{"id":13078,"date":"2017-05-05T17:23:39","date_gmt":"2017-05-05T20:23:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=13078"},"modified":"2017-05-16T14:03:15","modified_gmt":"2017-05-16T17:03:15","slug":"pesquisa-aponta-compensacao-ambiental-como-melhor-fonte-de-recursos-para-a-restauracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2017\/05\/pesquisa-aponta-compensacao-ambiental-como-melhor-fonte-de-recursos-para-a-restauracao\/","title":{"rendered":"Pesquisa aponta Compensa\u00e7\u00e3o Ambiental como melhor fonte de recursos para a restaura\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa do Instituto Florestal (IF) indica que atualmente recursos de Compensa\u00e7\u00e3o Ambiental s\u00e3o a melhor alternativa para financiar restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. O estudo foi realizado pelo pesquisador cient\u00edfico Ocimar Bim, que analisou projetos desenvolvidos pela organiza\u00e7\u00e3o do terceiro setor Iniciativa Verde no Mosaico de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do Jacupiranga (MOJAC) entre 2014 e 2017. O trabalho \u201cRestaura\u00e7\u00e3o Florestal em \u00c1reas Protegidas: Um relato do Mosaico do Jacupiranga, SP\u201d foi apresentado no XI Simp\u00f3sio Nacional Recupera\u00e7\u00e3o de \u00c1reas Degradadas, realizando entre 04 e 07 de abril na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), em Curitiba.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o do Vale do Ribeira e Litoral Sul do Estado de S\u00e3o Paulo, onde est\u00e1 localizado o MOJAC, concentra os maiores remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica. 30% deste territ\u00f3rio \u00e9 composto por Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Integral, a categoria mais restritiva. Ainda assim, a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica \u00e9 pertinente.<\/p>\n<p>Com o Novo C\u00f3digo Florestal (lei n\u00ba 12,651\/2012) e diversos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, as demandas de restaura\u00e7\u00e3o florestal se consolidam. Em 2014, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente publicou a vers\u00e3o preliminar do Plano Nacional de Recupera\u00e7\u00e3o da Vegeta\u00e7\u00e3o Nativa, que define meta de recuperar 12,5 milh\u00f5es de hectares em 20 anos.<\/p>\n<p>A pesquisa aponta que, para a restaura\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos aspectos t\u00e9cnicos \u00e9 importante observar pontos como o financiamento dos projetos e as rela\u00e7\u00f5es com as comunidades. A \u00e1rea do Mosaico possui uma grande biodiversidade e conta com a presen\u00e7a de v\u00e1rias comunidades tradicionais: quilombolas, cai\u00e7aras e caboclas. E o financiamento \u00e9 fator limitante nos projetos de restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, sendo que os recursos privados de compensa\u00e7\u00f5es ambientais cada vez contribuem para viabiliz\u00e1-los.<\/p>\n<p>Para Ocimar Bim, levando em considera\u00e7\u00e3o as grandes demandas para restaura\u00e7\u00e3o florestal juntamente com no atual contexto pol\u00edtico e econ\u00f4mico, em que h\u00e1 grande dificuldade dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos para obterem recursos or\u00e7ament\u00e1rios e mesmo de doa\u00e7\u00f5es n\u00e3o reembols\u00e1veis de outras fontes, \u00e9 necess\u00e1rio buscar novos mecanismos de financiamento. E os recursos provenientes de compensa\u00e7\u00f5es ambientais s\u00e3o atualmente as melhores alternativas.<\/p>\n<p>O pesquisador aponta a import\u00e2ncia das parcerias e de arranjos institucionais que permitam a articula\u00e7\u00e3o de diversos atores nos processos de restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_13079\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13079\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-13079\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1.jpg 1000w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-480x270.jpg 480w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-260x146.jpg 260w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-172x97.jpg 172w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-68x38.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-129x73.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-176x99.jpg 176w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-70x39.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-330x186.jpg 330w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/05\/IMG-20170406-WA0009_1-69x39.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13079\" class=\"wp-caption-text\">Ocimar Bim (Instituto Florestal) e Roberto Resende (Iniciativa Verde)<\/p><\/div>\n<p><strong>Iniciativa Verde<br \/>\n<\/strong>A Iniciativa Verde \u00e9 organiza\u00e7\u00e3o do terceiro setor que atua na preserva\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Seus projetos s\u00e3o situados em sua maioria no Bioma Mata Atl\u00e2ntica e re\u00fanem variadas experi\u00eancias em termos de capta\u00e7\u00e3o de recursos e de arranjos institucionais e operacionais para a recupera\u00e7\u00e3o florestal. Dos 15 projetos em \u00e1reas protegidas do Estado de S\u00e3o Paulo, a Iniciativa Verde possui cinco no MOJAC, cada um deles em diferentes fases de implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa analisou esses cinco projetos, levantando o hist\u00f3rico, os participantes e os arranjos envolvidos, bem como os resultados.<\/p>\n<p><strong>Atua\u00e7\u00e3o conjunta com a sociedade<br \/>\n<\/strong>O antigo Parque Estadual do Jacupiranga se converteu em um Mosaico que cont\u00e9m 14 \u00e1reas naturais protegidas em diferentes categorias. A implanta\u00e7\u00e3o de Mosaicos de UCs \u00e9 recente no Brasil, remetendo ao Sistema Nacional de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (Lei n\u00ba 9.985\/2000), um processo ainda em andamento, com diversos avan\u00e7os e lacunas. A divis\u00e3o em Unidades de Prote\u00e7\u00e3o Integral e de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel visou garantir o melhor manejo dos recursos naturais com diferentes graus de prote\u00e7\u00e3o, compatibilizando a prote\u00e7\u00e3o ambiental e o desenvolvimento das comunidades<\/p>\n<p>As comunidades situadas nas UCs de Uso Sustent\u00e1vel ainda enfrentam problemas em rela\u00e7\u00e3o a emprego e renda, com poucas op\u00e7\u00f5es de atividades econ\u00f4micas e infraestrutura prec\u00e1ria. Diversos projetos s\u00e3o desenvolvidos no MOJAC para a valoriza\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica e de seus moradores, atrav\u00e9s do aprimoramento das atividades agroflorestais e manejo n\u00e3o madeireiro comunit\u00e1rio de esp\u00e9cies florestais e o fortalecimento de diversos viveiros comunit\u00e1rios. E as atividades de recupera\u00e7\u00e3o ambiental dentro das UCs de Prote\u00e7\u00e3o Integral fazem parte deste processo, inclusive quando significam oportunidades de oferta de servi\u00e7os e produtos (mudas e sementes florestais) por parte destas comunidades.<\/p>\n<p>Ocimar Bim defende a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es em formato de parceria para aproveitar a sinergia dos diversos atores envolvidos no processo de gest\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1rea, proporcionando gera\u00e7\u00e3o de renda, resolu\u00e7\u00e3o de conflitos fundi\u00e1rios, e possibilitando a pesquisa e educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>O pesquisador ressalta ainda que as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil podem contribuir com a flexibilidade para executar projetos integrando esses diversos atores. E que \u00e9 imprescind\u00edvel que a sociedade participe para que estes projetos sejam de fato sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Fotos:<\/strong> Acervo Instituto Florestal<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> Pesquisador cient\u00edfico Ocimar Bim \u2013 Tel. (13) 3821\u20105030 \/ 3821-4492<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do Instituto Florestal (IF) indica que atualmente recursos de Compensa\u00e7\u00e3o Ambiental s\u00e3o a melhor alternativa para financiar restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. O estudo foi realizado pelo pesquisador cient\u00edfico Ocimar Bim, que analisou projetos desenvolvidos pela organiza\u00e7\u00e3o do terceiro setor Iniciativa Verde no Mosaico de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do Jacupiranga (MOJAC) entre 2014 e 2017. 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