{"id":12719,"date":"2017-01-31T13:43:29","date_gmt":"2017-01-31T15:43:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=12719"},"modified":"2017-03-06T17:07:55","modified_gmt":"2017-03-06T20:07:55","slug":"estudo-identifica-11-especies-de-flora-ameacadas-de-extincao-no-parque-estadual-alberto-lofgren","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2017\/01\/estudo-identifica-11-especies-de-flora-ameacadas-de-extincao-no-parque-estadual-alberto-lofgren\/","title":{"rendered":"Estudo identifica 11 esp\u00e9cies de flora amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren"},"content":{"rendered":"<p>Estudo da vegeta\u00e7\u00e3o do Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren (PEAL), localizado na zona norte de S\u00e3o Paulo, recomenda programa de manejo integrado, com controle de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e enriquecimento de nativas, para impedir a contamina\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica da Serra da Cantareira.\u00a0A pesquisa foi publicada na <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/\">Revista do Instituto Florestal<\/a> e\u00a0registrou\u00a011 esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O\u00a0PEAL\u00a0foi um Horto Bot\u00e2nico Experimental por d\u00e9cadas. Se tornou tornou\u00a0Parque\u00a0em 1963, quando\u00a0o objetivo do manejo da \u00e1rea mudou para a preserva\u00e7\u00e3o de ecossistemas naturais e a restaura\u00e7\u00e3o daqueles degradados. Exerce papel importante na conserva\u00e7\u00e3o da flora da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, sobretudo como uma zona de amortecimento na parte sudeste do Parque Estadual da Cantareira. Esse fragmento florestal urbano, como unidade de prote\u00e7\u00e3o integral, tem como obriga\u00e7\u00e3o legal proteger as esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito regional e nacional.<\/p>\n<p>O controle de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras diminui a competi\u00e7\u00e3o por recursos com as esp\u00e9cies nativas, o que pode favorecer o aumento populacional daquelas amea\u00e7adas.\u00a0Define-se como esp\u00e9cie ex\u00f3tica aquela que foi transportada de uma dada regi\u00e3o geogr\u00e1fica para outra em que n\u00e3o ocorreria naturalmente, sendo o transporte realizado pelo homem de modo intencional ou acidental. A maior parte das plantas ex\u00f3ticas cultivadas no Brasil n\u00e3o causa problemas para a conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas naturais, mas esse n\u00e3o \u00e9 o caso daquelas denominadas de invasoras. Essas esp\u00e9cies passam a dominar o ambiente em que ocorrem, competindo com as esp\u00e9cies nativas e prejudicando o funcionamento dos ecossistemas. Em muitos casos, podem levar \u00e0 extin\u00e7\u00e3o local de esp\u00e9cies nativas da fauna e flora. &#8220;Estudos j\u00e1 realizados em alguns trechos do PEAL apontam, por exemplo, que quanto maior o n\u00famero de palmeiras ex\u00f3ticas invasoras, menor \u00e9 a abund\u00e2ncia e diversidade de aves de subosque&#8221;, comenta a pesquisadora Silvana Souza.<\/p>\n<p>A pesquisa\u00a0registrou\u00a01.680 indiv\u00edduos de\u00a0121 esp\u00e9cies de flora, sendo 35 ex\u00f3ticas. Tamb\u00e9m foi detectada a\u00a0presen\u00e7a de 11 esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, quatro delas ex\u00f3ticas. Embora ainda n\u00e3o possam ser consideradas como invasoras agressivas no PEAL, s\u00e3o necess\u00e1rios estudos complementares, a fim de investigar se essas ex\u00f3ticas amea\u00e7adas est\u00e3o ou n\u00e3o interferindo no desenvolvimento das esp\u00e9cies nativas. &#8220;O manejo visando \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras em unidade de prote\u00e7\u00e3o integral sempre \u00e9 recomendado, mas \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer prioridades de a\u00e7\u00e3o. No caso do PEAL, h\u00e1 esp\u00e9cies comprovadamente mais priorit\u00e1rias para o manejo do que as ex\u00f3ticas consideradas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Silvana.<\/p>\n<p>O estudo\u00a0indica as\u00a0esp\u00e9cies que devem ter o manejo priorizado para viabilizar o retorno dos processos de sucess\u00e3o ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Mas o que \u00e9 processo sucessional?<br \/>\n<\/strong>Em qualquer terreno n\u00e3o ocupado por vegeta\u00e7\u00e3o estabelece-se uma condi\u00e7\u00e3o de vazio ecol\u00f3gico. Essa disponibilidade faz surgir\u00a0plantas para colonizar esse espa\u00e7o, ao longo do tempo, as esp\u00e9cies v\u00e3o se substituindo, cada uma alterando o ambiente para a esp\u00e9cie seguinte. \u00a0A esse processo, em que ocorre a mudan\u00e7a da vegeta\u00e7\u00e3o em uma mesma \u00e1rea, \u00e9 dado o nome de sucess\u00e3o.<\/p>\n<p>Silvana explica que quando o processo de sucess\u00e3o come\u00e7a com uma \u201ccomunidade vazia\u201d, portanto sem nenhuma planta, \u00e9 denominado de sucess\u00e3o prim\u00e1ria, pois leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o sobre um solo rec\u00e9m-formado. Quando h\u00e1 uma vegeta\u00e7\u00e3o estabelecida, e essa \u00e9 totalmente removida por a\u00e7\u00e3o humana para uso tempor\u00e1rio (corte raso de floresta para agricultura, por exemplo), a recoloniza\u00e7\u00e3o das plantas somente ir\u00e1 ocorrer ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o daquele uso.\u00a0 Esse processo de reocupa\u00e7\u00e3o da comunidade de plantas em um local em que elas j\u00e1 habitavam \u00e9 denominado de sucess\u00e3o secund\u00e1ria.\u00a0&#8220;No caso do PEAL, parcela significativa da vegeta\u00e7\u00e3o original de Floresta Atl\u00e2ntica foi removida para compor os arboretos, implantados no per\u00edodo em que o Parque foi utilizado como Horto Bot\u00e2nico Experimental (1925 a 1957). Estas \u00e1reas s\u00e3o caracterizadas por talh\u00f5es, glebas e parcelas com plantios com uma ou at\u00e9 quatro esp\u00e9cies em cons\u00f3rcio de nativas e ex\u00f3ticas. Em fun\u00e7\u00e3o da n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de tratos silviculturais nesses plantios, o subosque desses arboretos foram ocupados por regenera\u00e7\u00e3o natural mista de plantas ex\u00f3ticas e nativas. Estabeleceu-se ent\u00e3o um processo de sucess\u00e3o&#8221;, informa.<\/p>\n<div style=\"width: 239px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos-229x300.jpg\" width=\"229\" height=\"300\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Selo comemorativo de 130 anos da institui\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Perguntada sobre a import\u00e2ncia do manejo das esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras para o PEAL e para o Parque da Cantareira, a pesquisadora responde que \u00e9 justamente para acelerar o processo de sucess\u00e3o secund\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo tratando de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, com o predom\u00ednio de esp\u00e9cies de est\u00e1gios iniciais de regenera\u00e7\u00e3o, a exist\u00eancia de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren destaca a import\u00e2ncia biol\u00f3gica das florestas urbanas para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade&#8221;, destaca o artigo.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/06\/RIF28-1_7-35.pdf\">\u201cA vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria em um fragmento florestal urbano: influ\u00eancia de ex\u00f3ticas invasoras na comunidade vegetal\u201d<\/a>\u00a0est\u00e1 publicado na <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/\">Revista do Instituto Florestal<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/revista-v-28-no1\/\">volume 28, n\u00famero 01<\/a>. Os autores s\u00e3o os pesquisadores cient\u00edficos do IF Silvana Cristina Pereira Muniz de\u00a0Souza,\u00a0Geraldo Antonio Daher C\u00f4rrea Franco e\u00a0Nat\u00e1lia Macedo Ivanauskas e o estagi\u00e1rio Athos Geraldo da Silva.<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> Pesquisadora cient\u00edfica Silvana Cristina Pereira Muniz de Souza &#8211; Tel. (11) 2231-8555 \/ Ramal 2097<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da vegeta\u00e7\u00e3o do Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren (PEAL), localizado na zona norte de S\u00e3o Paulo, recomenda programa de manejo integrado, com controle de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e enriquecimento de nativas, para impedir a contamina\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica da Serra da Cantareira.\u00a0A pesquisa foi publicada na Revista do Instituto Florestal e\u00a0registrou\u00a011 esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. 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