{"id":8369,"date":"2023-02-06T09:18:52","date_gmt":"2023-02-06T11:18:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=8369"},"modified":"2023-02-06T09:33:23","modified_gmt":"2023-02-06T11:33:23","slug":"douglas-santos-oliveira-ms","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/douglas-santos-oliveira-ms\/","title":{"rendered":"Douglas Santos Oliveira &#8211; MS"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8353 aligncenter\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/01\/faixaposipa.jpg\" alt=\"\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/01\/faixaposipa.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/01\/faixaposipa-320x55.jpg 320w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/01\/faixaposipa-768x132.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/01\/faixaposipa-250x43.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/01\/faixaposipa-550x94.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/01\/faixaposipa-800x137.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\">Douglas Santos Oliveira<\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8370 aligncenter\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms.jpg\" alt=\"\" width=\"999\" height=\"562\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms.jpg 999w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms-320x180.jpg 320w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms-768x432.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms-250x141.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms-550x309.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms-800x450.jpg 800w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms-533x300.jpg 533w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms-889x500.jpg 889w\" sizes=\"(max-width: 999px) 100vw, 999px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A defesa aconteceu \u00e0s 14:00 do dia 30 de setembro de 2022 por meio de videochamada (Google Meet), com a presen\u00e7a dos Doutores Denilson Fernandes Peralta, Hermerson Cassiano de Oliveira e Allan Laid Alkimim Faria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O trabalho envolveu o levantamento das bri\u00f3fitas da Reserva Biol\u00f3gica do Alto da Serra de Paranapiacaba (RBASP), cuja listagem flor\u00edstica resultou em 425 esp\u00e9cies do grupo. Foram registradas 22 esp\u00e9cies pela primeira vez para o estado de S\u00e3o Paulo, sendo duas delas, Cheilolejeunea asperiflora e Drepanolejeunea integribracteata novos registros para a Mata Atl\u00e2ntica. S\u00e3o listadas 67 esp\u00e9cies end\u00eamicas do Brasil na Reserva, estando 31 spp. restritas \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica. As expedi\u00e7\u00f5es a campo resultaram ainda em 79 novas esp\u00e9cies que nunca haviam sido coletadas na Reserva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim como outros trabalhos flor\u00edsticos com bri\u00f3fitas, que apontam a fam\u00edlia Lejeuneaceae aparece como a mais rica (o que tamb\u00e9m foi confirmado neste trabalho), para esses mesmos trabalhos as esp\u00e9cies de Anthocerotophyta s\u00e3o citadas como escassas (Visnadi 2005, Visnadi 2009; Yano &amp; Peralta 2007, Peralta &amp; Yano 2008, Carmo<em> et al<\/em> 2016, Am\u00e9lio <em>et al<\/em> 2019). Por\u00e9m, mesmo em menor n\u00famero quando comparado \u00e0s outras duas divis\u00f5es de bri\u00f3fitas, a Reserva concentra 16% das esp\u00e9cies de ant\u00f3ceros reconhecidas no Brasil. Quando consideradas apenas as esp\u00e9cies encontradas em S\u00e3o Paulo, o valor atinge um quarto do total (Flora e Funga do Brasil 2022). As esp\u00e9cies de ant\u00f3ceros encontradas foram: Anthoceros hispidus, Nothoceros vincentianus e Phaeoceros carolinianus, com exce\u00e7\u00e3o desta \u00faltima, as esp\u00e9cies s\u00e3o conhecidas apenas para a Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outro objetivo deste trabalho foi a realiza\u00e7\u00e3o de uma avalia\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das bri\u00f3fitas coletadas na Reserva com mais de um s\u00e9culo e tamb\u00e9m listagem de esp\u00e9cies citadas em documentos hist\u00f3ricos a fim de verificar se existiu uma substitui\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies ao longo do tempo na localidade, al\u00e9m de lan\u00e7ar luz sobre esses trabalhos hist\u00f3ricos realizados por naturalistas c\u00e9lebres como Hoehne, Herzog, Schiffner e Arnell.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao todo foram reanalisadas 1.105 exsicatas, das quais 69 esp\u00e9cies citadas nas listagens puderam ser confirmadas e 164 esp\u00e9cies citadas em alguma delas n\u00e3o foram localizadas. As esp\u00e9cies encontradas foram agrupadas segundo o per\u00edodo de ocorr\u00eancia (PA1: 1900-1922) e (PA2: 2000-2022) e classificadas como \u201cresilientes\u201d ou \u201cexclusivas\u201d. 103 esp\u00e9cies est\u00e3o sendo consideradas como resilientes, uma vez que foram encontradas nos dois per\u00edodos analisados. Observamos que a comunidade mudou, pois 73 esp\u00e9cies coletadas h\u00e1 100 anos (PA1) n\u00e3o s\u00e3o mais encontradas e 111 esp\u00e9cies foram registradas apenas nos \u00faltimos 20 anos (PA2). As esp\u00e9cies exclusivas foram categorizadas quanto \u00e0s caracter\u00edsticas morfoecol\u00f3gicas, visando identificar as modifica\u00e7\u00f5es na comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A rean\u00e1lise das amostras do herb\u00e1rio resultou em 56 spp. citadas pela primeira vez para a Reserva, que abrange coletas realizadas no PA1, e em 18 spp. coletadas no PA2 que passam a ser reconhecidas para a localidade. Essas novas identifica\u00e7\u00f5es resultam do fato das amostras estarem misturadas com seus substratos e umas \u00e0s outras e tamb\u00e9m pela pr\u00e1tica (ainda) comum de se identificar apenas a esp\u00e9cie em maior presen\u00e7a na exsicata. As expedi\u00e7\u00f5es de campo realizadas por este trabalho contribu\u00edram com 80 spp. coletadas pela primeira vez na Reserva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A exist\u00eancia de 69 esp\u00e9cies (37 spp. em PA1 e 32 spp. em PA2) para a RBASP, citadas em alguma das listagens, ou em mais de uma delas, pode ser confirmada, possuindo agora n\u00famero de voucher f\u00edsico que pode ser consultado e um total de 163 esp\u00e9cies citadas em alguma das listagens, ou em mais de uma delas, para a Reserva n\u00e3o foram localizadas nas amostras do Herb\u00e1rio SP, logo, a exist\u00eancia delas n\u00e3o pode ser confirmada. As bases de dados JACQ (Herb\u00e1rios de Jena e Viena) e o Herbarium Catalogue (Herb\u00e1rio de Estocolmo) tamb\u00e9m n\u00e3o possuem registro das amostras enviadas para fora do Brasil. Os curadores dessas Institui\u00e7\u00f5es relataram que as informa\u00e7\u00f5es sobre muitos esp\u00e9cimes dessa \u00e9poca ainda n\u00e3o foram digitalizadas, ou que existe um v\u00e1cuo informacional de como esse material chegou \u00e0s respectivas cole\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este trabalho apresenta o estudo das bri\u00f3fitas para a Reserva em mais de um s\u00e9culo e os resultados nele alcan\u00e7ados mostram a diversidade e o endemismo de esp\u00e9cies do grupo nesta localidade. O esfor\u00e7o amostral deste levantamento flor\u00edstico atingiu 73% do valor estimado para a diversidade de esp\u00e9cies de bri\u00f3fitas da Reserva. Dentro das limita\u00e7\u00f5es operacionais para a realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa, tem-se uma boa representa\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies do grupo dentro do total que poderia vir a ser encontrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mesmo a regi\u00e3o sudeste do Brasil apresentando um n\u00famero elevado de invent\u00e1rios flor\u00edsticos com bri\u00f3fitas em fragmentos de Mata Atl\u00e2ntica, os novos registros encontrados para o estado de S\u00e3o Paulo e para a pr\u00f3prio Dom\u00ednio Fitogeogr\u00e1fico, com a presen\u00e7a de diversas esp\u00e9cies cuja distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada restrita e\/ou end\u00eamica do Brasil, real\u00e7am essa modalidade de pesquisa como um importante instrumento para o conhecimento da biodiversidade do grupo, especialmente pelas informa\u00e7\u00f5es provenientes das amostras em herb\u00e1rio. Por sua vez, invent\u00e1rios flor\u00edsticos podem auxiliar em pol\u00edticas p\u00fablicas ambientais para implementar e\/ou assegurar localidades de preserva\u00e7\u00e3o da natureza, ao dar a dimens\u00e3o da biodiversidade presente em determinada regi\u00e3o. Fica demonstrado como a Reserva pioneira na Am\u00e9rica do Sul e a \u00fanica pr\u00f3xima do litoral paulista representa um importante cintur\u00e3o verde de prote\u00e7\u00e3o ambiental para a Mata Atl\u00e2ntica e a diversidade nela contida, refor\u00e7ando assim que seu car\u00e1ter protetivo assegurado pela lei deve ser mantido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O presente trabalho, ainda ao reanalisar todo o material de bri\u00f3fitas depositado no Herb\u00e1rio SP provenientes da RBASP, pode confirmar a exist\u00eancia de esp\u00e9cies at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas para a regi\u00e3o, ou que citadas em outros trabalhos, n\u00e3o possu\u00edam um voucher f\u00edsico que pudesse ser consultado. Foram exclu\u00eddos t\u00e1xons citados nas listas hist\u00f3ricas estudadas, trazendo assim, a real ocorr\u00eancia de esp\u00e9cies encontradas at\u00e9 ent\u00e3o na Reserva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao se debru\u00e7ar justamente nos trabalhos realizados com as bri\u00f3fitas nos primeiros anos da Reserva, pode-se lan\u00e7ar luz sobre esses documentos, bem como entender pr\u00e1ticas e estudos daquela \u00e9poca. O contato com as institui\u00e7\u00f5es internacionais aqui consultadas tamb\u00e9m abre possibilidades de novas parcerias que visem a aprofundar o conhecimento do material coletado por naturalistas de s\u00e9culos atr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gostaria de agradecer ao Instituto de Pesquisas Ambientais de S\u00e3o Paulo (IPA) por toda infraestrutura prestada para a realiza\u00e7\u00e3o deste trabalho. \u00c0 Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (CAPES) pela bolsa concedida durante boa parte do per\u00edodo desse mestrado.<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Levantamento flor\u00edstico e avalia\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das bri\u00f3fitas da Reserva Biol\u00f3gica do Alto da Serra de Paranapiacaba, S\u00e3o Paulo, Brasil<\/strong><\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>ABSTRACT<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bryophytes are terrestrial cryptogamous plants, grouped in three Divisions: Anthocerotophyta (Wantworts), Marchantiophyta (Liverworts) and Bryophyta (Mosses), composing a monophyletic clade between liverworts and mosses (the Setaphyta group), and hornworts as a sister clade of tracheophytes (Cole et al. 2019, Delaux et al. 2019, Li et al. 2020). With about 24,000 cataloged species, they are the second largest known plant group (Frahm 2003, Qing-Hua et al. 2022) and represent the oldest existing terrestrial plant group with historical record by geographical dispersion of spores dating from 350 to 400 million years ago in the Devonian Era (Mend\u00e3o 2007, K\u00fcrschner 2008, Pereira 2009). The small size of most species and the fragile structures that constitute them make the fossilization process difficult and, therefore, the dating of the origin of the group (Frahm 2003). However, molecular inferences go even further into the past, indicating its emergence in 500 million years (Morris et al. 2018; Sz\u00f6v\u00e9nyi et al. 2021). Morphological, physiological and molecular characteristics place bryophytes as an intermediate group between charophyte algae (Charophyceae) and vascular plants (Cox et al. 2010). Singularities of bryophytes such as: poikilohydry, ability to attach to the most diverse substrates, metabolic delay when dry and different forms of reproduction, give them resistance to the most varied habitats and propagation opportunities that often manage to circumvent the absence of a vascular system (mostly of species). Also, the predominance of the gametophytic phase n over the sporophytic phase 2n distinguishes them from other plant groups (Proctor &amp; Tuba 2002, Frahm 2003, Vanderpoorten &amp; Goffinet 2009, Cox et al. 2010, Huttunen et al. 2018). Present in almost all ecosystems, except the marine one, it is in tropical forests that bryophytes stand out in species diversity and endemism (Delgadillo 1994, Vanderpoorten &amp; Goffinet 2009). These phytophysiognomies are historically described as an \u201cexuberant Eldorado\u201d of bryophytes in the world (P\u00f3cs 1982). The climatic and landscape variety in these places place bryophytes not only in important relevance in the floristic composition, but also in an active role in the ecological processes present there (Gradstein et al. 2001, Costa &amp; Lima 2005, Oliveira &amp; Bastos 2014). It is estimated that the Neotropical region contains a third of the bryophyte species on the planet (Gradstein et al. 2001, Frahm 2003) and in this scenario, the bryophytes of Brazil with 1,610 cataloged species, are equivalent to 12% of the registered for the Neotropics (Flora and Funga do Brasil 2022). Within the divisions, the last checklist for the country listed 898 mosses, 694 liverworts and 18 hornwort species (Flora e Funga do Brasil 2022). Considered a center of diversification and endemism for bryophytes in Brazil, greater than that perceived in the Amazon and Cerrado, the Atlantic Forest &#8211; smaller in extent than both -, leads in number of species with 1,354, of which 242 are endemic (Alvarenga &amp; P\u00f4rto 2007, Costa &amp; Peralta 2015, Flora and Funga do Brasil 2022). With a total area of \u200b\u200b336 hectares and predominantly vegetation cover of the Atlantic Forest, with emphasis on the phytophysiognomies of tall forest and low forest (Sugiyama et al. 2009), the Alto da Serra de Paranapiacaba Biological Reserve (RBASP) is considered the first Biological Reserve of South America (Lopes &amp; Kirizawa 200) and the only Biological Reserve in the state of S\u00e3o Paulo located close to the coast (Gutjahr &amp; Tavares 2009). Under the name of Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica do Alto da Serra (EBAS), it was created in 1909 by the physician-naturalist and director of the Paulista Museum Hermann Friedrich Albrecht von Ihering and later integrated into the Department of Botany of the state of S\u00e3o Paulo, of the Secretary of Agriculture &#8211; which would become the then Instituto de Bot\u00e2nica (IBt), through Decree 9.715\/38 (Lopes &amp; Kirizawa 2009). In 2021, with the publication of Decree 65,796, the Government of the State of S\u00e3o Paulo created the Institute of Environmental Research (IPA) from the merger of the Geological and Botanical Institutes and extinguished the Forestry Institute (S\u00e3o Paulo 2021). The flora found in the Reserve has impressed visitors and researchers since its foundation, and different studies carried out in the region indicate the complexity, richness, diversity and high rate of endemism of the species present there (Lopes &amp; Kirizawa 2009, Sugiyama et al. 2009b) . In this context, the bryophytes present in RBASP are a significant group in the floristic composition of the area, containing all three divisions and relevant species diversity (Yano et al. 2009). However, the scientific production as a whole in the Reserve is still low considering the time of its existence and its significant historical past (Melo et al. 2009; Bocchi &amp; Pataca 2022). This work aims to carry out a general floristic survey of the Reserve&#8217;s bryophytes, analyzing the material deposited in the Herbarium SP, more new collections and also making a historical evaluation of all this material, also making use of documents with lists of species collected by naturalists in the region between the 19th and 20th centuries throughout the Reserve&#8217;s existence, in order to verify a possible change in the species community over more than a century. The results were divided into two and organized with the following titles: <strong>1. Bryophytes from the Biological Reserve of Alto da Serra de Paranapiacaba, S\u00e3o Paulo &#8211; Brazil<\/strong>, This is the widest floristic survey with bryophytes for the locality in more than a century of its existence, with 425 species being recognized with the three divisions represented. Lejeuneaceae is the richest family with 94 species, for mosses Sematophyllaceae stands out with 22 spp. and hornworts are represented by 03 spp. 22 species were recorded for the first time for the state of S\u00e3o Paulo, two of which, Cheilolejeunea asperiflora and Drepanolejeunea integribracteata, are new records for the Atlantic Forest. 67 species endemic to Brazil are listed in the Reserve, with 31 spp. restricted to the Atlantic Forest. Field expeditions also resulted in 79 new species that had never been collected in the Reserve. The sampling effort of this floristic survey reached 73% of the estimated value for the total diversity of species in the Reserve that could be found. <strong>2 &#8211; Historical evaluation of bryophytes from the Biological Reserve of Alto da Serra de Paranapiacaba, S\u00e3o Paulo, Brazil<\/strong>, This study consisted of the reanalysis of the samples mentioned in two works from the beginning of the 20th century and one carried out in 2009, in addition to new collections. In all, 1,105 specimens were analyzed, of which 69 species cited in the listings could be confirmed and 164 species cited in any of them were not found. The species found were grouped according to the period of occurrence (PA1: 1900-1922) and (PA2: 2000-2022) and classified as \u201cresilient\u201d or \u201cexclusive\u201d. 103 species are being considered as resilient, since they were found in the two analyzed periods. We observed that the community changed, as 73 species collected 100 years ago (PA1) are no longer found and 111 species were recorded only in the last 20 years (PA2). Exclusive species were categorized according to morphoecological characteristics, aiming to identify changes in the community. The results obtained by PCA suggest that for the two communities analyzed (PA1 and PA2), the abiotic factors considered have a strong influence on the composition of the species present. Both communities showed many morphoecological similarities, which leads to the assumption that the Reserve maintains the environmental conditions that support the diversity of the bryophyte community over time.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Key words<\/strong>: Historical evaluation, bryophytes, floristics, Hoehne, Atlantic Forest.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As bri\u00f3fitas s\u00e3o plantas cript\u00f3gamas terrestres, reunidas em tr\u00eas Divis\u00f5es: Anthocerotophyta (Ant\u00f3ceros), Marchantiophyta (Hep\u00e1ticas) e Bryophyta (Musgos), compondo um clado monofil\u00e9tico entre hep\u00e1ticas e musgos (o grupo Setaphyta), e os ant\u00f3ceros como clado-irm\u00e3o das traque\u00f3fitas (Cole et al. 2019, Delaux et al. 2019, Li et al. 2020). Com cerca de 24.000 esp\u00e9cies catalogadas, s\u00e3o o segundo maior grupo vegetal conhecido (Frahm 2003, Qing-Hua et al. 2022) e representam o mais antigo grupo vegetal terrestre existente com registro hist\u00f3rico por dispers\u00e3o geogr\u00e1fica de esporos que datam de 350 a 400 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s na Era Devoniana (Mend\u00e3o 2007, K\u00fcrschner 2008, Pereira 2009). O porte pequeno na maioria das esp\u00e9cies e as estruturas fr\u00e1geis que as constituem, dificultam o processo de fossiliza\u00e7\u00e3o e dessa maneira, a data\u00e7\u00e3o da origem do grupo (Frahm 2003). Por\u00e9m, infer\u00eancias moleculares avan\u00e7am ainda mais no passado, indicando o seu surgimento em 500 milh\u00f5es de anos (Morris et al. 2018; Sz\u00f6v\u00e9nyi et al. 2021). Caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas, fisiol\u00f3gicas e moleculares colocam as bri\u00f3fitas como um grupo intermedi\u00e1rio entre as algas car\u00f3fitas (Charophyceae) e as plantas vasculares (Cox et al. 2010). Singularidades das bri\u00f3fitas como: poiquiloidria, capacidade de fixa\u00e7\u00e3o nos mais diversos substratos, retardo metab\u00f3lico quando secas e diferentes formas de reprodu\u00e7\u00e3o, lhes conferem resist\u00eancia aos mais variados h\u00e1bitats e oportunidades de propaga\u00e7\u00e3o que conseguem muitas vezes contornar a aus\u00eancia de um sistema vascular (na maioria das esp\u00e9cies). Tamb\u00e9m a predomin\u00e2ncia da fase gametof\u00edtica n sobre a fase esporof\u00edtica 2n as distingue dos demais grupos vegetais (Proctor &amp; Tuba 2002, Frahm 2003, Vanderpoorten &amp; Goffinet 2009, Cox et al. 2010, Huttunen et al. 2018). Presentes em quase todos os ecossistemas, exceto no marinho, s\u00e3o nas florestas tropicais que as bri\u00f3fitas se destacam em diversidade e endemismo de esp\u00e9cies (Delgadillo 1994, Vanderpoorten &amp; Goffinet 2009). Essas fitofisionomias s\u00e3o descritas historicamente como um \u201cexuberante eldorado\u201d das bri\u00f3fitas no mundo (P\u00f3cs 1982). A variedade clim\u00e1tica e paisag\u00edstica nesses locais colocam as bri\u00f3fitas n\u00e3o apenas em importante relev\u00e2ncia na composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica, mas tamb\u00e9m em papel ativo nos processos ecol\u00f3gicos ali presentes (Gradstein et al. 2001, Costa &amp; Lima 2005, Oliveira &amp; Bastos 2014). Calcula-se que a regi\u00e3o neotropical contenha um ter\u00e7o das esp\u00e9cies de bri\u00f3fitas do planeta (Gradstein et al. 2001, Frahm 2003) e nesse cen\u00e1rio, as bri\u00f3fitas do Brasil com 1.610 esp\u00e9cies catalogadas, equivalem a 12% do registrado para o Neotr\u00f3pico (Flora e Funga do Brasil 2022). Dentro das divis\u00f5es, o \u00faltimo checklist para o pa\u00eds listou 898 musgos, 694 hep\u00e1ticas e 18 esp\u00e9cies de ant\u00f3ceros (Flora e Funga do Brasil 2022). Considerada um centro de diversifica\u00e7\u00e3o e endemismo de bri\u00f3fitas no Brasil, maior que o percebido na Amaz\u00f4nia e no Cerrado, a Mata Atl\u00e2ntica &#8211; menor em extens\u00e3o que ambos -, lidera em n\u00famero de esp\u00e9cies com 1.354, das quais 242 s\u00e3o end\u00eamicas (Alvarenga &amp; P\u00f4rto 2007, Costa &amp; Peralta 2015, Flora e Funga do Brasil 2022). Com uma \u00e1rea total de 336 hectares e com cobertura vegetal predominante de Mata Atl\u00e2ntica, com destaque para as fitofisionomias de floresta alta e floresta baixa (Sugiyama et al. 2009) a Reserva Biol\u00f3gica do Alto da Serra de Paranapiacaba (RBASP) \u00e9 considerada a primeira Reserva Biol\u00f3gica da Am\u00e9rica do Sul (Lopes &amp; Kirizawa 200) e a \u00fanica Reserva Biol\u00f3gica do estado de S\u00e3o Paulo situada pr\u00f3xima ao litoral (Gutjahr &amp; Tavares 2009). Sob o nome de Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica do Alto da Serra (EBAS), foi criada em 1909 pelo m\u00e9dico-naturalista e diretor do Museu Paulista Hermann Friedrich Albrecht von Ihering e integrada posteriormente ao Departamento de Bot\u00e2nica do estado de S\u00e3o Paulo, da Secretaria da Agricultura &#8211; que viria a ser o ent\u00e3o Instituto de Bot\u00e2nica (IBt), por meio do Decreto 9.715\/38 (Lopes &amp; Kirizawa 2009). Em 2021, com a publica\u00e7\u00e3o do Decreto 65.796, o Governo do Estado de S\u00e3o Paulo criou o Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) a partir da fus\u00e3o dos Institutos Geol\u00f3gico e de Bot\u00e2nica e extinguiu o Instituto Florestal (S\u00e3o Paulo 2021). A flora encontrada na Reserva impressiona visitantes e pesquisadores desde sua funda\u00e7\u00e3o, e diferentes estudos realizados na regi\u00e3o indicam a complexidade, a riqueza, a diversidade e o alto \u00edndice de endemismo das esp\u00e9cies ali presentes (Lopes &amp; Kirizawa 2009, Sugiyama et al. 2009b). Nesse contexto, as bri\u00f3fitas presentes na RBASP s\u00e3o um grupo significativo na composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica da \u00e1rea, contendo todas as tr\u00eas divis\u00f5es e relevante diversidade de esp\u00e9cies (Yano et al. 2009). Todavia, a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um todo na Reserva se demonstra ainda baixa se considerado o tempo de sua exist\u00eancia e o seu passado hist\u00f3rico significativo (Melo et al. 2009; Bocchi &amp; Pataca 2022). Este trabalho visa realizar o levantamento flor\u00edstico geral das bri\u00f3fitas da Reserva, analisando o material depositado no Herb\u00e1rio SP, mais novas coletas e tamb\u00e9m fazer uma avalia\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de todo esse material, lan\u00e7ando m\u00e3o tamb\u00e9m de documentos com listagens de esp\u00e9cies coletadas por naturalistas na regi\u00e3o no in\u00edcio do s\u00e9culo XX em todo per\u00edodo de exist\u00eancia da Reserva, a fim de verificar uma poss\u00edvel modifica\u00e7\u00e3o na comunidade de esp\u00e9cies ao longo de mais de um s\u00e9culo. Os resultados foram divididos em dois e organizados com os seguintes t\u00edtulos: <strong>1. Bri\u00f3fitas da Reserva Biol\u00f3gica do Alto da Serra de Paranapiacaba, S\u00e3o Paulo &#8211; Brasil, <\/strong>Este \u00e9 o mais amplo levantamento flor\u00edstico com bri\u00f3fitas para a localidade em mais de um s\u00e9culo de sua exist\u00eancia, sendo reconhecidas 425 esp\u00e9cies com as tr\u00eas divis\u00f5es representadas. Lejeuneaceae \u00e9 a fam\u00edlia mais rica com 94 esp\u00e9cies, para os musgos destaque para Sematophyllaceae com 22 spp. e os ant\u00f3ceros est\u00e3o representados por 03 spp. Foram registradas 22 esp\u00e9cies pela primeira vez para o estado de S\u00e3o Paulo, sendo duas delas, Cheilolejeunea asperiflora e Drepanolejeunea integribracteata novos registros para a Mata Atl\u00e2ntica. S\u00e3o listadas 67 esp\u00e9cies end\u00eamicas do Brasil na Reserva, estando 31 spp. restritas \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica. As expedi\u00e7\u00f5es a campo resultaram ainda em 79 novas esp\u00e9cies que nunca haviam sido coletadas na Reserva. O esfor\u00e7o amostral deste levantamento flor\u00edstico atingiu 73% do valor estimado para a diversidade total de esp\u00e9cies da Reserva que poderiam vir a ser encontradas. <strong>2 &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das bri\u00f3fitas da Reserva Biol\u00f3gica do Alto da Serra de Paranapiacaba, S\u00e3o Paulo, Brasil, <\/strong>Este estudo consistiu na rean\u00e1lise das amostras citadas em dois trabalhos do in\u00edcio do s\u00e9culo XX e um realizado em 2009, al\u00e9m de novas coletas. Ao todo foram analisadas 1.105 exsicatas, das quais 69 esp\u00e9cies citadas nas listagens puderam ser confirmadas e 164 esp\u00e9cies citadas em alguma delas n\u00e3o foram localizadas. As esp\u00e9cies encontradas foram agrupadas segundo o per\u00edodo de ocorr\u00eancia (PA1: 1900-1922) e (PA2: 2000-2022) e classificadas como \u201cresilientes\u201d ou \u201cexclusivas\u201d. 103 esp\u00e9cies est\u00e3o sendo consideradas como resilientes, uma vez que foram encontradas nos dois per\u00edodos analisados. Observamos que a comunidade mudou, pois 73 esp\u00e9cies coletadas h\u00e1 100 anos (PA1) n\u00e3o s\u00e3o mais encontradas e 111 esp\u00e9cies foram registradas apenas nos \u00faltimos 20 anos (PA2). As esp\u00e9cies exclusivas foram categorizadas quanto \u00e0s caracter\u00edsticas morfoecol\u00f3gicas, visando identificar as modifica\u00e7\u00f5es na comunidade. Os resultados obtidos pela PCA sugerem que para as duas comunidades analisadas (PA1 e PA2), os fatores abi\u00f3ticos considerados possuem forte influ\u00eancia na composi\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies presentes. Ambas as comunidades apresentaram muitas semelhan\u00e7as morfoecol\u00f3gicas, o que leva a supor que a Reserva mant\u00e9m as condi\u00e7\u00f5es ambientais que suportam a diversidade da comunidade de bri\u00f3fitas ao longo do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Avalia\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, bri\u00f3fitas, flor\u00edstica, Hoehne, Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms.pdf\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" alt=\"pdf_grande\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms.pdf\"><strong>Douglas Santos Oliveira<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2023\/02\/douglas-santos-oliveira-ms.pdf\">Levantamento flor\u00edstico e avalia\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das bri\u00f3fitas da Reserva Biol\u00f3gica do Alto da Serra de Paranapiacaba, S\u00e3o Paulo, Brasil<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Douglas Santos Oliveira A defesa aconteceu \u00e0s 14:00 do dia 30 de setembro de 2022 por meio de videochamada (Google Meet), com a presen\u00e7a dos Doutores Denilson Fernandes Peralta, Hermerson Cassiano de Oliveira e Allan Laid Alkimim Faria. 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