms\/","title":{"rendered":"Simone Wengrat MS"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3777\" style=\"border: 0px\" alt=\"faixapos6\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6-768x131.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/a><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\">Simone Wengrat<\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\">No dia19 de abril de 2011, a aluna da P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo (IBt), Simone Wengrat (Bolsista FAPESP), defendeu sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado intitulada<br \/>\n\u201cBiodiversidade e distribui\u00e7\u00e3o das diatom\u00e1ceas no Complexo Billings, S\u00e3o Paulo: influ\u00eancia da compartimentaliza\u00e7\u00e3o espacial e do estado tr\u00f3fico\u201d.<br \/>\nA banca examinadora foi composta pela Dr.\u00aa Denise C. Bicudo (orientadora\/IBt), Dr.\u00aa Thelma A.V. Ludwig (UFPR) e Dr.\u00aa Fernanda Ferrari (UTFPR).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">O trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade ecol\u00f3gica da \u00e1gua em uma represa urbana de usos m\u00faltiplos e sob grande interfer\u00eancia antropog\u00eanica<br \/>\n(Complexo Billings, Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo), mediante an\u00e1lise integrada da \u00e1gua e dos sedimentos de superf\u00edcie.<br \/>\nO \u00edndice de estado tr\u00f3fico variou de mesotr\u00f3fico a supereutr\u00f3fico, sendo influenciado principalmente pelo uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo, uso e manejo do reservat\u00f3rio (principalmente bombeamento do rio Pinheiros e aplica\u00e7\u00e3o de algicidas), bem como pelo per\u00edodo clim\u00e1tico. Tr\u00eas grupos com associa\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies de diatom\u00e1ceas indicadoras da qualidade ecol\u00f3gica da \u00e1gua foram caracterizados: mesotr\u00f3fico (6 esp\u00e9cies); mesotr\u00f3fico induzido pela aplica\u00e7\u00e3o de algicidas (4 esp\u00e9cies), um grupo supereutr\u00f3fico\/eu-supereutr\u00f3fico (2\/2 esp\u00e9cies). Cinco esp\u00e9cies foram tolerantes a metais (especialmente ao cobre) e n\u00e3o necessariamente indicadoras do estado tr\u00f3fico. Este foi o primeiro trabalho que estudou as diatom\u00e1ceas no Complexo Billings. Realizou, ainda, a an\u00e1lise integrada da \u00e1gua e dos sedimentos de superf\u00edcie, considerando tanto a bioindica\u00e7\u00e3o quanto an\u00e1lises abi\u00f3ticas. O presente trabalho contribuiu para uma vis\u00e3o atualizada das condi\u00e7\u00f5es limnol\u00f3gicas do Complexo Billings, visando sua utiliza\u00e7\u00e3o no abastecimento p\u00fablico; permitiu o maior conhecimento da autoecologia das esp\u00e9cies de diatom\u00e1ceas tropicais e de seu uso na bioindica\u00e7\u00e3o. Finalmente, demonstrou a import\u00e2ncia dos sedimentos superficiais como ferramenta complementar ao monitoramento da \u00e1gua, uma vez que este compartimento fornece informa\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas integradas no tempo e no espa\u00e7o.<\/p>\n<div id=\"attachment_984\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/simone1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-984\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-984  \" alt=\"Prof.\u00aa Dr.a Thelma A.V. Ludwig, Prof.\u00aa Dr.a Denise C. Bicudo, MSc. Simone Wengrat, Prof.\u00aa Dr.a Fernanda Ferrari\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/simone1-150x150.jpg\" width=\"250\" height=\"250\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-984\" class=\"wp-caption-text\">Prof.\u00aa Dra. Thelma A.V. Ludwig, Prof.\u00aa Dra. Denise C. Bicudo, MSc. Simone Wengrat, Prof.\u00aa Dra. Fernanda Ferrari<\/p><\/div>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: center\">Biodiversidade e distribui\u00e7\u00e3o das diatom\u00e1ceas no Complexo Billings, S\u00e3o Paulo:<br \/>\ninflu\u00eancia da compartimentaliza\u00e7\u00e3o espacial e do estado tr\u00f3fico<\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">O estudo visou avaliar a biodiversidade e a distribui\u00e7\u00e3o das diatom\u00e1ceas planct\u00f4nicas e de sedimentos superficiais em represa urbana de usos m\u00faltiplos e sob grande interfer\u00eancia antropog\u00eanica (Complexo Billings, Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo). Foram definidas 12 esta\u00e7\u00f5es de amostragem distribu\u00eddas no Corpo Central (2), no bra\u00e7o Taquacetuba (3), no bra\u00e7o Rio Pequeno (3) e na represa Rio Grande (4). Foram coletadas amostras de \u00e1gua e de fitopl\u00e2ncton ao longo do perfil vertical nos per\u00edodos de inverno e ver\u00e3o; e de sedimentos superficiais no per\u00edodo de inverno. As an\u00e1lises inclu\u00edram vari\u00e1veis f\u00edsicas e qu\u00edmicas da \u00e1gua e dos sedimentos e an\u00e1lises qualitativa e quantitativa das diatom\u00e1ceas. Para an\u00e1lise dos dados foram aplicados \u00edndices de qualidade da \u00e1gua e de estrutura da comunidade, bem como an\u00e1lises multivariadas e de esp\u00e9cies indicadoras. O \u00edndice de estado tr\u00f3fico variou de mesotr\u00f3fico a supereutr\u00f3fico, sendo influenciado pela compartimentaliza\u00e7\u00e3o espacial do complexo associada ao uso e \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o do solo, ao uso e manejo do reservat\u00f3rio (principalmente o bombeamento do rio Pinheiros e a aplica\u00e7\u00e3o de algicidas) e ao per\u00edodo clim\u00e1tico. O Corpo Central foi o mais degradado, seguido pelo bra\u00e7o Taquacetuba, bra\u00e7o Rio Grande e, por \u00faltimo, pelo bra\u00e7o Rio Pequeno, particularmente, pela sua regi\u00e3o \u00e0 montante. No ver\u00e3o acentuou-se a perda da qualidade da \u00e1gua do bra\u00e7o Taquacetuba associada \u00e0 maior disponibilidade de f\u00f3sforo. Foram identificados 124 t\u00e1xons espec\u00edficos e infraespec\u00edficos no pl\u00e2ncton e 94 nos sedimentos. As maiores riquezas e diversidade foram medidas \u00e0 montante do bra\u00e7o mais protegido para ambas as comunidades, enquanto que as menores o foram na regi\u00e3o mais degradada (Corpo Central) e com aplica\u00e7\u00e3o de algicidas (Represa Rio Grande). Esp\u00e9cies de Aulacoseira estiveram bem representadas no pl\u00e2ncton durante o inverno, e <em>Achnanthidium catenatum<\/em> e esp\u00e9cies de <em>Fragilaria<\/em> no ver\u00e3o. Nos sedimentos, destacaram-se esp\u00e9cies de<em> Aulacoseira<\/em> e <em>Achnanthidium catenatum<\/em>, por\u00e9m, com uma melhor reparti\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. Nem todos os t\u00e1xons dominantes (3) ou abundantes (27) do pl\u00e2ncton e dos sedimentos (19) foram considerados bioindicadores. \u00c0 mesotrofia (montante do bra\u00e7o Rio Pequeno) associaram-se (pela CCA e IndVal) tr\u00eas esp\u00e9cies planct\u00f4nicas (<em>Encyonopsis subcapitata, Eunotia naegelii<\/em> e <em>Brachysira brebissoni<\/em>i) e cinco dos sedimentos (<em>Encyonopsis subcapitata, Brachysira brebissonii, Eunotia veneris<\/em>, <em>Frustulia crassinervia<\/em> e <em>Aulacoseira<\/em> cf. tenella), duas das quais foram comuns aos dois compartimentos. Aos ambientes supereutr\u00f3ficos associaram-se duas esp\u00e9cies planct\u00f4nicas no ver\u00e3o (<em>Fragilaria<\/em> sp.1: complexo F. rumpens e F. cf. crotonensis var. oregona) e aos eutr\u00f3ficos\/supereutr\u00f3ficos, dois t\u00e1xons dos sedimentos (<em>Cyclotella meneghiniana<\/em> e <em>Aulacoseira granulata<\/em> var. <em>granulata<\/em>). Ao ambiente mesotr\u00f3fico com aplica\u00e7\u00e3o de algicida (bra\u00e7o Rio Grande, exceto a montante) associaram-se dois t\u00e1xons planct\u00f4nicos no ver\u00e3o (Fragilaria rumpens var.1 e Achnanthidium catenatum) e tr\u00eas dos sedimentos (<em>A. catenatum<\/em>, <em>A. cf. saprophilum<\/em> e <em>Fragilaria gracilis<\/em>), sendo uma delas comum aos dois compartimentos. No pl\u00e2ncton, Aulacoseira granulata var. granulata associou-se mais ao per\u00edodo de inverno do que \u00e0 trofia do sistema. A estrutura em esp\u00e9cies das diatom\u00e1ceas planct\u00f4nicas foi sens\u00edvel ao estado tr\u00f3fico apenas no ver\u00e3o, sendo tamb\u00e9m influenciada pelo manejo (aplica\u00e7\u00e3o de algicidas), enquanto que as associadas aos sedimentos foram particularmente sens\u00edveis ao estado tr\u00f3fico e ao manejo (algicida). Ainda, as caracter\u00edsticas abi\u00f3ticas dos sedimentos superficiais caracterizaram melhor as diferen\u00e7as espaciais do Complexo, al\u00e9m de indicarem outros impactos antropog\u00eanicos n\u00e3o observados pelas caracter\u00edsticas da \u00e1gua. Desta forma, as diatom\u00e1ceas foram boas indicadoras da qualidade da \u00e1gua, com destaque para o compartimento dos sedimentos, refor\u00e7ando a necessidade de se avan\u00e7ar nos estudos autoecol\u00f3gicos em ambientes tropicais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: diatom\u00e1ceas, eutrofiza\u00e7\u00e3o, fitopl\u00e2ncton, sedimentos de superf\u00edcie, represa urbana.<\/p>\n\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2313\" style=\"border: 0px\" alt=\"pdf_grande\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/Simone_Wengrat_MS.pdf\" target=\"_blank\">Simone Wengrat<br \/>\n&#8220;Biodiversidade e distribui\u00e7\u00e3o das diatom\u00e1ceas no Complexo Billings, S\u00e3o Paulo: influ\u00eancia da compartimentaliza\u00e7\u00e3o espacial e do estado tr\u00f3fico&#8221;<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Simone Wengrat No dia19 de abril de 2011, a aluna da P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo (IBt), Simone Wengrat (Bolsista FAPESP), defendeu sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado intitulada \u201cBiodiversidade e distribui\u00e7\u00e3o das diatom\u00e1ceas no Complexo Billings, S\u00e3o Paulo: influ\u00eancia da compartimentaliza\u00e7\u00e3o espacial e do estado tr\u00f3fico\u201d. 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