{"id":17240,"date":"2019-07-11T16:38:57","date_gmt":"2019-07-11T19:38:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=17240"},"modified":"2019-07-15T21:10:27","modified_gmt":"2019-07-16T00:10:27","slug":"exposicao-itinerante-e-usada-para-ressaltar-a-importancia-das-unidades-de-conservacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2019\/07\/exposicao-itinerante-e-usada-para-ressaltar-a-importancia-das-unidades-de-conservacao\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o itinerante \u00e9 usada para ressaltar a import\u00e2ncia das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em><strong>Exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Bicho: Quem te viu, quem te v\u00ea\u201d, que aborda os conflitos relacionados \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o da paisagem, j\u00e1 atingiu de forma\u00a0gratuita um p\u00fablico superior a\u00a0120\u00a0mil pessoas<\/strong><\/em><\/p>\n<p>As Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UC) s\u00e3o \u00e1reas protegidas com o objetivo de preservar a biodiversidade de ecossistemas do patrim\u00f4nio natural nacional. Esses locais s\u00e3o protegidos pela <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9985.htm\">Lei do Sistema Nacional das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (SNUC)<\/a>.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dos ambientes protegidos s\u00e3o necess\u00e1rias para a divulga\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. J\u00e1 que, desta forma, h\u00e1 uma aproxima\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o, e a oportunidade de transmitir diversos conhecimentos cient\u00edficos de forma popular e l\u00fadica.<\/p>\n<p>Neste sentido, foi criada a <a href=\"http:\/\/www.cdcc.usp.br\/ExpoItinerante\/Manual.pdf\">exposi\u00e7\u00e3o itinerante<\/a> \u201cBicho: Quem te viu, quem te v\u00ea\u201d. Inaugurada em 2015, a mostra aborda quest\u00f5es como o atropelamento de animais silvestres e outros conflitos relacionados \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o da paisagem. Por meio de pain\u00e9is, s\u00e3o apresentados registros fotogr\u00e1ficos e ilustra\u00e7\u00f5es, de como se deu a evolu\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o dos ambientes naturais do interior paulista e o que restou deles. Al\u00e9m de contar com atividades interativas como v\u00eddeos document\u00e1rios, efeitos sonoros, quebra\u2013cabe\u00e7as, e animais silvestres taxidermizados (t\u00e9cnica de montar ou reproduzir animais para exibi\u00e7\u00e3o ou estudo atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o da forma da pele, planos e tamanho do ser).<\/p>\n<p>De acordo com um <a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/2019\/03\/IFSR_56_Fauna_Silvestre_6-artigo.pdf\">estudo publicado na IF S\u00e9rie Registros n\u00ba56<\/a>, as paisagens naturais do interior paulista apresentaram uma enorme baixa durante o s\u00e9culo XX. Em especial a partir da d\u00e9cada de 1920 com a expans\u00e3o das culturas de caf\u00e9. Em 1990 o Estado de S\u00e3o Paulo atingiu seu menor \u00edndice de \u00e1reas florestais com 11,5%, ou seja, cerca de 3,3 milh\u00f5es de hectares. Em 2009, dados do \u00faltimo invent\u00e1rio florestal revelaram que o Estado apresenta 4,3 milh\u00f5es de hectares com 17,5% de \u00e1reas florestais, sendo a maioria, unidades de conserva\u00e7\u00e3o e outras categorias de \u00e1reas protegidas.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9, portanto, um canal para salientar a import\u00e2ncia das UCs. Neste processo, a Interpreta\u00e7\u00e3o Ambiental (IA) \u00e9 uma das formas mais eficiente e din\u00e2mica desenvolvida por meio de diferentes estrat\u00e9gias. \u201cA IA \u00e9 uma ferramenta pedag\u00f3gica que se prop\u00f5e a sensibilizar o individuo, tirando o mesmo de sua zona de conforto. A exposi\u00e7\u00e3o, por meio de imagens, sons e, em especial animais taxidermizados estimula o interesse do p\u00fablico de todas as idades. Isso faz com que possamos dialogar novos conceitos e comportamentos fundamentais ao processo de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade\u201d, explica o pesquisador cient\u00edfico do Instituto Florestal Paulo Ruffino.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Ruffino: \u201cA exposi\u00e7\u00e3o traz aos visitantes sua localidade. Esta conex\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o com as \u00e1reas naturais mais pr\u00f3ximas devem ser estimuladas pelos gestores destes espa\u00e7os protegidos, garantindo assim o interesse e\/ou a visita das pessoas a estes locais\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente a mostra est\u00e1 exposta no <a href=\"http:\/\/www.cdcc.usp.br\/ExpoItinerante\/index.html\">Centro de Ci\u00eancia e Cultura \u2013 Prof\u00ba Osvaldo Roberto Leite<\/a> em Limeira, interior de S\u00e3o Paulo. Segundo a pesquisadora do <a href=\"http:\/\/www.cdcc.usp.br\/\">Centro de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica Cultura da Universidade de S\u00e3o Paulo (CDCC\/USP)<\/a>, Silvia Aparecida Martins dos Santos, a \u201cBicho: Quem te viu, quem te v\u00ea\u201d j\u00e1 passou por mais de\u00a014\u00a0munic\u00edpios\u00a0paulistas envolvendo mais de\u00a024\u00a0locais distintos, e atingiu de forma\u00a0gratuita um p\u00fablico superior a\u00a0120\u00a0mil pessoas.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/2019\/03\/IFSR_56_Fauna_Silvestre_6-artigo.pdf\">estudo<\/a> realizado sobre a exposi\u00e7\u00e3o acompanhou sua passagem por quatro \u00e1reas protegidas do interior do Estado de S\u00e3o Paulo: a Esta\u00e7\u00e3o Experimental e Ecol\u00f3gica de Itirapina, o Parque Estadual de Vassununga, o Parque Estadual de Porto Ferreira e a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica de Jata\u00ed. Ao todo as unidades tiveram 5.593 visitantes, sendo sua grande maioria alunos e professores de escolas p\u00fablicas e<br \/>\nparticulares.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de um question\u00e1rio de avalia\u00e7\u00e3o os visitantes destacaram os animais taxidermizados como um dos elementos mais interessantes e apontaram o recorrente aparecimento de animais nos espa\u00e7os urbanos.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que a mostra faz parte do protejo de pesquisa \u201cExposi\u00e7\u00e3o itinerante como estrat\u00e9gia para a conserva\u00e7\u00e3o da fauna silvestre na regi\u00e3o central do Estado de S\u00e3o Paulo\u201d e foi concebida pelo Centro de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Cultural em parceria com o Instituto Florestal, Funda\u00e7\u00e3o Florestal e Laborat\u00f3rio de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental do Departamento de Ci\u00eancias Ambientais da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos.<\/p>\n<p><strong>Conserva\u00e7\u00e3o <em>in situ<\/em> e <em>ex situ<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o dos biomas devido \u00e0 expans\u00e3o da agricultura, o crescimento das cidades, e o aumento da malha vi\u00e1ria, v\u00eam contribuindo tamb\u00e9m com a perda e at\u00e9 com a extin\u00e7\u00e3o da fauna. Em menos de 50 anos, esp\u00e9cies como a on\u00e7a-pintada, a anta, o cervo-do-pantanal e o cachorro-vinagre foram extintas na regi\u00e3o central do Estado.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador Paulo Ruffino, a conserva\u00e7\u00e3o dos seres vivos ocorre por meio direto, onde o organismo a ser conservado se encontra em seu ambiente natural de ocorr\u00eancia (<strong><em>in situ<\/em><\/strong>), ou indireto, quando este organismo vai ser conservado em ambiente distinto do que naturalmente ocorre (<strong><em>ex situ<\/em><\/strong>). \u201cDois exemplos s\u00e3o: o mico-le\u00e3o-preto, primata nativo do Estado de S\u00e3o Paulo, que\u00a0hoje s\u00f3 possui popula\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel no <a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.gov.br\/conhecasp\/parques-e-reservas-naturais\/parque-estadual-morro-do-diabo\/\">Parque Estadual do Morro do Diabo<\/a>. A conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie se d\u00e1 de forma direta (<em>in situ<\/em>), protegendo a unidade de conserva\u00e7\u00e3o. E a ararinha-azul, ave nativa de regi\u00f5es de matas de galeria da caatinga brasileira, que foi considerada extinta da natureza, por\u00e9m, conta com mais de 160 indiv\u00edduos em cativeiros no Brasil e no exterior. Sua conserva\u00e7\u00e3o, portanto ocorre de forma indireta (<em>ex situ<\/em>)\u201d exemplifica.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es de <strong>conserva\u00e7\u00e3o <em>in situ<\/em> e <em>ex situ<\/em><\/strong> foram implementadas e algumas esp\u00e9cies est\u00e3o novamente habitando as \u00e1reas naturais da regi\u00e3o. Um exemplo \u00e9 a reintrodu\u00e7\u00e3o do cervo-do-pantanal na <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/o-instituto\/projetos-socioambientais\/educacao-ambiental-jatai\/\">Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Jata\u00ed<\/a>.<\/p>\n<p>As \u00e1reas protegidas s\u00e3o estrat\u00e9gicas \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, contudo, ainda apresentam amea\u00e7as constantes \u00e0s diversas esp\u00e9cies de animais silvestres por conta dos atropelamentos em rodovias e de ca\u00e7a. A exposi\u00e7\u00e3o \u201cBicho: Quem te viu, quem te v\u00ea\u201d busca informar e sensibilizar os visitantes atrav\u00e9s de dados e dos animais taxidermizados, como o lobo-guar\u00e1 e a su\u00e7uarana mortos por atropelamento.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Ca\u00e7ar Animal N\u00e3o \u00c9 Legal&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o itinerante, de forma indireta, tamb\u00e9m se relaciona com outros trabalhos do IF. O <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/colecoes-e-acervos\/museu-florestal\/\">Museu Florestal Oct\u00e1vio Vecchi<\/a>, que <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2015\/12\/atropelamento-de-fauna-e-tema-de-exposicao-itinerante-no-museu-florestal\/\">recebeu a \u201cBicho: Quem te viu, quem te v\u00ea\u201d em 2015<\/a>, hoje sedia a 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Artevista \u2013 Arte em Defesa dos Animais.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u201cCa\u00e7ar Animal n\u00e3o \u00e9 Legal\u201d faz parte do Projeto Internacional de Arte para Crian\u00e7as e Adolescentes da <a href=\"https:\/\/olharanimal.org\/\">ONG Olhar Animal<\/a>, com o apoio do\u00a0<a href=\"http:\/\/artmica.blogspot.com\/\">MICA\u00a0\u2013\u00a0Movimento Infantojuvenil Crescendo com Arte<\/a>, e tem como objetivo estimular o respeito e a defesa aos animais. Crian\u00e7as e adolescentes do Brasil e do mundo foram convidados a expressar, atrav\u00e9s de desenhos, sua sensibilidade e consci\u00eancia sobre o assunto.<\/p>\n<p>Foram recebidas, via internet, quase 400 obras vindas da Indon\u00e9sia, Esc\u00f3cia, Bielorr\u00fassia, Litu\u00e2nia, Pol\u00f4nia, S\u00e9rvia e do Brasil. Todos os <a href=\"https:\/\/olharanimal.org\/cacar-animal-nao-e-legal-ong-olhar-animal-divulga-finalistas-da-2a-artevista\/\">desenhos finalistas<\/a> est\u00e3o expostos para visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica no Museu Florestal at\u00e9 o dia 19 de julho.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o aborda um dos temas de maior destaque e discuss\u00e3o atualmente. Vale lembrar que a ca\u00e7a profissional e esportiva de animais silvestres foi <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L5197.htm\">proibida no Brasil h\u00e1 mais de 50 anos<\/a>, e que qualquer atividade ilegal ou novas leis que facilitem esta proibi\u00e7\u00e3o fere o princ\u00edpio da dignidade animal, conforme prev\u00ea a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">Constitui\u00e7\u00e3o de 1988<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Texto:<\/strong> Amanda Nunes<\/p>\n<p><strong>Fotos:\u00a0<\/strong>Acervo Instituto Florestal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Bicho: Quem te viu, quem te v\u00ea\u201d, que aborda os conflitos relacionados \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o da paisagem, j\u00e1 atingiu de forma\u00a0gratuita um p\u00fablico superior a\u00a0120\u00a0mil pessoas As Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UC) s\u00e3o \u00e1reas protegidas com o objetivo de preservar a biodiversidade de ecossistemas do patrim\u00f4nio natural nacional. 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