{"id":3126,"date":"2013-05-22T10:10:13","date_gmt":"2013-05-22T13:10:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=3126"},"modified":"2013-05-27T10:18:28","modified_gmt":"2013-05-27T13:18:28","slug":"plantas-ameacadas-do-cerrado-sao-identificadas-na-grande-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2013\/05\/plantas-ameacadas-do-cerrado-sao-identificadas-na-grande-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Plantas amea\u00e7adas do cerrado s\u00e3o identificadas na Grande S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wc-gallery\"><div id='gallery-1' data-gutter-width='5' data-columns='1' class='gallery wc-gallery-captions-onhover gallery-link-file gallery-masonry galleryid-3126 gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail wc-gallery-bottomspace-default wc-gallery-clear'><div class='gallery-item gallery-item-position-1 gallery-item-attachment-3128'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/05\/Vista-geral-do-Parque-Estadual-do-Juquery-300x273.jpg' title='Parque Estadual do Juquery' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/05\/Vista-geral-do-Parque-Estadual-do-Juquery-300x273-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\tVis\u00e3o Geral do Parque Estadual do Juquery\n\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-2 gallery-item-attachment-3129'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/05\/Ipomoea-argentea-especie-fez-parte-da-listagem-das-ameacadas-270x300.jpg' title='Ipomoea argentea' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/05\/Ipomoea-argentea-especie-fez-parte-da-listagem-das-ameacadas-270x300-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\tIpomoea argentea, esp\u00e9cie fez parte da listagem das ameacadas\n\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-3 gallery-item-attachment-3127'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/05\/Oxypetalum-capitatum-especie-considerada-presumivelmente-extinta-nos-livros-vermelhos-195x300.jpg' title='Oxypetalum capitatum' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/05\/Oxypetalum-capitatum-especie-considerada-presumivelmente-extinta-nos-livros-vermelhos-195x300-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\tOxypetalum capitatum, especie considerada presumivelmente extinta nos livros vermelhos\n\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/div><\/div>\n<\/div><strong>Bi\u00f3logos identificam 273 esp\u00e9cies exclusivas da vegeta\u00e7\u00e3o de cerrado no Parque Estadual do Juquery, na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p>A apenas 38 quil\u00f4metros do centro da capital paulista, entre os munic\u00edpios de Franco da Rocha e Caieiras, o Parque Estadual do Juquery guarda centenas de esp\u00e9cies caracter\u00edsticas do cerrado, algumas delas, inclusive, consideradas extintas em outras regi\u00f5es do Estado. A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de um grupo de pesquisadores do Instituto Florestal (IF), vinculado \u00e0 Secretaria do Meio Ambiente do Estado de S\u00e3o Paulo. Com base em um levantamento flor\u00edstico realizado no parque, eles identificaram 420 esp\u00e9cies, das quais 273 s\u00e3o exclusivas da vegeta\u00e7\u00e3o de cerrado, do tipo campestre e sav\u00e2nica. Detalhes do estudo foram publicados em mar\u00e7o na\u00a0<em>S\u00e9rie Registros<\/em>, editada pelo pr\u00f3prio IF.<\/p>\n<p>Segundo Jo\u00e3o Batista Baitello, bot\u00e2nico do Instituto Florestal e respons\u00e1vel pela pesquisa, impressiona a quantidade de esp\u00e9cies presentes no parque que fizeram ou ainda fazem parte oficialmente do chamado livro vermelho de esp\u00e9cies amea\u00e7adas. Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o deste cat\u00e1logo (Resolu\u00e7\u00e3o SMA 48 de 2004), cinco esp\u00e9cies com popula\u00e7\u00f5es dentro dos limites do parque foram consideradas \u201cpresumivelmente extintas\u201d. \u00c9 o caso da\u00a0<em>Oxypetalum capitatum<\/em>, subarbusto da fam\u00edlia Asclepiadaceae recorrente em vegeta\u00e7\u00e3o de campo-cerrado. Isso porque n\u00e3o havia registros de sua ocorr\u00eancia nos herb\u00e1rios nos 50 anos anteriores \u00e0 publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A\u00a0<em>Ipomoea\u00a0argentea<\/em>, arbusto da fam\u00edlia Convolvuloaceae, com maior ocorr\u00eancia em \u00e1reas de campo-cerrado, tamb\u00e9m j\u00e1 esteve na pen\u00faltima edi\u00e7\u00e3o do mesmo livro (Resolu\u00e7\u00e3o SMA 28 de 1998). Baitello explica que esse tipo de levantamento j\u00e1 havia sido feito antes, mas em escala muito menor. \u201cNosso estudo foi o primeiro a ser realizado naquela \u00e1rea. Conclu\u00edmos que o Parque Estadual do Juquery engloba fragmentos de cerrado do Estado com elevado valor biol\u00f3gico\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A partir das esp\u00e9cies identificadas, os pesquisadores constataram que o parque est\u00e1 protegendo 28 esp\u00e9cies de plantas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. \u201cO resultado desse levantamento poder\u00e1 implicar em uma revis\u00e3o e enquadramento de novas categorias, de menores graus de amea\u00e7a, nas pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es do livro vermelho, visto que as esp\u00e9cies est\u00e3o protegidas em uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral localizada em plena Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo\u201d, explicou o bot\u00e2nico. Para ele, essa ocorr\u00eancia refor\u00e7a a import\u00e2ncia do parque como uma das principais unidades de conserva\u00e7\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es no Estado.<\/p>\n<p>O cerrado \u00e9 o nome dado ao bioma brasileiro caracterizado principalmente pela vegeta\u00e7\u00e3o campestre e sav\u00e2nica \u2013 formada, sobretudo, por gram\u00edneas, subarbustos, arbustos e pequenas \u00e1rvores que se desenvolvem em regi\u00f5es de \u00e1reas planas e de clima tropical com recorr\u00eancia de per\u00edodos de seca. Atualmente, ele cobre cerca de 2 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2), o que representa quase 23% do territ\u00f3rio nacional \u2013 \u00e9 menor apenas que a Amaz\u00f4nia, que ocupa cerca de 3,5 milh\u00f5es de km\u00b2.<\/p>\n<p>Um dos 25 biomas terrestres mais biodiversos e amea\u00e7ados do planeta, o cerrado em S\u00e3o Paulo ocupava 35 mil km\u00b2 do territ\u00f3rio em 1800. At\u00e9 1962, 96,9% de sua cobertura original manteve-se preservada. Mas, segundo Baitello, a forte expans\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o humana por todo o Estado a partir da segunda metade do s\u00e9culo XX reduziu significativamente a vegeta\u00e7\u00e3o original do bioma. \u201cEm 39 anos de an\u00e1lise, o cerrado no Estado perdeu 94,1% de sua \u00e1rea original\u201d, disse.<\/p>\n<p>Hoje, o cerrado remanescente encontra-se altamente fragmentado e comprometido biologicamente, visto que ocupa apenas 0,83% da superf\u00edcie do Estado. \u201cApenas 8,5%, aproximadamente, dos fragmentos remanescentes est\u00e3o protegidos em unidades de conserva\u00e7\u00e3o, o que corresponde a cerca de 17 mil hectares (170 km\u00b2)\u201d, ressaltou o bot\u00e2nico. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o bastasse isso, o processo de fragmenta\u00e7\u00e3o das vegeta\u00e7\u00f5es de cerrado tem desencadeado a perda de habitats e de biodiversidade, reduzindo drasticamente o tamanho das popula\u00e7\u00f5es, especialmente das de esp\u00e9cies raras. \u201cEla [a fragmenta\u00e7\u00e3o] afeta o ecossistema em todos os n\u00edveis, interrompendo intera\u00e7\u00f5es entre insetos e plantas, fauna e flora em geral, al\u00e9m de diminuir a rede de poliniza\u00e7\u00e3o, fragilizando e diminuindo a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o dos ecossistemas\u201d, explicou.<\/p>\n<p>No Parque Estadual do Juquery, a \u00e1rea de ocorr\u00eancia de cerrado \u00e9 de 1.173 hectares, o que representa 0,5% da \u00e1rea total remanescente no Estado de S\u00e3o Paulo, que \u00e9 de 238 mil hectares. \u201cEmbora n\u00e3o tenhamos dados concretos \u00e9 prov\u00e1vel que o remanescente de cerrado perif\u00e9rico no Planalto Paulistano n\u00e3o represente mais que 0,8% da \u00e1rea restante do bioma no Estado\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, a ocorr\u00eancia de vegeta\u00e7\u00e3o de cerrado em \u00e1reas de influ\u00eancia da mata atl\u00e2ntica se deve, entre outros fatores, \u00e0 presen\u00e7a de solos de baixa fertilidade e as chamadas \u201c<em>stones lines<\/em>\u201d \u2013 uma linha de pedra a cerca de 30 cent\u00edmetros de profundidade \u2013, condi\u00e7\u00e3o que dificulta o desenvolvimento de vegeta\u00e7\u00e3o de porte maior. A regi\u00e3o onde se insere o parque revela um regime clim\u00e1tico com esta\u00e7\u00e3o seca menos severa do que nas \u00e1reas principais de ocorr\u00eancia dos cerrados no Estado.<\/p>\n<p>Por isso, os pesquisadores recomendam a busca de outras \u00e1reas de ocorr\u00eancia desses cerrados perif\u00e9ricos no dom\u00ednio da mata atl\u00e2ntica na regi\u00e3o de entorno do parque, com o intuito de criar novas unidades de conserva\u00e7\u00e3o que preservem a diversidade biol\u00f3gica particular da regi\u00e3o. \u201cO cerrado \u00e9 um banco de mol\u00e9culas ainda a explorar e a sua biodiversidade \u00e9 mat\u00e9ria-prima para a biotecnologia com ilimitadas possibilidades futuras\u201d, afirmou Baitello. \u201c\u00c9 preciso estimular pol\u00edticas p\u00fablicas que levem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de novas unidades de conserva\u00e7\u00e3o, instrumento que ainda est\u00e1 longe do m\u00ednimo requerido para uma prote\u00e7\u00e3o efetiva dessas particularidades\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Publica\u00e7\u00e3o\u00a0cient\u00edfica<\/strong><\/p>\n<p>BAITELLO, J. B., AGUIAR, O. T., PASTORE, J. A. e ARZOLLA, F. A. R. D. P. Parque Estadual do Juquery: ref\u00fagio de cerrado no dom\u00ednio atl\u00e2ntico.\u00a0<strong>S\u00e9rie Registros<\/strong>. IF S\u00e9r. Reg. S\u00e3o Paulo n. 50, p. 1-46. mar. 2013.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fotos:<\/strong>Jo\u00e3o B. Baitello<\/p>\n<p><strong>Texto:<\/strong>\u00a0Rodrigo de Oliveira Andrade<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2013\/05\/21\/plantas-ameacadas-do-cerrado-sao-identificadas-na-grande-sao-paulo\">http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2013\/05\/21\/plantas-ameacadas-do-cerrado-sao-identificadas-na-grande-sao-paulo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bi\u00f3logos identificam 273 esp\u00e9cies exclusivas da vegeta\u00e7\u00e3o de cerrado no Parque Estadual do Juquery, na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo A apenas 38 quil\u00f4metros do centro da capital paulista, entre os munic\u00edpios de Franco da Rocha e Caieiras, o Parque Estadual do Juquery guarda centenas de esp\u00e9cies caracter\u00edsticas do cerrado, algumas delas, inclusive, consideradas extintas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":3128,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3126"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3126"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3126\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3133,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3126\/revisions\/3133"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}