{"id":12575,"date":"2017-01-26T13:14:25","date_gmt":"2017-01-26T15:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=12575"},"modified":"2017-03-06T17:08:02","modified_gmt":"2017-03-06T20:08:02","slug":"if-e-parceiro-do-instituto-de-zootecnia-para-avaliar-sistemas-que-integram-producao-animal-e-madeireira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2017\/01\/if-e-parceiro-do-instituto-de-zootecnia-para-avaliar-sistemas-que-integram-producao-animal-e-madeireira\/","title":{"rendered":"IF \u00e9 parceiro do Instituto de Zootecnia para avaliar sistemas que integram produ\u00e7\u00e3o animal e madeireira"},"content":{"rendered":"<p>O Instituto Florestal (IF) \u00e9 parceiro em\u00a0projeto de pesquisa\u00a0pioneiro\u00a0do Instituto de Zootecnia (IZ) com o objetivo de\u00a0analisar\u00a0o desenvolvimento de plantios de mogno africano em pastos de capim-marandu. A ideia \u00e9 oferecer um modelo de manejo vi\u00e1vel e que seja lucrativo tanto na produ\u00e7\u00e3o madeireira quanto na produ\u00e7\u00e3o animal. Os experimentos acontecem em uma\u00a0\u00e1rea de 30 hectares da Esta\u00e7\u00e3o Experimental do IZ, no munic\u00edpio de\u00a0Nova Odessa (SP).\u00a0Coordenado pela zootecnista Alessandra Giacomini, do IZ, o\u00a0projeto \u00e9 financiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp).<\/p>\n<p>O projeto tem car\u00e1ter interdisciplinar e envolve pesquisadores de diferentes institui\u00e7\u00f5es, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cios (APTA), Universidade Estadual Paulista &#8220;J\u00falio de Mesquita Filho&#8221; (Unesp).<\/p>\n<p>O pesquisador cient\u00edfico do IF Miguel Luiz Menezes Freitas conta que tudo come\u00e7ou em 2013, com uma reuni\u00e3o dos diretores institutos de pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo. Na ocasi\u00e3o, a\u00a0diretora do IZ Renata Arnandes pediu apoio\u00a0para pesquisar sistemas mistos de plantio (lavoura\/pecu\u00e1ria\/floresta). A proposta era a introdu\u00e7\u00e3o do mogno africano, com o qual h\u00e1 pouqu\u00edssimos ensaios. &#8220;Eles queriam fazer um trabalho diferente no IZ&#8221;, comenta Miguel. &#8220;Conversamos, juntamos algumas cabe\u00e7as e em 2014 saiu o projeto&#8221;. Submetido e aprovado pela Fapesp, o projeto recebeu o financiamento de\u00a0R$ 150 mil.\u00a0Os primeiros experimentos tiveram in\u00edcio em 2015, com previs\u00e3o de dois anos. Alguns dados j\u00e1 foram aferidos e primeiro relat\u00f3rio j\u00e1 est\u00e1 conclu\u00eddo, mas trata-se de uma pesquisa de longo prazo.<\/p>\n<div id=\"attachment_12726\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-12726\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-12726 size-full\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano.jpg\" width=\"620\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano.jpg 620w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano-300x121.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano-611x247.jpg 611w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano-260x105.jpg 260w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano-240x97.jpg 240w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano-68x28.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano-129x52.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano-245x99.jpg 245w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano-70x28.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano-330x134.jpg 330w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2017\/01\/pesquisa_mogno_africano-69x28.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><p id=\"caption-attachment-12726\" class=\"wp-caption-text\">Luciana Gerdes, agr\u00f4noma do IZ, e muda de mogno no pasto<\/p><\/div>\n<p><strong>Ser\u00e1 que as \u00e1rvores proporcionam conforto t\u00e9rmico para os animais? Ser\u00e1 que o esterco melhora o crescimento das \u00e1rvores? Ser\u00e1 que haver\u00e1 concorr\u00eancia entre o capim-marandu e o mongo africano?<br \/>\n<\/strong>O experimento compara diferentes talh\u00f5es: somente pasto (capim-marandu), pasto com gado, pasto com gado e floresta, pasto com floresta sem animais e floresta sem pasto e nem animais. O trabalho do Instituto Florestal \u00e9 verificar em que situa\u00e7\u00e3o as \u00e1rvores de mogno africano se desenvolver\u00e3o melhor; se o capim-marandu e os animais influenciam positivamente ou n\u00e3o no desenvolvimento dessas \u00e1rvores. No experimento, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel comparar\u00a0diferentes espa\u00e7amentos entre as \u00e1rvores, visto que um dos talh\u00f5es traz uma linha de mogno, o outro traz tr\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;O pessoal do IF avalia o crescimento das mudas e\u00a0pessoal do IZ\u00a0acompanha a parte de solo e engorda dos animais. Para n\u00f3s, o importante \u00e9 avaliar onde o mogno vai crescer melhore verificar\u00a0o que \u00e9 mais vi\u00e1vel: o sistema puro ou o sistema consorciado&#8221;, explica Miguel.\u00a0J\u00e1 o\u00a0Instituto de Zootecnia quer gerar informa\u00e7\u00f5es sobre onde o gado ter\u00e1 maior engorda, mais prenhez positiva, poder\u00e1 sair antes para o abate, etc. Mas at\u00e9 o momento, os animais\u00a0ainda n\u00e3o podem ser soltos, sen\u00e3o comem as mudas de mogno tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>O projeto prev\u00ea o trabalho com diversas vari\u00e1veis e alguns imprevistos sempre podem acontecer. Miguel conta que as mudas de mogno africano sofreram um ataque de lebres, que passaram a comer os\u00a0ponteiros. Para resolver essa quest\u00e3o, j\u00e1 foi chamado para integrar a equipe o agr\u00f4nomo\u00a0Luciano Verdade, professor da Universidade de S\u00e3o Paulo e coordenador do\u00a0Programa Biota\/Fapesp, al\u00e9m de conselheiro do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o e de Gest\u00e3o das \u00c1reas Protegidas (SIGAP) da Secretaria do Meio Ambiente (SMA).<\/p>\n<p>Algumas pessoas questionaram o porqu\u00ea de n\u00e3o plantar o eucalipto ou alguma outra esp\u00e9cie da qual j\u00e1 se tem informa\u00e7\u00f5es. Miguel responde que \u00e9 justamente por n\u00e3o conhecermos o mogno africano e que como institui\u00e7\u00f5es de pesquisa devemos estud\u00e1-lo. &#8220;Daqui a dezoito anos, que \u00e9 o padr\u00e3o para o corte dessa esp\u00e9cie, a gente vai poder informar realmente se esse material vale a pena ou n\u00e3o. Mas a partir do primeiro, segundo ou terceiro ano j\u00e1 se tem\u00a0um incremento m\u00e9dio anual desse material e \u00e9 poss\u00edvel\u00a0comparar com as outras esp\u00e9cies para ver como est\u00e1 o desenvolvimento&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O pesquisador\u00a0informa\u00a0que inicialmente n\u00e3o se trata de um plantio de\u00a0conserva\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e nem de melhoramento inicialmente falando, mas a partir dos dados de crescimento ser\u00e1 poss\u00edvel\u00a0avaliar se h\u00e1 uma variabilidade dentro do material que foi plantado. Entretanto, o pesquisador acredita que\u00a0haja pouca variabilidade neste material, visto que as mudas foram doadas por uma empresa.<\/p>\n<p><strong>Usos M\u00faltiplos: menor degrada\u00e7\u00e3o e mais alternativas de renda<\/strong><br \/>\nMiguel defende o sistema misto e comenta que h\u00e1 uma tend\u00eancia\u00a0usos mistos e mais intensivos das \u00e1reas sem danific\u00e1-las,\u00a0fugindo de sistemas de monocultura, como plantio de eucalipto,\u00a0soja,\u00a0cana ou pecu\u00e1ria intensiva.&#8221;O que se v\u00ea muito no estado de SP s\u00e3o pastos degradados. \u00c9 poss\u00edvel rotacionar e tirar v\u00e1rios produtos do mesmo local.\u00a0\u00c9 uma informa\u00e7\u00e3o importante que a gente tem que dar para o produtor\u00a0para que ele consiga\u00a0obter um lucro maior em uma menor \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea fixa o agricultor do campo, dando a ele mais atrativos econ\u00f4micos, inclusive\u00a0agregando valor \u00e0 sua \u00e1rea pela qualidade do solo&#8221;<\/p>\n<p>O pesquisador cient\u00edfico do IF Jos\u00e9 Arimateia Rabelo Machado tamb\u00e9m est\u00e1 envolvido diretamente com o projeto. \u00c9 ele quem cuida da parte econ\u00f4mica, n\u00e3o apenas da floresta, mas tamb\u00e9m do bovino e do pasto. Ari \u00e9 respons\u00e1vel por estimar\u00a0quanto o produtor\u00a0vai gastar para introduzir o sistema e quanto que ele vai retirar. No experimento, qual talh\u00e3o vai\u00a0ser economicamente vi\u00e1vel no pre\u00e7o final do animal e da \u00e1rvore?<\/p>\n<p><strong>Dia de Campo<br \/>\n<\/strong>No dia\u00a017 de dezembro o Instituto de Zootecnia promoveu em sua sede, no munic\u00edpio\u00a0de Nova Odessa, o &#8220;1\u00ba Dia de Campo&#8221;, evento voltado a produtores rurais e\u00a0pesquisadores, entre outros p\u00fablicos. O tema foi justamente a implanta\u00e7\u00e3o de sistema silvipastoril com mogno africano em pastos de capim-marandu.\u00a0Na ocasi\u00e3o, o correu o lan\u00e7amento do projeto.\u00a0Como parte da programa\u00e7\u00e3o do evento, pesquisadores e t\u00e9cnicos do Instituto Florestal ministraram oficinas para os participantes. \u00a0O pesquisador cient\u00edfico Miguel Luis Menezes Freitas falou sobre o acompanhamento do crescimento de \u00e1rvores.\u00a0Jos\u00e9 Arimateia Rabelo Machado, tamb\u00e9m pesquisador do IF, versou\u00a0sobre a parte econ\u00f4mica do projeto (controle de custos). Os t\u00e9cnicos Wilson Aparecido Conti\u00e9ri e Marcos Adilson Palugan\u00a0deram uma aula\u00a0sobre controle de formigas.<\/p>\n<p>Este projeto fortalece a parceria n\u00e3o apenas entre os institutos de pesquisa do estado de S\u00e3o Paulo, mas tamb\u00e9m entre secretarias de governo. O IF \u00e9 vinculado \u00e0 Secretaria do Meio Ambiente, ao passo que o IZ responde \u00e0 Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Mesmo o experimento n\u00e3o sendo realizado em uma unidade nossa, o projeto est\u00e1 registrado na Comiss\u00e3o T\u00e9cnico-Cient\u00edfica do Instituto Florestal (Cotec), que faz a\u00a0gest\u00e3o dos projetos de pesquisa nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o e \u00e1reas protegidas do Estado. \u00a0O Instituto de Zootecnia tem interesse em fazer novos ensaios, desta vez em \u00e1reas do IF.<\/p>\n<p><strong>Fotos:<\/strong>\u00a0Fernandes Dias Pereira<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> Pesquisador cient\u00edfico Miguel Luiz Menezes Freitas &#8211; Tel. (11) 2231-8555 \/ Ramal 2069<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Florestal (IF) \u00e9 parceiro em\u00a0projeto de pesquisa\u00a0pioneiro\u00a0do Instituto de Zootecnia (IZ) com o objetivo de\u00a0analisar\u00a0o desenvolvimento de plantios de mogno africano em pastos de capim-marandu. A ideia \u00e9 oferecer um modelo de manejo vi\u00e1vel e que seja lucrativo tanto na produ\u00e7\u00e3o madeireira quanto na produ\u00e7\u00e3o animal. 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