{"id":19625,"date":"2020-08-07T16:46:12","date_gmt":"2020-08-07T19:46:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=19625"},"modified":"2020-08-07T16:46:12","modified_gmt":"2020-08-07T19:46:12","slug":"entenda-por-que-nao-sao-permitidos-caes-no-parque-estadual-alberto-lofgren","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2020\/08\/entenda-por-que-nao-sao-permitidos-caes-no-parque-estadual-alberto-lofgren\/","title":{"rendered":"Entenda por que n\u00e3o s\u00e3o permitidos c\u00e3es no Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren"},"content":{"rendered":"<p>Em maio do ano passado, ficou proibida a entrada de c\u00e3es na \u00e1rea de uso p\u00fablico do Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren (PEAL). Embora alguns visitantes tenham ficado chateados por n\u00e3o poderem mais passear com seus c\u00e3es no Parque, a decis\u00e3o foi correta.<\/p>\n<p>O PEAL, tamb\u00e9m conhecido como Horto Florestal, \u00e9 o espa\u00e7o de lazer preferido de boa parte da popula\u00e7\u00e3o da zona norte da capital paulista. Administrado pela Coordenadoria de Parques e Parcerias (CPP) da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de S\u00e3o Paulo (SIMA) e pelo Instituto Florestal (IF), o Horto n\u00e3o \u00e9 um parque urbano comum, mas uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o (UC). Isto quer dizer que \u00e9 uma \u00e1rea protegida por Lei.<\/p>\n<p>As \u00e1reas que se tornam Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o escolhidas por sua relev\u00e2ncia. As UCs fornecem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, como ar puro, conforto t\u00e9rmico, controle de doen\u00e7as e pragas, ou mesmo o lazer. Algumas possuem esp\u00e9cies amea\u00e7adas que precisam ser protegidas. Entretanto, toda atividade humana causa impactos \u00e0 biodiversidade. Deste modo, nem sempre o lazer \u00e9 o fator priorit\u00e1rio para que uma \u00e1rea protegida atenda melhor \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Anualmente, o Horto recebe mais de\u00a0 1 milh\u00e3o de visitantes. \u00c9 ao mesmo tempo uma das UCs e um dos parques urbanos mas visitados do pa\u00eds, concorrendo com os parques nacionais <a href=\"http:\/\/www.parquedatijuca.com.br\/\">da Tijuca<\/a>, no estado do Rio de Janeiro, e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/parnaiguacu\/\">do Igua\u00e7u<\/a>, no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de proibir a entrada de usu\u00e1rios com seus c\u00e3es no PEAL tem suporte n\u00e3o apenas na legisla\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m em documentos t\u00e9cnicos e cient\u00edficos.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.al.sp.gov.br\/repositorio\/legislacao\/decreto\/1986\/decreto-25341-04.06.1986.html\">decreto estadual n\u00b0 25.341 de 1986<\/a>\u00a0determina que n\u00e3o ser\u00e3o admitidos animais dom\u00e9sticos nos parques estaduais. Em 2000, \u00e9 institu\u00eddo o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9985.htm\">Sistema Nacional de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (SNUC)<\/a>, lei federal que\u00a0estabelece crit\u00e9rios e normas para a cria\u00e7\u00e3o, implanta\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o das UCs. O texto da lei estipula que as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o devem ter um plano de manejo, documento que regula o zoneamento e as normas para uso da \u00e1rea e manejo dos recursos naturais. Este documento \u00e9 elaborado por pesquisadores cient\u00edficos de diferentes \u00e1reas do conhecimento, que realizam levantamentos de fauna, vegeta\u00e7\u00e3o, solos, relevo, corpos d\u2019\u00e1gua, hist\u00f3ria da \u00e1rea, entre outros. Tudo isto, sem deixar de dialogar com \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e diferentes setores da sociedade civil envolvidos com a \u00e1rea. O\u00a0<a href=\"http:\/\/s.ambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/Plano_de_Manejo_PE_Alberto_Lofgren_.pdf\">Plano de Manejo do PEAL<\/a>\u00a0foi publicado em 2006.<\/p>\n<p>Neste Plano, \u00e9 ressaltada a import\u00e2ncia da \u00e1rea como ref\u00fagio de vida silvestre. O Horto abriga esp\u00e9cies vulner\u00e1veis como o gavi\u00e3o-pombo-pequeno e a araponga.<\/p>\n<p>Com a presen\u00e7a dos\u00a0c\u00e3es, tanto os pets quanto os bichos nativos correm riscos. J\u00e1 foram registrados no Parque casos de animais silvestres (lagarto, tatu, veado, etc) que foram atacados por cachorros. Al\u00e9m disso, vale lembrar que o Horto est\u00e1 ligado \u00e0 Cantareira, uma floresta imensa. E em algumas ocasi\u00f5es j\u00e1 foram detectados no PEAL carrapatos-estrela e morcegos com o v\u00edrus da raiva.<\/p>\n<p>Deste modo, para que o Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren cumpra sua fun\u00e7\u00e3o social e atenda \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da melhor maneira, \u00e0s vezes s\u00e3o necess\u00e1rias algumas decis\u00f5es impopulares. Mas que, no caso da proibi\u00e7\u00e3o dos c\u00e3es, foi a mais acertada para a sa\u00fade do Parque, das pessoas e tamb\u00e9m do seu companheiro de patas.<\/p>\n<p><strong>Foto:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/fotografia.folha.uol.com.br\/galerias\/nova\/1589248564412864-horto-e-reaberto-na-zona-norte-de-sp#foto-1589248564640774\">Danilo Verpa \/ Folhapress<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em maio do ano passado, ficou proibida a entrada de c\u00e3es na \u00e1rea de uso p\u00fablico do Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren (PEAL). 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