{"id":7137,"date":"2019-09-25T11:53:41","date_gmt":"2019-09-25T14:53:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=7137"},"modified":"2019-09-25T11:59:56","modified_gmt":"2019-09-25T14:59:56","slug":"gisela-pelissari-dr","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/gisela-pelissari-dr\/","title":{"rendered":"Gisela Pelissari DR"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"arquivos.ambiente.sp.gov.br\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3777 size-full\" style=\"border: 0px\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\" alt=\"faixapos6\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6-768x131.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/a><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\"><strong>Gisela Pelissari<\/strong><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\">Gisela Pelissari, aluna do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo, defendeu, no dia 18 de janeiro de 2016, sua tese de Doutorado intitulada: \u201cFilogenia e Biogeografia de Ficus L. se\u00e7\u00e3o Americanae (Miq.) Corner (Moraceae): complexos \u201ccitrifolia\u201d e \u201cpertusa\u201d\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">A banca examinadora foi composta pelo seu orientador Dr. Sergio Romaniuc Neto (Instituto de Bot\u00e2nica\/S\u00e3o Paulo, N\u00facleo de Pesquisa Curadoria Herb\u00e1rio SP), Dra. Maria Candida Henrique Mamede (Instituto de Bot\u00e2nica\/S\u00e3o Paulo, N\u00facleo de Pesquisa Curadoria Herb\u00e1rio SP), Dra. In\u00eas Cordeiro (Instituto de Bot\u00e2nica\/S\u00e3o Paulo, N\u00facleo de Pesquisa Curadoria do Herb\u00e1rio SP), Dra. Lucia Rossi (Instituto de Bot\u00e2nica\/S\u00e3o Paulo, N\u00facleo de Pesquisa Curadoria do Herb\u00e1rio SP) e Dra. Renata Jimenez de almeida Scabbia (Universidade Mogi das Cruzes\/N\u00facleo de Ci\u00eancias Ambientais).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">A tese defendida teve como objetivo principal apresentar a filogenia e biogeografia de dois complexos de esp\u00e9cies pertencentes \u00e0 se\u00e7\u00e3o <em>Americanae<\/em> de <em>Ficus<\/em>. Os resultados obtidos encontram-se organizados em tr\u00eas cap\u00edtulos:<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: center\">Phylogeny of species related to \u201ccitrifolia\u201d and \u201cpertusa\u201d complexes in F<em>icus<\/em> section <em>Americanae<\/em>. Foram apresentados os dados obtidos atrav\u00e9s da an\u00e1lise molecular de esp\u00e9cies da se\u00e7\u00e3o <em>Americanae<\/em>, utilizando dados de ITS, G3pdh e EPIC, propondo uma hip\u00f3tese filogen\u00e9tica para a se\u00e7\u00e3o, demonstrando a aus\u00eancia de monofiletismo nos complexos.<\/li>\n<li style=\"text-align: center\">Sinopse de <em>Ficus<\/em> l. subg\u00eanero <em>Spherosukie<\/em> Raf. se\u00e7\u00e3o <em>Americanae<\/em> (Miq.) Corner: complexos \u201ccitrifolia\u201d e \u201cpertusa\u201d. Apresenta uma chave de identifica\u00e7\u00e3o para as esp\u00e9cies pertencentes aos complexos estudados, descri\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas sucintas, lista de material examinado, dados de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e coment\u00e1rios, al\u00e9m de ilustra\u00e7\u00f5es e mapas de ocorr\u00eancia das mesmas.<\/li>\n<li style=\"text-align: center\">Biogeography of species related to \u201ccitrifolia\u201d and \u201cpertusa\u201d complexes in <em>Ficus<\/em> section <em>Americanae<\/em>. Foram apresentados os dados obtidos atrav\u00e9s da an\u00e1lise molecular de esp\u00e9cies da se\u00e7\u00e3o <em>Americanae<\/em>, utilizando dados de ITS, G3pdh e EPIC, assim como os dados de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, propondo uma hip\u00f3tese biogeogr\u00e1fica das esp\u00e9cies em estudo.<\/li>\n<\/ol>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: center\">Filogenia e Biogeografia de <em>Ficus<\/em> L. se\u00e7\u00e3o Americanae (Miq.) Corner (Moraceae): complexos \u201ccitrifolia\u201d e \u201cpertusa\u201d<\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>ABSTRACT<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Ficus<\/em> section <em>Americanae<\/em> is the largest in <em>Ficus<\/em> and endemic to the Neotropics, with about 100 species. Among these, <em>F. citrifolia<\/em> and <em>F. pertusa<\/em> have a significant morphological plasticity of its characters, being included in species complexes. The difficulty in recognizing the species that compose the complex &#8220;citrifolia&#8221; and &#8220;pertusa&#8221; implies differences in their taxonomic stories and even in phylogenies that include them. Several studies on the phylogeny of <em>Ficus<\/em> were published, usually with a few representatives of section <em>Americanae<\/em>, and focusing on the phylogenetic relationships among the paleotropical species. Twenty species of complexes &#8220;citrifolia&#8221; and &#8220;pertusa&#8221; are studied in this work focused on morphology, phylogeny and biogeography: <em>F. amazonica<\/em>, <em>F. aripuanensis<\/em>, <em>F. arpazusa<\/em>, <em>F. broadwayi<\/em>, <em>F. citrifolia<\/em>, <em>F. donnel-smithii<\/em>, <em>F. dugandii<\/em>, <em>F. eximia<\/em>, <em>F. guaranitica<\/em>, <em>F. hatschbachii<\/em>, <em>F. krukovii<\/em>, <em>F. lauretana<\/em>, <em>F. nigrotuberculata<\/em>, <em>F. pakkensis<\/em>, <em>F. pallida<\/em>, <em>F. paludica<\/em>, <em>F. pertusa<\/em>, <em>F. subandina<\/em>, <em>F. trachelosyce<\/em> e <em>F. tubulosa<\/em>. Phylogenetic analysis was performed with 32 taxa belonging to section <em>Americanae<\/em>, focusing on species of complexes &#8220;citrifolia&#8221; and &#8220;pertusa.&#8221; The combined analysis of ITS and G3PDH markers made it possible to infer two main lineages with seven clades. The analysis with EPIC marker presented limited resolution and, therefore, were excluded from this study. The molecular results confirm the monophyly of section <em>Americanae<\/em>, with section <em>Platyphyllae<\/em> as sister group. However, the complexes &#8220;citrifolia&#8221; and &#8220;pertusa&#8221; are not sustained, reinforcing the hypothesis of likely homoplasy of the characters that form the &#8220;complexes&#8221;. In this case, this result has implications for the classification of species. Some binomial previously treated as synonyms or forms of <em>F. citrifolia<\/em> and <em>F. pertusa<\/em> were elevated to species. Biogeographical analyzes suggest that <em>Ficus<\/em> subgenus <em>Spherosuke<\/em> section <em>Americanae<\/em> differed from the other subgenres of <em>Ficus<\/em> in the Upper Cretaceous, with probable origin in Boreal Brazilian region (Amazon rainforest), during the Paleocene (ca. 64 Mya). The rise of the Andes, probably played a central role in the diversification of the main lines in section <em>Americanae<\/em> at the end of the Oligocene and Miocene (about 25-10 Mya). Geological and environmental changes during the Pliocene and Pleistocene (about 5.3 to 0.8 Mya) could have led to the diversification of the recent lineages of the section.<br \/>\n<strong>Keywords<\/strong>: Biogeography, molecular analyses, Moraceae, taxonomy, divergence time<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Ficus<\/em> se\u00e7\u00e3o <em>Americanae<\/em> \u00e9 a maior de <em>Ficus<\/em> e end\u00eamica da regi\u00e3o neotropical, com aproximadamente 100 esp\u00e9cies. Dentre essas, <em>F. citrifolia<\/em> e <em>F. pertusa<\/em> apresentam uma expressiva plasticidade morfol\u00f3gica de seus caracteres, sendo inclu\u00eddas em complexos de esp\u00e9cies. A dificuldade no reconhecimento das esp\u00e9cies que comp\u00f5em os complexos \u201ccitrifolia\u201d e \u201cpertusa\u201d implica em divergencias nas suas hist\u00f3rias taxon\u00f4micas e mesmo nas filogenias que as incluem. V\u00e1rios estudos sobre a filogenia de <em>Ficus<\/em> foram publicados, geralmente com poucos representantes da se\u00e7\u00e3o <em>Americanae<\/em>, e com foco nas rela\u00e7\u00f5es filogen\u00e9ticas entre as esp\u00e9cies paleotropicais. Vinte esp\u00e9cies dos complexos \u201ccitrifolia\u201d e \u201cpertusa\u201d s\u00e3o estudadas nesse trabalho com foco na morfologia, filogenia e biogeografia: <em>F. amazonica<\/em>, <em>F. aripuanensis<\/em>, <em>F. arpazusa<\/em>, <em>F. broadwayi<\/em>, <em>F. citrifolia<\/em>, <em>F. donnel-smithii<\/em>, <em>F. dugandii<\/em>, <em>F. eximia<\/em>, <em>F. guaranitica<\/em>, <em>F. hatschbachii<\/em>, <em>F. krukovii<\/em>, <em>F. lauretana<\/em>, <em>F. nigrotuberculata<\/em>, <em>F. pakkensis<\/em>, <em>F. pallida<\/em>, <em>F. paludica<\/em>, <em>F. pertusa<\/em>, <em>F. subandina<\/em>, <em>F. trachelosyce<\/em> e <em>F. tubulosa<\/em>. Foi realizada an\u00e1lise filogen\u00e9tica de 32 t\u00e1xons pertencentes \u00e0 se\u00e7\u00e3o <em>Americanae<\/em>, com foco nas esp\u00e9cies dos complexos \u201ccitrifolia\u201d e \u201cpertusa\u201d. A an\u00e1lise combinada dos marcadores ITS e G3PDH possibilitou inferir duas linhagens principais com sete clados. A an\u00e1lise com o marcador EPIC apresentou resolu\u00e7\u00e3o limitada e, por esta raz\u00e3o, foi exclu\u00edda do presente estudo. Os resultados moleculares confirmam o monofiletismo da se\u00e7\u00e3o <em>Americanae<\/em>, sendo a se\u00e7\u00e3o <em>Platyphyllae<\/em> grupo-irm\u00e3o. Entretanto, os complexos \u201ccitrifolia\u201d e \u201cpertusa\u201d n\u00e3o fora reconhecidos como monofil\u00e9ticos na an\u00e1lise, refor\u00e7ando a hip\u00f3tese da prov\u00e1vel homoplasia dos caracteres que formam os \u201ccomplexos\u201d. Neste caso, tal resultado apresenta implica\u00e7\u00f5es na nomenclatura das esp\u00e9cies. Alguns bin\u00f4mios anteriormente tratados como sin\u00f4nimos ou formas de <em>F. citrifolia<\/em> e <em>F. pertusa<\/em> foram elevados a esp\u00e9cie. As an\u00e1lises biogeogr\u00e1ficas sugerem que <em>Ficus<\/em> subg\u00eanero <em>Spherosuke<\/em> se\u00e7\u00e3o <em>Americanae<\/em> divergiu dos demais subg\u00eaneros de <em>Ficus<\/em> no Cret\u00e1ceo Superior, com prov\u00e1vel origem na regi\u00e3o Boreal brasileira (Floresta Amaz\u00f4nica), durante o Paleoceno (ca. 64 Ma ). A eleva\u00e7\u00e3o dos Andes, provavelmente, desempenhou um papel central na diversifica\u00e7\u00e3o das principais linhagens na se\u00e7\u00e3o <em>Americanae<\/em>, no final do Oligoceno e Mioceno (cerca de 25-10 Ma ). Mudan\u00e7as geol\u00f3gicas e ambientais durante o Plioceno e Pleistoceno (cerca de 5,3-0,8 Ma ) poderiam ter levado \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o das linhagens recentes da se\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Biogeografia, an\u00e1lises moleculares, Moraceae, taxonomia, tempo de diverg\u00eancia<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2019\/09\/gisela_pelissari_dr.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" alt=\"pdf_grande\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2019\/09\/gisela_pelissari_dr.pdf\"><strong>Gisela Pelissari<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2019\/09\/gisela_pelissari_dr.pdf\">Filogenia e Biogeografia de <em>Ficus<\/em> L. se\u00e7\u00e3o Americanae (Miq.) Corner (Moraceae): complexos \u201ccitrifolia\u201d e \u201cpertusa\u201d<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gisela Pelissari Gisela Pelissari, aluna do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo, defendeu, no dia 18 de janeiro de 2016, sua tese de Doutorado intitulada: \u201cFilogenia e Biogeografia de Ficus L. se\u00e7\u00e3o Americanae (Miq.) Corner (Moraceae): complexos \u201ccitrifolia\u201d e \u201cpertusa\u201d\u201d. 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