{"id":3197,"date":"2013-06-13T09:51:09","date_gmt":"2013-06-13T12:51:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=3197"},"modified":"2013-06-19T09:51:56","modified_gmt":"2013-06-19T12:51:56","slug":"a-sombra-do-vizinho-e-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2013\/06\/a-sombra-do-vizinho-e-melhor\/","title":{"rendered":"A sombra do vizinho \u00e9 melhor"},"content":{"rendered":"<p>Quem percorre uma floresta como a da esta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica de Caetetus, na regi\u00e3o central do estado de S\u00e3o Paulo, pode encontrar plantas de guarant\u00e3 (<em>Esenbeckia leiocarpa<\/em>) crescendo de forma bastante aglomerada, com poucos competidores sob suas copas. Pensava-se que essa esp\u00e9cie, de algum modo, prejudicava o crescimento de outras e que a aus\u00eancia quase completa de outras esp\u00e9cies poderia favorecer a sobreviv\u00eancia de seus descendentes.<\/p>\n<p>Na realidade, n\u00e3o \u00e9 bem assim. \u201cDe modo oposto ao que pens\u00e1vamos, o efeito do guarant\u00e3 sobre suas pr\u00f3prias plantas \u00e9 muito maior do que sobre outras esp\u00e9cies nativas\u201d, concluiu a bot\u00e2nica Flaviana Maluf de Souza, do Instituto Florestal (IF), por meio de experimentos controlados na mata, em colabora\u00e7\u00e3o com seu colega Geraldo Franco e Ragan Callaway, da Universidade de Montana, Estados Unidos (<em>Plant Ecology<\/em>, abril).<\/p>\n<p>\u201cSob a copa de outras esp\u00e9cies, a sobreviv\u00eancia das pl\u00e2ntulas [embri\u00e3o j\u00e1 desenvolvido e protegido na semente] de guarant\u00e3 \u00e9 maior\u201d, diz ela. Em seu estudo de campo, Flaviana plantou grupos de 200 sementes (100 de guarant\u00e3 e 100 de cedro) sob guarant\u00e3s adultos e outras 200 sob \u00e1rvores de outras esp\u00e9cies. Embaixo do guarant\u00e3, a germina\u00e7\u00e3o de suas pl\u00e2ntulas foi 64% menor do que sob outras esp\u00e9cies; no caso das pl\u00e2ntulas de cedro, essa diferen\u00e7a foi de 35%, o que mostra que o efeito negativo do guarant\u00e3 sobre seus descendentes \u00e9 bem maior do que sobre o cedro, possivelmente porque as mudas de guarant\u00e3 competem mais entre elas do que com outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p><strong>Fotos:\u00a0<\/strong>Flaviana M. Souza\/IF<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2013\/06\/05\/a-sombra-do-vizinho-e-melhor\/\" target=\"_blank\">http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2013\/06\/05\/a-sombra-do-vizinho-e-melhor\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem percorre uma floresta como a da esta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica de Caetetus, na regi\u00e3o central do estado de S\u00e3o Paulo, pode encontrar plantas de guarant\u00e3 (Esenbeckia leiocarpa) crescendo de forma bastante aglomerada, com poucos competidores sob suas copas. Pensava-se que essa esp\u00e9cie, de algum modo, prejudicava o crescimento de outras e que a aus\u00eancia quase completa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":3198,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3197"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3197"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3197\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3200,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3197\/revisions\/3200"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3198"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}