{"id":7802,"date":"2021-06-09T21:49:26","date_gmt":"2021-06-10T00:49:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=7802"},"modified":"2021-06-09T21:56:45","modified_gmt":"2021-06-10T00:56:45","slug":"jessica-soares-de-lima-ms","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/jessica-soares-de-lima-ms\/","title":{"rendered":"J\u00e9ssica Soares de Lima MS"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3777 size-full\" style=\"border: 0px\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\" alt=\"faixapos6\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6-768x131.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/a><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\">J\u00e9ssica Soares de Lima<\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-7803 \" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2021\/06\/imagem1-216x192.jpg\" alt=\"\" width=\"313\" height=\"278\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2021\/06\/imagem1-216x192.jpg 216w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2021\/06\/imagem1-250x222.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2021\/06\/imagem1-203x180.jpg 203w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2021\/06\/imagem1.jpg 337w\" sizes=\"(max-width: 313px) 100vw, 313px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">A defesa aconteceu \u00e0s 14:00 do dia 20 de mar\u00e7o de 2020 no anfiteatro do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo, com a presen\u00e7a dos Doutores Denilson Fernandes Peralta, Dimas Marchi do Carmo e a Dra. S\u00f4nia Aragaki.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">O trabalho envolveu o levantamento das bri\u00f3fitas do Parque Nacional da Serra da Bocaina, que apresentou uma grande diversidade de bri\u00f3fitas. Obtivemos mais que a metade das esp\u00e9cies que ocorrem em todo o estado de S\u00e3o Paulo. O trabalho p\u00f4de fornecer informa\u00e7\u00f5es inexistentes para a \u00e1rea sobre a distribui\u00e7\u00e3o e ocorr\u00eancia das bri\u00f3fitas ocorrentes na Mata Atl\u00e2ntica e sua diversa fitofisionomia, assim como: as esp\u00e9cies end\u00eamicas desse bioma, ocorrendo exclusivamente nas fitofisionomias ali existentes; as esp\u00e9cies raras, uma vez que \u00e9 sabido que esses indiv\u00edduos de ambientes florestais n\u00e3o alterados s\u00e3o extremamente sens\u00edveis \u00e0s altera\u00e7\u00f5es do habitat; e as esp\u00e9cies de novas ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Assim como outros trabalhos confirmaram que a fam\u00edlia Lejeuneaceae aparece como a mais rica (o que tamb\u00e9m foi confirmado neste trabalho), para esses mesmos trabalhos as esp\u00e9cies de Anthocerotophyta s\u00e3o citadas como escassas (Visnadi 2005, Visnadi 2009; Yano &amp; Peralta 2007, Peralta &amp; Yano 2008, Carmo<em> et al<\/em> 2016, Am\u00e9lio <em>et al<\/em> 2019). Por\u00e9m o atual trabalho mostrou uma grande riqueza de esp\u00e9cies de ant\u00f3ceros para a Serra da Bocaina, sendo encontradas cinco esp\u00e9cies, um n\u00famero relativamente alto comparado com demais trabalhos realizados na Mata Atl\u00e2ntica. Para g\u00eaneros restritos a Mata Atl\u00e2ntica, nesse caso, o g\u00eanero <em>Ditrichum<\/em>, a Serra da Bocaina mostrou grande import\u00e2ncia, sendo coletadas tr\u00eas das sete esp\u00e9cies ocorrentes no Brasil. Assim como tamb\u00e9m foi encontrada pela primeira vez no estado de S\u00e3o Paulo a esp\u00e9cie <em>Ditrichum crinale <\/em>(Taylor) Kuntze.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Estes dados real\u00e7am ainda mais a import\u00e2ncia da realiza\u00e7\u00e3o de invent\u00e1rios flor\u00edsticos e conserva\u00e7\u00e3o das reservas biol\u00f3gicas situados no territ\u00f3rio brasileiro. A Serra da Bocaina possui uma grande extens\u00e3o e forma\u00e7\u00f5es vegetacionais extremamente distintas, assim como seus diversos micro-habitats e substratos importantes para as bri\u00f3fitas. Este trabalho atingiu seu objetivo de fornecer novas informa\u00e7\u00f5es de distribui\u00e7\u00e3o e ocorr\u00eancia das esp\u00e9cies encontradas no PNSB.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Grande parte das esp\u00e9cies encontradas neste trabalho como ep\u00edxilas, tamb\u00e9m crescem sobre outros substratos e principalmente sobre \u00e1rvores vivas, podemos afirmar assim, que as bri\u00f3fitas ep\u00edxilas podem ser classificadas como generalistas. Como j\u00e1 esperado, 70% das esp\u00e9cies consideradas frequentes s\u00e3o musgos pleuroc\u00e1rpicos, isso devido a caracter\u00edstica destes serem livremente ramificados, possibilitando uma maior \u00e1rea de coloniza\u00e7\u00e3o. Diferentemente da esp\u00e9cie mais ocorrente encontrada nas 30 UA, que \u00e9 um musgo acroc\u00e1rpico (<em>Campylopus arctocarpus<\/em> (Hornsch.) Mitt.) ou seja, possui gamet\u00f3fito ereto e simples. Por\u00e9m, essa esp\u00e9cie em especial j\u00e1 havia sido citada como frequente em troncos decompostos devido a sua capacidade de ramifica\u00e7\u00e3o, o que a difere das demais esp\u00e9cies de seu g\u00eanero, se assimilando a um musgo pleuroc\u00e1rpico. Contudo, em rela\u00e7\u00e3o a abund\u00e2ncia sobre todas as unidades amostrais, esta mesma esp\u00e9cie tamb\u00e9m obteve grande valor, diferindo por 1% da esp\u00e9cie <em>Thuidium delicatulum<\/em> (Hedw.) Schimp. que mostrou o maior valor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Os estudos ecol\u00f3gicos, assim como as an\u00e1lises dos aspectos morfo-ecol\u00f3gicos, proporcionaram respostas quanto ao entendimento da ocorr\u00eancia das bri\u00f3fitas em troncos em decomposi\u00e7\u00e3o e quais as poss\u00edveis caracter\u00edsticas de cada esp\u00e9cie que permitem a ocorr\u00eancia desta comunidade. Mostrando que, fatores do meio (bi\u00f3tico ou abi\u00f3tico) que n\u00e3o foram medidos neste estudo, podem ser respons\u00e1veis pelo estabelecimento e desenvolvimento das esp\u00e9cies das bri\u00f3fitas ep\u00edxilas, uma vez que, n\u00e3o houve diferen\u00e7as entre a riqueza e abund\u00e2ncia entre os diferentes n\u00edveis de decomposi\u00e7\u00e3o dos troncos amostrados. Assim como podemos concluir tamb\u00e9m que troncos ca\u00eddos s\u00e3o importantes para a ocorr\u00eancia das bri\u00f3fitas e proporcionam um ambiente adequado, por\u00e9m nada significa dizer que quanto mais decomposto, maior a riqueza e\/ou abund\u00e2ncia deste.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Gostaria de agradecer ao Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo (IBt) por toda infraestrutura prestada para a realiza\u00e7\u00e3o deste trabalho. \u00c0 Universidade Paulista (UNIP) pelo apoio, incentivo e financiamento das viagens a campo e \u00e0 toda equipe do Parque Nacional da Serra da Bocaina pela hospedagem e aux\u00edlio.<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: center\">Levantamento das bri\u00f3fitas do Parque Nacional da Serra da Bocaina e caracteriza\u00e7\u00e3o de bri\u00f3fitas em troncos em decomposi\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>ABSTRACT<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bryophytes are the second largest group of terrestrial plants in number of species after angiosperms and are the first group to colonize the terrestrial environment. They have a wide geographical distribution with greater abundance in humid places, as they need water for the mobility of their male gametes, the antherozoids. Bryophytes are a polyphyletic group, and the species are organized into three divisions or morphologically distinct groups, namely: Anthocerotophyta; Marchantiophyta and Bryophyta. With near 17,900 species bryophytes and 1,570 recognized for Brazil, 15 of which are hornworts, 673 liverworts and 882 mosses. The Serra da Bocaina National Park (PARNA Serra da Bocaina) is part of the Atlantic Forest biome, which is one of the main biomes in the ranking of the planet&#8217;s biodiversity hotspots. According to the bibliography found, there are many areas in need of surveys of bryophytes biodiversity and only Peralta et al. in 2008, cites samples of bryophytes from Serra da Bocaina, listing important new occurrences for the state of S\u00e3o Paulo. A common and important substrate in areas of the Atlantic Forest are logs of forest trees; a wide range of species is established there. The bryophytes that occur in this type of substrate are classified as epixylic, which are the third most endangered group, having their riches and abundances reduced with habitat disturbance. PARNA Serra da Bocaina is the only PARNA in the state of S\u00e3o Paulo and it is an area located between the states of Rio de Janeiro and S\u00e3o Paulo and is considered a natural heritage due to its beautiful scenery and tourist potential. It was created in 1971, as a Conservation Unit, by Federal Decree 68,172 of 1971, thus ensuring the conservation of a fragment of great importance in the Atlantic Forest inserted in Serra do Mar hills (MMA 2005). This park has interesting geographic and ecological characteristics regarding the occurrence of bryophytes, in this way, floristic studies are extremely valuable in several approaches such as, for example, taxonomy and ecology, and belongs to a region of endemism estimated at 48% in the southeastern region of Brazil, one of the ten centers of high diversity and endemism in Tropical America (Tan &amp; P\u00f3cs 2000). This study aims to carry out a floristic survey of the bryophytes of PARNA Serra da Bocaina by analyzing the composition of the community found and its geographic distribution and to expand knowledge about epixylic bryophytes from Serra da Bocaina, analyzing the composition, frequency and ecological characteristics. Know which species occur at different levels of the decomposition of a trunk and if there are differences between the richness and abundance of the epixylic bryophyte species. The results were divided into two and organized with the following titles: <strong>1. Bryophytes of the Serra da Bocaina National Park, S\u00e3o Paulo, Brazil)<\/strong>. Were found 486 species of bryophytes, with Lejeuneaceae as the richest family with 94 species. Bryaceae presented the largest number of moss species, with 23 ssp. and the hornworts with five species. Were found 47 species as new records\u00a0 for the S\u00e3o Paulo state, 61 are Brazilian endemic and 155 are rare in Brazil. Among all the collected species, 43% are restricted to the Atlantic Forest. These number represents the importance of this Park to the preservation of the bryophyte species into the country. Were found\u00a0 31%\u00a0 of species cited to Brazil, which is significantly important for knowledge and for future work in Serra da Bocaina. <strong>2. Characterization of epixylic bryophytes of the Serra da Bocaina National Park, S\u00e3o Paulo, Brazil)<\/strong>. Thirty logs found around three trails in the Parque Nacional da Serra da Bocaina National were sampled, to study the composition of the communities belonging to three levels of decomposition, X = early (solid wood and intact cortex); Y = intermediate (wood partially soft, with cracks) Z = advanced (wood completely soft, no definite form), 10 plots of each level were sampled. We found 74 species of bryophytes (37 genera and 22 families), 80% of then are pleurocarpous mosses. The results show no preference of the species for a specific level of decomposition and that there is no\u00a0 geographical structuration (similarity x distance), so the distribution of epixylic bryophytes may be associated with some environmental factor. The PCA showed that the ecological traits strongish related with the composition of bryophytes community are the humidity and the pH composition.<br \/>\nKeywords: bryophytes, floristic, Atlantic Forest, ecology, epixylic<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As bri\u00f3fitas comp\u00f5em o segundo maior grupo de plantas terrestres em n\u00famero de esp\u00e9cies depois das angiospermas e foram o primeiro grupo a conquistar o ambiente terrestre. Possuem uma distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica muito ampla. Ocorrem com maior abund\u00e2ncia em locais \u00famidos, pois necessitam da \u00e1gua para a mobilidade dos seus gametas masculinos, os anteroz\u00f3ides. As bri\u00f3fitas s\u00e3o um grupo polifil\u00e9tico, e as esp\u00e9cies est\u00e3o organizadas em tr\u00eas Divis\u00f5es ou grupos morfologicamente distintos, sendo eles: Anthocerotophyta; Marchantiophyta e Bryophyta. S\u00e3o conhecidas cerca de 17.900 esp\u00e9cies de bri\u00f3fitas e para o Brasil s\u00e3o reconhecidas 1.570 esp\u00e9cies, sendo 15 delas s\u00e3o ant\u00f3ceros, 673 hep\u00e1ticas e 882 musgos. O Parque Nacional da Serra da Bocaina (PARNA Serra da Bocaina)\u00a0 est\u00e1 inserido dentro do bioma Mata Atl\u00e2ntica, que \u00e9 um dos principais biomas no ranking dos <em>hotspots <\/em>de biodiversidade do planeta. De acordo com a bibliografia encontrada, muitas s\u00e3o as \u00e1reas carentes de levantamentos de biodiversidade com bri\u00f3fitas e apenas Peralta <em>et al.<\/em> em 2008, cita amostras de bri\u00f3fitas provenientes da Serra da Bocaina, listando importantes novas ocorr\u00eancias para o estado de S\u00e3o Paulo. Um substrato comum e importantes em \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica s\u00e3o os troncos ca\u00eddos de \u00e1rvores da floresta; ali se estabelece uma ampla gama de esp\u00e9cies. As bri\u00f3fitas que ocorrem nesse tipo de substrato s\u00e3o classificadas como ep\u00edxilas,\u00a0 estas que s\u00e3o o terceiro grupo mais amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o, tendo suas riquezas e abund\u00e2ncias reduzidas com a perturba\u00e7\u00e3o do habitat. O PARNA Serra da Bocaina \u00e9 o \u00fanico PARNA do estado de S\u00e3o Paulo e trata-se de uma \u00e1rea localizada entre os estados do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo e \u00e9 considerado um patrim\u00f4nio natural em virtude de suas belas paisagens e potencial tur\u00edstico. Foi criado em 1971, como uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o, pelo decreto Federal 68.172 de 1971, assegurando, assim, a conserva\u00e7\u00e3o de um fragmento de grande import\u00e2ncia de Mata Atl\u00e2ntica inserido na Serra do Mar (MMA 2005).\u00a0 Este parque apresenta caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas e ecol\u00f3gicas interessantes quanto \u00e0 ocorr\u00eancia de bri\u00f3fitas, desta maneira, estudos flor\u00edsticos s\u00e3o extremamente valiosos em diversas abordagens como, por exemplo, taxonomia e ecologia, pertence a uma regi\u00e3o de endemismo estimado em 48% (Delgadillo 1994) e localiza-se na regi\u00e3o sudeste do Brasil, um dos dez centros de alta diversidade e endemismo da Am\u00e9rica Tropical (Tan &amp; P\u00f3cs 2000), o que a torna um excelente ambiente para estudos de diversidade de bri\u00f3fitas. Este estudo visa realizar um levantamento flor\u00edstico das bri\u00f3fitas do PARNA Serra da Bocaina analisando a composi\u00e7\u00e3o da comunidade encontrada e sua distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e ampliar o conhecimento sobre as bri\u00f3fitas ep\u00edxilas da Serra da Bocaina, analisando a composi\u00e7\u00e3o, freq\u00fc\u00eancia e as caracter\u00edsticas ecol\u00f3gicas das esp\u00e9cies que colonizam este substrato. Saber quais esp\u00e9cies ocorrem nos diferentes n\u00edveis da decomposi\u00e7\u00e3o de um tronco e se h\u00e1 diferen\u00e7as entre a riqueza e a abund\u00e2ncia das esp\u00e9cies de bri\u00f3fitas ep\u00edxilas. Os resultados foram divididos em dois e organizados com os seguintes t\u00edtulos: <strong>1. Bri\u00f3fitas do Parque Nacional da Serra da Bocaina, S\u00e3o Paulo, Brasil<\/strong>. Sendo encontradas 486 esp\u00e9cies de bri\u00f3fitas, sendo Lejeuneaceae a fam\u00edlia com a maior riqueza encontrada, com 94 esp\u00e9cies. Para os musgos, a fam\u00edlia Bryaceae apresentou 23 esp\u00e9cies e os ant\u00f3ceros cinco esp\u00e9cies. Encontramos 47 esp\u00e9cies como novas ocorr\u00eancias para o estado de S\u00e3o Paulo, 61 esp\u00e9cies end\u00eamicas do Brasil e 155 esp\u00e9cies apresentam ocorr\u00eancia rara no Brasil. Dentre todas as esp\u00e9cies coletadas, 43% possuem ocorr\u00eancia restrita \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica. Estes n\u00fameros apresentam a import\u00e2ncia deste Parque para a preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de bri\u00f3fitas do pa\u00eds. Foram encontradas 31% das esp\u00e9cies ocorrentes no Brasil, o que \u00e9 significativamente importante para o conhecimento e para a realiza\u00e7\u00e3o de futuros trabalhos na \u00e1rea. <strong>2. Caracteriza\u00e7\u00e3o de bri\u00f3fitas ep\u00edxilas do Parque Nacional da Serra da Bocaina, S\u00e3o Paulo, Brasil). <\/strong>Para este estudo foram amostrados trinta troncos, para estudar a composi\u00e7\u00e3o das comunidades ocorrentes em tr\u00eas n\u00edveis de decomposi\u00e7\u00e3o, totalizando 10 parcelas em cada n\u00edvel: X = precoce (madeira maci\u00e7a e c\u00f3rtex intacto), Y = intermedi\u00e1ria (madeira parcialmente macia, com rachaduras) e, Z = avan\u00e7ada (madeira completamente macia, sem forma definida). Foram encontradas 74 esp\u00e9cies (em 37 g\u00eaneros e 22 fam\u00edlias), dos quais 80% foram musgos pleuroc\u00e1rpicos.\u00a0 Os resultados obtidos sugerem que n\u00e3o existam diferen\u00e7as entre a prefer\u00eancia das esp\u00e9cies para um n\u00edvel de decomposi\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o h\u00e1 estrutura\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica\u00a0 (similaridade x dist\u00e2ncia), sendo assim, que a distribui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de bri\u00f3fitas ep\u00edxilas podem estar associada a algum fator n\u00e3o inclu\u00eddo neste estudo. A PCA mostrou que as caracter\u00edsticas morfo-ecol\u00f3gicas que mais influenciam a composi\u00e7\u00e3o da comunidade de bri\u00f3fitas ep\u00edxilas s\u00e3o a disponibilidade de \u00e1gua e o pH do substrato.<br \/>\nPalavras-chave:\u00a0bri\u00f3fitas, flor\u00edstica, Mata Atl\u00e2ntica, ecologia, ep\u00edxila<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2021\/06\/jessica_soares_de_lima_ms.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" alt=\"pdf_grande\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2021\/06\/jessica_soares_de_lima_ms.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>J\u00e9ssica Soares de Lima<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/sites\/242\/2021\/06\/jessica_soares_de_lima_ms.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Levantamento das bri\u00f3fitas do Parque Nacional da Serra da Bocaina e caracteriza\u00e7\u00e3o de bri\u00f3fitas em troncos em decomposi\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e9ssica Soares de Lima A defesa aconteceu \u00e0s 14:00 do dia 20 de mar\u00e7o de 2020 no anfiteatro do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo, com a presen\u00e7a dos Doutores Denilson Fernandes Peralta, Dimas Marchi do Carmo e a Dra. S\u00f4nia Aragaki. O trabalho envolveu o levantamento das bri\u00f3fitas do Parque Nacional da Serra da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":103,"featured_media":0,"parent":249,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/7802"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/103"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7802"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/7802\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7807,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/7802\/revisions\/7807"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}