{"id":3084,"date":"2023-03-17T08:01:29","date_gmt":"2023-03-17T11:01:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/?p=3084"},"modified":"2023-03-20T09:05:54","modified_gmt":"2023-03-20T12:05:54","slug":"quebrando-barreiras-mulheres-extraordinarias-que-fazem-ciencia-no-ipa-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/2023\/03\/quebrando-barreiras-mulheres-extraordinarias-que-fazem-ciencia-no-ipa-4\/","title":{"rendered":"Quebrando barreiras &#8211; Mulheres extraordin\u00e1rias que fazem ci\u00eancia no IPA"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Com C\u00e9lia Regina de Gouveia Souza<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5416824677182652\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-3085 size-medium\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog-300x300.jpg 300w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog-150x150.jpg 150w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog-768x768.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog-48x48.jpg 48w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog-250x250.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog-550x550.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog-800x800.jpg 800w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog-180x180.jpg 180w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog-500x500.jpg 500w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2023\/03\/celia-regina-de-gouveia-souza_biog.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Sou <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5416824677182652\">C\u00e9lia Regina de Gouveia Souza<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, pesquisadora cient\u00edfica do N\u00facleo de Geoci\u00eancias, Gest\u00e3o de Riscos e Monitoramento Ambiental do Instituto de Pesquisas Ambientais-IPA. Estou na carreira desde novembro de 1992 (Instituto Geol\u00f3gico) e sou professora credenciada do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia F\u00edsica da FFLCH-USP desde 2006. Meu sonho sempre foi trabalhar com o mar, fazer Oceanografia. Na \u00e9poca em que eu prestei o vestibular, o \u00fanico curso de gradua\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea era o da FURG, em Rio Grande (RS), mas eu n\u00e3o me imaginava morando l\u00e1. Ent\u00e3o, pesquisando um pouco sobre Geologia, descobri que eu poderia fazer uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no Instituto Oceanogr\u00e1fico da USP (IO-USP). E foi a melhor coisa que eu fiz!\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Geologia \u00e9 maravilhosa, te abre um leque gigantesco de conhecimentos sobre a evolu\u00e7\u00e3o do planeta e de seus diferentes ambientes e ecossistemas. No mestrado, trabalhei com a evolu\u00e7\u00e3o da plan\u00edcie costeira de Caraguatatuba e, como havia um conjunto de amostras de sedimentos da enseada de Caraguatatuba para serem estudados, juntei tudo e tamb\u00e9m inclui as praias que ficam no meio das duas \u00e1reas. Ao final, estudei os processos sedimentares quatern\u00e1rios atuais da regi\u00e3o. Foi um desafio enorme, porque na faculdade a gente n\u00e3o aprende muito sobre ambientes de sedimenta\u00e7\u00e3o costeiros. Foi quando comecei a perceber a lacuna de conhecimentos sobre esses ambientes que havia em S\u00e3o Paulo e no Brasil. Ainda no in\u00edcio do mestrado eu fiquei gr\u00e1vida da minha filha Flora, ent\u00e3o optei por adiar um pouquinho as pesquisas, at\u00e9 que ela completasse 2 anos. No Doutorado, iniciado em 1991, escolhi estudar o fen\u00f4meno da eros\u00e3o costeira em todas as praias de S\u00e3o Paulo, procurando identificar indicadores e as causas do processo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Foi quando comecei a me indagar sobre a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar ser uma das causas, j\u00e1 que v\u00e1rias praias que estavam sofrendo processo erosivo intenso n\u00e3o tinham qualquer interven\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica que pudesse explicar o fen\u00f4meno. Mas eu precisava encontrar provas disso. Era uma \u00e9poca em que n\u00e3o se falava em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e que a gente tinha que &#8220;fu\u00e7ar&#8221; e passar dias inteiros nas bibliotecas, lendo centenas de revistas, livros e teses para encontrar estudos que pudessem embasar nossas pesquisas e ideias. Foi assim que eu encontrei alguns trabalhos recentes que demonstravam que o n\u00edvel do mar estava subindo em muitas partes do planeta, dentre esses estudos o 1\u00ba Relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (1990). E eu nem imaginava o que era esse tal painel e tampouco o impacto que ele teria em minha vida profissional desde ent\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No final de 1992 assumi o cargo de Pesquisadora Cient\u00edfica no ent\u00e3o Instituto Geol\u00f3gico, onde outros desafios envolvendo novas frentes de pesquisa e \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o multidisciplinares me aguardavam, com destaque para tem\u00e1ticas sobre gest\u00e3o de riscos e desastres hidrometeorol\u00f3gicos, mapeamento de fitofisionomias de Restinga e suas correla\u00e7\u00f5es com ambientes de sedimenta\u00e7\u00e3o, gerenciamento costeiro, sistema de informa\u00e7\u00f5es geoambientais, legisla\u00e7\u00e3o ambiental e impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na zona costeira. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">isso tudo influenciou muito a minha carreira e minha produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, que inclui o<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> primeiro Mapa de Risco \u00e0 Eros\u00e3o Costeira do Estado de S\u00e3o Paulo em 2002 e suas peri\u00f3dicas atualiza\u00e7\u00f5es, o primeiro livro sobre o Quatern\u00e1rio do Brasil em 2005, e\u00a0 um livro no qual discutindo o termo Restinga, conceitos, aplica\u00e7\u00f5es e implica\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o ambiental e nos licenciamentos de empreendimentos no litoral brasileiro, publicado em 2008.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">V\u00e1rios projetos de pesquisa e extens\u00e3o se sucederam, com financiamentos externos, equipes multidisciplinares e parcerias multi-institucionais e at\u00e9 internacionais. Na \u00faltima d\u00e9cada o foco de meus projetos de pesquisa tem sido voltado \u00e0 compreens\u00e3o de eventos meteo-oceanogr\u00e1ficos severos vinculados a riscos costeiros na costa paulista, por meio de modelagens matem\u00e1ticas de eventos contempor\u00e2neos e cen\u00e1rios futuros de impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na zona costeira, desenvolvimento de sistema de alerta precoce para evitar desastres e constru\u00e7\u00e3o de uma rede de comunica\u00e7\u00e3o de riscos costeiros.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em minha trajet\u00f3ria cient\u00edfica, num universo profissional t\u00e3o masculino como no Brasil, \u00e9 dif\u00edcil a gente achar refer\u00eancias femininas como inspira\u00e7\u00e3o. Mas eu gostaria de citar uma ge\u00f3loga e pesquisadora americana, a Vivien Gornitz, que foi uma das autoras daquele 1\u00ba relat\u00f3rio do IPCC e, naquela \u00e9poca, trabalhava com eros\u00e3o costeira. Nunca a conheci pessoalmente, mas suas publica\u00e7\u00f5es sempre foram uma inspira\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As Geoci\u00eancias englobam um vasto espectro de atua\u00e7\u00f5es profissionais, mas as pessoas sequer\u00a0 sabem o que n\u00f3s somos ou fazemos. Sequer t\u00eam no\u00e7\u00e3o de que suas vidas n\u00e3o teriam as comodidades que t\u00eam sem a Geologia. N\u00e3o fazem ideia de que suas casas est\u00e3o assentadas em terrenos que passaram por milh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o, assim como a pr\u00f3pria vida na Terra. Por outro lado, sempre me chamou a aten\u00e7\u00e3o que, mesmo os profissionais que lidam com ecossistemas e biodiversidade, bem como os que atuam nas \u00e1reas das engenharias, tamb\u00e9m t\u00eam dificuldades em entender o papel da geodiversidade. E as escolas, embora abordem in\u00fameros conte\u00fados com temas direta ou indiretamente geol\u00f3gicos, pouco falam da nossa profiss\u00e3o. Mas acho que, historicamente, n\u00f3s ge\u00f3logos tamb\u00e9m somos respons\u00e1veis por isso. Neste sentido, uma forma de mudar esse paradigma seria atuarmos mais efetivamente dentro das escolas, com a proposi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias ou planos de ensino com conte\u00fados espec\u00edficos de aplica\u00e7\u00e3o das geoci\u00eancias.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para mim, s<\/span><span style=\"font-weight: 400\">er mulher cientista em um meio de predom\u00ednio masculino sempre foi um desafio, desde a \u00e9poca de faculdade. Desde cedo enfrentei discrimina\u00e7\u00f5es, primeiro quando me candidatei a alguns est\u00e1gios e, mais tarde, tamb\u00e9m no meio acad\u00eamico e profissional. Uma boa not\u00edcia \u00e9 que, felizmente, com o passar dos anos, nossa profiss\u00e3o tem se tornado cada vez mais igualit\u00e1ria, pelo menos com o progressivo aumento do n\u00famero de mulheres que ingressam nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o em Geologia, em todo o pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em tempos recentes, existe uma crescente mobiliza\u00e7\u00e3o para fortalecimento de entidades e coletivos de associa\u00e7\u00f5es de mulheres que atuam nas diferentes \u00e1reas das geoci\u00eancias. Apesar dessa agenda contribuir para a maior atua\u00e7\u00e3o das mulheres nas geoci\u00eancias do Brasil, acho que o principal desafio no \u00e2mbito profissional \u00e9 que ainda temos que ser \u201cmelhores\u201d do que a maioria dos homens para sermos reconhecidas. Mas outro grande desafio, pra mim, sempre foi conciliar a fam\u00edlia com minhas atividades de pesquisa, que sempre envolveram muitas viagens. Minha sorte \u00e9 ter um marido ge\u00f3logo, que sempre me apoiou e incentivou, e uma filha que tamb\u00e9m gosta de atividades na natureza.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como uma cientista mulher apaixonada por sedimentos e as hist\u00f3rias que eles contam, gostaria de deixar uma mensagem para as meninas que querem seguir profiss\u00f5es desafiantes: ter paix\u00e3o pela sua profiss\u00e3o e\/ou uma \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o dentro dela, enfrentar os desafios com criatividade e \u00e9tica profissional e, sobretudo, n\u00e3o se acanhar com a discrimina\u00e7\u00e3o, pois somos mais fortes!\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5416824677182652\">C\u00e9lia Regina de Gouveia Souza<\/a> \u00e9 ge\u00f3loga, com mestrado em Oceanografia Qu\u00edmica e Geol\u00f3gica e doutorado em Geologia Sedimentar, todos pela USP.\u00a0 Foi Presidente e atuou em cargos de Diretoria da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos do Quatern\u00e1rio em cinco gest\u00f5es, \u00e9 membro da Comiss\u00e3o Brasileira de S\u00edtios Geol\u00f3gicos e Paleontol\u00f3gicos e do Grupo de Assessoramento T\u00e9cnico em Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas dos S\u00edtios de Reservas da Biosfera e Geoparques da UNESCO na Am\u00e9rica Latina e |Caribe, e s\u00f3cia fundadora da Ag\u00eancia Nacional de Gerenciamento Costeiro. \u00c9 membro do Conselho Cient\u00edfico do IPA e professora credenciada plena do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia F\u00edsica da USP. <\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-158\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2021\/09\/ods-03-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-03-150x150.png 150w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-03-48x48.png 48w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-03-180x180.png 180w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-03.png 225w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-159\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2021\/09\/ods-04-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-04-150x150.png 150w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-04-48x48.png 48w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-04-180x180.png 180w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-04.png 225w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-160\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2021\/09\/ods-05-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-05-150x150.png 150w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-05-48x48.png 48w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-05-180x180.png 180w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/09\/ods-05.png 225w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-153\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/2001\/sites\/261\/2021\/08\/ods-11-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/08\/ods-11-150x150.png 150w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/08\/ods-11-48x48.png 48w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/08\/ods-11-180x180.png 180w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/wp-content\/uploads\/sites\/261\/2021\/08\/ods-11.png 225w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Com C\u00e9lia Regina de Gouveia Souza Sou C\u00e9lia Regina de Gouveia Souza, pesquisadora cient\u00edfica do N\u00facleo de Geoci\u00eancias, Gest\u00e3o de Riscos e Monitoramento Ambiental do Instituto de Pesquisas Ambientais-IPA. 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