{"id":3118,"date":"2007-01-01T00:00:00","date_gmt":"2007-01-01T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutogeologico\/geodados\/projetos\/mapeamento-de-risco-de-escorregamento-em-encostas-urbanas-com-a-incorporacao-do-processo-de-analise-hierarquica-ahp\/"},"modified":"2013-03-19T10:10:18","modified_gmt":"2013-03-19T13:10:18","slug":"mapeamento-de-risco-de-escorregamento-em-encostas-urbanas-com-a-incorporacao-do-processo-de-analise-hierarquica-ahp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutogeologico\/2007\/01\/mapeamento-de-risco-de-escorregamento-em-encostas-urbanas-com-a-incorporacao-do-processo-de-analise-hierarquica-ahp\/","title":{"rendered":"Mapeamento de risco de escorregamento em encostas urbanas com a incorpora\u00e7\u00e3o do Processo de An\u00e1lise Hier\u00e1rquica (AHP)"},"content":{"rendered":"<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong> Mapeamento de risco de escorregamento em encostas urbanas com a incorpora\u00e7\u00e3o do Processo de An\u00e1lise Hier\u00e1rquica (AHP)<\/p>\n<p><strong>Coordenador:<\/strong> Daniela G\u00edrio Marchiori Faria (Instituto Geol\u00f3gico\/SMA)<\/p>\n<p><strong>Programa:<\/strong> Geotecnia e Meio Ambiente<\/p>\n<p><strong>Equipe:<\/strong> Daniela G\u00edrio Marchiori Faria<\/p>\n<p><strong>Per\u00edodo:<\/strong> 1\/1\/2007 &#8211; (em andamento)<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o:<\/strong> Acidentes associados \u00e0 ocorr\u00eancia de escorregamentos e outros processos de instabiliza\u00e7\u00e3o em encostas urbanas brasileiras t\u00eam sido bastante freq\u00fcentes e muitas vezes, catastr\u00f3ficos quanto \u00e0s magnitudes dos danos sociais e econ\u00f4micos que produzem. Este cen\u00e1rio resultou na demanda e no desenvolvimento de uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico em diferentes munic\u00edpios e estados brasileiros, culminado com o estabelecimento de um programa federal, vinculado ao Minist\u00e9rio das Cidades, voltado \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o destes riscos com o desenvolvimento de projetos de mapeamento e a implanta\u00e7\u00e3o de planos preventivos de defesa civil, de obras de estabiliza\u00e7\u00e3o e de reurbaniza\u00e7\u00e3o nestas \u00e1reas de risco.<br \/>\nNo estado de S\u00e3o Paulo, o mapeamento de escorregamentos em encostas urbanas prec\u00e1rias vem sendo realizado desde 1990 em v\u00e1rios munic\u00edpios, atrav\u00e9s das iniciativas de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e com a participa\u00e7\u00e3o de diversas institui\u00e7\u00f5es. O m\u00e9todo de mapeamento atualmente mais utilizado emprega como t\u00e9cnicas principais a realiza\u00e7\u00e3o de vistorias sistem\u00e1ticas de campo, investiga\u00e7\u00f5es de superf\u00edcie, utiliza\u00e7\u00e3o de fichas descritivas para armazenar as informa\u00e7\u00f5es coletadas e a delimita\u00e7\u00e3o de setores de perigo e de risco em imagens a\u00e9reas e escala de detalhe.<br \/>\nAs principais etapas envolvidas neste tipo de mapeamento s\u00e3o: planejamento e levantamento de dados pr\u00e9-existentes; obten\u00e7\u00e3o das imagens a\u00e9reas de grande escala e recentes; realiza\u00e7\u00e3o das vistorias sistem\u00e1ticas de campo; identifica\u00e7\u00e3o dos processos de instabiliza\u00e7\u00e3o atuantes (geometria, material movimentado, din\u00e2mica, etc.) e delimita\u00e7\u00e3o dos setores de an\u00e1lise; identifica\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o dos indicadores de perigo e de risco de cada setor de an\u00e1lise; an\u00e1lise do perigo e do risco por compara\u00e7\u00e3o entre os indicadores identificados e hierarquiza\u00e7\u00e3o qualitativa entre as diferentes situa\u00e7\u00f5es identificadas, agrupando-as, em geral, em quatro n\u00edveis distintos de perigo e de risco: baixo, m\u00e9dio, alto e muito alto.<br \/>\nEste m\u00e9todo de mapeamento tem sido bastante aplicado e muitas vezes conseguido subsidiar satisfatoriamente as a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o dos riscos de escorregamentos, indicando os locais priorit\u00e1rios para receberem estas a\u00e7\u00f5es. Por outro lado, o m\u00e9todo tamb\u00e9m \u00e9 questionado pelo meio t\u00e9cnico devido sua abordagem iminentemente qualitativa, pela pouca utiliza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos cl\u00e1ssicos de investiga\u00e7\u00e3o geol\u00f3gico-geot\u00e9cnica e de an\u00e1lise de estabilidade de taludes e pelo grau elevado de subjetividade que pode agregar, podendo produzir resultados de baixa confiabilidade.<br \/>\nA contribui\u00e7\u00e3o da presente pesquisa \u00e9 o aprimoramento do m\u00e9todo de mapeamento de perigo e de risco de escorregamentos em \u00e1reas urbanas, diminuindo sua subjetividade na compara\u00e7\u00e3o e na hierarquiza\u00e7\u00e3o dos setores, sem modificar sua abordagem fundamental e suas t\u00e9cnicas principais atualmente utilizadas. A manuten\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios gerais deste m\u00e9todo de mapeamento justifica-se pela sua comprovada adequa\u00e7\u00e3o aos condicionantes sociais, t\u00e9cnicos e \u00e0 necessidade de a\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas de mitiga\u00e7\u00e3o que caracterizam estas \u00e1reas de risco. Acrescenta-se a este fato, o reconhecimento do Comit\u00ea de Avalia\u00e7\u00e3o de Riscos de Escorregamentos da Uni\u00e3o Internacional de Geoci\u00eancias (IUGS) na utiliza\u00e7\u00e3o da probabilidade subjetiva (opini\u00e3o de especialistas), fundamento em que se baseia o m\u00e9todo estudado de mapeamento de \u00e1reas urbanas, como uma abordagem v\u00e1lida cientificamente para a an\u00e1lise de perigo e de risco de escorregamentos.<br \/>\nPara tal, prop\u00f5e-se incorporar o Processo de An\u00e1lise Hier\u00e1rquica (Analitic Hierarchy Process \u0096 AHP) na sistem\u00e1tica de an\u00e1lise dos indicadores e na hierarquiza\u00e7\u00e3o dos setores de perigo.<br \/>\nO AHP \u00e9 um modelo de pondera\u00e7\u00e3o para auxiliar na tomada de decis\u00e3o em problemas que envolvem a valora\u00e7\u00e3o e hierarquiza\u00e7\u00e3o dos fatores atrav\u00e9s da avalia\u00e7\u00e3o de um conjunto de crit\u00e9rios explicitados por pesos relativos, dentro de regras matem\u00e1ticas pr\u00e9-estabelecidas.<br \/>\nPara a valida\u00e7\u00e3o da proposta de incorpora\u00e7\u00e3o da AHP ao m\u00e9todo do mapeamento de risco foi realizado um ensaio de aplica\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de risco de escorregamentos no munic\u00edpio de S\u00e3o Sebasti\u00e3o (SP), que foi mapeado anteriormente pelo Instituto Geol\u00f3gico da Secretaria do Meio Ambiente \u0096 IG-SMA, utilizando a abordagem tradicional, sem a incorpora\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do AHP.<\/p>\n<p><strong>Fonte de Financiamento:<\/strong> IG\/SMA<\/p>\n<p><strong>Trabalhos publicados:<\/strong> Obs: nem todas as refer\u00eancias listadas encontram-se no acervo da Biblioteca do IG, consulte os autores para localizar uma c\u00f3pia do trabalho<\/p>\n<p>MARCHIORI-FARIA, D. G.; AUGUSTO FILHO, O. 2010. Mapeamento de perigo associado a escorregamentos em encostas urbanas utilizando o Processo de An\u00e1lise Hier\u00e1rquica (AHP). In: ABGE, SIMP\u00d3SIO BRASILEIRO DE CARTOGRAFIA GEOT\u00c9CNICA, 7, Maring\u00e1-PR, 8 a 11 de agosto de 2010, Anais, CD-ROM.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acidentes associados \u00e0 ocorr\u00eancia de escorregamentos e outros processos de instabiliza\u00e7\u00e3o em encostas urbanas brasileiras t\u00eam sido bastante freq\u00fcentes e muitas vezes, catastr\u00f3ficos quanto \u00e0s magnitudes dos danos sociais e econ\u00f4micos que produzem. Este cen\u00e1rio resultou na demanda e no desenvolvimento de uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico em diferentes munic\u00edpios e estados brasileiros, culminado com o estabelecimento de um programa federal, vinculado ao Minist\u00e9rio das Cidades, voltado \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o destes riscos com o desenvolvimento de projetos de mapeamento e a implanta\u00e7\u00e3o de planos preventivos de defesa civil, de obras de estabiliza\u00e7\u00e3o e de reurbaniza\u00e7\u00e3o nestas \u00e1reas de risco. No estado de S\u00e3o Paulo, o mapeamento de escorregamentos em encostas urbanas prec\u00e1rias vem sendo realizado desde 1990 em v\u00e1rios munic\u00edpios, atrav\u00e9s das iniciativas de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e com a participa\u00e7\u00e3o de diversas institui\u00e7\u00f5es. O m\u00e9todo de mapeamento atualmente mais utilizado emprega como t\u00e9cnicas principais a realiza\u00e7\u00e3o de vistorias sistem\u00e1ticas de campo, investiga\u00e7\u00f5es de superf\u00edcie, utiliza\u00e7\u00e3o de fichas descritivas para armazenar as informa\u00e7\u00f5es coletadas e a delimita\u00e7\u00e3o de setores de perigo e de risco em imagens a\u00e9reas e escala de detalhe. As principais etapas envolvidas neste tipo de mapeamento s\u00e3o: planejamento e levantamento de dados pr\u00e9-existentes; obten\u00e7\u00e3o das imagens a\u00e9reas de grande escala e recentes; realiza\u00e7\u00e3o das vistorias sistem\u00e1ticas de campo; identifica\u00e7\u00e3o dos processos de instabiliza\u00e7\u00e3o atuantes (geometria, material movimentado, din\u00e2mica, etc.) e delimita\u00e7\u00e3o dos setores de an\u00e1lise; identifica\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o dos indicadores de perigo e de risco de cada setor de an\u00e1lise; an\u00e1lise do perigo e do risco por compara\u00e7\u00e3o entre os indicadores identificados e hierarquiza\u00e7\u00e3o qualitativa entre as diferentes situa\u00e7\u00f5es identificadas, agrupando-as, em geral, em quatro n\u00edveis distintos de perigo e de risco: baixo, m\u00e9dio, alto e muito alto. Este m\u00e9todo de mapeamento tem sido bastante aplicado e muitas vezes conseguido subsidiar satisfatoriamente as a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o dos riscos de escorregamentos, indicando os locais priorit\u00e1rios para receberem estas a\u00e7\u00f5es. Por outro lado, o m\u00e9todo tamb\u00e9m \u00e9 questionado pelo meio t\u00e9cnico devido sua abordagem iminentemente qualitativa, pela pouca utiliza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos cl\u00e1ssicos de investiga\u00e7\u00e3o geol\u00f3gico-geot\u00e9cnica e de an\u00e1lise de estabilidade de taludes e pelo grau elevado de subjetividade que pode agregar, podendo produzir resultados de baixa confiabilidade. A contribui\u00e7\u00e3o da presente pesquisa \u00e9 o aprimoramento do m\u00e9todo de mapeamento de perigo e de risco de escorregamentos em \u00e1reas urbanas, diminuindo sua subjetividade na compara\u00e7\u00e3o e na hierarquiza\u00e7\u00e3o dos setores, sem modificar sua abordagem fundamental e suas t\u00e9cnicas principais atualmente utilizadas. A manuten\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios gerais deste m\u00e9todo de mapeamento justifica-se pela sua comprovada adequa\u00e7\u00e3o aos condicionantes sociais, t\u00e9cnicos e \u00e0 necessidade de a\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas de mitiga\u00e7\u00e3o que caracterizam estas \u00e1reas de risco. Acrescenta-se a este fato, o reconhecimento do Comit\u00ea de Avalia\u00e7\u00e3o de Riscos de Escorregamentos da Uni\u00e3o Internacional de Geoci\u00eancias (IUGS) na utiliza\u00e7\u00e3o da probabilidade subjetiva (opini\u00e3o de especialistas), fundamento em que se baseia o m\u00e9todo estudado de mapeamento de \u00e1reas urbanas, como uma abordagem v\u00e1lida cientificamente para a an\u00e1lise de perigo e de risco de escorregamentos. Para tal, prop\u00f5e-se incorporar o Processo de An\u00e1lise Hier\u00e1rquica (Analitic Hierarchy Process \u0096 AHP) na sistem\u00e1tica de an\u00e1lise dos indicadores e na hierarquiza\u00e7\u00e3o dos setores de perigo. O AHP \u00e9 um modelo de pondera\u00e7\u00e3o para auxiliar na tomada de decis\u00e3o em problemas que envolvem a valora\u00e7\u00e3o e hierarquiza\u00e7\u00e3o dos fatores atrav\u00e9s da avalia\u00e7\u00e3o de um conjunto de crit\u00e9rios explicitados por pesos relativos, dentro de regras matem\u00e1ticas pr\u00e9-estabelecidas. 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