{"id":8749,"date":"2015-02-03T11:55:37","date_gmt":"2015-02-03T13:55:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=8749"},"modified":"2015-02-24T15:09:22","modified_gmt":"2015-02-24T18:09:22","slug":"estudo-indica-baixa-germinacao-de-sementes-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2015\/02\/estudo-indica-baixa-germinacao-de-sementes-do-cerrado\/","title":{"rendered":"Estudo indica baixa germina\u00e7\u00e3o de sementes do cerrado"},"content":{"rendered":"<div class=\"wc-gallery\"><div id='gallery-1' data-gutter-width='5' data-columns='1' class='gallery wc-gallery-captions-onhover gallery-link-file gallery-masonry galleryid-8749 gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail wc-gallery-bottomspace-default wc-gallery-clear'><div class='gallery-item gallery-item-position-1 gallery-item-attachment-8755'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/02\/Cerrado21-600x750.jpg' title='Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica de Santa Barbara, em S\u00e3o Paulo: baixas taxas de germina\u00e7\u00e3o de sementes  de plantas do cerrado indicam que restaura\u00e7\u00e3o do ecossistema pode ser mais dif\u00edcil do que se pensava' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/02\/Cerrado21-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\tEsta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica de Santa Barbara, em S\u00e3o Paulo: baixas taxas de germina\u00e7\u00e3o de sementes  de plantas do cerrado indicam que restaura\u00e7\u00e3o do ecossistema pode ser mais dif\u00edcil do que se pensava\n\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-2 gallery-item-attachment-8756'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/02\/Fimbristylis_autumnalis_germinada1.jpg' title='Planta da esp\u00e9cie Fimbristylis autumnalis: germina\u00e7\u00e3o quatro vezes maior sob o sol' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/02\/Fimbristylis_autumnalis_germinada1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\tPlanta da esp\u00e9cie Fimbristylis autumnalis: germina\u00e7\u00e3o quatro vezes maior sob o sol\n\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/div><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Pesquisa sobre o comportamento de esp\u00e9cies de plantas ressalta dificuldade em se restaurar o ecossistema<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisadores do Instituto Florestal (IF), da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de S\u00e3o Paulo, est\u00e3o mais pr\u00f3ximos de entender os fatores associados \u00e0 germina\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de plantas do cerrado, um dos ambientes mais degradados do Brasil. Em estudo publicado em dezembro na revista <em>Bioscience Journal<\/em>, eles estudaram o comportamento de 15 esp\u00e9cies herb\u00e1ceas, arbustivas e arb\u00f3reas cultivadas em diferentes condi\u00e7\u00f5es de luz. Destas, 12 germinaram, sendo tr\u00eas apenas \u00e0 sombra e quatro apenas sob o sol. Os resultados, segundo eles, podem ajudar a aumentar as chances de sucesso de t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o de mudas, ampliando o n\u00famero de esp\u00e9cies usadas na restaura\u00e7\u00e3o do ecossistema. O cerrado est\u00e1 na lista de \u00e1reas no mundo com maior riqueza de esp\u00e9cies, e mais amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 convers\u00e3o de \u00e1reas para uso agropecu\u00e1rio.<\/p>\n<p>A germina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma etapa considerada cr\u00edtica no processo de restaura\u00e7\u00e3o porque depende essencialmente da reintrodu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de tal modo que elas sobrevivam e se estabele\u00e7am no ambiente em que foram reintroduzidas. Entender como cada esp\u00e9cie responde a diferentes condi\u00e7\u00f5es ambientais pode ajudar a indicar as com maior potencial de uso em a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o. \u201cSementes de muitas esp\u00e9cies do cerrado t\u00eam dificuldade para germinar\u201d, explica a engenheira florestal Flaviana Maluf de Souza, do IF e coordenadora do estudo. \u201c\u00c9 preciso saber quais s\u00e3o os requisitos para que se concretize a germina\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>No trabalho, os pesquisadores acompanharam 1.500 sementes de 15 esp\u00e9cies de plantas. Em um viveiro, cultivaram as sementes em tubetes postos ao sol e em \u00e1reas sombreadas e as avaliaram todos os dias durante nove meses. Das esp\u00e9cies estudadas, tr\u00eas (<em>Andropogon bicornis<\/em>,\u00a0<em>Ilex affinis<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Psychotria anceps<\/em>) germinaram apenas \u00e0 sombra e quatro (<em>Andropogon leucostachyus<\/em>,<em>Cyrtocymura scorpioides, Gochnatia polymorpha\u00a0<\/em>e\u00a0<em>Ilex brasiliensis<\/em>) apenas ao sol. De todas as esp\u00e9cies, apenas duas (<em>Gochnatia barrosoae<\/em>\u00a0e<em>\u00a0Miconia ligustroides<\/em>) n\u00e3o germinaram. Entre os fatores que podem ter atrapalhado a germina\u00e7\u00e3o dessas plantas est\u00e1 a dorm\u00eancia das sementes, condi\u00e7\u00e3o que lhes permite permanecer no solo por muito tempo aguardando as condi\u00e7\u00f5es mais adequadas para se desenvolverem. Tamb\u00e9m algumas esp\u00e9cies cultivadas sob sol e sombra germinaram de modo distintos. A germina\u00e7\u00e3o da\u00a0<em>Fimbristylis autumnalis<\/em>, por exemplo, foi quatro vezes maior ao sol. J\u00e1 a da\u00a0<em>Styrax pohlii<\/em>\u00a0foi 20 vezes maior \u00e0 sombra.<\/p>\n<p>No geral, segundo a pesquisadora, a germina\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies pesquisadas foi baixa, algo observado tamb\u00e9m em outros estudos sobre plantas do cerrado. Dentre as 15 esp\u00e9cies analisadas, apenas duas tiveram bastante sucesso, com mais da metade das sementes germinadas. \u201cIsso refor\u00e7a a dificuldade em se restaurar a vegeta\u00e7\u00e3o do cerrado\u201d, diz. \u201cSeriam necess\u00e1rias muitas sementes para que um m\u00ednimo de germina\u00e7\u00e3o fosse obtido.\u201d Segundo ela, as baixas taxas de germina\u00e7\u00e3o levam a crer que multiplicar as esp\u00e9cies do cerrado para restaurar sua vegeta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 muito mais dif\u00edcil do que se imaginava. \u201cMuito mais dif\u00edcil do que tem sido para restaurar a mata atl\u00e2ntica, por exemplo\u201d, afirma.<\/p>\n<p><em style=\"line-height: 1.5em\">Artigo cient\u00edfico<\/em><\/p>\n<p>LIMA, Y. B. C.; DURIGAN, G.; SOUZA, F. M.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.seer.ufu.br\/index.php\/biosciencejournal\/article\/view\/23274\" target=\"_blank\">Germination of 15 cerrado plant species under different light conditions<\/a>.\u00a0<strong>Bioscience Journal<\/strong>. v. 30, n. 6, p 1864-72. dez 2014.<\/p>\n<p><strong>Fotos:<\/strong> Flaviana Maluf de Souza<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em\"><strong>Fonte:<\/strong> <\/span><a style=\"line-height: 1.5em\" href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2015\/01\/29\/estudo-indica-baixa-germinacao-de-sementes-do-cerrado\/\">Revista Pesquisa Fapesp<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa sobre o comportamento de esp\u00e9cies de plantas ressalta dificuldade em se restaurar o ecossistema Pesquisadores do Instituto Florestal (IF), da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de S\u00e3o Paulo, est\u00e3o mais pr\u00f3ximos de entender os fatores associados \u00e0 germina\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de plantas do cerrado, um dos ambientes mais degradados do Brasil. 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