{"id":12596,"date":"2017-04-17T10:00:31","date_gmt":"2017-04-17T13:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=12596"},"modified":"2017-05-15T09:54:43","modified_gmt":"2017-05-15T12:54:43","slug":"aves-indicam-a-relevancia-das-areas-naturais-protegidas-para-a-conservacao-da-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2017\/04\/aves-indicam-a-relevancia-das-areas-naturais-protegidas-para-a-conservacao-da-biodiversidade\/","title":{"rendered":"Aves indicam a relev\u00e2ncia das \u00e1reas naturais protegidas para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade"},"content":{"rendered":"<div>A mais recente edi\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/\">Revista do Instituto Florestal<\/a> publicou pesquisa\u00a0que divulga 339\u00a0esp\u00e9cies de aves registradas em 14 \u00e1reas naturais protegidas. A riqueza encontrada nas \u00e1reas\u00a0estudadas, que representam apenas 0,056% da superf\u00edcie continental do Estado, corresponde a 41% do total de 824 esp\u00e9cies de aves registradas em S\u00e3o Paulo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os levantamentos foram realizados entre 2007 e 2016\u00a0para subsidiar Planos de Manejo e propostas de cria\u00e7\u00e3o de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.\u00a0Esta pesquisa compilou esses dados para avaliar\u00a0a relev\u00e2ncia destas \u00e1reas para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade do Estado.\u00a0As aves constituem o grupo de organismos mais facilmente inventariado e a an\u00e1lise das assembleias\u00a0pode oferecer subs\u00eddios para responder a esta quest\u00e3o.\u00a0Camilla Baesse, ec\u00f3loga pela Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (MG), em sua Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado\u00a0<a href=\"https:\/\/repositorio.ufu.br\/bitstream\/123456789\/13416\/1\/AvesBiomonitorasQualidade.pdf\">&#8220;Aves como biomonitoras da qualidade ambiental em fragmentos florestais de cerrado&#8221;<\/a>, afirma que as\u00a0aves respondem rapidamente \u00e0s altera\u00e7\u00f5es do ambiente em n\u00edveis global, regional e local, sendo assim excelentes indicadoras de qualidade ambiental, al\u00e9m de ferramentas importantes para compreens\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o e monitoramento das altera\u00e7\u00f5es ambientais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>Das 339 esp\u00e9cies registradas, 22 est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no estado, 53 t\u00eam distribui\u00e7\u00e3o restrita \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica e seis restritas ao Cerrado.<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>O estudo foi realizado em\u00a011 \u00e1reas protegidas administradas pelo Instituto Florestal (IF) e tr\u00eas administradas, a partir de 2007, pela Funda\u00e7\u00e3o Florestal:\u00a0Esta\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas de Angatuba, Assis, Avar\u00e9, Bauru, Itaber\u00e1, Itapeva, Mar\u00edlia, Paranapanema, Ribeir\u00e3o Preto e Santa Maria;\u00a0Florestas Estaduais de Batatais e Cajuru; e Esta\u00e7\u00f5es Experimentais de Buri e Itarar\u00e9.\u00a0O recorte de unidades escolhido para esta pesquisa foi \u00e1reas no interior do estado em que haviam sido realizados apenas levantamentos\u00a0r\u00e1pidos.<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-12603\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"524\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1.jpg 1000w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-300x262.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-768x671.jpg 768w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-309x270.jpg 309w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-177x155.jpg 177w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-111x97.jpg 111w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-68x59.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-230x201.jpg 230w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-129x113.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-113x99.jpg 113w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-70x61.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/Aves_Figura-1_1-69x60.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>No artigo \u00e9 citada a import\u00e2ncia do esfor\u00e7o amostral para a detec\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies discretas. O esfor\u00e7o amostral pode ser definido como a medida do quanto o pesquisador se dedicou \u00e0 coleta dos dados, o total de horas, dias ou meses de trabalho, quil\u00f4metros percorridos, n\u00famero de armadilhas utilizadas, entre outros. Em \u00e1reas tropicais muitas esp\u00e9cies de animais e de plantas s\u00e3o naturalmente raras e somente com um esfor\u00e7o amostral consider\u00e1vel acabam sendo encontradas pelos pesquisadores. No caso desta pesquisa,\u00a0mesmo levantamentos r\u00e1pidos puderam demonstrar a relev\u00e2ncia\u00a0das \u00e1reas avaliadas, para a conserva\u00e7\u00e3o. &#8220;O ideal \u00e9 que tenhamos estudos de longa dura\u00e7\u00e3o, mas a press\u00e3o est\u00e1 cada vez maior para que se reduza o tempo de trabalho em campo em avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental, planos de manejo, etc. Contudo, especificamente para as aves, conclu\u00edmos que pesquisadores bem treinados podem obter dados relevantes mesmo com levantamentos expeditos&#8221;, explica Alexsander Antunes, pesquisador cient\u00edfico do Instituto Florestal e autor do estudo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O IF j\u00e1 elaborou ou teve participa\u00e7\u00e3o\u00a0na elabora\u00e7\u00e3o de\u00a0outros planos de manejo de \u00e1reas protegidas do Estado de S\u00e3o Paulo.\u00a0Os resultados de alguns j\u00e1 foram publicados ou utilizados em artigos que contemplaram estudos de longa dura\u00e7\u00e3o. Alexsander cita\u00a0trabalhos sobre as aves do Parque Estaduais Alberto L\u00f6fgren, (PEAL), Tur\u00edstico do Alto Ribeira (PETAR), Carlos Botelho e Esta\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas de Santa B\u00e1rbara e Xitu\u00e9.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O artigo &#8220;Aves registradas em 14 \u00e1reas protegidas no interior do Estado de S\u00e3o Paulo, Brasil&#8221; est\u00e1 publicado na Revista do IF, volume 28, n\u00famero 1. Os autores s\u00e3o os pesquisadores cient\u00edficos do Instituto Florestal Alexsander Antunes, Marina\u00a0Kanashiro e Marilda Eston.\u00a0Alexsander conta que o t\u00edtulo escolhido para o artigo remete ao trabalho de seus antigos orientadores:\u00a0Dr. Edwin O. Willis e Dra. Yoshika Oniki, pioneiros em estudar as aves das unidades de conserva\u00e7\u00e3o paulistas que\u00a0publicaram em 1981 o artigo &#8220;Levantamento preliminar de aves em treze \u00e1reas do Estado de S\u00e3o Paulo&#8221;.\u00a0&#8220;Passados 36 anos e, mesmo com o aumento consider\u00e1vel de ornit\u00f3logos e observadores de aves atuando no estado de S\u00e3o Paulo, ainda h\u00e1 muitas lacunas no conhecimento sobre os conjuntos de aves das \u00e1reas protegidas. Por isso, entendemos que \u00e9 relevante divulgar estes dados&#8221;, afirma Alexsander.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A pesquisa\u00a0est\u00e1 publicada na Revista do Instituto Florestal, vol. 28 n\u00ba2. <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/p.-135-157.pdf\">Acesse aqui o artigo<\/a>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Pequenos o\u00e1sis<\/strong><\/div>\n<div>Atualmente, estima-se que a vegeta\u00e7\u00e3o natural ocupa\u00a0apenas 17,5% da \u00e1rea do Estado. Em rela\u00e7\u00e3o aos dois principais biomas do estado, a Mata Atl\u00e2ntica ocupava 69% da \u00e1rea \u00a0e hoje est\u00e1 reduzida a 14%, enquanto para o Cerrado os percentuais foram de 14% para 1%.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apesar das \u00e1reas pesquisadas serem\u00a0relativamente pequenas e isoladas de outros fragmentos florestais, o estudo\u00a0indica sua\u00a0relev\u00e2ncia de \u00a0para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.\u00a0A maioria das \u00e1reas protegidas do interior de S\u00e3o Paulo segue este padr\u00e3o.\u00a0Muitas sofreram uso agropecu\u00e1rio intensivo nos s\u00e9culos XIX e XX, antes de serem adquiridas pelo poder p\u00fablico. Ap\u00f3s sua desapropria\u00e7\u00e3o, durante o s\u00e9culo XX, as \u00e1reas com vegeta\u00e7\u00e3o campestre e sav\u00e2nica foram utilizadas pelo Servi\u00e7o Florestal, posteriormente Instituto Florestal principalmente para o cultivo de esp\u00e9cies\u00a0ex\u00f3ticas, como o <em>pinus<\/em>, e as \u00e1reas florestadas como reservas eventualmente sofriam corte seletivo de \u00e1rvores. Somente a partir da d\u00e9cada de 1980, com a valoriza\u00e7\u00e3o das unidades de conserva\u00e7\u00e3o pela sociedade, algumas destas \u00e1reas foram transformadas em Esta\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas, permitindo a regenera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa e uma prote\u00e7\u00e3o mais efetiva de sua biodiversidade. Mesmo naquelas \u00e1reas utilizadas para a experimenta\u00e7\u00e3o florestal, em grandes trechos foi permitida a regenera\u00e7\u00e3o natural da vegeta\u00e7\u00e3o, principalmente nas \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APPs).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Recategoriza\u00e7\u00e3o para aumentar a prote\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div>\n<div>As Esta\u00e7\u00f5es Experimentais e as Florestas Estaduais s\u00e3o unidades de uso sustent\u00e1vel, enquanto as Esta\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas s\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral, portanto, com objetivos de manejo diferentes.\u00a0O\u00a0trabalho mostrou que as unidades de uso sustent\u00e1vel avaliadas apresentaram valores\u00a0similares aos obtidos para as Esta\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas no n\u00famero de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e de esp\u00e9cies restritas \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica ou ao Cerrado. &#8220;Mudan\u00e7as no uso da \u00e1rea produtiva destas unidades, previstas para o m\u00e9dio prazo, podem impactar esses par\u00e2metros. Por isso, recategorizar ao menos parte das \u00e1reas para um uso mais restritivo pode ser mais adequado para manter essas esp\u00e9cies&#8221;, defende Alexsander.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0Pesquisador cient\u00edfico Alexsander Zamorano Antunes \u2013 Tel. (11) 2231-8555 \u2013 Ramal 2028<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mais recente edi\u00e7\u00e3o da Revista do Instituto Florestal publicou pesquisa\u00a0que divulga 339\u00a0esp\u00e9cies de aves registradas em 14 \u00e1reas naturais protegidas. A riqueza encontrada nas \u00e1reas\u00a0estudadas, que representam apenas 0,056% da superf\u00edcie continental do Estado, corresponde a 41% do total de 824 esp\u00e9cies de aves registradas em S\u00e3o Paulo. 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