{"id":13298,"date":"2017-07-07T15:09:17","date_gmt":"2017-07-07T18:09:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=13298"},"modified":"2017-07-26T17:19:56","modified_gmt":"2017-07-26T20:19:56","slug":"brasil-sedia-conferencia-mundial-de-restauracao-ecologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2017\/07\/brasil-sedia-conferencia-mundial-de-restauracao-ecologica\/","title":{"rendered":"Brasil sedia Confer\u00eancia Mundial de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p>De 27 de agosto a 01 de setembro acontece em Foz do Igua\u00e7u\/PR a <strong><a href=\"http:\/\/ser2017.org\/\">7\u00aa Confer\u00eancia Mundial de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (SER 2017)<\/a><\/strong>. O evento \u00e9 bienal e engloba ainda o 5\u00ba Congresso Ibero-Americano y del Caribe de Restauraci\u00f3n Ecol\u00f3gica e a 1\u00aa Confer\u00eancia Brasileira de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica. O tema desta edi\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cConectando ci\u00eancia e pr\u00e1tica para um mundo melhor\u201d.<\/p>\n<p>O evento \u00e9 realizado pela Sociedade de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (SER) em parceria com a Sociedade Brasileira de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (SOBRE) e a Sociedade Ibero-Americana e do Caribe para Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (SIACRE).<\/p>\n<p>De acordo com a organiza\u00e7\u00e3o do evento, estima-se que a confer\u00eancia deva atrair mais de 1.500 participantes, incorporando a grande diversidade profissional e cultural das tr\u00eas sociedades e representando todas as partes interessadas no tema restaura\u00e7\u00e3o. Foram 1094 resumos submetidos (autores de 61 pa\u00edses) e apenas 37 recusados. Quase metade dos inscritos s\u00e3o brasileiros. A programa\u00e7\u00e3o conta com simp\u00f3sios, workshops, sess\u00f5es tem\u00e1ticas simult\u00e2neas e viagens t\u00e9cnicas de campo: 12 sess\u00f5es simult\u00e2neas durante os quatro dias de evento. Ser\u00e3o apresentadas aproximadamente 550 palestras, cerca 400 p\u00f4steres e 14 v\u00eddeos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de cientistas e t\u00e9cnicos atuantes na pr\u00e1tica da restaura\u00e7\u00e3o, o evento dever\u00e1 atrair ambientalistas, educadores, formuladores de pol\u00edticas e tomadores de decis\u00e3o, provenientes de diferentes regi\u00f5es do mundo. S\u00e3o esperados participantes de todos os setores &#8211; ag\u00eancias governmentais, organiza\u00e7\u00f5es intergovernamentais, ONGs e o setor privado &#8211; uma ampla gama de experi\u00eancias profissionais nas ci\u00eancias naturais e sociais, arquitetura paisag\u00edstica, engenharia ambiental, planejamento urbano e regional e pol\u00edticas p\u00fablicas, entre outras.<\/p>\n<p>Ainda segundo a organiza\u00e7\u00e3o, a SER 2017 visa fornecer uma plataforma din\u00e2mica e envolvente para o compartilhamento de conhecimento n\u00e3o apenas entre os cientistas e profissionais, mas tamb\u00e9m com outras partes interessadas que fazem parte desta equa\u00e7\u00e3o, e ainda fortalecer a integra\u00e7\u00e3o entre as tr\u00eas sociedades para ampliar a discuss\u00e3o atrav\u00e9s das escalas- nacional, regional e internacional.<\/p>\n<p>Giselda Durigan, pesquisadora cient\u00edfica do Instituto Florestal (IF), coordena a comiss\u00e3o do programa cient\u00edfico do evento. \u201cFiz parte do Comit\u00ea Cient\u00edfico da SER2013, realizada em Madison (EUA), a convite do presidente do evento Stephen Murphy, editor-chefe do peri\u00f3dico Restoration Ecology, de cujo corpo editorial fa\u00e7o parte desde 2009. Na SER2017, sou membro da Comiss\u00e3o Organizadora desde quando lan\u00e7amos a candidatura do Brasil para realizar o evento, ainda em 2013. Perdemos para Manchester em 2015, mas conseguimos sediar a Confer\u00eancia de 2017\u201d, conta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Conectando ci\u00eancia e pr\u00e1tica para a restaura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O tema do evento \u00e9 \u201cConectando ci\u00eancia e pr\u00e1tica para um mundo melhor\u201d. Giselda explica que em todo o mundo, a restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas come\u00e7ou a ser feita com base no que se sabia sobre silvicultura e recupera\u00e7\u00e3o de solos. Mas os in\u00fameros fracassos obrigaram os restauradores a baterem na porta da academia em busca de ajuda, pois se tratava de algo mais complexo do que aparentava. O mesmo ocorreu no Brasil, especialmente nos anos 1980. Na d\u00e9cada seguinte come\u00e7aram as pesquisas, que t\u00eam proporcionado o aprimoramento das t\u00e9cnicas e a redu\u00e7\u00e3o dos custos. \u201cIsto aconteceu primeiro com a restaura\u00e7\u00e3o florestal e agora estamos avan\u00e7ando rapidamente na restaura\u00e7\u00e3o de campos e cerrados\u201d, conta a pesquisadora.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo a legisla\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o se beneficiou da ci\u00eancia. \u00c9 o caso da <a href=\"http:\/\/arquivos.ambiente.sp.gov.br\/legislacao\/2016\/12\/Resolu%C3%A7%C3%A3o-SMA-032-2014-a.pdf\">Resolu\u00e7\u00e3o SMA n\u00ba 32 de 2014<\/a>, constru\u00edda a partir dos resultados de uma pesquisa financiada pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de S\u00e3o Paulo que estudou as trajet\u00f3rias sucessionais das matas ciliares em restaura\u00e7\u00e3o e os fatores que explicam o sucesso ou fracasso dos plantios.<\/p>\n<p>\u201cA partir desta pesquisa, passamos a utilizar indicadores ecol\u00f3gicos para avaliar os resultados das iniciativas (e n\u00e3o apenas os projetos, como era feito anteriormente). Esta mudan\u00e7a foi crucial, pois em muitos casos os ecossistemas podem se regenerar naturalmente, sem custos, e os indicadores permitem atestar o sucesso mesmo que n\u00e3o tenha havido plantio. Os indicadores permitem tamb\u00e9m identificar problemas e recomendar a\u00e7\u00f5es para corrigir falhas\u201d explica Giselda, refor\u00e7ando que este \u00e9 apenas um dos exemplos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Principais refer\u00eancias mundiais est\u00e3o entre os palestrantes<\/strong><\/p>\n<p>O evento ter\u00e1 10 palestras magistrais com a fala de refer\u00eancias mundiais. Pedimos para que Giselda destacar apenas uma destas personalidades para a mat\u00e9ria e foi mencionado o nome de Charles V\u00f6r\u00f6smarty, que far\u00e1 a palestra de abertura do evento, com o t\u00edtulo &#8220;<em>The world\u2019s water systems: a gram of prevention, worth a kilogram of cure<\/em>&#8221; (Os sistemas de \u00e1gua do mundo: um grama de preven\u00e7\u00e3o, vale um quilograma de cura).<\/p>\n<p>Cientista de renome mundial, V\u00f6r\u00f6smarty \u00e9 a maior autoridade em se tratando da situa\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos em escala global, das amea\u00e7as ao abastecimento de \u00e1gua e de como a civiliza\u00e7\u00e3o atual est\u00e1 colocando em risco um recurso que \u00e9 fundamental para a sobreviv\u00eancia da pr\u00f3pria esp\u00e9cie humana. \u201cEsta abordagem \u00e9 extremamente importante para n\u00f3s brasileiros, que temos agricultura, ind\u00fastria e energia, al\u00e9m da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, fortemente dependentes da \u00e1gua dos rios. Portanto, a restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas no Brasil, mais do que em pa\u00edses n\u00e3o t\u00e3o dependentes da \u00e1gua, precisa ter a prote\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos como seu principal objetivo\u201d defende Giselda.<\/p>\n<p>Entre os palestrantes, Giselda destaca ainda o Dr, Richard Hobbs, considerado o maior cientista da Ecologia da Restaura\u00e7\u00e3o de Ecossistemas no mundo e que vai falar sobre as dificuldades de colocar a ci\u00eancia em pr\u00e1tica, em sua palestra intitulada &#8220;<em>Turning good intentions into good outcomes: links and mismatches between theory and practice in restoration<\/em>&#8221; (Transformando boas inten\u00e7\u00f5es em bons resultados: elos e incompatibilidades entre a teoria e a pr\u00e1tica na restaura\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s trouxemos a SER2017 para o Brasil pensando em, assim, ampliar nossos horizontes, pelo conhecimento das experi\u00eancias de outras regi\u00f5es do mundo, buscando inova\u00e7\u00e3o. Naturalmente, ser\u00e1 tamb\u00e9m uma oportunidade para mostrarmos ao mundo que aqui no Brasil se faz restaura\u00e7\u00e3o de qualidade\u201d, conclui Giselda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Minicurr\u00edculo (<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6907261164017372\">Plataforma Lattes<\/a>)<\/strong><\/p>\n<p>Giselda Durigan possui gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Florestal pela Universidade de S\u00e3o Paulo (1979), mestrado em Engenharia Florestal pela Universidade de S\u00e3o Paulo (1986) e doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas (1994). Fez p\u00f3s-doutorado junto ao Royal Botanic Garden, em Edinburgh, Esc\u00f3cia. Atualmente \u00e9 pesquisador cient\u00edfico VI do Instituto Florestal e professora credenciada junto aos Programas de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Florestal, da Unesp Botucatu e Ecologia, da Unicamp. \u00c9 membro do corpo editorial dos peri\u00f3dicos Restoration Ecology, da Society for Ecological Restoration &#8211; SER, Journal of Ecology e Hoehnea. \u00c9 membro fundador da Sociedade Brasileira para a Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica &#8211; SOBRE. Desenvolve pesquisas em regi\u00f5es de Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica, atuando especialmente em Ecologia de Ecossistemas e Ecologia Aplicada \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> Pesquisadora cient\u00edfica Giselda Durigan. Tel.: (18) 33217363 \/ e-mail: <a href=\"giselda.durigan@gmail.com\">giselda.durigan@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 27 de agosto a 01 de setembro acontece em Foz do Igua\u00e7u\/PR a 7\u00aa Confer\u00eancia Mundial de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (SER 2017). O evento \u00e9 bienal e engloba ainda o 5\u00ba Congresso Ibero-Americano y del Caribe de Restauraci\u00f3n Ecol\u00f3gica e a 1\u00aa Confer\u00eancia Brasileira de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica. 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