{"id":14286,"date":"2018-03-09T13:02:32","date_gmt":"2018-03-09T16:02:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=14286"},"modified":"2018-03-27T15:58:59","modified_gmt":"2018-03-27T18:58:59","slug":"area-de-mata-atlantica-degradada-pela-bananicultura-tem-regeneracao-natural-apos-8-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2018\/03\/area-de-mata-atlantica-degradada-pela-bananicultura-tem-regeneracao-natural-apos-8-anos\/","title":{"rendered":"\u00c1rea de Mata Atl\u00e2ntica degradada pela bananicultura tem regenera\u00e7\u00e3o natural ap\u00f3s 8 anos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_14348\" style=\"width: 309px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-14348\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-14348\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1.jpg 1000w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-360x270.jpg 360w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-207x155.jpg 207w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-129x97.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-68x51.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-268x201.jpg 268w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-132x99.jpg 132w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-70x53.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-330x248.jpg 330w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN7140_1-69x52.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-14348\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Luiz Carlos Lib\u00f3rio<\/p><\/div>\n<p>Estudo realizado por pesquisador do Instituto Florestal (IF) em \u00e1rea de Mata Atl\u00e2ntica degradada pela bananicultura revelou que ap\u00f3s 8 anos de abandono, a vegeta\u00e7\u00e3o nativa se recuperou naturalmente. A \u00e1rea, localizada na Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Jur\u00e9ia-Itatins, em Miracatu\/SP, apresentou grande riqueza de esp\u00e9cies, alta densidade populacional e as bananeiras foram erradicadas quase em sua totalidade.\u00a0A pesquisa tem a autoria de Claudio de Moura do IF e do professor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Waldir Mantovani.<\/p>\n<p>A banana \u00e9 uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica, ou seja, n\u00e3o \u00e9 nativa da Mata Atl\u00e2ntica, sendo origin\u00e1ria do continente asi\u00e1tico. Os pesquisadores queriam saber se ocorreria a regenera\u00e7\u00e3o natural da floresta nativa ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o da atividade agr\u00edcola e se o impedimento de atividades humanas seria uma alternativa t\u00e9cnica para recuperar \u00e1reas degradadas pelo cultivo da banana. A pesquisa tamb\u00e9m teve como objetivo verificar se esta regenera\u00e7\u00e3o seria capaz de erradicar as bananeiras.<\/p>\n<p>O estudo foi realizado em 1250m\u00b2 defragmentos de uma \u00e1rea degradada de 4,02 hectares da Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o (UC). A bananicultura foi introduzida no local em 2005 e manejada at\u00e9 2007, quando a \u00e1rea foi abandonada. O estudo teve in\u00edcio ap\u00f3s oito anos de regenera\u00e7\u00e3o, em novembro de 2014, mas o monitoramento de perturba\u00e7\u00f5es externas pela atividade humana (ro\u00e7adas, uso do fogo, soltura de gado, etc) j\u00e1 estava sendo realizado desde 2008. Entre 2014 e 2015, foram realizadas 13 expedi\u00e7\u00f5es nas quais foram realizados levantamentos de campo com coleta de material bot\u00e2nico para caracteriza\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Os pesquisadores fizeram um levantamento das esp\u00e9cies ali presentes. Foram registrados nos fragmentos estudados 1.444 indiv\u00edduos, sendo 1.326 vivos pertencentes a 59 fam\u00edlias bot\u00e2nicas e distribu\u00eddos em 74 g\u00eaneros e 149 esp\u00e9cies. 19 foram identificadas no n\u00edvel de fam\u00edlia e 18 de g\u00eanero. N\u00e3o foi poss\u00edvel a identifica\u00e7\u00e3o em 17 plantas devido \u00e0 dificuldade de coleta de material e, portanto, foram consideradas indeterminadas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da diversidade de esp\u00e9cies, o estudo mostrou uma grande densidade populacional na \u00e1rea. &#8220;A densidade absoluta obtida foi 10.608 indiv\u00edduos por hectare,\u00a0bastante alta pra uma \u00e1rea em regenera\u00e7\u00e3o natural&#8221;, explica o pesquisador Claudio Moura. A <a href=\"http:\/\/arquivos.ambiente.sp.gov.br\/legislacao\/2016\/12\/Resolu%C3%A7%C3%A3o-SMA-032-2014-a.pdf\">Resolu\u00e7\u00e3o SMA n\u00ba 32\/2014<\/a>, que estabeleceu os crit\u00e9rios para avalia\u00e7\u00e3o de projetos de restaura\u00e7\u00e3o, considera adequado se uma \u00e1rea com 10 anos de restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica possua acima de 2000 indiv\u00edduos por hectare.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-4440\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"144\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1.jpg 413w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-300x216.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-374x270.jpg 374w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-214x155.jpg 214w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-134x97.jpg 134w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-68x49.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-278x201.jpg 278w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-129x93.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-137x99.jpg 137w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-70x50.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-330x238.jpg 330w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2013\/10\/xpg.1-chamada3-revista_1-69x49.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa apontam que a interrup\u00e7\u00e3o da atividade agr\u00edcola na UC possibilitaram o processo de regenera\u00e7\u00e3o natural. Deve-se considerar as condi\u00e7\u00f5es da \u00e1rea estudada, como a proximidade a remanescentes florestais bem conservados. Deste modo, a regenera\u00e7\u00e3o natural \u00e9 uma forma promissora de recupera\u00e7\u00e3o ambiental em condi\u00e7\u00f5es semelhantes.<\/p>\n<p>A pesquisa est\u00e1 publicada na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/\">Revista do Instituto Florestal<\/a>, volume 29, n\u00ba1.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/08\/RIF29-1_91-119.pdf\">Clique aqui para ler o artigo<\/a>.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nBananeiras erradicadas naturalmente em quase sua totalidade<br \/>\n<\/strong>Segundo relato de agricultores da regi\u00e3o e observa\u00e7\u00f5es de campo realizadas ao longo dos \u00faltimos 10 anos (agora ratificadas por este trabalho), foi apurado que de seis meses a um ano, aproximadamente, a vegeta\u00e7\u00e3o regenerante ultrapassa as bananeiras em altura e provoca um sombreamento que interfere no desenvolvimento da cultura ex\u00f3tica, que vai sendo eliminada naturalmente e dando lugar a uma forma\u00e7\u00e3o florestal secund\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Isso ocorre porque como cultura agr\u00edcola a banana \u00e9 muito suscet\u00edvel a pragas e depende de manejo e tratos culturais para produzir, tal como capina, desbaste e aduba\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Moura.\u00a0O pesquisador cita a broca-do-rizoma, praga comum da bananicultura, em que larvas de besouros <em>Cosmopolites sordidus<\/em> se alimentam do rizoma, construindo galerias em toda sua extens\u00e3o, enfraquecendo o desenvolvimento e provocando a morte das plantas. &#8220;Na regi\u00e3o de estudo efetuamos em 2014 levantamento para avaliar a contamina\u00e7\u00e3o pela broca-do-rizoma das bananeiras, em \u00e1rea com as mesmas condi\u00e7\u00f5es e vizinha da \u00e1rea estudada. Verificamos que 90% dos indiv\u00edduos estavam infestados com a broca interferindo no desenvolvimento das plantas. Ou seja, quando uma \u00e1rea de bananal deixa de receber tratos culturais, \u00e9 isolada de perturba\u00e7\u00f5es externas e situa-se pr\u00f3ximo a remanescentes florestais bem conservados tem grande possibilidade de se recuperar atrav\u00e9s da regenera\u00e7\u00e3o natural da vegeta\u00e7\u00e3o nativa&#8221;, conclui Moura.<\/p>\n<div id=\"attachment_14346\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-14346\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-14346\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1.jpg 1240w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-300x121.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-768x311.jpg 768w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-620x251.jpg 620w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-611x247.jpg 611w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-260x105.jpg 260w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-240x97.jpg 240w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-68x28.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-129x52.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-245x99.jpg 245w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-70x28.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-330x134.jpg 330w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/2008-2012_1-69x28.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-14346\" class=\"wp-caption-text\">Processo de altera\u00e7\u00e3o da paisagem ao logo dos anos<\/p><\/div>\n<p><strong><br \/>\nCada caso \u00e9 um caso<\/strong><br \/>\nEm <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/uma_vez_degradado_o_cerrado_nao_se_regenera_naturalmente\/27156\/\">reportagem publicada em fevereiro na Ag\u00eancia Fapesp<\/a> sobre artigo da pesquisadora do IF Giselda Durigan, \u00e9 defendido que o Cerrado, uma vez degradado, n\u00e3o se regenera naturalmente.<\/p>\n<p>No Cerrado o componente herb\u00e1ceo \u00e9 predominante e mais biodiverso do que o florestal e representa quatro quintos da biodiversidade de plantas desse Bioma. Assim, sua retirada para implanta\u00e7\u00e3o da agricultura (normalmente monocultura que usa mecaniza\u00e7\u00e3o) destr\u00f3i totalmente o sistema radicular das plantas impossibilitando sua recupera\u00e7\u00e3o. Ainda assim, Giselda afirma na reportagem que a pecu\u00e1ria n\u00e3o destr\u00f3i totalmente uma \u00e1rea de cerrado como ocorre com a agricultura.<\/p>\n<p>Claudio Moura explica que assim como o Cerrado, a Floresta Ombr\u00f3fila Densa Submontana \u00e9 bastante resiliente e no caso que estudei em Miracatu n\u00e3o houve mecaniza\u00e7\u00e3o para implanta\u00e7\u00e3o da bananicultura, e isso contribuiu para que o processo de regenera\u00e7\u00e3o natural fosse t\u00e3o bem sucedido, al\u00e9m de outros tr\u00eas fatores : a interrup\u00e7\u00e3o dos tratos culturais e o abandono da \u00e1rea; isolamento de perturba\u00e7\u00f5es externas (gado, ro\u00e7adas, fogo e outros dist\u00farbios); proximidade a remanescentes florestais bem conservados, que funcionam como fontes de sementes fundamentais para a regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nEntenda o que \u00e9 processo sucessional<\/strong><br \/>\nEm qualquer terreno n\u00e3o ocupado por vegeta\u00e7\u00e3o estabelece-se uma condi\u00e7\u00e3o de vazio ecol\u00f3gico. Essa disponibilidade faz surgir plantas para colonizar esse espa\u00e7o, ao longo do tempo, as esp\u00e9cies v\u00e3o se substituindo, cada uma alterando o ambiente para a esp\u00e9cie seguinte. A esse processo, em que ocorre a mudan\u00e7a da vegeta\u00e7\u00e3o em uma mesma \u00e1rea, \u00e9 dado o nome de sucess\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisadora cient\u00edfica do IF Silvana Souza explica que quando o processo de sucess\u00e3o come\u00e7a com uma \u201ccomunidade vazia\u201d, portanto sem nenhuma planta, \u00e9 denominado de sucess\u00e3o prim\u00e1ria, pois leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o sobre um solo rec\u00e9m-formado. Quando h\u00e1 uma vegeta\u00e7\u00e3o estabelecida, e essa \u00e9 totalmente removida por a\u00e7\u00e3o humana para uso tempor\u00e1rio (corte raso de floresta para agricultura, por exemplo), a recoloniza\u00e7\u00e3o das plantas somente ir\u00e1 ocorrer ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o daquele uso. Esse processo de reocupa\u00e7\u00e3o da comunidade de plantas em um local em que elas j\u00e1 habitavam \u00e9 denominado de sucess\u00e3o secund\u00e1ria.<\/p>\n<div id=\"attachment_14347\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-14347\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-14347\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1.jpg 1000w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-360x270.jpg 360w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-207x155.jpg 207w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-129x97.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-68x51.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-268x201.jpg 268w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-132x99.jpg 132w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-70x53.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-330x248.jpg 330w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/DSCN6179_1-69x52.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-14347\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisador cient\u00edfico Claudio Moura e o ge\u00f3grafo Manoel Messias do Santos, \u00a0gestor da E.Ec. Jur\u00e9ia-Itatins na \u00e9poca do estudo e que contribuiu muito para o desenvolvimento deste trabalho \/ Foto: Luiz Carlos Lib\u00f3rio<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Atua\u00e7\u00e3o constante do Instituto Florestal em restaura\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de ter sido publicado na <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/\">Revista do Instituto Florestal<\/a>, o trabalho realizado por Claudio Moura foi apresentado no VII Simp\u00f3sio de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica, que aconteceu de 06 a 10 de novembro do ano passado no Instituto de Bot\u00e2nica. O Instituto Florestal teve participa\u00e7\u00e3o bastante relevante no evento. Na ocasi\u00e3o, foram apresentados 14 trabalhos envolvendo o corpo t\u00e9cnico da institui\u00e7\u00e3o. Segue abaixo a lista dos trabalhos apresentados:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Efeito da luz na germina\u00e7\u00e3o de sementes de <em>Peltophorum\u00a0dubium<\/em> (Spreng.) Taub.\u00a0<\/strong>S\u00e9rgio Roberto Garcia dos Santos,\u00a0Ana Carolina Martins Sobral,\u00a0Sebastiana Dutra\u00a0de Souza Revoredo Silva;<\/li>\n<li><strong>Efeito do substrato e da temperatura na germina\u00e7\u00e3o de\u00a0sementes de <em>Anadenanthera falcata<\/em> (Benth.) Speg.<\/strong>\u00a0Maria de Lourdes Fontenele Gomes, Antonio da Silva, Daniela Cleide Azevedo de\u00a0Abreu, Sebastiana Dutra de Souza Revoredo da Silva;<\/li>\n<li><strong>Sele\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos de aroeira para produ\u00e7\u00e3o de sementes.<\/strong>\u00a0Aparecida Juliana Martins Corr\u00eaa, Darlin Gonzalez, Gabriel de Resende Baroni,<br \/>\nFrancieli Alves Caldeira Saul, Jos\u00e9 Cambuim, Maiara Ribeiro Cornacini, Marcelo\u00a0Augusto Mendes Alcantara, Miguel Luiz Menezes Freitas, Mario Luiz Teixeira de\u00a0Moraes;<\/li>\n<li><strong>Forma\u00e7\u00e3o de \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de sementes de <em>Peltophorum\u00a0dubium<\/em><\/strong>.\u00a0Maiara Ribeiro Cornacini, Aparecida Juliana Martins Corr\u00eaa, Darlin Gonzalez,\u00a0Gabriel de Resende Baroni, Francieli Alves Caldeira Saul,\u00a0\u00a0Marcelo Augusto Mendes\u00a0Alcantara, Jos\u00e9 Cambuim, Miguel Luiz Menezes Freitas, Mario Luiz Teixeira de\u00a0Moraes;<\/li>\n<li><strong>Avalia\u00e7\u00e3o da deteriora\u00e7\u00e3o de sementes de pau-brasil\u00a0(<em>Caesalpinia echinata<\/em> Lam.) pelo teste de tetraz\u00f3lio<\/strong>.\u00a0M\u00e1rcia Regina Oliveira Santos, Claudio Jos\u00e9 Barbedo;<\/li>\n<li><strong>Estoque de carbono de uma \u00e1rea de restaura\u00e7\u00e3o florestal no\u00a0N\u00facleo Capelinha \u201cParque Estadual do Rio Turvo\u201d-SP.\u00a0<\/strong>Anali Rufino Poppi, Francisca Alcivania de Melo Silva,Ocimar Jose Baptista Bim,\u00a0Aline Gomes Vieira da Silva, H\u00e9lio Momberg;<\/li>\n<li><strong>Aspectos flor\u00edsticos e fitossociol\u00f3gicos de uma \u00e1rea em\u00a0processo de restaura\u00e7\u00e3o no Parque Estadual do Turvo-SP.\u00a0<\/strong>H\u00e9lio Momberg, Anali Rufino Poppi, Ocimar Jose Baptista Bim, Francisca\u00a0Alcivania de Melo Silva, Aline Gomes Vieira da Silva;<\/li>\n<li><strong>Restaura\u00e7\u00e3o passiva: uma forma promissora de recupera\u00e7\u00e3o\u00a0ambiental em \u00e1reas de bananicultura abandonadas na regi\u00e3o norte\u00a0da Jur\u00e9ia, Vale do Ribeira-SP.<\/strong>\u00a0Claudio de Moura, Waldir Mantovani;<\/li>\n<li><strong>Disponibilidade de mudas nativas no Vale do Ribeira e as\u00a0implica\u00e7\u00f5es nos processos de restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica.<\/strong>\u00a0Francisca Alcivania de\u00a0\u00a0Melo Silva,\u00a0Ocimar Jos\u00e9 Batista Bim,\u00a0Bruna Rodrigues,\u00a0Edislaine Aparecida Rosa, Anali Rufino Popi, Ludjyhana Povinski;<\/li>\n<li><strong>Uso potencial de esp\u00e9cies arb\u00f3reas em \u00e1rea de restaura\u00e7\u00e3o no\u00a0Parque Estadual do Rio Turvo, SP.<\/strong> Aline Gomes Vieira da Silva, Anali Rufino Poppi, Ocimar Jose Baptista Bim,\u00a0Francisca Alcivania de Melo Silva, H\u00e9lio Momberg.<\/li>\n<li><strong>Restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica no mosaico do Jacupiranga\u00a0&#8211;\u00a0Vale do\u00a0Ribeira &#8211; S\u00e3o Paulo SP.\u00a0<\/strong>Ocimar Jos\u00e9 Batista Bim, Francisca Alcivania de\u00a0\u00a0Melo Silva, Katia Mazzei,\u00a0Roberto Ulisses Resende, Ludjyhana Povinski, Bruna Rodrigues, Anali Rufino;<\/li>\n<li><strong>Esp\u00e9cies tardias versus iniciais e a sucess\u00e3o secund\u00e1ria na\u00a0Serra da Cantareira, SP.<\/strong>\u00a0Luiza Stehling Braga, Rafaela Dias Valeck da Silva, Bruna Vasconcelos Ferratto,\u00a0Frederico Alexandre Roccia Dal Pozzo Arzolla, Gl\u00e1ucia Cortez Ramos de Paula,\u00a0Francisco Eduardo Silva Pinto Vilela, Priscila Weingartner, Fernando Descio;<\/li>\n<li><strong>Sub-bosque em um teste de prog\u00eanies e proced\u00eancias de\u00a0<em>Eucalyptus urophylla<\/em> S.T. Blake.<\/strong>\u00a0Jose Cambuim, Silvelise Pupin, Darlin Gonzalez Zaruma, Elton Moreira de\u00a0Souza; J\u00falio Cezar Ambrosio de Menezes, Mario Luiz Teixeira de Moraes, Miguel\u00a0Luiz Menezes Freitas;<\/li>\n<li><strong>Caracteriza\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies no sub-bosque de um teste de\u00a0prog\u00eanies de <em>Eucalyptus urophylla<\/em> S.T. Blake.<\/strong> \u00a0Silvelise Pupin, Jose Cambuim, Darlin Ulises Gonzalez Zaruma, Cesar Henrique,\u00a0Alves Seleguin, Mario Luiz Teixeira de Moraes, Miguel Luiz Menezes Freitas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Acesse os <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2018\/03\/TRABALHOS-IF_ANAIS-DO-VII-SIMP\u00d3SIO-DE-RESTAURA\u00c7\u00c3O-ECOL\u00d3GICA.pdf\">resumos dos trabalho aqui<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong style=\"line-height: 1.5\">Fotos:\u00a0<\/strong><span style=\"line-height: 1.5\">Luiz Carlos Liborio e Acervo da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Jur\u00e9ia-Itatins<\/span><\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> Pesquisador cient\u00edfico Claudio Moura \u2013 Tel. (13) 3457-9243 \/ 3457-9244 \/ 3457-9246 \/ 3457-9248<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo realizado por pesquisador do Instituto Florestal (IF) em \u00e1rea de Mata Atl\u00e2ntica degradada pela bananicultura revelou que ap\u00f3s 8 anos de abandono, a vegeta\u00e7\u00e3o nativa se recuperou naturalmente. A \u00e1rea, localizada na Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Jur\u00e9ia-Itatins, em Miracatu\/SP, apresentou grande riqueza de esp\u00e9cies, alta densidade populacional e as bananeiras foram erradicadas quase em sua totalidade.\u00a0A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":102,"featured_media":14346,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12,5],"tags":[908,904,905,896,906,898,184,69,318,909,895,85,64,59,241,907,897],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14286"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/102"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14286"}],"version-history":[{"count":21,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14286\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14372,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14286\/revisions\/14372"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}