{"id":977,"date":"2013-09-18T09:39:01","date_gmt":"2013-09-18T12:39:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=977"},"modified":"2013-09-18T09:39:01","modified_gmt":"2013-09-18T12:39:01","slug":"2011-fabio-reis-dalle-molle","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/2011-fabio-reis-dalle-molle\/","title":{"rendered":"F\u00e1bio Reis Dalle Molle DR"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3777\" style=\"border: 0px\" alt=\"faixapos6\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6-768x131.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/a><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\">F\u00e1bio Reis Dalle Molle<\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: center\">Altera\u00e7\u00f5es do metabolismo do xiloglucano de reserva em pl\u00e2ntulas de<br \/>\n<em>Hymenaea courbaril<\/em>\u00a0L. (Hayne) Lee &amp; Lang. submetidas ao d\u00e9fice h\u00eddrico.<\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Sementes de\u00a0<em>Hymenaea courbaril<\/em>\u00a0L. possuem um polissacar\u00eddeo de parede celular depositado nas c\u00e9lulas do par\u00eanquima cotiledonar. Este polissacar\u00eddeo, denominado xiloglucano, possui uma cadeia principal de glucose, com ramifica\u00e7\u00f5es de xilose e galactose. O xiloglucano \u00e9 depositado nas paredes celulares durante a matura\u00e7\u00e3o da semente e \u00e9 desmontado ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o, o que o caracteriza como um polissacar\u00eddeo de reserva. Seu desmonte \u00e9 feito pela a\u00e7\u00e3o de pelo menos quatro enzimas: xiloglucano endo-trans-glicosilase,\u00a0b-galactosidase,\u00a0b-glucosidase e\u00a0a-xilosidase. A presen\u00e7a deste polissacar\u00eddeo de reserva \u00e9 importante na estrat\u00e9gia de estabelecimento da pl\u00e2ntula, pois a remo\u00e7\u00e3o dos cotil\u00e9dones causa um grande efeito no desenvolvimento desta, com uma grande redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foliar. Este momento de mobiliza\u00e7\u00e3o acontece quando as primeiras folhas da pl\u00e2ntula j\u00e1 est\u00e3o fotossinteticamente ativas. Nesta etapa do seu desenvolvimento, portanto, a pl\u00e2ntula possui duas fontes de carbono independentes: a mobiliza\u00e7\u00e3o do xiloglucano de reserva nos cotil\u00e9dones e a fotoss\u00edntese nas folhas j\u00e1 expandidas. Uma quest\u00e3o essencial para o sucesso do estabelecimento da pl\u00e2ntula \u00e9: como a pl\u00e2ntula coordena o uso de carbono entre essas duas fontes e mant\u00e9m o suprimento de carbono para as partes em desenvolvimento da pl\u00e2ntula (drenos)? A fotoss\u00edntese \u00e9, tipicamente, um processo c\u00edclico, devido \u00e0 disponibilidade da luz, sendo poss\u00edvel apenas durante o dia. Sabe-se que as enzimas de desmonte do xiloglucano tamb\u00e9m apresentam varia\u00e7\u00e3o ao longo do dia, sendo a atividade das enzimas maior \u00e0 noite, per\u00edodo de maior mobiliza\u00e7\u00e3o do xiloglucano de reserva. As duas fontes de carbono da pl\u00e2ntula, portanto, parecem ocorrer de forma alternada ao longo do dia: a fotoss\u00edntese forneceria carbono durante o dia e o xiloglucano de reserva dos cotil\u00e9dones supriria a demanda noturna do eixo embrion\u00e1rio em desenvolvimento at\u00e9 que o indiv\u00edduo se torne completamente autotr\u00f3fico. Fatores que afetem a fotoss\u00edntese, portanto, teriam potencial para alterar tal balan\u00e7o, uma vez que o eixo teria que sustentar seu crescimento apenas a partir de uma das reservas. A condi\u00e7\u00e3o de estresse h\u00eddrico, por exemplo, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o limitante da fotoss\u00edntese. Uma das primeiras respostas ao d\u00e9ficit h\u00eddrico \u00e9 o fechamento estom\u00e1tico, que impede a realiza\u00e7\u00e3o de trocas gasosas e, conseq\u00fcentemente, a fotoss\u00edntese. A resposta da planta ao estresse h\u00eddrico, portanto, tem um grande potencial de alterar o uso das reservas da planta, uma vez que nessa circunst\u00e2ncia, a reserva deve suprir toda a demanda energ\u00e9tica da pl\u00e2ntula. Nosso objetivo foi estudar as respostas fisiol\u00f3gicas das pl\u00e2ntulas de\u00a0<em>Hymenaea courbaril\u00a0<\/em>L. ao d\u00e9ficit h\u00eddrico e o efeito desse d\u00e9ficit sobre a mobiliza\u00e7\u00e3o das reservas. Para isso, as sementes foram embebidas e ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o, transferidas para vasos e mantidas em casa de vegeta\u00e7\u00e3o por 32 dias at\u00e9 os e\u00f3filos come\u00e7arem a se expandir, quando, ent\u00e3o foram iniciados os regimes de rega (di\u00e1ria, a cada 7 e a cada 14 dias). Foram feitas quatro coletas: 32, 39, 46 e 53 dias ap\u00f3s o in\u00edcio da embebi\u00e7\u00e3o. Foram determinados os pesos fresco e seco nos diferentes \u00f3rg\u00e3os (raiz, hipoc\u00f3tilo, epic\u00f3tilo, cotil\u00e9dones e folhas), al\u00e9m dos teores de xiloglucano, de carboidratos sol\u00faveis e de prolina nos cotil\u00e9dones. Foram medidos o potencial h\u00eddrico no epic\u00f3tilo, o conte\u00fado de \u00e1gua, o teor relativo de \u00e1gua e a fluoresc\u00eancia m\u00e1xima dos e\u00f3filos. Para acompanhar as altera\u00e7\u00f5es no padr\u00e3o de mobiliza\u00e7\u00e3o do xiloglucano de reserva, foram determinadas as atividades de b-galactosidase e b-glucosidase dos cotil\u00e9dones coletados de 8 em 8 horas durante 2 dias no auge da mobiliza\u00e7\u00e3o do xiloglucano de reserva, al\u00e9m do estudo das altera\u00e7\u00f5es nos n\u00edveis de sacarose nas mesmas amostras. O crescimento das pl\u00e2ntulas foi menor naquelas submetidas ao d\u00e9ficit h\u00eddrico, o que gerou menores taxas de mobiliza\u00e7\u00e3o do xiloglucano. Estas plantas apresentaram potencial h\u00eddrico, conte\u00fado de \u00e1gua, conte\u00fado relativo de \u00e1gua e fluoresc\u00eancia mais baixa que as plantas controle. Aos 46 dias, houve um aumento da massa seca nas plantas n\u00e3o estressadas, mas este aumento n\u00e3o ocorreu nas plantas regadas a cada 14 dias. Na \u00faltima coleta, o rendimento de xiloglucano de reserva foi menor nos tratamentos sob estresse, mostrando a completa exaust\u00e3o da reserva quando o xiloglucano \u00e9 a \u00fanica fonte de carbono. Quanto \u00e0 atividade enzim\u00e1tica, a atividade foi reduzida nas plantas sob d\u00e9ficit no per\u00edodo que seria a maior mobiliza\u00e7\u00e3o das reservas, corroborando a observa\u00e7\u00e3o de que as reservas estariam sendo mobilizadas mais lentamente. N\u00e3o foi detectado um pico de atividade das enzimas \u00e0 noite, sugerindo que, na aus\u00eancia da fotoss\u00edntese, a atividade das enzimas de mobiliza\u00e7\u00e3o de carbono \u00e9 mantida com menor varia\u00e7\u00e3o ao longo do dia, suprindo as necessidades do eixo embrion\u00e1rio durante o dia inteiro. Apesar das atividades enzim\u00e1ticas mais baixas, no hor\u00e1rio em que a sacarose atinge a m\u00e1xima concentra\u00e7\u00e3o (10 horas), os cotil\u00e9dones das plantas submetidas ao estresse apresentaram concentra\u00e7\u00e3o de sacarose 3 vezes maior que as plantas controle, retornando a valores semelhantes 8 horas depois, o que demonstra a maci\u00e7a exporta\u00e7\u00e3o de sacarose durante esse per\u00edodo nas plantas estressadas. Em uma condi\u00e7\u00e3o de campo, pode-se supor o modelo onde o d\u00e9ficit h\u00eddrico reduziria as taxas de crescimento das pl\u00e2ntulas, fazendo com que as reservas durassem mais, sustentando a pl\u00e2ntula viva sem fotoss\u00edntese por mais tempo, at\u00e9 que a condi\u00e7\u00e3o de estresse n\u00e3o mais fosse imposta \u00e0 planta. O controle das fontes de carbono, portanto, \u00e9 um importante elemento na resposta da planta ao estresse ambiental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Palavras-chave:<\/strong>\u00a0Leguminosae, enzimas, polissacar\u00eddeo, mobiliza\u00e7\u00e3o, estresse<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2313\" style=\"border: 0px\" alt=\"pdf_grande\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/Fabio_Reis_Dalle_Molle_DR.pdf\" target=\"_blank\">F\u00e1bio Reis Dalle Molle<br \/>\nAltera\u00e7\u00f5es do metabolismo do xiloglucano de reserva em pl\u00e2ntulas de<br \/>\n<em>Hymenaea courbaril<\/em> L. (Hayne) Lee &amp; Lang. submetidas ao d\u00e9fice h\u00eddrico.<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1bio Reis Dalle Molle Altera\u00e7\u00f5es do metabolismo do xiloglucano de reserva em pl\u00e2ntulas de Hymenaea courbaril\u00a0L. (Hayne) Lee &amp; Lang. submetidas ao d\u00e9fice h\u00eddrico. RESUMO Sementes de\u00a0Hymenaea courbaril\u00a0L. possuem um polissacar\u00eddeo de parede celular depositado nas c\u00e9lulas do par\u00eanquima cotiledonar. 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