{"id":20263,"date":"2021-05-19T15:04:49","date_gmt":"2021-05-19T18:04:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=20263"},"modified":"2021-05-21T10:31:12","modified_gmt":"2021-05-21T13:31:12","slug":"compreender-a-regeneracao-natural-da-cantareira-aperfeicoa-o-manejo-e-a-restauracao-florestal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2021\/05\/compreender-a-regeneracao-natural-da-cantareira-aperfeicoa-o-manejo-e-a-restauracao-florestal\/","title":{"rendered":"Compreender a regenera\u00e7\u00e3o natural da Cantareira aperfei\u00e7oa o manejo e a restaura\u00e7\u00e3o florestal"},"content":{"rendered":"<p>Estudo publicado na <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/\">Revista do Instituto Florestal<\/a> inventariou 1.732 \u00e1rvores de 11 trechos do Parque Estadual da Cantareira (PEC) que haviam sido desmatados para a instala\u00e7\u00e3o de torres de energia el\u00e9trica. A pesquisa buscou compreender o processo de regenera\u00e7\u00e3o natural em \u00e1reas que sofreram a interven\u00e7\u00e3o humana. Os resultados deste trabalho de f\u00f4lego fornecem subs\u00eddios para o manejo e indicam quais esp\u00e9cies podem ser utilizadas para a restaura\u00e7\u00e3o florestal na \u00e1rea.<\/p>\n<p>O trabalho de campo se iniciou desde a abertura das clareiras. Os pesquisadores do Instituto Florestal acompanharam constantemente as obras, propondo medidas de mitiga\u00e7\u00e3o dos impactos, evitando cortes desnecess\u00e1rios. Seis meses depois, j\u00e1 puderam observar algumas esp\u00e9cies se regenerando. Quatro anos ap\u00f3s o corte das \u00e1rvores, foram levantadas 140 esp\u00e9cies diferentes com altura superior a 1,30m.<\/p>\n<div id=\"attachment_20438\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem8.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-20438\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-20438 size-wcstandard\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem8-550x373.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"373\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem8-550x373.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem8-300x203.jpg 300w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem8-250x170.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem8-265x180.jpg 265w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem8-442x300.jpg 442w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem8.jpg 609w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-20438\" class=\"wp-caption-text\">\u00c1rea de estudo no Parque Estadual da Cantareira<\/p><\/div>\n<p>Os pesquisadores verificaram se essas novas \u00e1rvores brotaram de ra\u00edzes remanescentes das que foram cortadas ou se estabeleceram-se por sementes.<\/p>\n<p>&#8220;A rebrota \u00e9 um mecanismo que permite a manuten\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos de esp\u00e9cies da floresta original, existente antes do corte, que se encontrava em fase intermedi\u00e1ria de sucess\u00e3o, predominando esp\u00e9cies secund\u00e1rias iniciais e umbr\u00f3filas (adaptadas para crescer na sombra). As esp\u00e9cies estabelecidas por sementes mostram o in\u00edcio do processo sucessional, que apresenta esp\u00e9cies diferentes que crescem em condi\u00e7\u00e3o de pleno sol, predominando esp\u00e9cies pioneiras&#8221;, explica o pesquisador cient\u00edfico Frederico Arzolla, um dos autores do artigo.<\/p>\n<h4><strong>O que \u00e9 o processo sucessional<\/strong><\/h4>\n<p>Em qualquer terreno n\u00e3o ocupado por vegeta\u00e7\u00e3o, se estabelece uma condi\u00e7\u00e3o de vazio ecol\u00f3gico. Essa disponibilidade faz surgirem plantas para colonizarem esse espa\u00e7o. Ao longo do tempo, as esp\u00e9cies v\u00e3o se substituindo, cada uma alterando o ambiente para a esp\u00e9cie seguinte. A esse processo, em que ocorre a mudan\u00e7a da vegeta\u00e7\u00e3o em uma mesma \u00e1rea, \u00e9 dado o nome de sucess\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_20435\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-20435\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-20435 size-wcstandard\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6-550x366.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6-550x366.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6-300x199.jpg 300w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6-768x511.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6-250x166.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6-800x532.jpg 800w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6-271x180.jpg 271w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6-451x300.jpg 451w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6-752x500.jpg 752w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem6.jpg 1325w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-20435\" class=\"wp-caption-text\">Aspecto da regenera\u00e7\u00e3o natural seis meses ap\u00f3s a abertura de clareira<\/p><\/div>\n<p>Quando o processo de sucess\u00e3o come\u00e7a com uma \u201ccomunidade vazia\u201d, \u00e9 denominado de sucess\u00e3o prim\u00e1ria, pois leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o sobre um solo rec\u00e9m-formado. As clareiras podem ter origem natural ou antr\u00f3pica. Ao serem formadas possibilitam uma mudan\u00e7a nas condi\u00e7\u00f5es de luminosidade permitindo o desenvolvimento de plantas heli\u00f3fitas, esp\u00e9cies que precisam de bastante luz do sol para crescerem, tamb\u00e9m conhecidas como pioneiras. Quando h\u00e1 uma vegeta\u00e7\u00e3o estabelecida, e ela \u00e9 totalmente removida por a\u00e7\u00e3o humana para uso tempor\u00e1rio, a recoloniza\u00e7\u00e3o das plantas somente ir\u00e1 ocorrer ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o daquele uso. Esse processo de reocupa\u00e7\u00e3o da comunidade de plantas em um local em que elas j\u00e1 habitavam \u00e9 denominado de sucess\u00e3o secund\u00e1ria.<\/p>\n<p>No decorrer do processo de sucess\u00e3o secund\u00e1ria, as esp\u00e9cies heli\u00f3fitas, ao n\u00e3o encontrarem mais condi\u00e7\u00f5es adequadas de luz para a germina\u00e7\u00e3o de suas sementes, tendem a ser substitu\u00eddas por outras mais tolerantes \u00e0 sombra.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, al\u00e9m do estudo mostrar a import\u00e2ncia das rebrotas para a manuten\u00e7\u00e3o de parte da biodiversidade da floresta original, a pesquisa tamb\u00e9m revelou que essas duas fases sucesionais apresentam conjuntos flor\u00edsticos diferentes, com pouca semelhan\u00e7a entre si.<\/p>\n<div id=\"attachment_20436\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-20436\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-20436 size-wcstandard\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7-550x413.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7-550x413.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7-300x225.jpg 300w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7-1024x769.jpg 1024w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7-768x576.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7-250x188.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7-800x601.jpg 800w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7-240x180.jpg 240w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7-400x300.jpg 400w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7-666x500.jpg 666w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem7.jpg 1195w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-20436\" class=\"wp-caption-text\">Brota\u00e7\u00e3o a partir de uma raiz de <i>Sessea brasiliensis<\/i>, conhecida em alguns lugares como peroba d&#8217;\u00e1gua<\/p><\/div>\n<p>&#8220;Estudos como este permitem o melhor conhecimento sobre as fases sucessionais e a din\u00e2mica de substitui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, contribuindo para desenvolver modelos para a restaura\u00e7\u00e3o florestal&#8221;, sustenta Arzolla.<\/p>\n<h4>Pesquisa cient\u00edfica subsidia o manejo florestal<\/h4>\n<p>A pesquisa, em conformidade com o <a href=\"http:\/\/arquivos.ambiente.sp.gov.br\/fundacaoflorestal\/2012\/01\/PECantareira\/Plano%20de%20Manejo\/Plano%20de%20Manejo%20Completo.pdf\">Plano de Manejo da Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o<\/a>, aponta que h\u00e1 \u00e1reas do Parque Estadual da Cantareira com baixa resili\u00eancia nos processos sucessionais naturais e que, mesmo ap\u00f3s d\u00e9cadas, n\u00e3o houve o restabelecimento da floresta. Ocorreu a domina\u00e7\u00e3o por gram\u00edneas invasoras ou lianas de v\u00e1rias esp\u00e9cies. No entanto, os pesquisadores identificaram 60 esp\u00e9cies pioneiras de r\u00e1pido crescimento, estabelecidas por sementes, que podem ser utilizadas em \u00e1reas degradadas e que precisem de restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O estudo revelou as esp\u00e9cies do in\u00edcio do processo sucessional de import\u00e2ncia local. S\u00e3o esp\u00e9cies que crescem a plena luz, abundantes e de r\u00e1pido crescimento, que proporcionam sombra para as demais esp\u00e9cies, mais exigentes e menos adaptadas \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de plena luz. <i>Croton macrobothrys<\/i>,\u00a0<i>Piptocarpha macropoda,\u00a0Sessea brasiliensis<\/i>,\u00a0<i>Alchornea sidifolia<\/i>,\u00a0<i>Croton floribundus<\/i>,\u00a0<i>Solanum pseudoquina<\/i>,\u00a0<i>Alchornea triplinervia<\/i>,\u00a0<i>Miconia cinnamomifolia<\/i> s\u00e3o alguns exemplos dessas esp\u00e9cies&#8221;, esclarece o pesquisador.<\/p>\n<p>Algumas pessoas podem reconhecer essas \u00e1rvores por seus nomes populares. Na ordem, pau sangue, vassour\u00e3o, peroba d&#8217;\u00e1gua, tapi\u00e1, capixingui, caixeta, tanheiro e jacatir\u00e3o. Mas nomes populares variam de uma regi\u00e3o para outra, de modo que muitas vezes uma mesma esp\u00e9cie recebe v\u00e1rios nomes ou um mesmo nome \u00e9 utilizado para diferentes esp\u00e9cies. Por isso a import\u00e2ncia dos nomes cient\u00edficos, que designam universalmente apenas uma esp\u00e9cie, seja em S\u00e3o Paulo, seja em outro estado ou at\u00e9 mesmo em outro pa\u00eds.<\/p>\n<div id=\"attachment_20433\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-20433\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-20433 size-wcstandard\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3-550x365.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3-550x365.jpg 550w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3-300x199.jpg 300w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3-768x510.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3-250x166.jpg 250w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3-800x531.jpg 800w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3-271x180.jpg 271w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3-452x300.jpg 452w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3-753x500.jpg 753w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/05\/imagem3.jpg 1289w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-20433\" class=\"wp-caption-text\">\u00c1rea de estudo tr\u00eas anos e meio ap\u00f3s o corte com detalhe do p\u00e9 da torre escondido pela mata regenerada<\/p><\/div>\n<p>O artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/sites\/234\/2021\/03\/rif32-2_215-237.pdf\">&#8220;Estrutura de clareiras de origem antr\u00f3pica na Serra da Cantareira, SP, Brasil&#8221;<\/a> est\u00e1 publicado na <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/revista-v-32-no2\/\">Revista do Instituto Florestal v.32 n.2<\/a> e, al\u00e9m de Arzolla, tem como autores Francisco Vilela e Gl\u00e1ucia de Paula, pesquisadores cient\u00edficos do Instituto Florestal, e George John Shepherd, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<h4>Do campo \u00e0 bancada<\/h4>\n<p>O Parque Estadual da Cantareira protege uma grande extens\u00e3o de florestas secund\u00e1rias, formadas ap\u00f3s o abandono de antigas \u00e1reas de uso. Essas matas centen\u00e1rias originaram-se pela regenera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de antigas fazendas de caf\u00e9, desapropriadas a partir do final do s\u00e9culo XIX com o objetivo de prote\u00e7\u00e3o dos mananciais da cidade de S\u00e3o Paulo. O PEC tamb\u00e9m possui remanescentes de floresta madura, que s\u00e3o testemunhos mais pr\u00f3ximos da floresta original da regi\u00e3o. Por esse hist\u00f3rico, o Parque \u00e9 um excelente laborat\u00f3rio vivo para o estudo e compreens\u00e3o das fases e mecanismos que ocorrem desde a regenera\u00e7\u00e3o inicial at\u00e9 a maturidade das florestas.<\/p>\n<p>Nesta pesquisa, al\u00e9m do trabalho em campo, a identifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies foi feita por meio da compara\u00e7\u00e3o em herb\u00e1rios e consulta a especialistas. O material bot\u00e2nico coletado foi encaminhado ao herb\u00e1rio do Instituto Florestal e foram enviadas duplicatas ao herb\u00e1rio da Unicamp. A import\u00e2ncia deste processo de intera\u00e7\u00e3o da pesquisa de campo com o trabalho de laborat\u00f3rio pode ser verificada em outro artigo de dois autores deste estudo e que levou \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2017\/09\/nova-especie-de-arvore-e-descoberta-na-serra-da-mantiqueira\/\">descoberta de uma nova esp\u00e9cie da Serra da Mantiqueira<\/a>\u00a0em 2017.<\/p>\n<h4><strong>Uma pesquisa puxa a outra<\/strong><\/h4>\n<p>O estudo publicado na mais recente edi\u00e7\u00e3o da Revista do Instituto Florestal \u00e9 um desdobramento da pesquisa de doutorado de Frederico Arzolla, de onde nasceram tamb\u00e9m outros artigos publicados:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/305330959_Monitoramento_e_mitigacao_de_impactos_ambientais_da_implantacao_do_novo_tracado_da_linha_de_transmissao_Guarulhos-Anhanguera_no_Parque_Estadual_da_Cantareira_SP\">Monitoramento e mitiga\u00e7\u00e3o de impactos ambientais da implanta\u00e7\u00e3o do novo tra\u00e7ado da linha de transmiss\u00e3o Guarulhos-Anhanguera no Parque Estadual da Cantareira, SP<\/a> (2009)<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/307857053_OS_IMPACTOS_AMBIENTAIS_PERMANENTES_EM_UNIDADES_DE_CONSERVACAO_DE_PROTECAO_INTEGRAL_E_A_COMPENSACAO_AMBIENTAL_ESTUDO_DE_CASOS_PARA_O_ESTADO_DE_SAO_PAULO_BRASIL\">Os impactos ambientais permanentes em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Integral e a compensa\u00e7\u00e3o ambiental: estudo de casos para o Estado de S\u00e3o Paulo, Brasil<\/a> (2009)<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/ifref\/RIF22-1\/RIF22-1_155-169.pdf\">Regenera\u00e7\u00e3o natural em clareiras de origem antr\u00f3pica na Serra da Cantareira, SP<\/a> (2010)<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/ifref\/RIF23-1\/RIF23-1_149-171.pdf\">Composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica e a conserva\u00e7\u00e3o de florestas secund\u00e1rias na Serra da Cantareira, S\u00e3o Paulo, Brasil<\/a> (2011)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Estes dois \u00faltimos tamb\u00e9m foram publicados na Revista do Instituto Florestal, que est\u00e1 recebendo artigos cient\u00edficos para publica\u00e7\u00e3o nas pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es. Consulte as\u00a0<a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/2015\/10\/Revista-IF_Instru%C3%A7%C3%B5es-aos-autores.pdf\">normas de submiss\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>Texto: Paulo A. M.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo publicado na Revista do Instituto Florestal inventariou 1.732 \u00e1rvores de 11 trechos do Parque Estadual da Cantareira (PEC) que haviam sido desmatados para a instala\u00e7\u00e3o de torres de energia el\u00e9trica. A pesquisa buscou compreender o processo de regenera\u00e7\u00e3o natural em \u00e1reas que sofreram a interven\u00e7\u00e3o humana. Os resultados deste trabalho de f\u00f4lego fornecem subs\u00eddios [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":101,"featured_media":20445,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12,5],"tags":[597,1301,641,497,1300,895,64,59,241,1287,65,1302],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20263"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20263"}],"version-history":[{"count":26,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20263\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20470,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20263\/revisions\/20470"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20445"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}