{"id":1212,"date":"2013-09-19T15:41:44","date_gmt":"2013-09-19T18:41:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=1212"},"modified":"2013-09-19T15:41:44","modified_gmt":"2013-09-19T18:41:44","slug":"2010-ingrid-balesteros-silva","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/2010-ingrid-balesteros-silva\/","title":{"rendered":"Ingrid Balesteros Silva DR"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3777\" style=\"border: 0px\" alt=\"faixapos6\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6-768x131.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/a><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #003300\">Ingrid Balesteros Silva\u00a0<\/span><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify\">O presente trabalho teve como objetivo realizar um estudo detalhado da flora de algas marinhas bent\u00f4nicas de Maracaja\u00fa, na APA dos Recifes de Corais, Rio Grande do Norte. Esta \u00e1rea foi por muito tempo alvo de peca predat\u00f3ria, explora\u00e7\u00e3o intensa dos bancos de algas e turismo desgovernado, at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o da unidade de conserva\u00e7\u00e3o em 2001. Os dados gerados neste estudo podem contribuir na elabora\u00e7\u00e3o de um plano de manejo que visa a conserva\u00e7\u00e3o deste ambiente. As amostragens foram feitas nos anos de 2008 e 2009 nos recifes\u00a0<em>offshore<\/em>\u00a0e costeiros de Maracaja\u00fa. Nos recifes\u00a0<em>offshore\u00a0<\/em>ocorrem diferentes tipos de ambientes bent\u00f4nicos: corpos recifais, banco de faner\u00f3gamas e banco de rodolitos; nestes locais as amostragens foram padronizadas, utilizando como elemento amostral um quadrado de 25 cm de lado, com o objetivo de compara\u00e7\u00e3o das sub\u00e1reas amostradas aplicando-se uma an\u00e1lise de similaridade em Modo R (por amostras) utilizando o \u00cdndice de Similaridade de Jaccard. Nesta an\u00e1lise foram consideradas somente as amostragens feitas no ano de 2008, as amostras de 2009 foram utilizadas somente para dados qualitativos, por motivo de padroniza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do material amostrado com a limita\u00e7\u00e3o dos quadrantes, amostragens qualitativas foram realizadas na \u00e1rea dos recifes\u00a0<em>offshore\u00a0<\/em>bem como na praia e recifes costeiros adjacentes, e em um banco recifal localizado no entorno do Farol Tereza Pan\u00e7a, a cerca de 2 km da linha costeira. Todo o material foi fixado em solu\u00e7\u00e3o de formalina a 4% e identificado seguindo t\u00e9cnicas usuais em ficologia. Foi encontrado um total de 168 t\u00e1xons infragen\u00e9ricos, sendo 25 de Chlorophyta, 23 de Heterokontophyta e 120 de Rhodophyta. Destes t\u00e1xons, 39 est\u00e3o sendo referidos pela primeira vez para o estado do Rio Grande do Norte, dos quais 9 indicam ser novas refer\u00eancias para o Brasil (<em>Avrainvillea mazei\u00a0<\/em>Murray et Boodle,\u00a0<em>Botryocladia caraibica<\/em>\u00a0Gavio &amp; Fredericq,\u00a0<em>Crouania elisiae\u00a0<\/em>C.W. Schneider,\u00a0<em>Dasya caraibica<\/em>\u00a0Boergesen,\u00a0<em>Herposiphonia delicatula\u00a0<\/em>Hollenberg<em>, Herposiphonia parca\u00a0<\/em>Setchell<em>, Gracilaria apiculata\u00a0<\/em>subesp.\u00a0<em>apiculata\u00a0<\/em>P. Crouan et H. Crouan<em>, Gracilaria apiculata\u00a0<\/em>subesp.<em>\u00a0candelariformis<\/em>\u00a0Gurgel, Fredericq et Norris,<em>\u00a0Udotea dixonii\u00a0<\/em>Littler et Littler) e duas para o Oceano Atl\u00e2ntico (<em>Herposiphonia nuda<\/em>\u00a0Hollenberg e\u00a0<em>Gelidium\u00a0<\/em>cf.\u00a0<em>isabelae\u00a0<\/em>W.R. Taylor). As fam\u00edlias mais representativas em termos de esp\u00e9cie foram Rhodomelaceae (19,04%), Dictyotaceae (10,12%), Ceramiaceae (7,14%), Corallinaceae e Gracilariaceae (5,96%), e Caulerpaceae (4,76%). O local onde foi registrada a maior riqueza de esp\u00e9cies foi nos bancos de faner\u00f3gamas, seguido pelo banco de rodolitos, zona de alta e de m\u00e9dia densidade de corpos recifais. De maneira geral, a esp\u00e9cie mais freq\u00fcente foi\u00a0<em>Dictyopteris delicatula<\/em>, tanto na esta\u00e7\u00e3o seca como na chuvosa, com exce\u00e7\u00e3o dos bancos de faner\u00f3gamas, onde as esp\u00e9cies mais freq\u00fcentes foram\u00a0<em>Hypnea musciformis\u00a0<\/em>durante a esta\u00e7\u00e3o seca e\u00a0<em>Jania adhaerens\u00a0<\/em>durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Com relac\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise de similaridade, o dendograma apresentou-se bastante fragmentado, demostrando pouca diferen\u00e7a na composi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica entre sub\u00e1reas. O dendograma apresentou dois grandes agrupamentos de amostras provenientes dos bancos de faner\u00f3gamas, um agrupamento reuniu uma grande maioria de amostras da esta\u00e7\u00e3o seca e outro com a maioria de amostras da esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Os outros agrupamentos apresentaram uma mistura de amostras das esta\u00e7\u00f5es ZAD, ZMD e ROD,\u00a0 separados pelo per\u00edodo do ano amostrado (seco\/chuvoso), revelando grande afinidade na composi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica destas sub\u00e1reas. Na ZMD encontra-se a \u00e1rea de uso tur\u00edstico, onde o tr\u00e1fego de embarca\u00e7\u00f5es \u00e9 intenso, al\u00e9m da presen\u00e7a de grande n\u00famero de visitantes. Estes fatores podem estar contribuindo para o empobrecimento da flora neste local.<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: justify\">Algas marinhas bent\u00f4nicas dos recifes e ambientes adjacentes de Maracaja\u00fa,\u00a0APA dos Recifes de Corais, RN, Brasil<\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Os ambientes recifais s\u00e3o ecossistemas marinhos, tipicamente tropicais, que abrigam grande diversidade de fauna e flora. O complexo recifal de Maracaja\u00fa, no litoral norte-oriental do estado do Rio Grande do Norte, \u00e9 formado por bancos ou recifes de arenito originados pelos eventos de regress\u00f5es e transgress\u00f5es do n\u00edvel do mar, n\u00e3o possuindo, portanto, a mesma origem dos recifes de corais. Toda esta \u00e1rea recifal est\u00e1 inserida na \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o dos Recifes de Corais, uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o que abrange a faixa costeira e a plataforma rasa associada aos munic\u00edpios de Maxaranguape, Rio do Fogo e Touros. Em Maracaja\u00fa, os recifes distam cerca de 7 km da costa e s\u00e3o formados pelos corpos recifais dispostos em manchas sobre o fundo arenoso, um banco de rodolitos que ocupa a por\u00e7\u00e3o mais ao sul e os prados de faner\u00f3gmas\u00a0<em>Halodule wrightii<\/em>\u00a0na por\u00e7\u00e3o oeste dos recifes. Toda esta \u00e1rea, bem como a regi\u00e3o da costa, que inclui as praias e dunas, encontra-se sob intensa press\u00e3o de uso e ocupa\u00e7\u00e3o, contribuindo para uma condi\u00e7\u00e3o de crescente degrada\u00e7\u00e3o ambiental. As principais atividades respons\u00e1veis por esta degrada\u00e7\u00e3o s\u00e3o a pesca predat\u00f3ria e a explora\u00e7\u00e3o tur\u00edstica desordenada, o que vem levando a um r\u00e1pido processo de ocupa\u00e7\u00e3o costeira em expans\u00e3o. Esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada pela falta de informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias a um manejo efetivo, embora j\u00e1 despontem pesquisas isoladas, que discutem a sustentabilidade da regi\u00e3o. O presente trabalho teve como objetivo realizar um estudo detalhado da flora do complexo recifal de Maracaja\u00fa visando gerar dados para contribuir na preserva\u00e7\u00e3o ambiental. As amostragens foram feitas nos anos de 2008 e 2009 nos recifes\u00a0<em>offshore<\/em>\u00a0e costeiros de Maracaja\u00fa. Nos recifes\u00a0<em>offshore\u00a0<\/em>as amostragens foram padronizadas, utilizando como elemento amostral um quadrado de 25 cm de lado, com o objetivo de compara\u00e7\u00e3o das sub\u00e1reas amostradas aplicando-se uma an\u00e1lise de similaridade em Modo R (por amostras) utilizando o \u00cdndice de Similaridade de Jaccard. Nesta an\u00e1lise foram consideradas somente as amostragens feitas no ano de 2008. Al\u00e9m do material amostrado com a limita\u00e7\u00e3o dos quadrantes, amostragens com finalidade exclusivamente qualitativa foram realizadas nesta mesma \u00e1rea dos recifes\u00a0<em>offshore\u00a0<\/em>bem como na praia e recifes costeiros adjacentes, e em um banco recifal localizado no entorno do Farol Tereza Pan\u00e7a. Os dados obtidos fora dos limites amostrais estabelecidos pelos elementos amostrais n\u00e3o foram considerados na an\u00e1lise de similaridade. O material foi fixado em solu\u00e7\u00e3o de formalina a 4% e identificado. Foram encontrados um total de 168 t\u00e1xons infragen\u00e9ricos, sendo 25 de Chlorophyta, 23 de Heterokontophyta e 120 de Rhodophyta. Destes t\u00e1xons, 39 est\u00e3o sendo referidos pela primeira vez para o estado do Rio Grande do Norte, dos quais 9 indicam ser novas refer\u00eancias para o Brasil (<em>Avrainvillea mazei\u00a0<\/em>Murray et Boodle,\u00a0<em>Botryocladia caraibica<\/em>\u00a0Gavio &amp; Fredericq,\u00a0<em>Crouania elisiae\u00a0<\/em>C.W. Schneider,\u00a0<em>Dasya caraibica<\/em>\u00a0Boergesen,\u00a0<em>Herposiphonia delicatula\u00a0<\/em>Hollenberg<em>, Herposiphonia parca\u00a0<\/em>Setchell<em>, Gracilaria apiculata\u00a0<\/em>subesp.\u00a0<em>apiculata\u00a0<\/em>P. Crouan et H. Crouan<em>, Gracilaria apiculata<\/em>subesp.<em>\u00a0candelariformis<\/em>\u00a0Gurgel, Fredericq et Norris,<em>\u00a0Udotea dixonii\u00a0<\/em>Littler et Littler) e duas para o Oceano Atl\u00e2ntico (<em>Herposiphonia nuda<\/em>Hollenberg e\u00a0<em>Gelidium isabelae\u00a0<\/em>W.R. Taylor). O local onde foi registrada a maior riqueza de esp\u00e9cies foi nos bancos de faner\u00f3gamas. De maneira geral, a esp\u00e9cie mais freq\u00fcente foi\u00a0<em>Dictyopteris delicatula<\/em>, tanto na esta\u00e7\u00e3o seca como na chuvosa, com exce\u00e7\u00e3o dos bancos de faner\u00f3gamas, onde as esp\u00e9cies mais freq\u00fcentes foram\u00a0<em>Hypnea musciformis\u00a0<\/em>durante a esta\u00e7\u00e3o seca e\u00a0<em>Jania adhaerens<\/em>durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Com relac\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise de similaridade, o dendograma apresentou-se bastante fragmentado, demostrando pouca diferen\u00e7a na composi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica entre sub\u00e1reas. O dendograma apresentou dois grandes agrupamentos de amostras provenientes dos bancos de faner\u00f3gamas, um agrupamento reuniu uma grande maioria de amostras da esta\u00e7\u00e3o seca e outro com a maioria de amostras da esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Os outros agrupamentos apresentaram uma mistura de amostras das esta\u00e7\u00f5es ZAD, ZMD e ROD,\u00a0 separados pelo per\u00edodo do ano amostrado (seco\/chuvoso), revelando grande afinidade na composi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica destas sub\u00e1reas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: APA dos Recifes de Corais, Maracaja\u00fa, morfologia,\u00a0macroalgas recifais, taxomonia, novas ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2313\" style=\"border: 0px\" alt=\"pdf_grande\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/Ingrid_Balesteros_Silva_DR.pdf\" target=\"_blank\">Ingrid Balesteros Silva<br \/>\nAlgas marinhas bent\u00f4nicas dos recifes e ambientes adjacentes de Maracaja\u00fa, APA dos Recifes de Corais, RN, Brasil<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ingrid Balesteros Silva\u00a0 O presente trabalho teve como objetivo realizar um estudo detalhado da flora de algas marinhas bent\u00f4nicas de Maracaja\u00fa, na APA dos Recifes de Corais, Rio Grande do Norte. 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