{"id":9147,"date":"2025-12-17T15:09:59","date_gmt":"2025-12-17T18:09:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/?p=9147"},"modified":"2025-12-18T10:54:18","modified_gmt":"2025-12-18T13:54:18","slug":"imagens-ineditas-de-plantas-campestres-sao-disponibilizadas-em-plataformas-abertas-ampliando-acesso-a-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/2025\/12\/imagens-ineditas-de-plantas-campestres-sao-disponibilizadas-em-plataformas-abertas-ampliando-acesso-a-biodiversidade\/","title":{"rendered":"Imagens in\u00e9ditas de plantas campestres s\u00e3o disponibilizadas em plataformas abertas, ampliando acesso \u00e0 biodiversidade"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Com centenas de registros, o novo acervo do Herb\u00e1rio SPSF facilita identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, monitoramento da flora nativa e avan\u00e7o de estudos sobre conserva\u00e7\u00e3o vegetal<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Por Beatriz Ortiz*<\/p>\n<p>Centenas de imagens in\u00e9ditas de plantas do Cerrado e da Mata Atl\u00e2ntica paulistas foram disponibilizadas em plataformas digitais abertas ao p\u00fablico por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA). As fotos est\u00e3o dispon\u00edveis no <a href=\"https:\/\/specieslink.net\/search\/\">SpeciesLink<\/a> e no <a href=\"https:\/\/spsf.jbrj.gov.br\/v2\/consulta.php#RESULTADO\">Jabot<\/a> \u2014 dois dos principais sistemas on-line de cole\u00e7\u00f5es bot\u00e2nicas do pa\u00eds \u2014 al\u00e9m do <a href=\"https:\/\/catalogo-ucs-brasil.jbrj.gov.br\/\">Cat\u00e1logo de Plantas das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do Brasil<\/a>, ligado ao Governo Federal.<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o re\u00fane imagens de plantas provenientes de diversas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, como o Parque Estadual Campos do Jord\u00e3o e as Esta\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas de Angatuba, Assis, Avar\u00e9, Bananal e Santa B\u00e1rbara. As imagens, de plantas vivas e de exsicatas \u2013 amostras de plantas desidratadas e prensadas, com informa\u00e7\u00f5es sobre a coleta \u2013, incluem popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, em perigo de extin\u00e7\u00e3o e criticamente em perigo.<\/p>\n<div id=\"attachment_9151\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/trichocline-linearifolia_viva_1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-9151\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-9151 size-wcstandard\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/trichocline-linearifolia_viva_1-550x733.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"733\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/trichocline-linearifolia_viva_1-550x733.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/trichocline-linearifolia_viva_1-225x300.jpg 225w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/trichocline-linearifolia_viva_1-250x333.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/trichocline-linearifolia_viva_1-135x180.jpg 135w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/trichocline-linearifolia_viva_1-375x500.jpg 375w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/trichocline-linearifolia_viva_1.jpg 576w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9151\" class=\"wp-caption-text\">Amostra de esp\u00e9cime vivo de <em>Trichocline linearifolia<\/em>. Imagem: SpeciesLink<\/p><\/div>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 registros de esp\u00e9cies em novas localidades, o que amplia a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica conhecida de diversas popula\u00e7\u00f5es, como <em>Conyza neolaxiflora<\/em>, coletada no Parque Estadual de Campos do Jord\u00e3o, que antes somava apenas duas coletas em S\u00e3o Paulo, a mais recente h\u00e1 quase 50 anos. Outro exemplo \u00e9 <em>Calea grandiflora<\/em>, encontrada pela primeira vez no Parque Estadual da Serra do Mar e no Morro da Bandeira. At\u00e9 ent\u00e3o, a esp\u00e9cie s\u00f3 havia sido registrada na Reserva Biol\u00f3gica de Paranapiacaba.<\/p>\n<p>Outra novidade da cole\u00e7\u00e3o \u00e9 que ela conta, tamb\u00e9m, com esp\u00e9cimes de gram\u00edneas da fam\u00edlia Poaceae. As gram\u00edneas, apesar de se destacarem entre as de maior n\u00famero de esp\u00e9cies nas paisagens campestres e terem a fun\u00e7\u00e3o essencial de conservar o solo contra processos erosivos, s\u00e3o pouco coletadas no Brasil. A Assistente T\u00e9cnica de Pesquisa Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica do IPA, Regina Tomoko Shirasuna, explica que isso acontece devido ao baixo n\u00famero de especialistas na fam\u00edlia, o que torna a identifica\u00e7\u00e3o trabalhosa.<\/p>\n<p>\u201cSomente um especialista em gram\u00edneas consegue identificar e coletar uma gram\u00ednea. Um taxonomista comum, que trabalha com qualquer outra fam\u00edlia que n\u00e3o seja essa, n\u00e3o consegue\u201d, diz ela, que participou da coleta das plantas e \u00e9 uma das poucas especialistas em gram\u00edneas do Estado de S\u00e3o Paulo. \u201cAs gram\u00edneas s\u00e3o uma fam\u00edlia muito complexa e, para compreend\u00ea-las, s\u00e3o necess\u00e1rias especializa\u00e7\u00f5es e muita dedica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para finalizar, a cole\u00e7\u00e3o conta com esp\u00e9cies que ainda n\u00e3o foram identificadas pelos especialistas. Com o novo acervo, pesquisadores de todo o mundo passam a ter acesso imediato \u00e0s imagens para identifica\u00e7\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. A a\u00e7\u00e3o integra o projeto Biota Campos e o Pr\u00f3-Esp\u00e9cies, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima.<\/p>\n<h4><strong>Os desafios do processo<\/strong><\/h4>\n<p>Para coletar as plantas, os especialistas precisaram realizar uma s\u00e9rie de expedi\u00e7\u00f5es. Estas exigiram longas caminhadas por \u00e1reas de dif\u00edcil acesso, incluindo locais sem trilhas ou com acesso apenas por barco, sob condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas. O apoio da comunidade local e de empresas florestais foi essencial para o sucesso do empreendimento, como conta a Pesquisadora Cient\u00edfica do IPA, Nat\u00e1lia Macedo Ivanauskas.<\/p>\n<p>\u201cPara os campos naturais de altitude na Mata Atl\u00e2ntica, o maior desafio foi conseguir chegar em alguns topos de montanha, realizar as coletas e transportar o material, o que envolve preparo f\u00edsico da equipe disposta a isso\u201d, conta. \u201cJ\u00e1 para os campos do Cerrado, o principal desafio foi encontrar \u00e1reas ainda n\u00e3o invadidas por esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, j\u00e1 que este \u00e9 um dos principais problemas para a conserva\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas\u201d.<\/p>\n<p>Depois da coleta das plantas, os pesquisadores colocaram-nas entre camadas de jornal e papel\u00e3o, um m\u00e9todo de prensagem de plantas para fins de preserva\u00e7\u00e3o. A seguir, elas foram encaminhadas \u00e0 estufa do Herb\u00e1rio Dom Bento Jos\u00e9 Pickel (SPSF) para atingirem o n\u00edvel necess\u00e1rio de secagem antes de serem transformadas em exsicatas. Ent\u00e3o, foram tombadas \u2013 ou seja, incorporadas \u00e0 cole\u00e7\u00e3o do Herb\u00e1rio, recebendo um n\u00famero de registro.<\/p>\n<div class=\"wc-gallery\"><div id='gallery-1' data-gutter-width='5' data-columns='2' class='gallery wc-gallery-captions-onhover gallery-link-file gallery-grid galleryid-9147 gallery-columns-2 gallery-size-wcsmall wc-gallery-bottomspace-default wc-gallery-gutter-5 wc-gallery-clear'><div class='gallery-item-wrapper gallery-item-position-1 gallery-item-attachment-9153 gallery-item-column-1'><div class='gallery-item'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-item-inner'>\n\t\t\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/deschampsia-elongata.jpg' title='Deschampsia elongata' target='_self'><img width=\"250\" height=\"375\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/deschampsia-elongata-250x375.jpg\" class=\"attachment-wcsmall size-wcsmall\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/deschampsia-elongata-250x375.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/deschampsia-elongata-200x300.jpg 200w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/deschampsia-elongata-550x824.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/deschampsia-elongata-120x180.jpg 120w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/deschampsia-elongata-334x500.jpg 334w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/deschampsia-elongata.jpg 576w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\t\t\tExemplo de exsicata: a esp\u00e9cie <em>Deschampsia elongata<\/em>, da fam\u00edlia de gram\u00edneas. A etiqueta com informa\u00e7\u00f5es est\u00e1 posicionada no canto inferior direito. Imagem: SpeciesLink\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div><\/div><\/div><\/div><div class='gallery-item-wrapper gallery-item-position-2 gallery-item-attachment-9154 gallery-item-column-2 gallery-item-last-column'><div class='gallery-item'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-item-inner'>\n\t\t\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/conyza-neolaxiflora.jpg' title='Conyza neolaxiflora' target='_self'><img width=\"250\" height=\"372\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/conyza-neolaxiflora-250x372.jpg\" class=\"attachment-wcsmall size-wcsmall\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/conyza-neolaxiflora-250x372.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/conyza-neolaxiflora-201x300.jpg 201w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/conyza-neolaxiflora-550x819.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/conyza-neolaxiflora-121x180.jpg 121w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/conyza-neolaxiflora-336x500.jpg 336w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/12\/conyza-neolaxiflora.jpg 576w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\t\t\tAmostras das esp\u00e9cie <em>Conyza neolaxiflora<\/em>, uma das novas ocorr\u00eancias. Imagem: SpeciesLink\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n<\/div>\n<p>Para finalizar, as plantas foram fixadas em papel-cart\u00e3o por meio de um processo semelhante \u00e0 costura. Junto, colou-se uma etiqueta com dados da coleta, como nome do coletor, local e data de coleta, caracter\u00edsticas do esp\u00e9cime e identifica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da planta. \u201cConclu\u00eddo esse trabalho, temos aquilo que chamamos de exsicata e que ficar\u00e1 arquivada em arm\u00e1rios de metal para conserva\u00e7\u00e3o, prontas para uso em pesquisas\u201d, conta Ivan de Souza Marques.<\/p>\n<p>No IPA, o respons\u00e1vel pela digitaliza\u00e7\u00e3o e disponibiliza\u00e7\u00e3o das exsicatas das plantas campestres \u00e9 Marques, que utilizou um <em>scanner<\/em> pr\u00f3prio para a tarefa. \u201cAs imagens produzidas pelo <em>scanner<\/em> t\u00eam alta qualidade. Voc\u00ea consegue ampliar bastante para ver os detalhes da planta, como as pequenas estruturas das folhas e das flores. \u00c9 como se voc\u00ea tivesse um microsc\u00f3pio na m\u00e3o\u201d, explica. Depois da digitaliza\u00e7\u00e3o, Marques enviou as imagens para as plataformas <a href=\"https:\/\/specieslink.net\/search\/\">SpeciesLink<\/a> e <a href=\"https:\/\/spsf.jbrj.gov.br\/v2\/consulta.php\">Jabot<\/a>.<\/p>\n<p>Atualmente, o SPSF conta com aproximadamente 70 mil exsicatas, das quais cerca de 7 mil j\u00e1 foram digitalizadas e disponibilizadas nas plataformas nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<h4><strong>Impactos para ci\u00eancia e sociedade<\/strong><\/h4>\n<p>A disponibiliza\u00e7\u00e3o das imagens em plataformas abertas refor\u00e7a o movimento de moderniza\u00e7\u00e3o das cole\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas brasileiras e a consolida\u00e7\u00e3o de sistemas integrados de informa\u00e7\u00e3o sobre biodiversidade, como conta Shirasuna. \u201cAntigamente, para ver e tirar d\u00favidas sobre uma exsicata, era preciso ir presencialmente ao Herb\u00e1rio. Hoje, com a disponibiliza\u00e7\u00e3o das imagens na Internet, temos acesso facilitado a dados que auxiliam no processo de identifica\u00e7\u00e3o das plantas, trabalho rotineiro para taxonomistas e ec\u00f3logos\u201d, conta.<\/p>\n<p>Inclusive, a digitaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 important\u00edssima para a identifica\u00e7\u00e3o das plantas, abrindo o espa\u00e7o para colabora\u00e7\u00f5es de especialistas. Ajuda, por exemplo, no caso de duas plantas coletadas e que ainda n\u00e3o foram identificadas. \u201cEstamos disponibilizando todo o acervo para a avalia\u00e7\u00e3o pela comunidade acad\u00eamica e temos recebido mensagens de taxonomistas solicitando doa\u00e7\u00e3o de duplicatas ou empr\u00e9stimos de materiais, a fim de que possam examin\u00e1-los com maior detalhe\u201d, conta Ivanauskas.<\/p>\n<p>Mas, apesar da sua import\u00e2ncia, a digitaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o substitui os herb\u00e1rios. \u201cA imagem ajuda muito, mas, dependendo da esp\u00e9cie, \u00e9 preciso ter a exsicata em m\u00e3os para analisar a mat\u00e9ria, para ter certeza da identifica\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso ter a planta na m\u00e3o e analis\u00e1-la com a lupa para ver detalhes dela, como tricomas e outras estruturas. Como os herb\u00e1rios t\u00eam amostras cient\u00edficas, eles devem ser preservados sempre\u201d, complementa Shirasuna.<\/p>\n<p>A digitaliza\u00e7\u00e3o dos acervos tamb\u00e9m \u00e9 essencial para o monitoramento da flora, a elabora\u00e7\u00e3o de planos de manejo e a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas \u2014 especialmente em \u00e1reas pouco estudadas, como os campos naturais do Cerrado. As plantas coletadas em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e depositadas em herb\u00e1rios s\u00e3o a base do <a href=\"https:\/\/catalogo-ucs-brasil.jbrj.gov.br\/\">Cat\u00e1logo de Plantas das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do Brasil<\/a>, que gerencia informa\u00e7\u00f5es valiosas para a elabora\u00e7\u00e3o dos planos de manejo.<\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o aos impactos para a ci\u00eancia e a sociedade, a nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 divulgar a flora campestre paulista, ampliando a sua visibilidade e, assim, contribuindo para a conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas em que habitam. Esses locais de alta biodiversidade s\u00e3o refer\u00eancias para a restaura\u00e7\u00e3o daqueles perturbados por diferentes vetores, como invas\u00e3o biol\u00f3gica, sobrepastejo e turismo inadequado. Devemos evitar que essas plantas sejam extintas, muitas delas com potencial valor alimentar, medicinal ou ornamental\u201d, conclui Ivanauskas.<\/p>\n<p>Atualmente, o IPA conta com dois herb\u00e1rios: o SPSF, localizado na unidade Horto Florestal, considerado a cole\u00e7\u00e3o mais representativa das \u00e1reas protegidas do estado de S\u00e3o Paulo e refer\u00eancia para a elabora\u00e7\u00e3o dos planos de manejo dessas unidades; e o Herb\u00e1rio Maria Eneyda Pacheco Kauffmann Fidalgo (SP), localizado na unidade Jardim Bot\u00e2nico. O SP \u00e9 o segundo maior herb\u00e1rio do Brasil e o quarto da Am\u00e9rica do Sul, com acervo de mais de 560 mil amostras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Imagem de capa:<\/strong> Esp\u00e9cime vivo de <em>Evolvulus riedelii<\/em>, esp\u00e9cie de planta em perigo de extin\u00e7\u00e3o nas paisagens campestres. Imagem: <a href=\"https:\/\/specieslink.net\/search\/\">SpeciesLink<\/a> (SPSF 57804)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #808080\"><strong><em>*Beatriz Ortiz \u00e9 T\u00e9cnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal do Tri\u00e2ngulo Mineiro (IFTM), jornalista pela Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU), especialista em Jornalismo Cient\u00edfico e Mestranda em Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Cultural pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atua como bolsista de Jornalismo Cient\u00edfico no projeto Biota Campos.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com centenas de registros, o novo acervo do Herb\u00e1rio SPSF facilita identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, monitoramento da flora nativa e avan\u00e7o de estudos sobre conserva\u00e7\u00e3o vegetal Por Beatriz Ortiz* Centenas de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":197,"featured_media":9150,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,5],"tags":[62,81,597,599,30,598],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9147"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/197"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9147"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9147\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9168,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9147\/revisions\/9168"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9150"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}