{"id":8131,"date":"2025-04-22T11:14:16","date_gmt":"2025-04-22T14:14:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/?p=8131"},"modified":"2025-04-22T11:40:59","modified_gmt":"2025-04-22T14:40:59","slug":"estudo-lista-409-especies-silvestres-de-cogumelos-comestiveis-dos-biomas-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/2025\/04\/estudo-lista-409-especies-silvestres-de-cogumelos-comestiveis-dos-biomas-brasileiros\/","title":{"rendered":"Estudo lista 409 esp\u00e9cies silvestres de cogumelos comest\u00edveis dos biomas brasileiros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Foto: Pleurotus albidus e P. djamor, em cultivo, e Lepista sordida (ao centro) \/ Cr\u00e9dito: Mariana Drewinski, Olavo Della Torre e Denis Zabin<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">No dia 13 de abril, a revista <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/\">Pesquisa Fapesp<\/a> publicou <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/estudo-lista-409-especies-silvestres-de-cogumelos-comestiveis\/\">mat\u00e9ria<\/a> sobre <a href=\"https:\/\/imafungus.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s43008-024-00171-8\">estudo cient\u00edfico<\/a> que levantou mais de 400 esp\u00e9cies comest\u00edveis de fungos do Brasil.\u00a0 Das 409 esp\u00e9cies, 59 imp\u00f5em restri\u00e7\u00f5es ao consumo que envolvem a necessidade de serem cozidas ou de algum outro cuidado no preparo e consumo para evitar rea\u00e7\u00f5es adversas. As outras 350 podem ser consumidas sem nenhum efeito prejudicial.<\/p>\n<p>A pesquisa foi publicada em dezembro passado no peri\u00f3dico cient\u00edfico\u00a0<a href=\"https:\/\/imafungus.biomedcentral.com\/\"><em>IMA Fungus<\/em><\/a>. Quatro dos autores do estudo, que teve a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores de oito estados brasileiros, t\u00eam v\u00ednculos com o Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA):\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6225976621362409\">Mariana Drewinski<\/a>, primeira autora do estudo, \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/mariana-de-paula-drewinski-dr\/\">doutora<\/a> pelo <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/\">Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente<\/a>, o programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o stricto sensu do IPA; <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0465504375634042\">Mariana Pires Correia-Santos<\/a>, \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/marina-pires-correa-dos-santos-ms\/\">mestra<\/a> em Micologia pelo mesmo programa;\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3990008599421584\">Cristiano Nascimento<\/a> \u00e9 doutorando; e <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9159195563442447\">Nelson Menolli Junior<\/a>, professor titular do <a href=\"https:\/\/spo.ifsp.edu.br\/\">Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia de S\u00e3o Paulo (IFSP &#8211; Campus S\u00e3o Paulo)<\/a>, se formou <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/2009-nelson-menolli-junior\/\">mestre<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/pgibt\/dissertacoesteses\/2013-nelson-menolli-junior\/\">doutor<\/a> pelo programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do antigo <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/\">Instituto de Bot\u00e2nica<\/a> (atual IPA) e atualmente \u00e9 professor visitante do programa, tendo tendo orientado todos os outros autores acima citados.<\/p>\n<p>Confira na \u00edntegra o texto da mat\u00e9ria publicada pela revista Pesquisa Fapesp:<\/p>\n<h3 style=\"padding-left: 40px\"><strong>Estudo lista 409 esp\u00e9cies silvestres de cogumelos comest\u00edveis<\/strong><\/h3>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><em>De sabor e textura variados, fungos s\u00e3o consumidos em comunidades rurais e ind\u00edgenas e cultivados por pesquisadores em laborat\u00f3rio<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">Gilberto Stam, da Revista Pesquisa FAPESP<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">Com gosto suave de pimenta ou parecido com o de camar\u00e3o, de consist\u00eancia macia, fibrosa ou cartilaginosa, cogumelos silvestres podem ser usados para fazer molhos, omeletes, saladas, picles, miss\u00f4 e doces. Embora pouco conhecidas e ainda dif\u00edceis de achar, 409 esp\u00e9cies comest\u00edveis crescem em diversas cores e formas nos troncos das \u00e1rvores e no solo da Mata Atl\u00e2ntica e dos outros biomas brasileiros, segundo estudo publicado em dezembro de 2024 na revista <em>IMA Fungus<\/em>, que teve a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores de oito estados brasileiros.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">Para fazer a lista, os especialistas compilaram os dados das esp\u00e9cies j\u00e1 registradas para o pa\u00eds a partir da lista de um estudo mundial com 2.189 esp\u00e9cies comest\u00edveis, elaborada por pesquisadores de 14 pa\u00edses e publicada em 2020 na revista <em>Comprehensive Review in Food Science and Food Safety<\/em>. Depois, fizeram um levantamento bibliogr\u00e1fico para cada uma delas, e coletas de campo para confirmar a identifica\u00e7\u00e3o por meio de an\u00e1lises de DNA.<\/p>\n<div id=\"attachment_8180\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8180\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8180 size-wcstandard\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140-550x269.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140-550x269.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140-300x147.jpg 300w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140-1024x501.jpg 1024w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140-768x376.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140-250x122.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140-800x391.jpg 800w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140-368x180.jpg 368w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140-614x300.jpg 614w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140-1023x500.jpg 1023w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-01-1140.jpg 1178w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8180\" class=\"wp-caption-text\"><em>Cookeina tricholoma<\/em> e <em> Tremela fuciformis <\/em>\/ Cr\u00e9dito: Nelson Menolli Junior \/ Mariana Drewinski<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">&#8220;A base do conhecimento sobre a comestibilidade das esp\u00e9cies est\u00e1 na etnomicologia, ci\u00eancia que estuda a rela\u00e7\u00e3o entre fungos e sociedade&#8221;, detalha o mic\u00f3logo Nelson Menolli Jr., coordenador do Laborat\u00f3rio de Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o em Micologia (IFungiLab) do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia de S\u00e3o Paulo (IFSP) e coautor dos dois artigos. Das 409 esp\u00e9cies, 59 imp\u00f5em restri\u00e7\u00f5es ao consumo que envolvem a necessidade de serem cozidas ou de algum outro cuidado no preparo e consumo para evitar rea\u00e7\u00f5es adversas. As outras 350 podem ser consumidas sem nenhum efeito prejudicial.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">Menolli coordena um projeto realizado no \u00e2mbito do programa Biota FAPESP que tem o objetivo de estudar a diversidade de cogumelos do Brasil, incluindo as esp\u00e9cies comest\u00edveis silvestres. Os cogumelos s\u00e3o as estruturas reprodutivas de alguns fungos que se desenvolvem a partir do mic\u00e9lio, o conjunto de filamentos que forma a sua estrutura e se espalha sob o solo ou por troncos de \u00e1rvore.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">&#8220;\u00c9 a mais ampla compila\u00e7\u00e3o de cogumelos comest\u00edveis do pa\u00eds&#8221;, avalia a mic\u00f3loga chilena Giuliana Furci, da Funda\u00e7\u00e3o Fungi, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) sediada em Nova York, Estados Unidos, em conversa com <em>Pesquisa FAPESP<\/em>. Segundo ela, que n\u00e3o participou do estudo, a lista deve crescer porque muitos ind\u00edgenas e coletores rurais comem cogumelos sem saber de que tipo de organismo se trata. &#8220;Alguns desses fungos n\u00e3o t\u00eam a configura\u00e7\u00e3o de haste e chap\u00e9u e parecem com um graveto, recife de coral, uma ostra ou um peixe&#8221;, observa.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">&#8220;Confirmamos a identidade e a ocorr\u00eancia no pa\u00eds de 86 esp\u00e9cies comest\u00edveis da lista inicial, com base na literatura ou em an\u00e1lise gen\u00e9tica&#8221;, afirma Menolli. Para as 323 esp\u00e9cies restantes, ser\u00e3o necess\u00e1rios estudos mais detalhados de amostras a serem coletadas em campo \u2013 em sete anos, foram 120 expedi\u00e7\u00f5es em 11 estados. &#8220;A identifica\u00e7\u00e3o precisa das esp\u00e9cies \u00e9 importante para evitar intoxica\u00e7\u00e3o&#8221;, alerta o pesquisador. Estima-se que cerca de 1% das 29 mil esp\u00e9cies de cogumelos conhecidas no mundo pode causar diarreia, v\u00f4mito ou intoxica\u00e7\u00e3o, e cerca de 30 delas chegam a ser mortais.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">&#8220;N\u00e3o h\u00e1 experimento que indique se uma esp\u00e9cie de fungo pouco estudada \u00e9 t\u00f3xica, pois muitos compostos s\u00e3o desconhecidos&#8221;, ressalta a mic\u00f3loga Mariana Drewinski, autora principal do artigo da <em>IMA Fungus<\/em>, resultado de seu doutorado no Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA). Hoje ela lidera uma empresa de cultivo, que visa \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o de cogumelos comest\u00edveis. &#8220;Se n\u00e3o tem certeza da identifica\u00e7\u00e3o, aprecie com os olhos, mas n\u00e3o coma&#8221;, adverte.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">No doutorado, Drewinski estudou o potencial de cultivo de quatro esp\u00e9cies de cogumelos comest\u00edveis silvestres do Brasil como alternativa aos tr\u00eas que j\u00e1 contam com cultivo comercial estabelecido: shitake (<em>Lentinula edodes<\/em>), shimeji (<em>Pleurotus ostreatus<\/em>) e champignon (<em>Agaricus bisporus<\/em>), todos de origem europeia ou asi\u00e1tica. &#8220;O shitake, por exemplo, cresce em temperaturas de 16 graus Celsius [\u00b0C] a 20 \u00baC&#8221;, relata a bi\u00f3loga. Os silvestres podem crescer em clima mais quente, em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, ampliando a regi\u00e3o produtiva atualmente concentrada no Sul e Sudeste.<\/p>\n<div id=\"attachment_8181\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-03-1140.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8181\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8181 size-wcstandard\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-03-1140-550x208.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-03-1140-550x208.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-03-1140-300x114.jpg 300w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-03-1140-768x291.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-03-1140-250x95.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-03-1140-800x303.jpg 800w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-03-1140-475x180.jpg 475w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-03-1140-792x300.jpg 792w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-03-1140.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8181\" class=\"wp-caption-text\"><em>Philipsia dominguensis<\/em> e <em>Macrocybe titans<\/em> \/ Cr\u00e9dito: Nelson Menolli Junior e \u00c1gata Morais<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><strong>Coletores urbanos<br \/>\n<\/strong><br \/>\nUma estrat\u00e9gia dos pesquisadores para encontrar cogumelos comest\u00edveis \u00e9 fazer contato com coletores independentes pelas redes sociais. Foi assim que o etnomic\u00f3logo Cristiano Coelho do Nascimento, estudante de doutorado no IPA e um dos autores do artigo publicado em dezembro, chegou em 2022 ao bairro de Parelheiros, extremo sul do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">&#8220;Cerca de 15 moradores forrageiam cinco esp\u00e9cies de cogumelos silvestres&#8221;, relata Nascimento. Os fungos crescem em uma \u00e1rea preservada de Mata Atl\u00e2ntica e s\u00e3o usados para consumo pr\u00f3prio ou para a venda em pequenas quantidades a vizinhos e restaurantes. Como a colheita \u00e9 restrita ao per\u00edodo de reprodu\u00e7\u00e3o e os cogumelos duram cerca de dois a tr\u00eas dias, o transporte \u00e9 dif\u00edcil e o fornecimento irregular.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">O chef Raphael Vieira, do 31 Restaurante, na regi\u00e3o central paulistana, compra os cogumelos desde 2010. &#8220;Eu n\u00e3o achava que eles fariam sucesso, mas os clientes gostaram&#8221;, relata ele, que se especializou em comida vegetariana. &#8220;O que me agrada \u00e9 a possibilidade de criar novos pratos, baseados na variedade de sabores, nos tipos de fibra e nas t\u00e9cnicas de preparo dos cogumelos.&#8221; No restaurante, o chef prepara na grelha, em temperatura baixa, o cogumelo conhecido popularmente como chap\u00e9u-de-sol ou chapeleta (<em>Macrolepiota bonaerensis<\/em>), colhido em Parelheiros. &#8220;Fica com textura de ostra e sabor delicado e \u00fanico.&#8221; A esp\u00e9cie produz cogumelos brancos com escamas alaranjadas de at\u00e9 24 cent\u00edmetros (cm) de altura e chap\u00e9u com at\u00e9 12 cm de di\u00e2metro.<\/p>\n<div id=\"attachment_8182\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8182\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8182 size-wcstandard\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1-550x332.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1-550x332.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1-300x181.jpg 300w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1-768x463.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1-250x151.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1-800x483.jpg 800w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1-298x180.jpg 298w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1-497x300.jpg 497w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1-829x500.jpg 829w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-05-04-1140-700x422-1.jpg 955w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8182\" class=\"wp-caption-text\"><em>Favolus brasiliensis<\/em> \/ Cr\u00e9dito: Nelson Menolli Junior<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">Segundo Furci, da Funda\u00e7\u00e3o Fungi, ca\u00e7ar cogumelos \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o em pa\u00edses da Europa, onde h\u00e1 guias populares para as esp\u00e9cies locais. Na It\u00e1lia, \u00e9 necess\u00e1rio fazer um curso e obter licen\u00e7a para coletar e identificar os fungos para consumo. &#8220;No passado, as pessoas levavam os cogumelos at\u00e9 o farmac\u00eautico, que indicava os comest\u00edveis&#8221;, relata. &#8216;No M\u00e9xico, coletores vendem centenas de esp\u00e9cies em mercados locais, uma tradi\u00e7\u00e3o que remonta aos povos pr\u00e9-colombianos&#8221;, conta ela, que j\u00e1 colheu cogumelos nas ruas de Santiago, no Chile, seu pa\u00eds natal.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">Em an\u00e1lises preliminares do valor nutricional dos cogumelos silvestres cultivados pela equipe de Menolli, o qu\u00edmico e farmac\u00eautico An\u00edbal de Freitas Santos J\u00fanior, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), verificou que, assim como as esp\u00e9cies comerciais de origem estrangeira, as que ocorrem no Brasil s\u00e3o fonte de amino\u00e1cidos e micronutrientes essenciais, que o organismo n\u00e3o produz e precisa obter dos alimentos. &#8220;Eles cont\u00eam gorduras insaturadas, que auxiliam no aumento do colesterol bom, o HDL, e diminui\u00e7\u00e3o do ruim, o LDL, al\u00e9m de serem ricos em fibras e minerais, como pot\u00e1ssio, ferro, zinco, dentre outros&#8221;, observa o pesquisador.<\/p>\n<div id=\"attachment_8183\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8183\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8183 size-wcstandard\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140-550x352.png\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140-550x352.png 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140-300x192.png 300w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140-1024x656.png 1024w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140-768x492.png 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140-250x160.png 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140-800x512.png 800w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140-281x180.png 281w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140-468x300.png 468w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140-781x500.png 781w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2025\/04\/rpf-cogumelos-2025-04-info-1140.png 1140w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8183\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Alexandre Affonso, Revista Pesquisa Fapesp \/ Fonte: Mariana Drewinski e Nelson Menolli Junior<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">Os maiores coletores de cogumelos comest\u00edveis do pa\u00eds s\u00e3o os Yanomami, etnia ind\u00edgena que vive no norte do Amazonas e de Roraima e no sul da Venezuela. S\u00f3 os San\u00f6ma, subgrupo da etnia, consomem 15 esp\u00e9cies de cogumelos, segundo o livro <em>Cogumelos: Enciclop\u00e9dia dos alimentos Yanomami<\/em>, de 2016, em que Menolli \u00e9 coautor e foi ganhador do Pr\u00eamio Jabuti na categoria Gastronomia. Uma mistura dessas esp\u00e9cies de cogumelos colhidas na \u00e1rea yanomami \u00e9 vendida no <a href=\"https:\/\/cogumeloyanomami.org.br\/\">site San\u00f6ma<\/a>, mas estava esgotada quando esta reportagem foi elaborada.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">&#8220;Os fungos s\u00e3o t\u00e3o diversos quanto plantas e animais, mas pouco estudados&#8221;, ressalta Menolli. Segundo ele, mesmo nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias biol\u00f3gicas \u00e9 incomum encontrar uma disciplina espec\u00edfica sobre o tema. Apenas cerca de 6% das esp\u00e9cies de fungos s\u00e3o conhecidas, de um total estimado de 2,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">&#8220;Os fungos se desenvolvem normalmente em locais \u00famidos e temperaturas m\u00e9dias, e s\u00e3o comumente associados por grande parte da popula\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as, sujeira e podrid\u00e3o&#8221;, observa o pesquisador. Para mudar o que chama de &#8220;negativismo f\u00fangico&#8221;, ele e sua equipe criam material educativo e de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, como livros de colorir, p\u00e1ginas nas redes sociais, exposi\u00e7\u00f5es e passeios de observa\u00e7\u00e3o e degusta\u00e7\u00e3o na mata. &#8220;Nas trilhas, a primeira rea\u00e7\u00e3o \u00e9 de medo, seguido pelo encanto com a diversidade de cores, formas e sabores.&#8221;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">&#8212;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><strong>Projetos<br \/>\n<\/strong><strong>1.<\/strong> Cogumelos da Mata Atl\u00e2ntica: diversidade e potencialidades de esp\u00e9cies comest\u00edveis (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/104977\/cogumelos-da-mata-atlantica-diversidade-e-potencialidades-de-especies-comestiveis\/\">n\u00ba 18\/15677-0<\/a>); Modalidade Aux\u00edlio \u00e0 pesquisa; Programa Biota; Pesquisador respons\u00e1vel Nelson Menolli Junior (IFSP); Investimento R$ 715.896,15.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><strong>2.<\/strong> Cogumelos comest\u00edveis da Mata Atl\u00e2ntica: Diversidade e viabilidade de cultivo (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/177456\/cogumelos-comestiveis-da-mata-atlantica-diversidade-e-viabilidade-de-cultivo\/\">n\u00ba 17\/25754-9<\/a>); Modalidade Bolsa de doutorado; Pesquisador respons\u00e1vel Nelson Menolli Junior (IPA); Bolsista Marina de Paula Drewinski; Investimento R$ 251.352,35.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><strong>Artigos cient\u00edficos<br \/>\n<\/strong>DREWINSKI, M. P. et al. <a href=\"https:\/\/imafungus.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s43008-024-00171-8\">Over 400 food resources from Brazil: Evidence-based records of wild edible mushrooms<\/a>. IMA Fungus. v. 15, n. 40. 13 dez. 2024. LI, H. et al. Reviewing the world\u2019s edible mushroom species: A new evidence-based classification system. Comprehensive Reviews In Food Science And Food Safety. v. 20, n. 2. mar. 2021.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><strong>Livro<\/strong><br \/>\nSANUMA, O. I. et al (org.). Cogumelos: Enciclop\u00e9dia dos alimentos Yanomami (San\u00f6ma). S\u00e3o Paulo: Instituto Socioambiental, 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">Fonte: Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licen\u00e7a Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/estudo-lista-409-especies-silvestres-de-cogumelos-comestiveis\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pleurotus albidus e P. djamor, em cultivo, e Lepista sordida (ao centro) \/ Cr\u00e9dito: Mariana Drewinski, Olavo Della Torre e Denis Zabin &nbsp; No dia 13 de abril, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":197,"featured_media":8179,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,5],"tags":[543,544,290,46,84,269,154],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8131"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/197"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8131"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8131\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8190,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8131\/revisions\/8190"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8179"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}