{"id":12426,"date":"2016-12-16T16:46:06","date_gmt":"2016-12-16T18:46:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=12426"},"modified":"2017-01-11T15:56:41","modified_gmt":"2017-01-11T17:56:41","slug":"a-contribuicao-do-if-para-a-protecao-da-serra-de-tres-pontas-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2016\/12\/a-contribuicao-do-if-para-a-protecao-da-serra-de-tres-pontas-em-minas-gerais\/","title":{"rendered":"A contribui\u00e7\u00e3o do IF para a prote\u00e7\u00e3o da Serra de Tr\u00eas Pontas, em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>O que o Instituto Florestal (IF) do estado de S\u00e3o Paulo, m\u00fasicos do Clube da Esquina e o primeiro afrodescendente beatificado no Brasil t\u00eam em comum? Todos j\u00e1 fazem parte da rica hist\u00f3ria da cidade mineira de Tr\u00eas Pontas, cantada por Milton Nascimento. Quem conta essa hist\u00f3ria \u00e9 o pesquisador cient\u00edfico aposentado do IF, Francisco Corr\u00eaa Serio, que coordenou a publica\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/s.ambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas3.pdf\">&#8220;Prote\u00e7\u00e3o da Serra de Tr\u00eas Pontas&#8221;<\/a>, da Prefeitura Municipal de Tr\u00eas Pontas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/s.ambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/protecao_da_serra_de_tres_pontas.pdf\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-12431\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1.jpg\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1.jpg 708w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1-212x300.jpg 212w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1-191x270.jpg 191w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1-110x155.jpg 110w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1-69x97.jpg 69w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1-48x68.jpg 48w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1-142x201.jpg 142w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1-91x129.jpg 91w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1-70x99.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Protecao_da_Serra_de_Tres_Pontas-1-50x70.jpg 50w\" sizes=\"(max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a>Natural de Tr\u00eas Pontas, \u201cChico Serio\u201d foi o primeiro engenheiro florestal da cidade. Juntamente com sua esposa Regina Maria Lopes, assessora executiva do Instituto Florestal, comp\u00f4s os autores com membros da comunidade local para realizar estudos para contextualizar os componentes ambientais, hist\u00f3ricos e culturais da regi\u00e3o e definir os par\u00e2metros mais significativos para a prote\u00e7\u00e3o da \u00e1rea.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser desenvolvida em 2009. \u00c0 \u00e9poca, Chico evidenciou necessidade da participa\u00e7\u00e3o de especialistas em mapeamento de vegeta\u00e7\u00e3o. Para isso, foi solicitada ajuda \u00e0s pesquisadoras Isabel Fernandes de Aguiar Mattos e Marina Mitsue Kanashiro, tamb\u00e9m do IF.<\/p>\n<p>\u201cO livro fornece ampla informa\u00e7\u00e3o territorial ambiental. Para atingir toda a comunidade, disponibiliza dados e m\u00e9todos para subsidiar o desenvolvimento de pesquisa acad\u00eamica do munic\u00edpio (as primeiras Faculdades em Tr\u00eas Pontas foram instaladas recentemente) e prop\u00f5e alternativas eficazes para prote\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o da \u00e1rea pelo poder p\u00fablico\u201d, relata Serio.<\/p>\n<p>O pesquisador conta que a primeira fase do projeto de prote\u00e7\u00e3o da Serra de Tr\u00eas Pontas j\u00e1 est\u00e1 conclu\u00edda. Em 2014, a Lei Municipal N\u00ba 3.506 criou a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental da Serra de Tr\u00eas Pontas, segundo resultados preliminares e propostas dos autores. Os pr\u00f3ximos passos visam \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Parque Municipal da Serra de Tr\u00eas Pontas (que aumentar\u00e1 o n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o). A terceira fase prev\u00ea a amplia\u00e7\u00e3o desse Parque, onde com a proposi\u00e7\u00e3o de \u00e1reas do entorno que, possuem condi\u00e7\u00f5es de altitude e forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica para a reconstitui\u00e7\u00e3o dos campos rupestres.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia da Serra<\/strong><br \/>\nA Serra de Tr\u00eas Pontas \u00e9 um marco geol\u00f3gico, geogr\u00e1fico, hist\u00f3rico e cultural, localizado inteiramente no munic\u00edpio. Encontra-se no dom\u00ednio da Mata Atl\u00e2ntica. Aparentemente isolada, \u00e9 considerada um prolongamento da Serra da Bocaina, localizada na regi\u00e3o do Munic\u00edpio de Lavras (MG) a aproximadamente 38 km de dist\u00e2ncia. Ambas s\u00e3o ligadas aos contrafortes da Serra da Mantiqueira.<\/p>\n<p>Sua import\u00e2ncia h\u00eddrica que o n\u00edvel regional. A Serra de Tr\u00eas Pontas abriga 34 nascentes, que abastecem os rios Marimbondo, Verde e Rio do Cervo, todos tribut\u00e1rios do Rio Grande, um dos formadores da bacia do Rio Paran\u00e1.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-12430\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30.jpg 1000w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-405x270.jpg 405w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-233x155.jpg 233w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-146x97.jpg 146w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-68x45.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-129x86.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-149x99.jpg 149w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-70x47.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-330x220.jpg 330w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/12\/Serra-Tr\u00eas-Pontas-20x30-69x46.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Serra constitui ainda um banco gen\u00e9tico tropical onde sobrevivem diversas esp\u00e9cies, muitas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. H\u00e1 ocorr\u00eancia de Velosi\u00e1ceas, que s\u00e3o os vegetais que mais caracterizam a forma\u00e7\u00e3o bot\u00e2nica \u201cCampos Rupestres\u201d. Elas ocorrem especialmente nos lugares mais secos da serra ou em morros altos. O estado de Minas Gerais \u00e9 o centro vegetativo mundial, desta pequena e interessante fam\u00edlia, chamada por Martius de \u201cl\u00edrios dos montes\u201d. Essas plantas cobrem-se, na \u00e9poca pr\u00f3pria, de flores vistosas, azuis ou arroxeadas, vermelhas, amarelas ou brancas, que tornam o campo um verdadeiro e deslumbrante jardim. As vel\u00f3sias e os campos rupestres onde elas ocorrem constituem relictos (que j\u00e1 foram abundantes) de um curioso e antigo momento da hist\u00f3ria do planeta: a separa\u00e7\u00e3o do continente Pangeia (separa\u00e7\u00e3o entre Brasil e \u00c1frica), que come\u00e7ou mais ou menos abruptamente h\u00e1 160 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>\u201cAs vel\u00f3sias s\u00e3o muito resistentes \u00e0s pragas, talvez por causa da resina oleosa que produzem, contendo subst\u00e2ncias para formula\u00e7\u00e3o de novos antibi\u00f3ticos de uso humano, podendo apresentar propriedade medicinais viricidas. N\u00e3o obstante, as existentes na Serra de Tr\u00eas Pontas s\u00e3o desconhecidas da ci\u00eancia, podendo inclusive apresentar esp\u00e9cies novas\u201d informa Serio.<\/p>\n<p>Os estudos realizados apontaram que as \u00e1reas ocupadas por elas na Serra de Tr\u00eas Pontas totalizam apenas 33 hectares, o que justifica a cria\u00e7\u00e3o de uma unidade de uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Integral.<\/p>\n<p><strong>Cultura e f\u00e9<\/strong><br \/>\nChico Serio conta que Tr\u00eas Pontas \u00e9 a capital da f\u00e9. Foi l\u00e1 que o Beato Padre Victor, primeiro afrodescendente beatificado no pa\u00eds, realizou toda a sua obra social. A cidade tamb\u00e9m revelou talentos da m\u00fasica como Milton Nascimento e Wagner Tiso, que viriam a formar o Clube da Esquina, um dos movimentos musicais mais emblem\u00e1ticos da m\u00fasica popular brasileira. \u201cAs ra\u00edzes musicais da cidade a caracterizam tamb\u00e9m como capital da m\u00fasica. Agora queremos consolid\u00e1-la como capital da ecologia\u201d, conclui o pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que o Instituto Florestal (IF) do estado de S\u00e3o Paulo, m\u00fasicos do Clube da Esquina e o primeiro afrodescendente beatificado no Brasil t\u00eam em comum? Todos j\u00e1 fazem parte da rica hist\u00f3ria da cidade mineira de Tr\u00eas Pontas, cantada por Milton Nascimento. 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