{"id":1192,"date":"2013-09-19T14:54:41","date_gmt":"2013-09-19T17:54:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/?page_id=1192"},"modified":"2013-09-19T14:54:41","modified_gmt":"2013-09-19T17:54:41","slug":"2007-mabel-gomes-moreira","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/2007-mabel-gomes-moreira\/","title":{"rendered":"Mabel Gomes Moreira"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3777\" style=\"border: 0px\" alt=\"faixapos6\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg\" width=\"950\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6.jpg 950w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2015\/02\/faixapos6-768x131.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><\/a><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h2 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #003300\">Mabel Gomes Moreira<\/span><\/h2>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\">Mabel Gomes Moreira, aluna de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente, do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo (IBt), defendeu no dia 31 de julho de 2007 sua disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado intitulada:<br \/>\n&#8220;ASSOCIA\u00c7\u00d5ES ENTRE OS SOLOS, OS AMBIENTES SEDIMENTARES QUATERN\u00c1RIOS E AS FITOFISIONOMIAS DE PLAN\u00cdCIE COSTEIRA E BAIXA ENCOSTA NAS BACIAS DOS RIOS ITAGUAR\u00c9 E GUARATUBA (BERTIOGA-SP)&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">A banca examinadora foi composta pela sua orientadora Dra.C\u00e9lia Regina de Gouveia Souza (Instituto Geol\u00f3gico),<br \/>\nDra. M\u00e1rcia In\u00eas M. S. Lopes (Instituto de Bot\u00e2nica) e Dr. Eduardo Luis Martins Catharino (Instituto de Bot\u00e2nica).<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h3 style=\"text-align: center\">Associa\u00e7\u00f5es entre os Solos, os Ambientes Sedimentares Quarten\u00e1rios e as Fitofisionomias de Plan\u00edcie Costeira e Baixa Encosta nas Bacias dos Rios Itaguar\u00e9 e Guaratuba (Bertioga-SP)<\/h3>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Os solos jovens formados sobre a plan\u00edcie costeira e as baixas encostas da Serra do Mar guardam \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com o substrato geol\u00f3gico de origem, cuja idade varia de pleistoc\u00eanica a atual. A g\u00eanese e a evolu\u00e7\u00e3o desses solos, portanto, depende da evolu\u00e7\u00e3o dos ambientes sedimentares presentes nesses compartimentos geol\u00f3gico-geomorfol\u00f3gicos, bem como da evolu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vegeta\u00e7\u00e3o que os recobre. Assim, conhecer essas rela\u00e7\u00f5es \u00e9 muito importante para entender os ecossistemas costeiros e recuper\u00e1-los ou manej\u00e1-los de maneira adequada. O objetivo principal desta pesquisa \u00e9 caracterizar os solos formados sobre ambientes de sedimenta\u00e7\u00e3o quatern\u00e1rios (pleistoc\u00eanicos a atuais) associados a respectivas forma\u00e7\u00f5es florestais (exceto manguezal), presentes na plan\u00edcie costeira e baixa encosta da Serra do Mar nas bacias dos rios Itaguar\u00e9 e Guaratuba (Bertioga). Como objetivos espec\u00edficos destacam-se: caracterizar as unidades geol\u00f3gicas quatern\u00e1rias (UQ) previamente mapeadas quanto \u00e0 sua granulometria e ao n\u00edvel do len\u00e7ol fre\u00e1tico; identificar os solos segundo a Classifica\u00e7\u00e3o Brasileira de Solos at\u00e9 pelo menos o segundo n\u00edvel categ\u00f3rico; caracterizar, quanto \u00e0 granulometria, os tipos de solos associados \u00e0s UQ; caracterizar a distribui\u00e7\u00e3o da fertilidade no perfil de solo em fun\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es de micro-relevo nas UQ; caracterizar a distribui\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes nos perfis de solo em cada fitofisionomia. Na \u00e1rea s\u00e3o encontradas as seguintes UQ: Terra\u00e7os Marinhos pleistoc\u00eanicos altos e baixos (LPTa e LPTb),\u00a0Terra\u00e7os Marinhos holoc\u00eanicos (LHTa),\u00a0Cord\u00f5es Litor\u00e2neos holoc\u00eanicos (LHTb), Terra\u00e7os Fluviais pleistoc\u00eanicos (LPF), Plan\u00edcies Fluviais holoc\u00eanicas a atuais (LHF), Depress\u00f5es Paleolagunares Holoc\u00eanicas (LCD), Dep\u00f3sitos Mistos (Fluviais e Col\u00favios de Baixada) holoc\u00eanicos a atuais (LMP), Dep\u00f3sitos de Encosta pleistoc\u00eanicos a atuais (LCR). A vegeta\u00e7\u00e3o de plan\u00edcie costeira e baixa encosta presente na \u00e1rea de estudo apresenta associa\u00e7\u00f5es importantes com as UQ, da seguinte forma: Floresta de Transi\u00e7\u00e3o Restinga\u2013Encosta (FTr) associada com LCR,\u00a0LMP e\u00a0LHF; Floresta Aluvial (FAL) associada com LPF; Floresta Alta de Restinga (FaR) associada com LHTb,\u00a0LHTa,\u00a0LPTb,\u00a0LPTa e LHF; Floresta Baixa de Restinga (FbR) associada com LHTb; Floresta Alta de Restinga \u00damida (FaRu) associada com LCD,\u00a0LHF e LMP; e Floresta Paludosa (FPa) associada com LCD e LHF. Na \u00e1rea de estudo foram identificados 13 tipos de classes de solo, que podem ser agrupados de acordo com 3 diferentes tipos de ambientes de origem: marinha (praial) &#8211; Neossolos Quartzar\u00eanicos e Espodossolos Humil\u00favicos, Ferril\u00favicos e Ferri-Humil\u00favicos; continental (fluvial, coluvionar) &#8211; Neossolos Fl\u00favicos e Regol\u00edticos, Gleissolos H\u00e1plicos, Cambissolos Fl\u00favicos e H\u00e1plicos e Latossolos Amarelos; depress\u00f5es paleolagunares &#8211; Gleissolos Mel\u00e2nicos e Organossolos S\u00e1pricos e F\u00edbricos. Os Neossolos Quartzar\u00eanicos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es LHTb\/FbR, LPTa\/FaR e LPTb\/FaR; os Neossolos Fl\u00favicos ocorrem nas associa\u00e7\u00f5es LMP\/FTr e LPF\/FAL; e os Neossolos Regol\u00edticos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es LCR\/FTr. Os Espodossolos Humil\u00favicos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es LHTb\/FaR, LHTa\/FaR e LPTb\/FaR e localmente LPTa\/FaR; os Espodossolos Ferril\u00favicos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es em LPTa\/FaR; e os Espodossolos Ferri-Humil\u00favicos ocorrem nas associa\u00e7\u00f5es LPTb\/FaR. Os Gleissolos H\u00e1plicos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es LPF\/FAL, LMP\/FTr, LHF\/FaR, e localmente em LPTb\/FaR. Os Gleissolos Mel\u00e2nicos ocorrem principalmente em LCD\/FaRu, LCD\/FPa, LHF\/FaRu e LHF\/FPa. Os Cambissolos Fl\u00favicos ocorrem nas associa\u00e7\u00f5es LMP\/FTr e LPF\/FAL. Os Cambissolos H\u00e1plicos s\u00e3o encontrados em LCR\/FTr. Os Organossolos S\u00e1pricos e F\u00edbricos s\u00e3o sempre encontrados em LCD, nas associa\u00e7\u00f5es LCD\/FaRu (somente F\u00edbricos) e LCD\/FPa. Os Latossolos Amarelos s\u00e3o encontrados nas associa\u00e7\u00f5es LCR\/FTr, em \u00e1reas mais elevadas das encostas. Os par\u00e2metros de fertilidade foram obtidos a partir de amostras coletadas nas profundidades por trincheiras. Os resultados indicaram que em geral, todos os solos s\u00e3o \u00e1licos, com teores de satura\u00e7\u00e3o por Al atingindo 90% (em LHF e LMP) e \u00e1cidos, com pH em torno de 3,5 indistintamente, com SB (&lt; 10 mmolc\/dm-3) e V% muito baixos (~15%), exceto nos solos em LCD e Cx-LCD, onde SB chega a 50 mmolc\/dm-3 e V% atinge 30% . Dentre os par\u00e2metros analisados, o P se destaca por ser bastante elevado (diferente do que \u00e9 preconizado na literatura), e responder \u00e0s varia\u00e7\u00f5es de MO no perfil. Assim, os teores de P e MO s\u00e3o mais elevados em superf\u00edcie em todos os solos provenientes de sedimentos marinhos (LHTa, LHTb, LPTB, LPTa) e paleolagunar (LCD e Cx-LCD), mas se comportam de maneira inversa nos ambientes de sedimenta\u00e7\u00e3o continental (LMP, LPF e LCR). Essas tend\u00eancias s\u00e3o bastante evidentes nos primeiros 10 cm do solo e puderam ser identificadas gra\u00e7as ao m\u00e9todo de amostragem proposto. Tamb\u00e9m \u00e9 nessa profundidade que se concentram as ra\u00edzes em todas as forma\u00e7\u00f5es florestais, com maior freq\u00fc\u00eancia de ra\u00edzes finas e poucas ra\u00edzes grossas. Essas caracter\u00edsticas levam a freq\u00fcentes tombamentos de \u00e1rvores nessas matas. Em termos de evolu\u00e7\u00e3o dos solos da \u00e1rea de estudo, os Espodossolos Ferril\u00favicos s\u00e3o os mais evolu\u00eddos e antigos e ocorrem sobre os dep\u00f3sitos marinhos mais antigos, os LPTa. Nestes dep\u00f3sitos tamb\u00e9m ocorrem Neossolos Quartzar\u00eanicos, que s\u00e3o mais jovens e surgiram ap\u00f3s o total desmantelamento do antigo Espodossolo ou a sua migra\u00e7\u00e3o para camadas muito profundas do pacote sedimentar. A FaR que recobre esses terra\u00e7os marinhos deve ser, portanto, a floresta mais antiga e evolu\u00edda dessas plan\u00edcies costeiras, devendo ter sido implantada durante o Pleistoceno ap\u00f3s a sedimenta\u00e7\u00e3o desses dep\u00f3sitos, per\u00edodo depois do qual o n\u00edvel do mar sempre esteve mais baixo do que os mesmos. Da mesma forma, a FAL, que recobre os dep\u00f3sitos LPF (provavelmente correlatos aos LPTa) tamb\u00e9m deve ter sido implantada nessa \u00e9poca. A FbR, por sua vez, deve ser a floresta mais jovem implantada sobre os terrenos de sedimenta\u00e7\u00e3o marinha dessas plan\u00edcies costeiras, pois recobre os dep\u00f3sitos marinhos mais jovens, os LHTb. Sem d\u00favida h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o direta entre as caracter\u00edsticas pedol\u00f3gicas e ed\u00e1ficas desses solos e os ambientes sedimentares quatern\u00e1rios de origem, cuja evolu\u00e7\u00e3o e os ciclos de sedimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m governam a evolu\u00e7\u00e3o dos solos.<\/p>\n<p><strong>Palavra chave:<\/strong>\u00a0Solos de Plan\u00edcie Costeira, Vegeta\u00e7\u00e3o de Restinga,\u00a0Bertioga<\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2313\" style=\"border: 0px\" alt=\"pdf_grande\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/pdf_grande.gif\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/pgibt\/2013\/09\/Mabel_Gomes_Moreira_MS.pdf\" target=\"_blank\">Mabel Gomes Moreira<br \/>\nAssocia\u00e7\u00f5es entre os Solos, os Ambientes Sedimentares Quarten\u00e1rios e as Fitofisionomias de Plan\u00edcie Costeira e<br \/>\nBaixa Encosta nas Bacias dos Rios Itaguar\u00e9 e Guaratuba (Bertioga-SP)<\/a><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/\">VOLTAR AS DISSERTA\u00c7\u00d5ES E TESES<\/a><\/strong><\/p>\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mabel Gomes Moreira Mabel Gomes Moreira, aluna de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente, do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo (IBt), defendeu no dia 31 de julho de 2007 sua disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado intitulada: &#8220;ASSOCIA\u00c7\u00d5ES ENTRE OS SOLOS, OS AMBIENTES SEDIMENTARES QUATERN\u00c1RIOS E AS FITOFISIONOMIAS DE PLAN\u00cdCIE COSTEIRA E BAIXA ENCOSTA NAS BACIAS [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":249,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"fullpage.php","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1192"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1192"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1192\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}