{"id":2016,"date":"2013-10-24T15:09:40","date_gmt":"2013-10-24T17:09:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=2016"},"modified":"2013-10-24T15:09:40","modified_gmt":"2013-10-24T17:09:40","slug":"2008-thais-trindade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/2008-thais-trindade\/","title":{"rendered":"Tha\u00eds Trindade de Lima MS"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3777\" style=\"border: 0px\" alt=\"faixapos6\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6-768x131.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/a><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #003300\">Tha\u00eds Trindade de Lima\u00a0<\/span><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\" align=\"center\">Num pa\u00eds com megadiversidade biol\u00f3gica e dimens\u00f5es continentais como o Brasil, o conhecimento das esp\u00e9cies e respectiva distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica s\u00e3o imprescind\u00edveis para subsidiar as decis\u00f5es referentes \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o sustentada da biodiversidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">No dia 31\/03\/2008 a aluna Tha\u00eds Trindade de Lima, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente\/Ibt,<br \/>\ndefendeu sua a disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado, intitulada<br \/>\n\u201c<em>Bromeliaceae<\/em>\u00a0da Serra da Mantiqueira: distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e conserva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/10\/thais1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" alt=\"Banca examinadora \u2013 da esquerda para a direita; Dr\u00ba Jo\u00e3o Vicente Coffani-Nunes,  Dr\u00ba Gustavo Martinelli e Dr\u00aa Maria das Gra\u00e7as Lapa Wanderley\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/10\/thais1.jpg\" width=\"250\" height=\"188\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Compuseram a banca examinadora o Dr\u00ba Gustavo Martinelli (UFRJ), Dr\u00ba Jo\u00e3o Vicente Coffani-Nunes (Unesp)\u00a0e<br \/>\nsua orientadora Maria das Gra\u00e7as Lapa Wanderley, que aprovaram a aluna com louvor.<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: center\"><em>Bromeliaceae<\/em>\u00a0da Serra da Mantiqueira: distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e conserva\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesta disserta\u00e7\u00e3o foram catalogadas as\u00a0<em>Bromeliaceae<\/em>\u00a0ocorrentes na regi\u00e3o da Serra da Mantiqueira, \u00e1rea que abriga importantes remanescentes da \u201camea\u00e7ada\u201d Mata Atl\u00e2ntica, assim como forma\u00e7\u00f5es \u00edmpares, que surgem em meio a exuberantes florestas, como os Campos Rupestres, Campos de Altitude e ainda, \u00e1reas de Cerrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao todo foram computados 220 t\u00e1xons, sendo 192 esp\u00e9cies e 28 t\u00e1xons infra-espec\u00edficos, pertencentes a 20 g\u00eaneros, distribu\u00eddos pelas tr\u00eas subfam\u00edlias. Comparados a outras listagens elaboradas para a fam\u00edlia, os valores obtidos s\u00e3o bastante relevantes, considerando que a Serra da Mantiqueira localiza-se entre duas forma\u00e7\u00f5es com elevado grau de endemismo, a Serra do Mar e a Serra do Espinha\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A maioria das esp\u00e9cies registradas ocorre em \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica, seguida das esp\u00e9cies que s\u00e3o encontradas, al\u00e9m desta forma\u00e7\u00e3o, em Campos Rupestres e Campos de Altitude. Esp\u00e9cies restritas ao cerrado ocorrem em menor n\u00famero. No entanto, enfatiza-se a necessidade de uma aten\u00e7\u00e3o especial a estas localidades, visto existirem poucas unidades de conserva\u00e7\u00e3o em seus limites.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">17 % dos t\u00e1xons registrados s\u00e3o end\u00eamicos. Embora haja outras regi\u00f5es com taxas mais elevadas de endemismo, medidas conservacionistas devem ser definidas, uma vez que a Serra da Mantiqueira \u00e9 uma regi\u00e3o fortemente antropizada, com vegeta\u00e7\u00e3o remanescente constitu\u00edda apenas por fragmentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Observa-se que as esp\u00e9cies end\u00eamicas ocorrem pontualmente ao longo de toda a serra. Destas, 45%, n\u00e3o ocorrem em unidades de conserva\u00e7\u00e3o. Embora a maioria das esp\u00e9cies end\u00eamicas da Serra da Mantiqueira ocorra em unidades de conserva\u00e7\u00e3o,\u00a0 conv\u00e9m destacar que, de uma maneira geral, os t\u00e1xons s\u00e3o conhecidos por pequenas popula\u00e7\u00f5es, o que torna a conserva\u00e7\u00e3o destas esp\u00e9cies fr\u00e1gil. Aponta-se para a necessidade de adequa\u00e7\u00e3o dos planos de manejo das unidades de conserva\u00e7\u00e3o, com medidas mais espec\u00edficas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s esp\u00e9cies amea\u00e7adas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No estudo apresentado, mediante a analise de um grande contingente de materiais herborizados, coletas e acompanhamento de exemplares nas cole\u00e7\u00f5es vivas, foi poss\u00edvel verificar a exist\u00eancia de diversos grupos de esp\u00e9cies com problemas taxon\u00f4micos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O escopo do trabalho n\u00e3o concebia an\u00e1lises taxon\u00f4micas mais abrangentes e aprofundadas. Pela relev\u00e2ncia das esp\u00e9cies (<em>Billbergia pohliana\u00a0<\/em>e\u00a0<em>Billbergia reichardtii<\/em>) no que concerne a conserva\u00e7\u00e3o, foi apresentada uma pequena discuss\u00e3o acerca da identidade e grau de amea\u00e7as destes t\u00e1xons.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 apresentada uma esp\u00e9cie in\u00e9dita do g\u00eanero\u00a0<em>Vriesea,\u00a0<\/em>que habita uma \u00e1rea de Campo Rupestre, no munic\u00edpio de S\u00e3o Tom\u00e9 das Letras, Minas Gerais. Esta descoberta infere sobre o desconhecimento de diversas por\u00e7\u00f5es da Serra da Mantiqueira, uma vez que, este \u00e9 um dos munic\u00edpios que apresentaram maiores n\u00fameros de coletas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O h\u00e1bito epif\u00edtico foi predominante nas esp\u00e9cies referidas para a Serra da Mantiqueira, refletindo a domin\u00e2ncia dos ambientes florestais na regi\u00e3o. Esp\u00e9cies terr\u00edcolas, rup\u00edcolas e sax\u00edcolas s\u00e3o menos freq\u00fcentes, estando normalmente associadas a \u00e1reas de Campos Rupestres, Campos de Altitude e Cerrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foram computadas 2.189 cole\u00e7\u00f5es para a Serra da Mantiqueira, sendo mais da metade provenientes de menos de 20% dos munic\u00edpios para os quais h\u00e1 esp\u00e9cies referidas. O munic\u00edpio de Rio Preto, Minas gerais destaca-se com rela\u00e7\u00e3o ao total de coletas e n\u00famero de esp\u00e9cies. Importante ressaltar que a regi\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 inserida em nenhuma unidade de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A\u00a0Serra da Mantiqueira, independentemente da exatid\u00e3o dos seus limites, dos tipos de forma\u00e7\u00f5es vegetais ocorrentes e da origem geol\u00f3gica, ocupa um lugar especial no cora\u00e7\u00e3o daqueles que t\u00eam o privil\u00e9gio de habitar seus contrafortes, assim como exemplificado pelo trabalho de Colabardini (2003). Esta autora analisou a percep\u00e7\u00e3o da Serra da Mantiqueira pelos habitantes de S\u00e3o Jo\u00e3o da Boa Vista e conclui que as express\u00f5es mais observadas diziam respeito \u201c&#8230; aos desejos, \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es e alegria de viver, diante de uma paisagem que se oferece bela e gratuita&#8230;\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muitas\u00a0<em>Bromeliaceae<\/em>\u00a0habitam esta Serra, ocupando os mais variados ambientes, crescem sobre a\u00a0serrapilheira das densas matas \u00famidas, sobre todos os andares das \u00e1rvores, ou ainda, contemplando diariamente a trajet\u00f3ria do sol, sobre rochas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A fam\u00edlia caracteriza a maioria das \u00e1reas que apresentam remanescentes de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, normalmente dominando a fisionomia do interior das florestas, um ind\u00edcio do qu\u00e3o estrat\u00e9gicos s\u00e3o os caminhos da sele\u00e7\u00e3o natural, uma vez que as\u00a0<em>Bromeliaceae<\/em>\u00a0s\u00e3o respons\u00e1veis por uma por\u00e7\u00e3o significativa da diversidade das florestas tropicais podendo ser consideradas como elementos chaves para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Brom\u00e9lias, homens e todos os demais seres vivos compartilham a mesma obsess\u00e3o: a sobreviv\u00eancia. Mas somente o homem det\u00e9m a chave do futuro. Caber\u00e1 a cada um selar uma nova alian\u00e7a, conciliando a exist\u00eancia m\u00fatua entre o homem e o meio. As plantas surgiram h\u00e1 mais de tr\u00eas bilh\u00f5es de anos e, sem a interfer\u00eancia humana podem certamente continuar sua evolu\u00e7\u00e3o. Homens certamente n\u00e3o mais existir\u00e3o quando o perfume da \u00faltima flor se extinguir.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/10\/thais3.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" alt=\"Parte da diversidade de esp\u00e9cies de Bromeliaceae da Serra da Mantiqueira\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/10\/thais3.jpg\" width=\"300\" height=\"230\" \/><\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2313\" style=\"border: 0px\" alt=\"pdf_grande\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/s.ambiente.sp.gov.br\/JardimBotanico\/posgraduacao\/2008\/pdf\/Thais_Trindade_de_Lima_MS.pdf\" target=\"_blank\"><em>Tha\u00eds Trindade de Lima<br \/>\nBromeliaceae<\/em>\u00a0da Serra da Mantiqueira: distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e conserva\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tha\u00eds Trindade de Lima\u00a0 Num pa\u00eds com megadiversidade biol\u00f3gica e dimens\u00f5es continentais como o Brasil, o conhecimento das esp\u00e9cies e respectiva distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica s\u00e3o imprescind\u00edveis para subsidiar as decis\u00f5es referentes \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o sustentada da biodiversidade. 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