{"id":9802,"date":"2015-06-25T10:43:43","date_gmt":"2015-06-25T13:43:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=9802"},"modified":"2015-06-25T10:43:43","modified_gmt":"2015-06-25T13:43:43","slug":"ocorrencia-de-bugios-preto-na-floresta-de-bebedouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2015\/06\/ocorrencia-de-bugios-preto-na-floresta-de-bebedouro\/","title":{"rendered":"Ocorr\u00eancia de bugios-preto na Floresta de Bebedouro"},"content":{"rendered":"<div class=\"wc-gallery\"><div id='gallery-1' data-gutter-width='5' data-columns='1' class='gallery wc-gallery-captions-onhover gallery-link-file gallery-masonry galleryid-9802 gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail wc-gallery-bottomspace-default wc-gallery-clear'><div class='gallery-item gallery-item-position-1 gallery-item-attachment-9803'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/06\/039_1-600x620.jpg' title='039_1' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/06\/039_1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-2 gallery-item-attachment-9804'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/06\/037_1-600x900.jpg' title='037_1' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/06\/037_1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-3 gallery-item-attachment-9805'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/06\/038_1-600x620.jpg' title='038_1' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/06\/038_1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div><\/div><\/div>\n<\/div>\n<p>O bugio-preto (<em>Alouatta caraya<\/em>) \u00e9 uma esp\u00e9cie de primata da fam\u00edlia Atelidae que habita florestas tropicais e savanas do sudoeste e centro do Brasil, nordeste da Argentina, leste da Bol\u00edvia e do Paraguai e, provavelmente, do extremo noroeste do Uruguai. O macho adulto \u00e9 preto, enquanto que as f\u00eameas e os juvenis s\u00e3o castanho-amarelados, apresentando dimorfismo sexual bem evidente quer seja pela diferen\u00e7a de colora\u00e7\u00e3o quanto pelo tamanho, sendo os machos maiores. \u00c9 a esp\u00e9cie do g\u00eanero que possui maior \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, sendo t\u00edpico dos biomas do Pantanal e Cerrado, mas tamb\u00e9m \u00e9 encontrado em \u00e1reas de floresta estacional semidecidual e at\u00e9 nos pampas ga\u00fachos.<\/p>\n<p>Possui uma ampla distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e ocorr\u00eancia em muitas unidades de conserva\u00e7\u00e3o do Brasil, Paraguai, Argentina e Bol\u00edvia, mas as popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o decaindo.<br \/>\nO bugio preto comp\u00f5e a lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo (e quase amea\u00e7ada na Lista do ICMBio). Seu habitat vem diminuindo por causa da destrui\u00e7\u00e3o de florestas. No estado de S\u00e3o Paulo est\u00e1 restrito a pequenos fragmentos de cerrado e floresta estacional semidecidual. Na Floresta de Bebedouro, ocorre um grupo de pelo menos oito indiv\u00edduos de bugios\u2013pretos que costumam frequentar \u00e1reas adjacentes \u00e0 sede da unidade, passando pela copa das \u00e1rvores, alimentando-se frequentemente das folhas de tamarindo e de outras \u00e1rvores.<\/p>\n<p>A Floresta de Bebedouro \u00e9, portanto, um reduto importante para a preserva\u00e7\u00e3o desta esp\u00e9cie. Inclusive, \u00e9 comum observar f\u00eameas carregando filhotes anualmente sobre as costas, sinal de que a \u00e1rea oferece as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a reprodu\u00e7\u00e3o e sobreviv\u00eancia do grupo. Os bugios s\u00e3o animais com uma dieta frug\u00edvora\/fol\u00edvora, o que permite a toler\u00e2ncia em fragmentos pequenos de mata.<\/p>\n<p>Pouco ativo, passa a maior parte do dia se alimentando e em repouso. Al\u00e9m de \u00f3timos dispersores de sementes, possuem grande import\u00e2ncia em programas de sa\u00fade p\u00fablica, sendo considerados sentinelas ou anjos da guarda no que diz respeito a detec\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da febre amarela. Vivem em grupos de sete indiv\u00edduos em m\u00e9dia, podendo chegar a at\u00e9 20 indiv\u00edduos. O grupo \u00e9 liderado por uma macha alfa, chamado de capel\u00e3o, o qual \u00e9 respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a do grupo, principalmente nas raras vezes em que descem ao ch\u00e3o. As f\u00eameas desempenham um papel importante no cuidado com a prole, protegendo, al\u00e9m do seu pr\u00f3prio filhote, os de outras f\u00eameas.<\/p>\n<p>No come\u00e7o da manh\u00e3, os bugios costumam emitir sons (roncos) para comunica\u00e7\u00e3o, localiza\u00e7\u00e3o, delimita\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio e acasalamento. As f\u00eameas possuem um per\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o de 10 a 12 meses, com o nascimento de apenas um indiv\u00edduo por cria. O filhote nasce em m\u00e9dia com 250g. O cuidado parental para amamenta\u00e7\u00e3o e transporte com os filhotes dura cerca de um ano. O tempo m\u00e9dio de vida de um bugio \u00e9 de 20 anos.<\/p>\n<p>A Floresta de Bebedouro oferece excelente potencial para pesquisas sobre ecologia, comportamento e conserva\u00e7\u00e3o desta amea\u00e7ada e importante esp\u00e9cie de primata do noroeste paulista.<\/p>\n<p><strong>Texto:\u00a0<\/strong>Fabiano Botta Tonissi,\u00a0Alessandra Pinheiro,\u00a0Marcio Port Carvalho e\u00a0Alexander Zamorano Antunes<\/p>\n<p><strong>Fotos:\u00a0<\/strong>Michelangelo Stamato<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> Alessandra Pinheiro e Fabiano Tonissi \u2013 Floresta Estadual de Bebedouro \u2013 Tel.: (17) 3342-2890 \/ 3343-5900<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O bugio-preto (Alouatta caraya) \u00e9 uma esp\u00e9cie de primata da fam\u00edlia Atelidae que habita florestas tropicais e savanas do sudoeste e centro do Brasil, nordeste da Argentina, leste da Bol\u00edvia e do Paraguai e, provavelmente, do extremo noroeste do Uruguai. 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