{"id":3108,"date":"2023-03-24T06:00:01","date_gmt":"2023-03-24T09:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/?p=3108"},"modified":"2023-03-22T10:24:21","modified_gmt":"2023-03-22T13:24:21","slug":"quebrando-barreiras-mulheres-extraordinarias-que-fazem-ciencia-no-ipa-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/2023\/03\/quebrando-barreiras-mulheres-extraordinarias-que-fazem-ciencia-no-ipa-5\/","title":{"rendered":"Quebrando barreiras &#8211; Mulheres extraordin\u00e1rias que fazem ci\u00eancia no IPA"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Com Giselda Durigan<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6907261164017372\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-wcsquare wp-image-3110 alignleft\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf-300x300.jpg 300w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf-150x150.jpg 150w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf-768x768.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf-48x48.jpg 48w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf-250x250.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf-550x550.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf-800x800.jpg 800w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf-180x180.jpg 180w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf-500x500.jpg 500w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/giselda-durigan-biograf.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Sou engenheira florestal por forma\u00e7\u00e3o, hoje pesquisadora do Instituto de Pesquisas Ambientais &#8211; IPA. Durante quase 40 anos, realizei pesquisas cient\u00edficas dentro do Instituto Florestal, institui\u00e7\u00e3o governamental que historicamente foi tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela conserva\u00e7\u00e3o da natureza e pelas pol\u00edticas ambientais no estado de SP. Essa circunst\u00e2ncia me levou a direcionar minhas pesquisas, desde o in\u00edcio, para a compreens\u00e3o dos ecossistemas e dos processos de degrada\u00e7\u00e3o e, com base nesse conhecimento, realizar experimenta\u00e7\u00e3o em busca de solu\u00e7\u00f5es para os problemas do mundo real.<\/p>\n<p>A engenharia florestal \u00e9 uma profiss\u00e3o muito mais t\u00e9cnica do que cient\u00edfica. Engenheiros, em geral, s\u00e3o profissionais treinados para resolver problemas, para planejar obras, para tomar decis\u00f5es. Mas para tudo isso nem sempre existem protocolos prontos para serem seguidos. Quando se trata de lidar com a natureza, as d\u00favidas surgem a todo momento e as lacunas de conhecimento dificultam as decis\u00f5es. Foram as d\u00favidas durante o trabalho de engenheira que me motivaram a aprofundar meus conhecimentos em ecologia e a me tornar cientista. Apoiada por equipe experiente na Floresta Estadual de Assis e por um chefe que estimulava a pesquisa e a experimenta\u00e7\u00e3o, foi f\u00e1cil realizar essa transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando eu entrei na gradua\u00e7\u00e3o em engenharia florestal na ESALQ, em 1976, as mulheres eram apenas 1\/3 dos alunos. Os professores do departamento eram todos homens! Era natural que, no mercado de trabalho, as mulheres tamb\u00e9m fossem minoria. Por\u00e9m, ainda hoje, o setor florestal \u00e9 predominantemente masculino, embora haja equipara\u00e7\u00e3o de g\u00eanero entre os ingressantes nos cursos de engenharia florestal.\u00a0 Naquele tempo, o trabalho de engenheiro florestal exigia muito tempo em campo, interagindo com profissionais quase que exclusivamente masculinos, desde o trabalhador bra\u00e7al, operadores de m\u00e1quinas, t\u00e9cnicos, de modo que diferen\u00e7as f\u00edsicas entre homens e mulheres poderiam ser relevantes. Hoje a presen\u00e7a do profissional no campo \u00e9 muito menos frequente e existem in\u00fameras fun\u00e7\u00f5es dentro de toda a cadeia produtiva florestal que n\u00e3o exigem nada mais do que habilidades intelectuais e de relacionamento, para as quais n\u00e3o \u00e9 de se esperar que existam diferen\u00e7as entre homens e mulheres.<\/p>\n<p>Na ci\u00eancia, em todo o mundo, as mulheres s\u00e3o minoria. Surpreendentemente, o Brasil \u00e9 destaque global nesse quesito, com uma das maiores propor\u00e7\u00f5es de mulheres, a caminho da equipara\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 existe aqui em muitos campos do conhecimento. Na ecologia, por exemplo, praticamente n\u00e3o existe desequil\u00edbrio de g\u00eaneros, pelo menos at\u00e9 o final da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Ecologia, aqui, refere-se ao campo da ci\u00eancia e n\u00e3o ao diploma deste ou daquele curso. Ec\u00f3logos podem ser formados em biologia, engenharia florestal, agronomia, ou at\u00e9 mesmo em ecologia. Por\u00e9m, quando se trata da propor\u00e7\u00e3o de mulheres no campo das publica\u00e7\u00f5es em ecologia, assim como em outras ci\u00eancias, h\u00e1 uma queda abrupta na participa\u00e7\u00e3o feminina entre os autores. Esse \u00e9 um fen\u00f4meno ainda n\u00e3o compreendido, que precisa ser estudado. Se h\u00e1 tantas doutoras quanto doutores em ecologia, por que as ec\u00f3logas publicam muito menos do que os ec\u00f3logos?\u00a0 Por consequ\u00eancia, se publicam muito menos, as mulheres acabam sendo menos citadas e, hoje, o n\u00famero de cita\u00e7\u00f5es que um cientista recebe \u00e9 o crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o do seu impacto na sociedade, nas decis\u00f5es. H\u00e1, certamente, obst\u00e1culos ou fatores sociais n\u00e3o percebidos que, das duas uma: ou impedem as mulheres de publicar ou obrigam os homens a publicar, gerando grande desbalanceamento na produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica.<\/p>\n<p>Se me perguntam sobre exemplos inspiradores entre as mulheres na ci\u00eancia, devo dizer que, na verdade, nunca prestei muita aten\u00e7\u00e3o se as pessoas eram deste ou daquele g\u00eanero. Nem entre os \u00eddolos, nem entre os colegas de escola ou de trabalho, nem entre os meus alunos. Entre as pessoas que eu admirava e tomava como bons exemplos sempre existiram homens e mulheres, indistintamente. Entre as mulheres, me lembro da Maria Tereza Jorge P\u00e1dua, que n\u00e3o \u00e9 cientista, mas fez uma enorme diferen\u00e7a na conserva\u00e7\u00e3o da natureza no Brasil. Se for para pensar globalmente, eu destacaria um homem, William Bond, n\u00e3o s\u00f3 por ser o maior conhecedor da ecologia de savanas, mas pela sua capacidade de disseminar esse conhecimento por meio de suas publica\u00e7\u00f5es, palestras e, tamb\u00e9m por ter formado grande n\u00famero de disc\u00edpulos, destacando-se mulheres brilhantes, como Kate Parr, Caroline Lehmann, Sally Archibald, Carla Staver, todas grandes expoentes na luta pela conserva\u00e7\u00e3o das savanas do mundo.<\/p>\n<p>N\u00e3o posso afirmar que enfrentei desafios relevantes pelo fato de ser mulher, ao longo de toda a minha carreira. Mas me lembro de obst\u00e1culos burocr\u00e1ticos que atrasaram bastante a minha ascens\u00e3o acad\u00eamica, um deles em especial: na d\u00e9cada de 1980, existia uma regra institucional absurda que dizia que os pesquisadores do Instituto Florestal deveriam publicar suas pesquisas na Revista do Instituto Florestal. Caso quis\u00e9ssemos publicar fora, precis\u00e1vamos de autoriza\u00e7\u00e3o do Conselho T\u00e9cnico. Para poder publicar meu primeiro artigo em peri\u00f3dico internacional, em 1994, meu pedido tramitou durante cerca de um ano at\u00e9 que eu fosse autorizada. Foram as reprimendas do CNPq e da Fapesp por publicar minhas pesquisas apenas no peri\u00f3dico institucional que me levaram a romper a barreira imposta, quando acabei descobrindo que n\u00e3o existia uma restri\u00e7\u00e3o oficial verdadeira e que, portanto, eu n\u00e3o precisava pedir autoriza\u00e7\u00e3o para ningu\u00e9m para publicar onde fosse melhor para mim e para a ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Olhando para tr\u00e1s, em busca das minhas contribui\u00e7\u00f5es mais relevantes para a ci\u00eancia, vejo o conjunto de pesquisas sobre o Cerrado, que resultaram na derrubada de alguns dogmas e mudan\u00e7as de paradigma. Destaca-se meu primeiro estudo, ainda em 1987, demonstrando que o mosaico de fisionomias do Cerrado tende a desaparecer com a elimina\u00e7\u00e3o do pastejo e do fogo, resultando em extensas \u00e1reas homog\u00eaneas de Cerrad\u00e3o. O aprofundamento dos meus estudos nessa \u00e1rea teve repercuss\u00e3o global e hoje o fen\u00f4meno chamado \u201c<em>woody encroachment<\/em>\u201d \u00e9 amplamente conhecido e combatido em diferentes regi\u00f5es do planeta onde existem ecossistemas naturais abertos. Hoje, a necessidade de manejar o fogo e at\u00e9 mesmo manter o pastejo em ecossistemas naturais abertos j\u00e1 \u00e9 amplamente reconhecida, redirecionando pol\u00edticas p\u00fablicas. Tamb\u00e9m destaco as descobertas resultantes dos nossos experimentos em restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas, quando demonstramos, por exemplo, que plantar alta diversidade de esp\u00e9cies n\u00e3o garantia o sucesso e que, em se tratando de Cerrado, plantar \u00e1rvores \u00e9 apenas um complemento, sendo mais importante restabelecer o estrato rasteiro formado por capins e outras plantas pequenas.<\/p>\n<p>Mas a certeza de que muito mais precisa ser feito \u00e9 permanente. A lentid\u00e3o com que os avan\u00e7os do conhecimento s\u00e3o transferidos para a sociedade leva a crer que n\u00e3o vai dar tempo de evitar grandes erros. O maior problema, pelo menos em se tratando de pesquisas ambientais, n\u00e3o s\u00f3 no estado de SP, est\u00e1 na enorme dificuldade em fazer com que o conhecimento cient\u00edfico seja incorporado na pr\u00e1tica da conserva\u00e7\u00e3o de ecossistemas, na legisla\u00e7\u00e3o, nas esferas administrativas. Dentro da pr\u00f3pria estrutura da SEMIL, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar exemplos de decis\u00f5es que s\u00e3o tomadas \u00e0 revelia das evid\u00eancias cient\u00edficas produzidas por pesquisadores da pr\u00f3pria SEMIL. Alguma coisa precisa ser feita para que o \u201cfazer como sempre fizemos\u201d seja substitu\u00eddo por \u201caprender e mudar para fazer o melhor poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem diga que as meninas de hoje n\u00e3o querem ser cientistas e que o estere\u00f3tipo da mulher cientista \u00e9 desmotivador. O que sei \u00e9 que \u201cser cientista\u201d \u00e9 uma das profiss\u00f5es mais sonhadas pelas crian\u00e7as em todo o mundo, sejam meninas ou meninos. Mas, como eu disse antes, algo acontece depois que as meninas se tornam mulheres com diplomas na m\u00e3o, pois a propor\u00e7\u00e3o delas e a de sua produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica diminuem vertiginosamente entre os cientistas da \u00e1rea.<\/p>\n<p>O que eu tenho para dizer com base na minha experi\u00eancia \u00e9 que ser cientista \u00e9 maravilhoso. E que um dos caminhos mais seguros em busca da felicidade \u00e9 ter prazer no trabalho. Eu j\u00e1 poderia ter me aposentado h\u00e1 dez anos. Mas queria mesmo \u00e9 poder continuar a fazer ci\u00eancia e compartilhar conhecimento por muitos anos ainda, porque s\u00e3o infinitas as perguntas que precisam ser respondidas. A ci\u00eancia me diverte, nunca me faltam planos, nunca me falta assunto. Um cientista n\u00e3o envelhece. Ele est\u00e1 sempre melhorando, crescendo, sonhando. Mulheres cientistas s\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres em geral, mais interessantes, mais respeitadas, mais independentes, mais conscientes de seu papel, seja dentro de casa, no \u00e2mbito da fam\u00edlia, seja perante a sociedade, em qualquer lugar. E \u00e9 especialmente gratificante a sensa\u00e7\u00e3o de que a nossa vida valeu \u00e0 pena, fez diferen\u00e7a neste mundo!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6907261164017372\">Giselda Durigan<\/a> \u00e9 engenheira florestal, doutora em biologia vegetal pela UNICAMP, com p\u00f3s-doutorado em fitogeografia pelo Royal Botanic Garden Edinburgh, na Esc\u00f3cia (2002). Pesquisadora do Instituto de Pesquisas Ambientais de S\u00e3o Paulo, \u00e9 tamb\u00e9m professora visitante dos Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Florestal (UNESP, Botucatu) e Ecologia (UNICAMP). Desenvolve pesquisas sobre ecossistemas terrestres tropicais, especialmente savanas, campos e florestas estacionais. Grande parte de seus estudos visa a aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento ecol\u00f3gico para a conserva\u00e7\u00e3o, manejo e restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-158\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2021\/09\/ods-03-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-03-150x150.png 150w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-03-48x48.png 48w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-03-180x180.png 180w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-03.png 225w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-159\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2021\/09\/ods-04-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-04-150x150.png 150w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-04-48x48.png 48w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-04-180x180.png 180w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-04.png 225w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-160\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2021\/09\/ods-05-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-05-150x150.png 150w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-05-48x48.png 48w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-05-180x180.png 180w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-05.png 225w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-153\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2021\/08\/ods-11-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/08\/ods-11-150x150.png 150w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/08\/ods-11-48x48.png 48w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/08\/ods-11-180x180.png 180w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/08\/ods-11.png 225w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Com Giselda Durigan Sou engenheira florestal por forma\u00e7\u00e3o, hoje pesquisadora do Instituto de Pesquisas Ambientais &#8211; IPA. 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