{"id":13512,"date":"2017-09-06T12:08:29","date_gmt":"2017-09-06T15:08:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=13512"},"modified":"2019-05-06T18:03:34","modified_gmt":"2019-05-06T21:03:34","slug":"pequeno-fragmento-de-cerrado-abriga-seis-especies-ameacadas-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2017\/09\/pequeno-fragmento-de-cerrado-abriga-seis-especies-ameacadas-de-extincao\/","title":{"rendered":"Pequeno fragmento de Cerrado abriga seis esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Horto Florestal de Botucatu abriga um dos poucos remanescentes de Cerrado do estado de S\u00e3o Paulo. Este pequeno fragmento de \u00e1rea natural protegida, com apenas 33,8 hectares, est\u00e1 sob a gest\u00e3o do Instituto Florestal (IF) e possui apenas 6% de \u00e1rea coberta por vegeta\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea.<\/p>\n<p>Mas qual a import\u00e2ncia de se conservar uma \u00e1rea t\u00e3o pequena e com poucas \u00e1rvores? Um estudo publicado na mais recente edi\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/\">Revista do IF<\/a> busca responder a esta quest\u00e3o.<\/p>\n<p>O Cerrado \u00e9 composto por um mosaico de fisionomias\u00a0<span style=\"line-height: 1.5\">florestais,\u00a0<\/span><span style=\"line-height: 1.5\">sav\u00e2nicas e\u00a0<\/span><span style=\"line-height: inherit\">campestres. As fitofisionomias campestres e as plantas do estrato herb\u00e1ceo-arbustivo t\u00eam sido pouco estudadas. Pelo seu desconhecimento, poucos esfor\u00e7os t\u00eam sido empreendidos em sua conserva\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>A pesquisadora cient\u00edfica do IF Giselda Durigan, uma das autoras do estudo, afirma que as leis existentes que protegem o Cerrado s\u00e3o muito enviesadas para os tipos de vegeta\u00e7\u00e3o que t\u00eam \u00e1rvores. \u201cEssas t\u00eam alta prote\u00e7\u00e3o. Mas os campos est\u00e3o praticamente desprotegidos. Os campos \u00famidos est\u00e3o indiretamente protegidos, quando a Lei do Cerrado (<a href=\"http:\/\/www.al.sp.gov.br\/repositorio\/legislacao\/lei\/2009\/lei-13550-02.06.2009.html\">Lei n\u00ba 13.550\/2009<\/a>) determina que \u00e9 vedada a supress\u00e3o de qualquer fisionomia quando se tratar de vegeta\u00e7\u00e3o protetora de mananciais. O problema \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 amplo o entendimento de que campos \u00famidos exercem prote\u00e7\u00e3o extremamente importante aos recursos h\u00eddricos.\u201d explica Giselda. A pesquisadora esclarece que para o Cerrado <em>stricto sensu<\/em> e o cerrad\u00e3o (que s\u00e3o fisionomias arb\u00f3reas) a lei \u00e9 bastante rigorosa. \u201cN\u00e3o impede totalmente a supress\u00e3o, mas exige restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1rea bem maior do que a que foi destru\u00edda\u201d pondera.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-13524\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu.jpg 1000w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-300x254.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-768x649.jpg 768w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-320x270.jpg 320w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-183x155.jpg 183w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-115x97.jpg 115w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-68x57.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-238x201.jpg 238w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-129x109.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-117x99.jpg 117w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-70x59.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/mapa_horto_botucatu-69x58.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/a>A pesquisa<br \/>\n<\/strong>Em mar\u00e7o de 2016, foram realizadas 10 horas de caminhada pelas \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o campestre do Horto de Botucatu e registradas todas as esp\u00e9cies vegetais observadas.<\/p>\n<p>Para cada esp\u00e9cie, foi observada o h\u00e1bito. \u201cA classifica\u00e7\u00e3o em h\u00e1bito est\u00e1 relacionada com a forma de crescimento da planta e, assim, sua morfologia na fase adulta. S\u00e3o exemplos de h\u00e1bito as seguintes classifica\u00e7\u00f5es: ervas, subarbustos, arbustos e \u00e1rvores\u201d explica Natashi Pilon, doutoranda em Ecologia pela Universidade de Campinas (Unicamp) e co-autora no estudo.<\/p>\n<p>As esp\u00e9cies foram identificadas em campo e, nos casos em que n\u00e3o era poss\u00edvel, o material foi coletado para identifica\u00e7\u00e3o posterior com base na literatura e an\u00e1lise em herb\u00e1rio. Foram registradas 210 esp\u00e9cies nativas. Apenas 5% foi levada para identifica\u00e7\u00e3o posterior. \u201cEssa baixa porcentagem se deve ao fato de estarmos trabalhando com esp\u00e9cies campestres do cerrado h\u00e1 pelo menos sete anos, nos permitindo a seguran\u00e7a de identificar a maioria das esp\u00e9cies em campo. Al\u00e9m disso, contamos com um grande acervo fotogr\u00e1fico de mais de 500 esp\u00e9cies do estrato herb\u00e1ceo-arbustivo do cerrado do estado de S\u00e3o Paulo. As fotos est\u00e3o devidamente identificadas e ir\u00e3o compor um guia de identifica\u00e7\u00e3o\u201d anuncia Natashi.<\/p>\n<p>Das esp\u00e9cies registradas, a maioria foi de ervas (61%), seguidas de arbustos e subarbustos. Esp\u00e9cies arb\u00f3reas representaram apenas 6%. \u201cTodas as esp\u00e9cies s\u00e3o igualmente importantes, quer sejam capins, arbustos ou \u00e1rvores. Mas, ali, as esp\u00e9cies mais preciosas pela sua raridade n\u00e3o s\u00e3o \u00e1rvores. As raras \u00e1rvores que se encontram nos campos da unidade ocorrem tamb\u00e9m em praticamente todos os fragmentos de Cerrado de SP.\u201d relata Giselda. A pesquisadora destaca que o estudo se baseou nos campos, mas a unidade preserva tamb\u00e9m uma mata de brejo (mata de galeria inund\u00e1vel) que \u00e9 um ecossistema florestal extremamente fr\u00e1gil e altamente relevante para a prote\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos.<\/p>\n<p>Entre as esp\u00e9cies levantadas, seis est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo. O texto do artigo indica ainda que \u00e9 de se estranhar a aus\u00eancia de esp\u00e9cies de Eriocaulaceae na lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas do estado, visto que a fam\u00edlia ocorre exclusivamente em campos \u00famidos (fisionomia de cerrado praticamente dizimada). Logo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer se correm risco ou se simplesmente n\u00e3o foram avaliadas. H\u00e1 inclusive esp\u00e9cies que podem desaparecer antes mesmos de serem avaliadas. Embora n\u00e3o estejam apontadas nas listas vermelhas, 19 das esp\u00e9cies amostradas na \u00e1rea possuem menos de dez esp\u00e9cimes depositados em cole\u00e7\u00f5es bot\u00e2nicas que tenham sido coletados no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das esp\u00e9cies nativas, foram identificadas tamb\u00e9m ex\u00f3ticas invasoras. \u201cOs campos secos do Horto de Botucatu est\u00e3o parcialmente invadidos por gram\u00edneas africanas, especialmente braqui\u00e1ria, e a restaura\u00e7\u00e3o, neste caso, deve ser a erradica\u00e7\u00e3o da gram\u00ednea ex\u00f3tica e reintrodu\u00e7\u00e3o dos capins nativos. A natureza, sozinha, n\u00e3o \u00e9 capaz de fazer este trabalho, infelizmente.\u201d explica Giselda. No entanto, Natashi informa que grande parte do Horto ainda \u00e9 coberta por fisionomias campestres com pouca ou nenhuma invas\u00e3o, realidade rara no Estado de S\u00e3o Paulo, ressaltando a necessidade de conservar esse relicto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia da \u00e1rea<\/strong><\/p>\n<p>Desde a cria\u00e7\u00e3o da unidade na d\u00e9cada de 1960, nenhuma obra ou interven\u00e7\u00e3o foi realizada no Horto Florestal de Botucatu, tendo sido preservados os ecossistemas naturais.<\/p>\n<div id=\"attachment_13515\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13515\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-13515\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1.jpg 750w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1-203x270.jpg 203w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1-116x155.jpg 116w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1-73x97.jpg 73w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1-51x68.jpg 51w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1-151x201.jpg 151w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1-97x129.jpg 97w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1-74x99.jpg 74w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-2_1-53x70.jpg 53w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13515\" class=\"wp-caption-text\">Mata de galeria inund\u00e1vel: fr\u00e1gil e importante na prote\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos<\/p><\/div>\n<p>Giselda explica que a \u00e1rea tem forte potencial para a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas, sobretudo, devido \u00e0 raridade dos ecossistemas ali presentes. Al\u00e9m disso, a unidade est\u00e1 pr\u00f3xima a universidades que t\u00eam grupos s\u00f3lidos de pesquisa em ecologia vegetal e de ecossistemas.\u00a0<span style=\"line-height: 1.5\">O \u00a0fato da unidade estar no per\u00edmetro urbano de Botucatu possibilita visitas escolares com baixo custo, o que d\u00e1 \u00e0<\/span><span style=\"line-height: 1.5\">\u00a0\u00e1rea potencial para a educa\u00e7\u00e3o a educa\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma<\/span><span style=\"line-height: inherit\">\u00a0oportunidade rara de sensibilizar as comunidades sobre a import\u00e2ncia, a biodiversidade\u00a0e o funcionamento de ecossistemas naturais campestres, inclusive quando da passagem do fogo, que \u00e9 natural nesses ecossistemas. \u201cCom muito pouco investimento em infra-estrutura (uma trilha no campo, uma trilha suspensa nos ambientes \u00famidos e alagadi\u00e7os e uma base m\u00ednima para receber visitantes), seria poss\u00edvel transformar o Horto de Botucatu em um importante centro de pesquisa e divulga\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre o Cerrado\u201d revela a pesquisadora.<\/span><\/p>\n<p>Conforme o texto do artigo, a constata\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 uma riqueza de ecossistemas quase extintos em uma \u00e1rea t\u00e3o pequena traz uma nova diretriz para as de estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o da natureza. Entende-se, a partir deste estudo, que a conserva\u00e7\u00e3o de fisionomias campestres n\u00e3o depende de \u00e1reas extensas. Deste modo, apesar de se tratar de uma \u00e1rea pequena, levando em considera\u00e7\u00e3o a import\u00e2ncia do Horto Florestal de Botucatu para a pesquisa e a conserva\u00e7\u00e3o, os autores do estudo sugerem a recategoriza\u00e7\u00e3o para Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica, que proporcionaria uma maior prote\u00e7\u00e3o\u00a0para a unidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Horto ou Floresta?<\/strong><\/p>\n<p>O Horto Florestal de Botucatu foi criado em 1966 por meio do <a href=\"http:\/\/www.al.sp.gov.br\/repositorio\/legislacao\/decreto\/1966\/decreto-46230-04.05.1966.html\">Decreto n\u00ba 46.230<\/a>. Entretanto, de acordo com a an\u00e1lise de documenta\u00e7\u00e3o e mapas hist\u00f3ricos, pelo menos desde 1978 a unidade \u00e9 chamada de Floresta Estadual de Botucatu.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.al.sp.gov.br\/repositorio\/legislacao\/decreto\/1961\/decreto-38391-03.05.1961.html\">Decreto n\u00ba 38.391, de1961<\/a> confere nova nomenclatura para as depend\u00eancias do ent\u00e3o Servi\u00e7o Florestal e define como Horto Florestal \u201cunidade com \u00e1rea m\u00ednima de 100 hectares com instala\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias a trabalhos de fomento e pesquisas no ramo de reflorestamento e silvicultura\u201d. Determina ainda que as unidades atualmente existentes e com \u00e1rea inferior ao m\u00ednimo previsto, n\u00e3o se classificam como tal. O Artigo 27 da <a href=\"http:\/\/www.al.sp.gov.br\/repositorio\/legislacao\/lei\/1962\/lei-6884-29.08.1962.html\">Lei n\u00ba 6.884 de 1962,<\/a> define que \u201cAs matas naturais de todas as Reparti\u00e7\u00f5es ou Autarquias do Estado dever\u00e3o ser consideradas como parques ou florestas estaduais\u201d. Contudo, tanto o Decreto quanto a Lei s\u00e3o anteriores \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Horto Florestal de Botucatu.<\/p>\n<p>Giselda conta que o artigo havia sido inicialmente escrito tratando a unidade como Floresta. Por\u00e9m, ao investigarem, foi descoberto que\u00a0a unidade nunca foi oficialmente declarada Floresta. \u201cPara isso seria necess\u00e1rio um novo decreto, que nunca existiu. Ent\u00e3o, mudamos todo o texto do artigo, pois, oficialmente, a unidade \u00e9 apenas um Horto\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Em consulta, a assessoria jur\u00eddica da Secretaria do Meio Ambiente informou que, n\u00e3o havendo um decreto que mudasse a denomina\u00e7\u00e3o, a unidade segue como Horto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-13520\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1.jpg 1000w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-360x270.jpg 360w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-207x155.jpg 207w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-129x97.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-68x51.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-268x201.jpg 268w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-132x99.jpg 132w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-70x53.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-330x248.jpg 330w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-3_1-69x52.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Continuidade&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>O artigo \u00e9 derivado de um projeto do aluno de doutorado da Universidade Estadual Paulista (Unesp) M\u00e1rio Cava, orientado por Giselda Durigan e co-autor neste estudo. O projeto <a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/164938\/diagnostico-e-fatores-condicionantes-da-resiliencia-da-vegetacao-de-cerrado-em-pastagens-abandonadas\/\">\u201cDiagn\u00f3stico e fatores condicionantes da resili\u00eancia da vegeta\u00e7\u00e3o de Cerrado em pastagens abandonadas\u201d<\/a> \u00e9 financiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) e est\u00e1 sendo desenvolvido em v\u00e1rias regi\u00f5es do estado, dentre elas o Horto de Botucatu. \u201cNo pr\u00f3ximo ano, novas amostragens ser\u00e3o realizadas no Horto, no \u00e2mbito deste projeto, inclusive nas fisionomias florestais, o que permitir\u00e1 listagens mais completas\u201d, conclui Natashi.<\/p>\n<p>A pesquisa est\u00e1 publicada na <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/revista-v-29-no1\/\">Revista do Instituto Florestal, volume 29, n\u00ba1<\/a>. Tamb\u00e9m s\u00e3o autores do artigo os pesquisadores cient\u00edficos da casa Leo Limback e Marcos Aur\u00e9lio Nalon.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/iflorestal\/2017\/08\/RIF29-1_19-37.pdf\">Acesse o artigo<\/a><\/p>\n<p><strong>Fotos:<\/strong> Natashi Pilon e Giselda Durigan<\/p>\n<p><strong>Texto:<\/strong> Paulo Muzio<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0Pesquisadora cient\u00edfica Giselda Durigan. Tel.: (18) 33217363 \/ e-mail:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2017\/07\/07\/brasil-sedia-conferencia-mundial-de-restauracao-ecologica\/giselda.durigan@gmail.com\">giselda.durigan@gmail.com<\/a><\/p>\n<div class=\"wc-gallery\"><div class='wcflexslider-container wc-gallery-bottomspace-default wc-gallery-clear'><div id='gallery-1' class='gallery wc-gallery-captions-onhover gallery-link-file wcflexslider wcslider2' data-gutter-width='5' data-columns='1' data-hide-controls='false'><ul class='slides'>\n\t\t\t\t<li class='gallery-item gallery-item-position-1 gallery-item-attachment-13522 wcflex-slide-item'>\n\t\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-19_1.jpg\" target=\"_self\"><img src='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/campo_cerrado-19_1-300x225.jpg' width='300' height='225' alt='' \/><\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption' style='width:300px;'>\n\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\tCampo sujo\n\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/li>\n\t\t\t\t<li class='gallery-item gallery-item-position-2 gallery-item-attachment-13518 wcflex-slide-item'>\n\t\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Campo_\u00famido-4_1.jpg\" target=\"_self\"><img src='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Campo_\u00famido-4_1-300x225.jpg' width='300' height='225' alt='' \/><\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption' style='width:300px;'>\n\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\tCampo \u00famido\n\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/li>\n\t\t\t\t<li class='gallery-item gallery-item-position-3 gallery-item-attachment-13516 wcflex-slide-item'>\n\t\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-12_1.jpg\" target=\"_self\"><img src='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/09\/Mata_paludosa-12_1-300x225.jpg' width='300' height='225' alt='' \/><\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption' style='width:300px;'>\n\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\tMata de brejo\n\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/li><\/ul><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Horto Florestal de Botucatu abriga um dos poucos remanescentes de Cerrado do estado de S\u00e3o Paulo. Este pequeno fragmento de \u00e1rea natural protegida, com apenas 33,8 hectares, est\u00e1 sob a gest\u00e3o do Instituto Florestal (IF) e possui apenas 6% de \u00e1rea coberta por vegeta\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea. Mas qual a import\u00e2ncia de se conservar uma \u00e1rea [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":102,"featured_media":13520,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12,5],"tags":[728,727,726,299,506,493,496,69,448,723,724,730,731,725,60,59,241,98,76,729],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13512"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/102"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13512"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13512\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16747,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13512\/revisions\/16747"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13512"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13512"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13512"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}