{"id":5003,"date":"2023-10-05T16:11:00","date_gmt":"2023-10-05T19:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/?p=5003"},"modified":"2023-10-06T10:52:08","modified_gmt":"2023-10-06T13:52:08","slug":"bananais-abandonados-apresentam-boa-regeneracao-de-especies-nativas-e-indicam-alternativa-de-restauracao-florestal-de-baixo-custo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/2023\/10\/bananais-abandonados-apresentam-boa-regeneracao-de-especies-nativas-e-indicam-alternativa-de-restauracao-florestal-de-baixo-custo\/","title":{"rendered":"Bananais abandonados apresentam boa regenera\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas e indicam alternativa de restaura\u00e7\u00e3o florestal de baixo custo"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada em duas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) do munic\u00edpio paulista de Cajati analisou a regenera\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas em \u00e1reas de bananais abandonados. Foram inventariados 4361 indiv\u00edduos regenerantes, pertencentes a 32 fam\u00edlias e 81 esp\u00e9cies. A fertilidade do solo tamb\u00e9m apresentou bons <a>indicadores<\/a>. Os resultados mostram que bananais abandonados podem, ao longo do tempo, se transformar em floresta, indicando a possibilidade da restaura\u00e7\u00e3o sem a necessidade de grandes investimentos financeiros. O estudo \u00e9 tese de doutorado do pesquisador cient\u00edfico Ocimar Bim, do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA).<\/p>\n<p>&#8220;As t\u00e9cnicas de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas por revegeta\u00e7\u00e3o necessitam de um razo\u00e1vel aporte de recursos financeiros para a sua execu\u00e7\u00e3o, o que acaba dificultando ou at\u00e9 inviabilizando a condu\u00e7\u00e3o de projetos de restaura\u00e7\u00e3o por parte de produtores rurais&#8221;, revela Ocimar. O pesquisador aponta para a quest\u00e3o dos custos e a necessidade de recursos para os projetos de restaura\u00e7\u00e3o assistida, que s\u00e3o realizados pelo plantio de mudas e tratos culturais. Assim, prop\u00f5e que a boa condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica do solo e algum remanescente de aduba\u00e7\u00e3o qu\u00edmica em \u00e1reas que pertenceram ao cultivo agr\u00edcola podem auxiliar os processos de regenera\u00e7\u00e3o. &#8220;Ao longo do tempo, o solo recebeu aduba\u00e7\u00e3o para o bananal, o que contribuiu para sua fertilidade&#8221;, relata.\u00a0A pesquisa indica que \u00e9 poss\u00edvel recuperar \u00e1reas ocupadas por bananais no passado com a restaura\u00e7\u00e3o passiva . &#8220;O abandono garante a restaura\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea. No entanto, o processo n\u00e3o deve se limitar ao simples abandono. Requer o acompanhamento da regenera\u00e7\u00e3o, por parte do restaurador, no sentido de evitar que barreiras ou dist\u00farbios ocorram, como inc\u00eandios ou o aparecimento de gram\u00edneas. Esse acompanhamento n\u00e3o gera grandes custos&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O estudo foi realizado em uma \u00e1rea de 7 hectares do interior do Parque Estadual do Rio Turvo, constitu\u00edda por bananais abandonados h\u00e1 8 anos, e outra do mesmo tamanho na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) de Cajati, com 4 anos de abandono. As duas pertencentes ao Mosaico de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do Jacupiranga. Os <a>resultados<\/a> indicam a regenera\u00e7\u00e3o natural em ambas, sendo que a \u00e1rea com maior tempo de abandono do manejo no bananal apresenta um resultado <a>melhor<\/a> que a outra em termos de quantidade de indiv\u00edduos arb\u00f3reos, esp\u00e9cies e diversidade. Ocimar atribui o sucesso dessa regenera\u00e7\u00e3o natural \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o muito bem conservada da regi\u00e3o. &#8220;A resili\u00eancia do entorno contribuiu para o aporte da chegada das sementes zooc\u00f3ricas (dispersas por animais)&#8221;, informa o pesquisador.<\/p>\n<p>Ocimar realizou sua pesquisa de doutorado no \u00c2mbito do programa de <a href=\"https:\/\/www.sorocaba.unesp.br\/#!\/pos-graduacao\/pos-ca\">P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Ambientais do Instituto de Ci\u00eancia e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista &#8220;J\u00falio de Mesquita Filho&#8221; &#8211; Campus de Sorocaba<\/a>, com orienta\u00e7\u00e3o do professor Admilson \u00cdrio Ribeiro e coorienta\u00e7\u00e3o da professora Francisca Alcivania de Melo e Silva (Unesp &#8211; Registro). A defesa da tese &#8220;Restaura\u00e7\u00e3o passiva em bananais abandonados: uma contribui\u00e7\u00e3o para a an\u00e1lise ecol\u00f3gica e espacial&#8221; aconteceu no dia 11 de setembro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto: N\u00facleo de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada em duas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) do munic\u00edpio paulista de Cajati analisou a regenera\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas em \u00e1reas de bananais abandonados. 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