{"id":4777,"date":"2015-12-21T12:48:56","date_gmt":"2015-12-21T14:48:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=4777"},"modified":"2018-05-24T12:11:13","modified_gmt":"2018-05-24T15:11:13","slug":"2015-cynthia-lebrao-de-abreu-pires","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/2015-cynthia-lebrao-de-abreu-pires\/","title":{"rendered":"Cynthia Lebr\u00e3o de Abreu Pires &#8211; MS"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3777\" style=\"border: 0px\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\" alt=\"faixapos6\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6-768x131.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/a><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\"><b>Cynthia Lebr\u00e3o de Abreu Pires<\/b><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p align=\"center\">No dia 23 de abril de 2015, a aluna Cynthia Lebr\u00e3o de Abreu Pires, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo (IBt\/SP), defendeu sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado intitulada<br \/>\n\u201cDin\u00e2mica temporal da vegeta\u00e7\u00e3o em \u00e1rea de restinga do Parque Nacional de Jurubatiba, Rio de Janeiro, com base em microf\u00f3sseis\u201d,<br \/>\nsob a orienta\u00e7\u00e3o da Dra. Cynthia Fernandes Pinto da Luz.<br \/>\nA disserta\u00e7\u00e3o foi avaliada pela banca examinadora composta pela Prof\u00aa Dra. Dorothy Sue Dunn de Araujo (Instituto de Biologia\/UFRJ)<br \/>\ne pela Prof\u00aa Dra. Maria Judite Garcia (Instituto de Geoci\u00eancias\/USP).<\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/12\/cynthia_lebrao.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4781\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/12\/cynthia_lebrao.jpg\" alt=\"cynthia_lebrao\" width=\"370\" height=\"254\" \/><br \/>\n<\/a><span style=\"line-height: 1.5em\">Prof\u00aa Dra. Dorothy Sue Dunn de Araujo, Cynthia Lebr\u00e3o de Abreu Pires, Prof\u00aa Dra. Maria Judite Garcia<br \/>\n<\/span>e Prof\u00aa Dra. Cynthia Fernandes Pinto da Luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\" align=\"center\">A vegeta\u00e7\u00e3o do Quatern\u00e1rio deixou registros atrav\u00e9s de microf\u00f3sseis pelos quais \u00e9 poss\u00edvel inferir sobre a din\u00e2mica pret\u00e9rita das comunidades. Estes registros s\u00e3o os gr\u00e3os de p\u00f3len, esporos de samambais e lic\u00f3fitas, diatom\u00e1ceas, algas, fungos entre outros. A an\u00e1lise palinol\u00f3gica vem sendo utilizada com o objetivo de estudar suas associa\u00e7\u00f5es e assim entender poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es ocorridas e, de acordo com estas, as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e ambientais. No Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, localizado ao norte do Estado do Rio de Janeiro, se encontra uma s\u00e9rie de lagoas.<br \/>\nObjetivando-se verificar as mudan\u00e7as ambientais na \u00e1rea foi coletado um testemunho de 1,5m pr\u00f3ximo \u00e0 barra da Lagoa Comprida (22<sup>o<\/sup>16\u201952\u2019\u2019S, 41<sup>o <\/sup>39\u201922\u2019\u2019O). Os resultados indicaram poss\u00edvel submers\u00e3o costeira no local a partir de 6.140 +\/- 40 anos AP (7.046 +\/- 116 cal anos AP) devido \u00e0 alta concentra\u00e7\u00e3o de diatom\u00e1ceas marinhas no registro, com o primeiro evento transgressivo do Holoceno.<br \/>\nNo local, provavelmente se formou uma paleolaguna. Em per\u00edodo anterior a 6.090 +\/- 40 anos AP (6.939 +\/- 91 cal anos AP) houve o desaparecimento das diatom\u00e1ceas com o maior aporte de \u00e1gua doce na paleolaguna. Conclui-se que de 6.140 +\/- 40 anos AP at\u00e9 5.710 +\/- 40 anos AP (6.489 +\/- 81cal anos AP) a restinga esteve presente no entorno da Lagoa Comprida, com predom\u00ednio da vegeta\u00e7\u00e3o Arbustiva Aberta.<br \/>\n<em>Clusia lanceolata <\/em>Cambess. se encontrava bem estabelecida na \u00e1rea. Atualmente no Rio de Janeiro essa esp\u00e9cie tem limite de distribui\u00e7\u00e3o mais ao sul, em Maric\u00e1, onde \u00e9 dominante.<br \/>\nEste registro pol\u00ednico pode indicar que as restingas da costa fluminense n\u00e3o se distribu\u00edam de forma isolada como atualmente, por\u00e9m mais ou menos cont\u00ednuas como sucede atualmente entre as restingas mais ao norte.<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: center\"><b>Din<\/b><b>\u00e2<\/b><b>mica temporal da vegeta<\/b><b>\u00e7\u00e3<\/b><b>o em\u00a0<\/b><b>\u00e1<\/b><b>rea de restinga do Parque Nacional de Jurubatiba, Rio de Janeiro, com base em microf<\/b><b>\u00f3<\/b><b>sseis<\/b><\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba localizado entre os munic\u00edpios de Maca\u00e9 e Quissam\u00e3 (norte fluminense) compreende 14.860 hectares. Nesta \u00e1rea se encontra uma s\u00e9rie de lagoas. Objetivando-se verificar as mudan\u00e7as ambientais na \u00e1rea foi coletado um testemunho de 153cm de comprimento pr\u00f3ximo \u00e0 barra da Lagoa Comprida (22<sup>o<\/sup>16\u201952\u2019\u2019S, 41<sup>o <\/sup>39\u201922\u2019\u2019O). O tratamento palinol\u00f3gico seguiu metodologia padr\u00e3o para o Quatern\u00e1rio, com utiliza\u00e7\u00e3o de banho ultrass\u00f4nico, sem adi\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos fluor\u00eddrico e clor\u00eddrico. Foram identificados 80 tipos pol\u00ednicos, 9 tipos de esporos de samambaias e lic\u00f3fitas, 1 tipo de esporo de bri\u00f3fita, 7 tipos de algas e 8 tipos de esporos de fungos<i>. <\/i>Os resultados indicaram poss\u00edvel submers\u00e3o costeira no local a partir de 6.140 +\/- 40 anos AP (7.046 +\/- 116 cal anos AP) devido \u00e0 alta concentra\u00e7\u00e3o de diatom\u00e1ceas marinhas no registro, com o primeiro evento transgressivo do Holoceno, e o n\u00edvel do mar atingindo cerca de 2m nesse intervalo. No local, provavelmente se formou uma paleolaguna. Em per\u00edodo anterior a 6.090 +\/- 40 anos AP (6.939 +\/- 91 cal anos AP) houve o desaparecimento das diatom\u00e1ceas marinhas e, ao longo do tempo, provavelmente a paleolaguna recebeu maior aporte de \u00e1gua doce. Concluiu-se que de 6.140 +\/- 40 anos AP (7.046 +\/- 116 cal anos AP) at\u00e9 5.710 +\/- 40 anos AP (6.489 +\/- 81cal anos AP) a vegeta\u00e7\u00e3o de restinga esteve presente no entorno da Lagoa Comprida, com predom\u00ednio da forma\u00e7\u00e3o Arbustiva Aberta. Ressaltam-se as evid\u00eancias palinol\u00f3gicas de que <em>Clusia lanceolata<\/em> Cambess. se encontrava estabelecida na \u00e1rea, ocorrendo em 9 amostras das 15 analisadas. Atualmente no estado Rio de Janeiro essa esp\u00e9cie tem limite de distribui\u00e7\u00e3o mais ao sul, em Maric\u00e1, onde \u00e9 dominante. A ocorr\u00eancia desta esp\u00e9cie durante o per\u00edodo analisado pode indicar que as restingas na costa do Rio de Janeiro n\u00e3o se distribu\u00edam de forma isolada como atualmente, por\u00e9m mais ou menos cont\u00ednua, assim como ocorre atualmente entre as matas de restinga do norte fluminense e as matas do Esp\u00edrito Santo e Bahia. Os dep\u00f3sitos sedimentares referentes ao Holoceno Superior n\u00e3o foram preservados no testemunho.<br \/>\n<strong>Palavras-Chave:<\/strong><b> <\/b><em>Clusia lanceolata <\/em>Cambess., Holoceno, Palinologia, Quatern\u00e1rio, Restinga.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>ABSTRACT<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">The Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba located between the cities of Maca\u00e9 and Quissam\u00e3 (northern Rio de Janeiro) comprises 14,860 hectares. There are a series of coastal lagoons in the park. Aiming to verify the environmental changes in the area a 153cm long sediment core was collected near the barrier of Lagoa Comprida (22\u00ba16&#8217;52 &#8220;S, 41\u00ba39&#8217;22&#8221;O). The palynological treatment followed standard methodology for Quaternary, using an ultrasound, without the addition of hydrofluoric and hydrochloric acids. 80 pollen types, 9 types of spores of ferns and lycophytes, 1 type of spore of bryophyte, 7 types of algae and 8 types of fungi spores were identified. The results indicated possible coastal flooding at the site from 6140 +\/- 40 years BP (7046 +\/- 116 cal yr BP) due to the high concentration of marine diatoms in the record, along with the first transgressive event Holocene, and the sea level reaching around 2m in the interval. Probably a paleolagoon was formed on the site. In the period before 6090 +\/- 40 years BP (6939 +\/- 91 cal years BP) the disappearance of marine diatoms occurred and, over time, probably the paleolagoon received larger freshwater inflow. We concluded that from 6140 +\/- 40 years BP (7046 +\/- 116 cal yr BP) to 5,710 +\/- 40 years BP (+\/- 6.489 81cal years BP) the restinga vegetation was present in the surroundings of Comprida lagoon, predominantly the Open Shrub formation. We highlight the palynological evidence that <em>Clusia lanceolata<\/em> Cambess. was established in the area, occurring in 9 of the 15 samples analyzed. Currently in Rio de Janeiro state this species has a further south distribution limit, in Maric\u00e1, where it is dominant. The occurrence of this species during the analysed period may indicate that the restingas of the coast of Rio de Janeiro were not isolated distributed as currently, but more or less continuously, as occurs nowadays between the restinga forests of northern Rio de Janeiro and the forests from Esp\u00edrito Santo and Bahia. The sedimentary deposits of the Late Holocene were not preserved on the core.<br \/>\n<strong>Keywords:<\/strong> <em>Clusia lanceolata C<\/em>ambess., Holocene, Palynology, Quaternary, Restinga.<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/12\/Cynthia_Lebrao_de_Abreu_Pires_MS.pdf\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2313 size-full\" style=\"border: 0px\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" alt=\"pdf_grande\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/12\/Cynthia_Lebrao_de_Abreu_Pires_MS.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cynthia Lebr\u00e3o de Abreu Pires<br \/>\nDin\u00e2mica temporal da vegeta\u00e7\u00e3o em \u00e1rea de restinga do Parque Nacional de Jurubatiba, Rio de Janeiro, com base em microf\u00f3sseis<br \/>\n<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cynthia Lebr\u00e3o de Abreu Pires No dia 23 de abril de 2015, a aluna Cynthia Lebr\u00e3o de Abreu Pires, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo (IBt\/SP), defendeu sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado intitulada \u201cDin\u00e2mica temporal da vegeta\u00e7\u00e3o em \u00e1rea de restinga do Parque Nacional de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":249,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4777"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4777"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4777\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6453,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4777\/revisions\/6453"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}