{"id":1582,"date":"2013-09-23T10:51:21","date_gmt":"2013-09-23T13:51:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=1582"},"modified":"2013-09-23T10:51:21","modified_gmt":"2013-09-23T13:51:21","slug":"2009-mabel-gomes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/2009-mabel-gomes\/","title":{"rendered":"Mabel Gomes Moreira MS"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3777\" style=\"border: 0px\" alt=\"faixapos6\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6-768x131.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/a><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #003300\">Mabel Gomes Moreira<\/span><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: center\">ASSOCIA\u00c7\u00d5ES ENTRE OS SOLOS, OS AMBIENTES SEDIMENTARES QUATERN\u00c1RIOS E AS FITOFISIONOMIAS DE PLAN\u00cdCIE COSTEIRA E BAIXA ENCOSTA NAS BACIAS DOS RIOS ITAGUAR\u00c9 E GUARATUBA (BERTIOGA-SP)<\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Os solos jovens formados sobre a plan\u00edcie costeira e as baixas encostas da Serra do Mar guardam \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com o substrato geol\u00f3gico de origem, cuja idade varia de pleistoc\u00eanica a atual. A g\u00eanese e a evolu\u00e7\u00e3o desses solos, portanto, depende da evolu\u00e7\u00e3o dos ambientes sedimentares presentes nesses compartimentos geol\u00f3gico-geomorfol\u00f3gicos, bem como da evolu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vegeta\u00e7\u00e3o que os recobre. Assim, conhecer essas rela\u00e7\u00f5es \u00e9 muito importante para entender os ecossistemas costeiros e recuper\u00e1-los ou manej\u00e1-los de maneira adequada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O objetivo principal desta pesquisa \u00e9 caracterizar os solos formados sobre ambientes de sedimenta\u00e7\u00e3o quatern\u00e1rios (pleistoc\u00eanicos a atuais) associados a respectivas forma\u00e7\u00f5es florestais (exceto manguezal), presentes na plan\u00edcie costeira e baixa encosta da Serra do Mar nas bacias dos rios Itaguar\u00e9 e Guaratuba (Bertioga). Como objetivos espec\u00edficos destacam-se: caracterizar as unidades geol\u00f3gicas quatern\u00e1rias (UQ) previamente mapeadas quanto \u00e0 sua granulometria e ao n\u00edvel do len\u00e7ol fre\u00e1tico; identificar os solos segundo a Classifica\u00e7\u00e3o Brasileira de Solos at\u00e9 pelo menos o segundo n\u00edvel categ\u00f3rico; caracterizar, quanto \u00e0 granulometria, os tipos de solos associados \u00e0s UQ; caracterizar a distribui\u00e7\u00e3o da fertilidade no perfil de solo em fun\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es de micro-relevo nas UQ; caracterizar a distribui\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes nos perfis de solo em cada fitofisionomia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na \u00e1rea s\u00e3o encontradas as seguintes UQ: Terra\u00e7os Marinhos pleistoc\u00eanicos altos e baixos (LPTa e LPTb),\u00a0 Terra\u00e7os Marinhos holoc\u00eanicos (LHTa),\u00a0 Cord\u00f5es Litor\u00e2neos holoc\u00eanicos (LHTb), Terra\u00e7os Fluviais pleistoc\u00eanicos (LPF), Plan\u00edcies Fluviais holoc\u00eanicas a atuais (LHF), Depress\u00f5es Paleolagunares Holoc\u00eanicas (LCD), Dep\u00f3sitos Mistos (Fluviais e Col\u00favios de Baixada) holoc\u00eanicos a atuais (LMP), Dep\u00f3sitos de Encosta pleistoc\u00eanicos a atuais (LCR).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A vegeta\u00e7\u00e3o de plan\u00edcie costeira e baixa encosta presente na \u00e1rea de estudo apresenta associa\u00e7\u00f5es importantes com as UQ, da seguinte forma: Floresta de Transi\u00e7\u00e3o Restinga\u2013Encosta (FTr) associada com LCR,\u00a0 LMP e\u00a0 LHF; Floresta Aluvial (FAL) associada com LPF; Floresta Alta de Restinga (FaR) associada com LHTb,\u00a0 LHTa,\u00a0 LPTb,\u00a0 LPTa e LHF; Floresta Baixa de Restinga (FbR) associada com LHTb; Floresta Alta de Restinga \u00damida (FaRu) associada com LCD,\u00a0 LHF e LMP; e Floresta Paludosa (FPa) associada com LCD e LHF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na \u00e1rea de estudo foram identificados 13 tipos de classes de solo, que podem ser agrupados de acordo com 3 diferentes tipos de ambientes de origem:\u00a0marinha (praial)\u00a0&#8211; Neossolos Quartzar\u00eanicos e Espodossolos Humil\u00favicos, Ferril\u00favicos e Ferri-Humil\u00favicos;continental (fluvial, coluvionar)\u00a0&#8211; Neossolos Fl\u00favicos e Regol\u00edticos, Gleissolos H\u00e1plicos, Cambissolos Fl\u00favicos e H\u00e1plicos e Latossolos Amarelos;\u00a0depress\u00f5es paleolagunares\u00a0&#8211; Gleissolos Mel\u00e2nicos e Organossolos S\u00e1pricos e F\u00edbricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os Neossolos Quartzar\u00eanicos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es LHTb\/FbR, LPTa\/FaR e LPTb\/FaR; os Neossolos Fl\u00favicos ocorrem nas associa\u00e7\u00f5es LMP\/FTr e LPF\/FAL; e os Neossolos Regol\u00edticos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es LCR\/FTr. Os Espodossolos Humil\u00favicos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es LHTb\/FaR, LHTa\/FaR e LPTb\/FaR e localmente LPTa\/FaR; os Espodossolos Ferril\u00favicos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es em LPTa\/FaR; e os Espodossolos Ferri-Humil\u00favicos ocorrem nas associa\u00e7\u00f5es LPTb\/FaR. Os Gleissolos H\u00e1plicos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es LPF\/FAL, LMP\/FTr, LHF\/FaR, e localmente em LPTb\/FaR. Os Gleissolos Mel\u00e2nicos ocorrem principalmente em LCD\/FaRu, LCD\/FPa, LHF\/FaRu e LHF\/FPa. Os Cambissolos Fl\u00favicos ocorrem nas associa\u00e7\u00f5es LMP\/FTr e LPF\/FAL. Os Cambissolos H\u00e1plicos s\u00e3o encontrados em LCR\/FTr. Os Organossolos S\u00e1pricos e F\u00edbricos s\u00e3o sempre encontrados em LCD, nas associa\u00e7\u00f5es LCD\/FaRu (somente F\u00edbricos) e LCD\/FPa. Os Latossolos Amarelos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es LCR\/FTr, em \u00e1reas mais elevadas das encostas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os par\u00e2metros de fertilidade foram obtidos a partir de amostras coletadas nas profundidades por trincheiras.\u00a0Os resultados indicaram que em geral, todos os solos s\u00e3o \u00e1licos, com teores de satura\u00e7\u00e3o por Al atingindo 90% (em LHF e LMP) e \u00e1cidos, com pH em torno de 3,5 indistintamente, com SB (&lt; 10\u00a0mmolc\/dm<sup>-3<\/sup>)\u00a0e V% muito baixos (~15%), exceto nos solos em LCD e Cx-LCD, onde SB chega a 50\u00a0mmolc\/dm<sup>-3<\/sup>\u00a0e V% atinge 30% . Dentre os par\u00e2metros analisados, o P se destaca por ser bastante elevado (diferente do que \u00e9 preconizado na literatura), e responder \u00e0s varia\u00e7\u00f5es de MO no perfil. Assim, os teores de P e MO s\u00e3o mais elevados em superf\u00edcie em todos os solos provenientes de sedimentos marinhos (LHTa, LHTb, LPTB, LPTa) e paleolagunar (LCD e Cx-LCD), mas se comportam de maneira inversa nos ambientes de sedimenta\u00e7\u00e3o continental (LMP, LPF e LCR). Essas tend\u00eancias s\u00e3o bastante evidentes\u00a0nos primeiros 10 cm do solo e puderam ser identificadas gra\u00e7as ao m\u00e9todo de amostragem proposto. Tamb\u00e9m \u00e9 nessa profundidade que se concentram as ra\u00edzes em todas as forma\u00e7\u00f5es florestais, com maior freq\u00fc\u00eancia de ra\u00edzes finas e poucas ra\u00edzes grossas. Essas caracter\u00edsticas levam a freq\u00fcentes tombamentos de \u00e1rvores nessas matas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em termos de evolu\u00e7\u00e3o dos solos da \u00e1rea de estudo, os Espodossolos Ferril\u00favicos s\u00e3o os mais evolu\u00eddos e antigos e ocorrem sobre os dep\u00f3sitos marinhos mais antigos, os LPTa. Nestes dep\u00f3sitos tamb\u00e9m ocorrem Neossolos Quartzar\u00eanicos, que s\u00e3o mais jovens e surgiram ap\u00f3s o total desmantelamento do antigo Espodossolo ou a sua migra\u00e7\u00e3o para camadas muito profundas do pacote sedimentar. A FaR que recobre esses terra\u00e7os marinhos deve ser, portanto, a floresta mais antiga e evolu\u00edda dessas plan\u00edcies costeiras, devendo ter sido implantada durante o Pleistoceno ap\u00f3s a sedimenta\u00e7\u00e3o desses dep\u00f3sitos, per\u00edodo depois do qual o n\u00edvel do mar sempre esteve mais baixo do que os mesmos. Da mesma forma, a FAL, que recobre os dep\u00f3sitos LPF (provavelmente correlatos aos LPTa) tamb\u00e9m deve ter sido implantada nessa \u00e9poca. A FbR, por sua vez, deve ser a floresta mais jovem implantada sobre os terrenos de sedimenta\u00e7\u00e3o marinha dessas plan\u00edcies costeiras, pois recobre os dep\u00f3sitos marinhos mais jovens, os LHTb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sem d\u00favida h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o direta entre as caracter\u00edsticas pedol\u00f3gicas e ed\u00e1ficas desses solos e os ambientes sedimentares quatern\u00e1rios de origem, cuja evolu\u00e7\u00e3o e os ciclos de sedimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m governam a evolu\u00e7\u00e3o dos solos.<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2313\" style=\"border: 0px\" alt=\"pdf_grande\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/Mabel_Gomes_Moreira_MS1.pdf\" target=\"_blank\">Mabel Gomes Moreira<br \/>\nAssocia\u00e7\u00f5es entre os solos, os Ambientes Sedimentares Quatern\u00e1rios e as Fitofisionomias de Plan\u00edcie Costeira e Baixa<br \/>\nencosta nas bacias dos rios Itaguar\u00e9 e Guaratuba (Bertioga-SP)<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mabel Gomes Moreira ASSOCIA\u00c7\u00d5ES ENTRE OS SOLOS, OS AMBIENTES SEDIMENTARES QUATERN\u00c1RIOS E AS FITOFISIONOMIAS DE PLAN\u00cdCIE COSTEIRA E BAIXA ENCOSTA NAS BACIAS DOS RIOS ITAGUAR\u00c9 E GUARATUBA (BERTIOGA-SP) RESUMO Os solos jovens formados sobre a plan\u00edcie costeira e as baixas encostas da Serra do Mar guardam \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com o substrato geol\u00f3gico de origem, cuja [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":249,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"fullpage.php","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1582"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1582"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1582\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}