{"id":6686,"date":"2009-10-28T00:00:00","date_gmt":"2009-10-28T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutogeologico\/automatico\/plano-de-manejo-do-parque-estadual-campina-do-encantado-e-aprovado\/"},"modified":"2009-10-28T00:00:00","modified_gmt":"2009-10-28T02:00:00","slug":"plano-de-manejo-do-parque-estadual-campina-do-encantado-e-aprovado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutogeologico\/2009\/10\/plano-de-manejo-do-parque-estadual-campina-do-encantado-e-aprovado\/","title":{"rendered":"Plano de Manejo do Parque Estadual Campina do Encantado \u00e9 aprovado"},"content":{"rendered":"<div id=\"gallery-1\" class=\"gallery gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail\">\n<dl class=\"gallery-item\">\n<dt class=\"gallery-icon\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/igeo\/noticias\/igeologico\/fotos\/10_28_QOGP.jpg\" title=\"Foto: Aleth\u00e9a E. M. Sallun\"><img decoding=\"async\" width=\"150\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/igeo\/noticias\/igeologico\/fotos\/10_28_QOGP.jpg\" class=\"attachment-thumbnail\" alt=\"Foto: Aleth\u00e9a E. M. Sallun\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-text gallery-caption\">Foto: Aleth\u00e9a E. M. Sallun<\/dd>\n<\/dl>\n<p><br style=\"clear: both\" \/>\n<\/div>\n<p>No dia 21 de outubro o CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) aprovou o Plano de Manejo do Parque Estadual Campina do Encantado (PECE), coordenado pela Funda\u00e7\u00e3o para a Conserva\u00e7\u00e3o e a Produ\u00e7\u00e3o Florestal do Estado de S\u00e3o Paulo. <\/p>\n<p>Os pesquisadores cient\u00edficos Aleth\u00e9a Ernandes Martins Sallun, William Sallun Filho e Renato Tavares do IG integraram a equipe estudos do plano, nos temas de Diagn\u00f3stico do Meio F\u00edsico, em especial nos temas Geologia, Geomorfologia e Climatologia. <\/p>\n<p>O Parque Estadual Campina do Encantado est\u00e1 situada no vale do Baixo Rio Ribeira de Iguape, entre os rios Pariquera-A\u00e7u e Pariquera-Mirim, na Plan\u00edcie Canan\u00e9ia-Iguape no sudeste do Estado de S\u00e3o Paulo (SP), cerca de 19 km de dist\u00e2ncia da linha de praia atual. A Campina do Encantado abriga uma turfeira com mais de 6 m de espessura que cont\u00eam g\u00e1s metano estocado no subsolo, pass\u00edvel de ser canalizado para a superf\u00edcie e entrar em combust\u00e3o naturalmente. A turfeira ocupa uma \u00e1rea superior a 28 km2, sobre sedimentos da Forma\u00e7\u00e3o Pariquera-A\u00e7u e dep\u00f3sitos paleolagunares da Forma\u00e7\u00e3o Ilha Comprida, com idade m\u00e1xima de 3560 a 3380 cal. anos A.P. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de sua import\u00e2ncia ambiental, a Campina do Encantado apresenta importantes vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos e interesse hist\u00f3rico-cultural. No entorno da turfeira ocorrem v\u00e1rios sambaquis formados por conchas de origem marinha, vinculados pelas suas posi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas e idades, \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica holoc\u00eanica da paleolaguna, com idades de 5870 a 4974 cal. anos A.P. Os sambaquis e a turfeira, localizados a uma dist\u00e2ncia de 25 a 19 km da linha de praia atual e com eleva\u00e7\u00e3o de 8 a 7 m acima do n\u00edvel relativo do mar atual, sugerem padr\u00f5es de mudan\u00e7as ambientais de escalas milenares correlacion\u00e1veis com os est\u00e1gios marinhos isot\u00f3picos e varia\u00e7\u00f5es relativas do n\u00edvel do mar, reconhecidos mundialmente. <\/p>\n<p>Quando o n\u00edvel marinho em ascens\u00e3o atingiu o presente n\u00edvel, entre 7000 e 6500 anos A.P. (no Brasil denominada de Transgress\u00e3o Santos) formou-se um sistema lagunar muito extenso, com m\u00e1xima extens\u00e3o em 5.100 anos A.P., com desenvolvimento de sambaquis que hoje est\u00e3o h\u00e1 mais de 20 km da linha de praia. Mais tarde, o n\u00edvel relativo do mar desceu mais ou menos regularmente, com duas importantes flutua\u00e7\u00f5es negativas, entre 4100 e 3600 anos A.P. e 3000 e 2500 anos A.P., que favoreceu a deposi\u00e7\u00e3o da turfeira da Campina do Encantado, francamente continental. <\/p>\n<p>Os trabalhos de campo e an\u00e1lises laboratoriais foram realizados no \u00e2mbito de projeto de pesquisa multidisciplinar que envolve a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Jur\u00e9ia-Itatis, com pesquisadores do Instituto Geol\u00f3gico (IG\/SMA-SP), Universidade Guarulhos (UnG) e Instituto de Geoci\u00eancias (IGc-USP). O projeto tem apoio financeiro do CNPq (Processo 309281\/2006-7) e FAPESP (Processo FAPESP 06\/04467-7), com coordena\u00e7\u00e3o do Prof. Em\u00e9rito Kenitiro Suguio.<\/p>\n<p>O Plano de Manejo est\u00e1 dispon\u00edvel em http:\/\/www.fflorestal.sp.gov.br\/planodemanejoCompletos.php<\/p>\n<p>Fotos: Detalhe da sondagem. Vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica da \u00e1rea.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Aleth\u00e9a E. M. Sallun No dia 21 de outubro o CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) aprovou o Plano de Manejo do Parque Estadual Campina do Encantado (PECE), coordenado pela Funda\u00e7\u00e3o para a Conserva\u00e7\u00e3o e a Produ\u00e7\u00e3o Florestal do Estado de S\u00e3o Paulo. 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