{"id":19823,"date":"2020-10-15T17:53:12","date_gmt":"2020-10-15T20:53:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=19823"},"modified":"2020-10-15T17:54:57","modified_gmt":"2020-10-15T20:54:57","slug":"defensores-dos-campos-e-matas-paulistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2020\/10\/defensores-dos-campos-e-matas-paulistas\/","title":{"rendered":"Defensores dos campos e matas paulistas"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wp-caption\">\n<p><em>IMG: Xiloteca do IF, com amostras das madeiras usadas para identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e an\u00e1lise de suas propriedades f\u00edsicas<\/em><\/p>\n<p class=\"media-credits\">L\u00e9o Ramos Chaves<\/p>\n<\/div>\n<p>O arquiteto e arqueteiro Daniel Lombardi passou uma semana em setembro aplainando a madeira de uma esp\u00e9cie de \u00e1rvore com a qual ainda n\u00e3o havia trabalhado, o louro-chumbo (<em>Licaria crassifolia<\/em>), para fazer um arco de violoncelo, com 72 cent\u00edmetros de comprimento, que em seguida iria para m\u00e3os de m\u00fasicos para ser avaliado. Em seu ateli\u00ea, em S\u00e3o Paulo, ele produz outros arcos de violoncelo e tamb\u00e9m de violino, viola e contrabaixo com ip\u00ea-amarelo (<em>Handroanthus <\/em>sp.), pau-santo (<em>Kielmeyera coriacea<\/em>) e ita\u00faba (<em>Mezilaurus itauba<\/em>), vendidos de R$ 3 mil a R$ 9 mil.<\/p>\n<p>Seu prop\u00f3sito \u00e9 oferecer alternativas ao pau-brasil (<em>Paubrasilia echinata<\/em>), cujo uso comercial \u00e9 proibido por se tratar de uma esp\u00e9cie em risco de extin\u00e7\u00e3o. \u201cO ip\u00ea \u00e9 excelente para fazer arcos\u201d, diz Lombardi. Um de seus colaboradores nos testes de propriedades de madeiras de esp\u00e9cies nativas \u00e9 o bi\u00f3logo Eduardo Longui, do Instituto Florestal (IF) de S\u00e3o Paulo, que acompanhou tamb\u00e9m a fabrica\u00e7\u00e3o de um clarinete com outra madeira nacional, a aroeira (<em>Myracrodruon urundeuva<\/em>), feito pela engenheira florestal L\u00edvia Barros.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de instrumentos musicais \u00e9 apenas uma faceta pouco conhecida de uma institui\u00e7\u00e3o discreta, ainda que centen\u00e1ria. Sua hist\u00f3ria come\u00e7ou com o Horto Bot\u00e2nico da Cantareira, criado em 1896 e dirigido inicialmente pelo bot\u00e2nico sueco Alberto Loefgren (1854-1918), um dos pioneiros do conservacionismo no Brasil. Do Horto, em 1911, brotou o Servi\u00e7o Florestal, transformado em instituto em 1970, com a finalidade de cuidar da conserva\u00e7\u00e3o, pesquisa e produ\u00e7\u00e3o florestal no estado. Sediado no Parque Estadual Alberto Loefgren, mais conhecido como Horto Florestal, na cidade de S\u00e3o Paulo, o IF administra 47 \u00e1reas verdes, com 52 mil hectares (1 hectare equivale a 10 mil metros quadrados). Nelas est\u00e3o 14 florestas estaduais, de Mata Atl\u00e2ntica e Cerrado, e 10 esta\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas, voltadas \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o ambiental e pesquisa sobre sele\u00e7\u00e3o e melhoramento gen\u00e9tico de esp\u00e9cies nativas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/\">Pesquisa FAPESP<\/a> de acordo com a <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nd\/4.0\/\"> licen\u00e7a Creative Commons CC-BY-NC-ND<\/a>. Leia o <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/defensores-dos-campos-e-matas-paulistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">original aqui<\/a>.<\/p>\n<p><script>var img = new Image(); img.src='https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/republicacao_frame?id=353340&referer=' + window.location.href;<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; IMG: Xiloteca do IF, com amostras das madeiras usadas para identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e an\u00e1lise de suas propriedades f\u00edsicas L\u00e9o Ramos Chaves O arquiteto e arqueteiro Daniel Lombardi passou uma semana em setembro aplainando a madeira de uma esp\u00e9cie de \u00e1rvore com a qual ainda n\u00e3o havia trabalhado, o louro-chumbo (Licaria crassifolia), para fazer [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":19824,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12,5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19823"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19823"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19823\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19826,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19823\/revisions\/19826"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}