{"id":196,"date":"2009-08-11T00:00:00","date_gmt":"2009-08-11T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2009\/08\/11\/instituto-florestal-desenvolve-clones-de-pinus-de-alta-produtividade-de-goma-resina-e-madeira\/"},"modified":"2012-04-27T11:57:41","modified_gmt":"2012-04-27T14:57:41","slug":"instituto-florestal-desenvolve-clones-de-pinus-de-alta-produtividade-de-goma-resina-e-madeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2009\/08\/instituto-florestal-desenvolve-clones-de-pinus-de-alta-produtividade-de-goma-resina-e-madeira\/","title":{"rendered":"Instituto Florestal desenvolve clones de Pinus de alta produtividade de goma resina e madeira"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2009\/08\/foto_news11.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-538\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2009\/08\/foto_news11-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>Uma das raz\u00f5es mais importantes para introdu\u00e7\u00e3o do <em>Pinus<\/em> no Brasil foi a necessidade de produ\u00e7\u00e3o de madeira para abastecimento industrial, para processamento mec\u00e2nico, na produ\u00e7\u00e3o de madeira serrada, madeira laminada, na confec\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is ou na produ\u00e7\u00e3o de celulose e papel.<br \/>\nHistoricamente um dos primeiros resultados referentes \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o de <em>Pinus<\/em> no Brasil \u00e9 relatado por Alberto L\u00f6fgren \u2013 1\u00ba Diretor do Instituto Florestal, em 1966, em sua obra \u201cNotas sobre plantas ex\u00f3ticas introduzidas no Estado de S\u00e3o Paulo\u201d.<br \/>\nAs diferentes esp\u00e9cies de Pinus, adapt\u00e1veis \u00e0s condi\u00e7\u00f5es e ambientes diversos, constitu\u00edram uma alternativa devido ao exaurimento da <em>Araucaria angustif\u00f3lia<\/em> (o conhecimento \u201cPinheiro do Paran\u00e1\u201d), considerada uma das melhores madeiras do mundo.<br \/>\nA resinagem comercial teve seu in\u00edcio no Brasil na d\u00e9cada de70, em plantios efetuados com recursos de incentivos fiscais e que ainda n\u00e3o tinham seu aproveitamento no setor madeireiro.<br \/>\nAp\u00f3s passar por v\u00e1rios per\u00edodos de adapta\u00e7\u00e3o, a atividade de resinagem j\u00e1 possui t\u00e9cnicas bem configuradas, com \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o potencial ao redor de 3,5 kg\/face\/ano.<br \/>\nA resina, ou goma resina, por destila\u00e7\u00e3o produz breu e terebentina. O breu \u00e9 utilizado no mercado de cola para pap\u00e9is, borracha sint\u00e9tica, tintas, vernizes, chicletes, etc. N\u00e3o tem produto sint\u00e9tico que o substitua comercialmente. A terebentina \u00e9 utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o de solventes e qu\u00edmica fina.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o nacional em toneladas \u00e9 mostrada na Tabela, a seguir:<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><strong>Esp\u00e9cies<\/strong><\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"center\"><strong>SP<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"center\"><strong>MG<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"center\"><strong>RS<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"center\"><strong>MS<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"center\"><strong>PR<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"center\"><strong>TO<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"center\"><strong>BA<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><em>P.elliottii<\/em><\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">43.378<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">19.600<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">4.920<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><em>P.tropicais<\/em><\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">2.550<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">23.828<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">1.000<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">2.200<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><em>TOTAL<\/em><\/td>\n<td valign=\"top\"><\/td>\n<td valign=\"top\"><\/td>\n<td valign=\"top\"><\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"right\">8.890<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\"><\/td>\n<td valign=\"top\"><\/td>\n<td valign=\"top\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"right\">Fonte: ARESB -Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Resina do Brasil (2007).<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o mundial de goma resina est\u00e1 situada em torno de 1.300 toneladas, sendo a China o principal produtor com cerca de 1.000.000 de toneladas por ano.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o mundial de breu est\u00e1 em torno de 1.200.000 toneladas sendo que a China \u00e9 o principal produtor com 650.000 toneladas e o Brasil produz 60.000 toneladas. A produ\u00e7\u00e3o destes da China e Brasil baseia-se na explora\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores vivas.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o do breu dos Estados Unidos (250.000 toneladas) e de pa\u00edses da Europa (120.000 toneladas) est\u00e1 baseada na extra\u00e7\u00e3o do \u201ctall oil\u201d no processo de produ\u00e7\u00e3o de celulose.<br \/>\nDesde a introdu\u00e7\u00e3o da Pinocultura no Brasil e em S\u00e3o Paulo, o Instituto Florestal vem, desde 1976 atrav\u00e9s do seu Programa de Melhoramento Gen\u00e9tico, acelerando as medidas de estabelecimento das popula\u00e7\u00f5es de melhoramento seq\u00fcenciais a partir das \u00c1reas de Coletas de Sementes (ACS), \u00c1reas de Produ\u00e7\u00e3o de Sementes (APS), Pomar e Bancos Clonais de 1\u00aa, 1,5\u00aa e 2\u00aa Gera\u00e7\u00e3o de Melhoramento, instalados em diversas Unidades de Experimenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA preocupa\u00e7\u00e3o e o comprometimento constantes na melhoria do padr\u00e3o produtivo de florestas de <em>Pinus<\/em> em todo o Estado de S\u00e3o Paulo fizeram com que a Institui\u00e7\u00e3o direcionasse o conhecimento e experi\u00eancia acumulados, resultantes das pr\u00e1ticas silviculturais na pinocultura tradicional, aliado aos resultados das pesquisas com clonagem. Desta maneira, em trabalho conjunto com 25 Empresas da ARESB \u2013 Associa\u00e7\u00e3o dos Resinadores do Brasil, denominadas de GEP \u2013 Grupo de Pesquisas com <em>Pinus<\/em> Resineiro, numa arrojada proposta de pesquisa com clonagem.<br \/>\nAssim como os eucaliptos, as con\u00edferas tamb\u00e9m podem ter seu gen\u00f3tipo multiplicado vegetativamente atrav\u00e9s das pr\u00e1ticas de macro e micro propaga\u00e7\u00e3o, viabilizando a forma\u00e7\u00e3o de plantios clonais de alta produtividade.<br \/>\nA parceira estabelecida possibilitou que os avan\u00e7os t\u00e9cnicos fossem compartilhados com as empresas do GEP \u2013 Grupo de Pesquisas com <em>Pinus<\/em> Resineiro, o que resultou na produ\u00e7\u00e3o operacional de clones pr\u00f3prios.<br \/>\nTamb\u00e9m dentro da parceria estabelecida foram estabelecidos jardins clonais na Esta\u00e7\u00e3o Experimental de Tupi com material de \u00e1rvores selecionadas com produ\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 10 kg de goma resina\/face\/ano.<br \/>\nAtualmente, o Programa de Melhoramento Gen\u00e9tico do Instituto Florestal conta com um acervo biol\u00f3gico muito bem estruturado, possuindo inclusive Pomares Clonais de 2\u00aa gera\u00e7\u00e3o, selecionados para produ\u00e7\u00e3o de resina e madeira, constituindo a melhor semente existente no Brasil em disponibilidade para produtores.<\/p>\n<p><strong>Contato IF: PqC Orlando Freire \u2013 Diretor da Divis\u00e3o de Florestas e Esta\u00e7\u00f5es Experimentais F: 2231-8555 ramal 2021.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das raz\u00f5es mais importantes para introdu\u00e7\u00e3o do Pinus no Brasil foi a necessidade de produ\u00e7\u00e3o de madeira para abastecimento industrial, para processamento mec\u00e2nico, na produ\u00e7\u00e3o de madeira serrada, madeira laminada, na confec\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is ou na produ\u00e7\u00e3o de celulose e papel. 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