{"id":829,"date":"2013-09-17T14:59:44","date_gmt":"2013-09-17T17:59:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=829"},"modified":"2013-09-17T14:59:44","modified_gmt":"2013-09-17T17:59:44","slug":"2012-vanessa-fatima-de-oliveira","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/2012-vanessa-fatima-de-oliveira\/","title":{"rendered":"Vanessa F\u00e1tima de Oliveira DR"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3777\" style=\"border: 0px\" alt=\"faixapos6\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6-768x131.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/a><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\">Vanessa F\u00e1tima de Oliveira<\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\">A bi\u00f3loga Vanessa F\u00e1tima de Oliveira (bolsista FAPESP), aluna do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Bot\u00e2nica, defendeu sua tese de doutorado intitulada<br \/>\n\u201cIntera\u00e7\u00e3o entre a atmosfera enriquecida em CO2 e o d\u00e9ficit h\u00eddrico: efeitos no metabolismo de frutanos<br \/>\nem duas esp\u00e9cies de Asteraceae do cerrado\u201d<br \/>\nno dia 29 de fevereiro de 2012, no Centro de Estudos em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Bot\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">A banca examinadora foi presidida pela sua orientadora, Dra. Maria Angela Machado de Carvalho (N\u00facleo de Fisiologia e Bioqu\u00edmica \u2013 IBt) e composta pelo Prof. Dr. Carlos Henrique Britto de Assis Prado (UFSCar), Prof. Dr. Massanori Takaki (Unesp),<br \/>\nProfa. Dra. Rita de C\u00e1ssia Figueiredo-Ribeiro (N\u00facleo de Fisiologia e Bioqu\u00edmica \u2013 IBt) e Prof. Dr. Danilo da Cruz Centeno (UFABC).<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: center\">Intera\u00e7\u00e3o entre a atmosfera enriquecida em CO2 e o d\u00e9ficit h\u00eddrico:<br \/>\nefeitos no metabolismo de frutanos em duas esp\u00e9cies de Asteraceae do cerrado<\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Estudos recentes prev\u00eaem aumento na concentra\u00e7\u00e3o de CO<sub>2<\/sub>\u00a0atmosf\u00e9rico e, consequentemente, mudan\u00e7as nos padr\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o j\u00e1 para o final desse s\u00e9culo. Alguns modelos clim\u00e1ticos sugerem que na Am\u00e9rica do Sul haver\u00e1 longos per\u00edodos de seca, o que poder\u00e1 levar a uma substitui\u00e7\u00e3o de parte da Floresta Amaz\u00f4nica por cerrado. A vegeta\u00e7\u00e3o desse bioma caracteriza-se por apresentar uma s\u00e9rie de estrat\u00e9gias adaptativas para superar condi\u00e7\u00f5es adversas, como por exemplo, a estiagem no inverno. Dentre essas estrat\u00e9gias, grande parte da vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea apresenta diversos tipos de \u00f3rg\u00e3os subterr\u00e2neos de reserva que conferem sobreviv\u00eancia a condi\u00e7\u00f5es extremas de temperatura e seca, como, por exemplo, os frutanos presentes nas ra\u00edzes tuberosas de\u00a0<em>Viguiera discolor<\/em>\u00a0e nos riz\u00f3foros de\u00a0<em>Vernonia herbacea<\/em>,\u00a0 aster\u00e1ceas perenes nativas do cerrado que acumulam frutanos do tipo inulina.\u00a0Frutanos s\u00e3o pol\u00edmeros de frutose originados da sacarose, sintetizados pela enzima sacarose: sacarose frutosiltransferase (SST), que catalisa a forma\u00e7\u00e3o do trissacar\u00eddeo 1-cestose a partir de duas mol\u00e9culas de sacarose, e pela frutano: frutano frutosiltransferase (FFT), respons\u00e1vel pelo alongamento da cadeia. A despolimeriza\u00e7\u00e3o dos frutanos se d\u00e1 pela a\u00e7\u00e3o da enzima frutano-exohidrolase (FEH).Poucos trabalhos t\u00eam considerado as respostas de plantas aos efeitos combinados do d\u00e9ficit h\u00eddrico no solo e da alta [CO<sub>2<\/sub>]<sub>atm<\/sub>. Sob essas condi\u00e7\u00f5es, os autores sugerem que o alto CO<sub>2<\/sub>\u00a0mitiga os efeitos observados em plantas sob d\u00e9ficit h\u00eddrico quando comparadas \u00e0quelas mantidas sob d\u00e9ficit h\u00eddrico e atmosfera atual, e que essas respostas variam de acordo com a esp\u00e9cie estudada. Nesse trabalho foram realizados tr\u00eas estudos com o objetivo de se avaliar os efeitos desses dois estresses nas trocas gasosas, no status h\u00eddrico, no crescimento e no metabolismo de frutanos em\u00a0<em>V. herbacea<\/em>\u00a0e\u00a0<em>V. discolor<\/em>. Para isso, o d\u00e9ficit h\u00eddrico foi aplicado por suspens\u00e3o total de regas e por diminui\u00e7\u00e3o gradual da disponibilidade h\u00eddrica, em condi\u00e7\u00f5es elevadas e ambientais de CO<sub>2<\/sub>. De modo geral, os resultados obtidos demonstram, ao longo do\u00a0<em>continnum<\/em>\u00a0solo-planta, uma rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia entre os par\u00e2metros avaliados e a disponibilidade h\u00eddrica, independente da concentra\u00e7\u00e3o de CO<sub>2<\/sub>\u00a0e da esp\u00e9cie estudada. Embora o alto CO<sub>2<\/sub>\u00a0tenha diminuido a condut\u00e2ncia estom\u00e1tica, como verificado em\u00a0<em>V. herbacea<\/em>, isso n\u00e3o foi observado em plantas de\u00a0<em>V. discolor<\/em>, o que ocasionou a r\u00e1pida diminui\u00e7\u00e3o do conte\u00fado de \u00e1gua nos vasos em plantas submetidas \u00e0 suspens\u00e3o de regas. No estudo comparativo entre as duas esta\u00e7\u00f5es do ano, realizado com\u00a0<em>V. herbacea<\/em>, fica clara a diferen\u00e7a nas respostas h\u00eddricas entre o inverno e a primavera, embora isso n\u00e3o tenha sido verificado em plantas sob alto CO<sub>2<\/sub>. Esse resultado parece estar relacionado com a pr\u00f3pria sazonalidade clim\u00e1tica caracter\u00edstica do cerrado. Sob diferentes n\u00edveis de disponibilidade h\u00eddrica, as maiores altera\u00e7\u00f5es foram verificadas nas plantas sob 25% em ambas as concentra\u00e7\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>, que apresentaram respostas semelhantes \u00e0s plantas sob suspens\u00e3o de regas. Nos demais n\u00edveis de reposi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, em ambas as concentra\u00e7\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>, verificou-se que as plantas aclimataram-se \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es por manterem valores de atividade das enzimas do metabolismo de frutanos e do conte\u00fado desses carboidratos pr\u00f3ximos aos de plantas controle. Os resultados obtidos com\u00a0<em>V. herbacea<\/em>\u00a0e\u00a0<em>V. discolor<\/em>\u00a0demonstram que o alto CO<sub>2<\/sub>\u00a0causou um atraso na mobiliza\u00e7\u00e3o de frutanos em plantas sob d\u00e9ficit h\u00eddrico para manuten\u00e7\u00e3o de seu metabolismo, fazendo uso primeiramente do carbono em excesso, possivelmente proveniente da fotoss\u00edntese, sugerindo que a presen\u00e7a de \u00f3rg\u00e3os de reserva subterr\u00e2neos que armazenam frutanos poder\u00e1 conferir um maior sucesso adaptativo \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es h\u00eddricas sob elevado CO<sub>2.<\/sub>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Palavras-chave:<\/strong>\u00a0estresse h\u00eddrico, carboidratos, elevado CO<sub>2.<\/sub><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2313\" style=\"border: 0px\" alt=\"pdf_grande\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/Vanessa_Fatima_de_Oliveira_DR.pdf\" target=\"_blank\">Vanessa F\u00e1tima de Oliveira<br \/>\nIntera\u00e7\u00e3o entre a atmosfera enriquecida em CO2 e o d\u00e9ficit h\u00eddrico: efeitos no metabolismo de frutanos em duas esp\u00e9cies de Asteraceae do cerrado<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vanessa F\u00e1tima de Oliveira A bi\u00f3loga Vanessa F\u00e1tima de Oliveira (bolsista FAPESP), aluna do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Bot\u00e2nica, defendeu sua tese de doutorado intitulada \u201cIntera\u00e7\u00e3o entre a atmosfera enriquecida em CO2 e o d\u00e9ficit h\u00eddrico: efeitos no metabolismo de frutanos em duas esp\u00e9cies de Asteraceae do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":249,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"fullpage.php","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/829"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=829"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/829\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}