{"id":7444,"date":"2014-04-14T14:59:12","date_gmt":"2014-04-14T17:59:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=7444"},"modified":"2014-04-17T16:57:58","modified_gmt":"2014-04-17T19:57:58","slug":"novas-regras-para-a-restauracao-ecologica-no-estado-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2014\/04\/novas-regras-para-a-restauracao-ecologica-no-estado-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Novas regras para a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica no Estado de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wc-gallery\"><div id='gallery-1' data-gutter-width='5' data-columns='1' class='gallery wc-gallery-captions-onhover gallery-link-file gallery-masonry galleryid-7444 gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail wc-gallery-bottomspace-default wc-gallery-clear'><div class='gallery-item gallery-item-position-1 gallery-item-attachment-7452'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2014\/04\/DSCF4009_1-600x664.jpg' title='' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2014\/04\/DSCF4009_1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\tT\u00e9cnicos da Cetesb realizando monitoramento em \u00e1rea de restaura\u00e7\u00e3o, em treinamento promovido pelo IF\n\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-2 gallery-item-attachment-7453'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2014\/04\/DSCF4004_1-600x664.jpg' title='' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2014\/04\/DSCF4004_1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\tT\u00e9cnicos da Cetesb realizando monitoramento em \u00e1rea de restaura\u00e7\u00e3o, em treinamento promovido pelo IF\n\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/div><\/div>\n<\/div>\n<p>Desde o \u00faltimo dia 05 de abril, quem tiver a obriga\u00e7\u00e3o de restaurar ecossistemas para atender \u00e0s exig\u00eancias legais n\u00e3o precisa mais sair \u00e0 ca\u00e7a de mudas de 80 esp\u00e9cies arb\u00f3reas, de grupos ecol\u00f3gicos espec\u00edficos, adaptadas a determinado local, para plantar em espa\u00e7amento 3 x 2 m, que eram as regras impostas pela norma anteriormente vigente. Agora, com a publica\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/legislacao\/resolucoes-sma\/resolucao-sma-32-2014\/\">Resolu\u00e7\u00e3o SMA 32\/2014<\/a>, que revoga a Resolu\u00e7\u00e3o SMA 08\/2008, quem tem a obriga\u00e7\u00e3o de restaurar pode optar pela t\u00e9cnica que achar melhor e pode at\u00e9 propor t\u00e9cnicas inovadoras, se apostar nelas. Desde que conven\u00e7a o \u00f3rg\u00e3o licenciador de que a ideia \u00e9 boa e, principalmente, desde que d\u00ea resultados.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a novidade: a avalia\u00e7\u00e3o do comprimento da exig\u00eancia de restaurar, agora ser\u00e1 feita com base nos resultados: o que importa \u00e9 se o ecossistema recuperou a estrutura e a riqueza esperadas e se estas propriedades v\u00e3o se manter no futuro. Isso ser\u00e1 avaliado pelos seguintes indicadores:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px\">1) cobertura do terreno pela vegeta\u00e7\u00e3o nativa: que pode ser at\u00e9 mesmo de plantas herb\u00e1ceas ou gram\u00edneas, no caso do Cerrado, por exemplo. Para florestas refere-se \u00e0 cobertura de copas das \u00e1rvores;<br \/>\n2) densidade de plantas em regenera\u00e7\u00e3o natural: o que interessa \u00e9 saber se as esp\u00e9cies que foram plantadas ou esp\u00e9cies provenientes do banco de sementes ou da vizinhan\u00e7a est\u00e3o se regenerando, de modo a garantir o futuro da vegeta\u00e7\u00e3o;<br \/>\n3) riqueza de esp\u00e9cies em regenera\u00e7\u00e3o natural: interessa saber se haver\u00e1 diversidade no ecossistema no futuro. Contam apenas as esp\u00e9cies, plantadas ou espont\u00e2neas, que est\u00e3o deixando descendentes na \u00e1rea em restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A grande diferen\u00e7a est\u00e1 em que, pela norma anterior, o que se avaliava era o projeto. Se fosse executado como mandava a norma, estaria aprovado. Mesmo que as mudas plantadas n\u00e3o se desenvolvessem em longo prazo, comidas pelas formigas, sufocadas pelas gram\u00edneas invasoras, pisoteadas pelo gado, destru\u00eddas pelo fogo ou, simplesmente, porque n\u00e3o se adaptaram ao ambiente degradado.<\/p>\n<p>A partir de agora o que se busca s\u00e3o ecossistemas restaurados de fato. Ganham os ecossistemas\u00a0 e ganham aqueles que t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de restaurar, uma vez que podem optar por t\u00e9cnicas de mais baixo custo, podem apostar na regenera\u00e7\u00e3o natural em alguns casos, enfim, j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e3o constrangidos pela camisa de for\u00e7a das t\u00e9cnicas impostas pela norma anterior.<\/p>\n<p>Outra novidade importante trazida pela nova Resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 a indica\u00e7\u00e3o de prioridades, ou seja, onde \u00e9 mais importante restaurar quando h\u00e1 possibilidade de escolha?\u00a0 Destaque merecido \u00e9 dado, pela nova norma, \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas que ofere\u00e7am prote\u00e7\u00e3o aos recursos h\u00eddricos. No momento em que todo o Estado de SP se inquieta mediante a escassez iminente do recurso \u00e1gua, este crit\u00e9rio de prioriza\u00e7\u00e3o \u00e9 perfeitamente compreens\u00edvel.<\/p>\n<p>O texto da Resolu\u00e7\u00e3o SMA 32\/2014 foi resultado de amplas e demoradas discuss\u00f5es em diferentes esferas. Em uma primeira etapa, passou pelo crivo da comunidade cient\u00edfica, com base nos resultados de pesquisas recentes sobre o assunto. Em uma segunda etapa, o texto foi analisado pelos operadores do direito, para compatibiliza\u00e7\u00e3o com outros instrumentos jur\u00eddicos. O texto final incorporou, tamb\u00e9m, o car\u00e1ter pol\u00edtico peculiar das leis, que devem atender, na medida do poss\u00edvel, aos anseios de diferentes setores da sociedade.<\/p>\n<p>Os representantes do Instituto Florestal Ant\u00f4nio C.G. Melo e Giselda Durigan deram importante contribui\u00e7\u00e3o para o respaldo cient\u00edfico \u00e0 nova Resolu\u00e7\u00e3o. Ambos consideram que, ainda que o texto final n\u00e3o seja fiel \u00e0 proposta dos cientistas, a nova norma \u00e9 muito mais coerente com os achados cient\u00edficos recentes do que a norma anterior e, especialmente, que a nova norma pode reduzir os custos dos projetos e tornar mais f\u00e1cil a restaura\u00e7\u00e3o em si.\u00a0 Acima de tudo, consideram que avaliar os resultados exigir\u00e1 que as a\u00e7\u00f5es sejam acompanhadas pelos restaurados at\u00e9 que seu \u00eaxito seja comprovado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fotos:<\/strong>\u00a0Acervo Floresta Estadual de Assis<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/strong>Pesquisadores cient\u00edficos Dr. Ant\u00f4nio Carlos Galv\u00e3o de Melo e \u00a0Dra. Giselda Durigan \u2013 Floresta Estadual de Assis \u2013\u00a0Tel.: (18)3325-1066 \/ (18)3325-1045 \/ (18)3323-8330<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o \u00faltimo dia 05 de abril, quem tiver a obriga\u00e7\u00e3o de restaurar ecossistemas para atender \u00e0s exig\u00eancias legais n\u00e3o precisa mais sair \u00e0 ca\u00e7a de mudas de 80 esp\u00e9cies arb\u00f3reas, de grupos ecol\u00f3gicos espec\u00edficos, adaptadas a determinado local, para plantar em espa\u00e7amento 3 x 2 m, que eram as regras impostas pela norma anteriormente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":7451,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12,5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7444"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7444"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7444\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7460,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7444\/revisions\/7460"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7451"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7444"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7444"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7444"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}