{"id":12330,"date":"2016-11-09T15:20:44","date_gmt":"2016-11-09T17:20:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=12330"},"modified":"2016-11-16T09:44:31","modified_gmt":"2016-11-16T11:44:31","slug":"estudo-identifica-especies-de-sabia-como-dispersoras-de-especie-exotica-invasora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2016\/11\/estudo-identifica-especies-de-sabia-como-dispersoras-de-especie-exotica-invasora\/","title":{"rendered":"Estudo identifica esp\u00e9cies de sabi\u00e1 como dispersoras de esp\u00e9cie ex\u00f3tica invasora"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_12344\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-12344\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-12344\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1.jpg 1000w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-405x270.jpg 405w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-232x155.jpg 232w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-145x97.jpg 145w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-68x45.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-129x86.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-148x99.jpg 148w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-70x47.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-330x220.jpg 330w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/1465986_10151782278928030_2041465945_o_1-69x46.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12344\" class=\"wp-caption-text\">Sabi\u00e1-laranjeira, ave s\u00edmbolo do Brasil<\/p><\/div>\n<p>O Instituto Florestal (IF) realizou pesquisa em um remanescente de Mata Atl\u00e2ntica que identificou tr\u00eas esp\u00e9cies de sabi\u00e1 como as principais dispersoras das sementes do pau-incenso, que \u00e9 uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica invasora. O estudo foi realizado no Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren (PEAL), unidade de conserva\u00e7\u00e3o localizada na zona norte paulistana. Os dados foram obtidos em um monitoramento de longo prazo da avifauna, realizado entre 2014 e 2015.<\/p>\n<p>O pau-incenso \u00e9 uma \u00e1rvore origin\u00e1ria da Austr\u00e1lia. A esp\u00e9cie foi disseminada ao redor do mundo para uso paisag\u00edstico ou como cerca viva. Na Mata Atl\u00e2ntica, o pau incenso pode causar a degrada\u00e7\u00e3o de ecossistemas nativos. Um dos objetivos da pesquisa foi verificar as esp\u00e9cies de aves que fossem potencialmente dispersoras das sementes do pau-incenso.\u00a0As aves identificadas no estudo s\u00e3o o sabi\u00e1-coleira,\u00a0sabi\u00e1-poca e o sabi\u00e1-laranjeira. Este \u00faltimo, a ave s\u00edmbolo do Brasil.<\/p>\n<p>Sobre a identifica\u00e7\u00e3o dos sabi\u00e1s como principais atores neste processo, a estagi\u00e1ria de biologia do IF Mariana Campagnoli conta que os resultados eram esperados. \u201cObserv\u00e1vamos sabi\u00e1s se alimentando de frutos de pau-incenso com frequ\u00eancia. Durante a realiza\u00e7\u00e3o do meu projeto de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, percebemos que alguns dos capturados continham sementes da esp\u00e9cie em suas fezes. A partir disso, pensamos que talvez este grupo de aves pudesse ser um importante dispersor do pau-incenso. Resolvemos ent\u00e3o pesquisar isso mais a fundo, realizando mais capturas\u201d, conta.<\/p>\n<p>Mariana destaca que a captura com rede de neblina \u00e9 um m\u00e9todo eficiente no levantamento de aves que circulam abaixo do dossel florestal, mas que n\u00e3o permite a amostragem completa da comunidade de aves do PEAL. No entanto, dentre as esp\u00e9cies capturadas, os sabi\u00e1s foram aqueles que mais apresentaram sementes de pau-incenso nas fezes, o que indica estes animais devem ter papel importante na dispers\u00e3o dessa esp\u00e9cie vegetal.<\/p>\n<p>\u201cPelo fato do pau-incenso ser uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica que se encontra disseminada por todo o PEAL e tamb\u00e9m na Cantareira, acredito que mais conhecimento acerca de como o processo de invas\u00e3o pode ter se dado \u00e9 crucial para que o problema seja tratado com cuidado e para que possa ser evitado em outras unidades de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, conclui Mariana.<\/p>\n<p>Para o pesquisador cient\u00edfico e ornit\u00f3logo do Instituto Florestal Alexsander Zamorano Antunes, que orientou Mariana durante a pesquisa, a dispers\u00e3o da semente \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o da hist\u00f3ria. \u201cMuita coisa ainda vai acontecer at\u00e9 termos uma \u00e1rvore frondosa. A semente pode cair num lugar que n\u00e3o favorece sua germina\u00e7\u00e3o ou o estabelecimento da plantinha, ser destru\u00edda por caruncho ou contaminada por fungo. Caso germine, a luz pode n\u00e3o ser suficiente ou a mudinha pode at\u00e9 crescer\u00a0bem, mas acabar sendo devorada ou pisoteada. Depois desse filme de terror aumenta a nossa admira\u00e7\u00e3o por qualquer \u00e1rvore adulta que encontramos, n\u00e3o \u00e9? Assim, entendemos que \u00e9 preciso conhecer melhor a ecologia do pau-incenso no parque, por exemplo, quais fatores favorecem ou inibem o seu estabelecimento?<\/p>\n<div id=\"attachment_12345\" style=\"width: 226px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-12345\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-12345 \" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos.jpg\" width=\"216\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos.jpg 277w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos-229x300.jpg 229w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos-206x270.jpg 206w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos-118x155.jpg 118w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos-74x97.jpg 74w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos-52x68.jpg 52w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos-153x201.jpg 153w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos-98x129.jpg 98w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos-76x99.jpg 76w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/11\/revista_130anos-53x70.jpg 53w\" sizes=\"(max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><p id=\"caption-attachment-12345\" class=\"wp-caption-text\">Selo comemorativo de 130 anos<\/p><\/div>\n<p>E esse trabalho deixamos para os colegas bot\u00e2nicos\u201d, brinca Alexsander, que defende o constante di\u00e1logo e a integra\u00e7\u00e3o entre os diferentes setores de pesquisa.<\/p>\n<p>O estudo identificou ainda que a passagem das sementes pelo trato digest\u00f3rio das aves n\u00e3o alterou as taxas de germina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa teve ainda a colabora\u00e7\u00e3o do pesquisador cient\u00edfico S\u00e9rgio Garcia e da t\u00e9cnica Sebastiana Silva, ambos do setor de sementes do IF.<\/p>\n<p>O artigo <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2016\/06\/RIF28-1_59-67.pdf\">\u201cO papel das aves na dispers\u00e3o e germina\u00e7\u00e3o de sementes do pau-incenso (<em>Pittosporum undulatum<\/em> Vent.) em um remanescente de Mata Atl\u00e2ntica\u201d<\/a> foi publicado na <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/\">Revista do Instituto Florestal<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/publicacoes-if\/revista-do-if\/revista-v-28-no1\/\">volume 28, n\u00famero 01<\/a>. Neste ano, as publica\u00e7\u00f5es do Instituto Florestal trazem o selo comemorativo de 130 anos da institui\u00e7\u00e3o, a contar \u00e0 partir da cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Geogr\u00e1fica e Geol\u00f3gica, que daria origem tamb\u00e9m ao Instituto Geol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>Alternativas de alimenta\u00e7\u00e3o para o sabi\u00e1<\/strong><br \/>\nOs sabi\u00e1s t\u00eam uma dieta equilibrada constitu\u00edda por frutas e bichinhos. Alexsander conta que no Parque j\u00e1 foram observados sabi\u00e1s ingerindo frutos de 52 esp\u00e9cies de plantas. Perguntado se uma poss\u00edvel supress\u00e3o do pau-incenso poderia prejudicar a sobreviv\u00eancia dessas esp\u00e9cies de sabi\u00e1, o pesquisador respondeu que sim, caso n\u00e3o houvesse outra fonte alternativa de alimento. \u201cN\u00f3s estamos estudando se a oferta de frutos maduros do pau-incenso \u00e9 maior quando h\u00e1 menos frutos das outras esp\u00e9cies. Outra coisa que ainda n\u00e3o sabemos \u00e9 sobre os nutrientes que cada fruta fornece. Pode ser que o pau-incenso tenha algo que as outras n\u00e3o t\u00eam, mas por hora \u00e9 s\u00f3 especula\u00e7\u00e3o\u201d, conclui Alexsander.<\/p>\n<p><strong>O Instituto Florestal forma novos cientistas<\/strong><br \/>\nMariana come\u00e7ou no Instituto Florestal em 2014. \u201cDentre todas as op\u00e7\u00f5es foi a que mais me interessou, pois teria oportunidade de trabalhar no campo e realizar minha inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d, conta.<\/p>\n<p>De acordo com ela, seu interesse pelas aves s\u00f3 surgiu ap\u00f3s sua entrada na institui\u00e7\u00e3o. \u201cNo come\u00e7o as aves eram mais uma ferramenta para estudar ecologia e conserva\u00e7\u00e3o, \u00e1reas que tenho grande interesse. Com o tempo e a pr\u00e1tica fui gostando cada vez mais do grupo\u201d, recorda Mariana.<\/p>\n<p>\u201cNo primeiro ano de est\u00e1gio, junto com o Alex, completei a minha inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sobre o impacto da invas\u00e3o de palmeiras ex\u00f3ticas sobre a comunidade de aves do PEAL. A partir deste projeto, conseguimos desenvolver outros, como este sobre o papel das aves na dispers\u00e3o do pau-incenso\u201d, complementa Mariana, que,ap\u00f3s a licenciatura, pretende seguir como pesquisadora nas \u00e1reas de ecologia e conserva\u00e7\u00e3o de aves. \u201cO pr\u00f3ximo passo \u00e9 fazer mestrado\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia do monitoramento de aves no Parque<\/strong><br \/>\nApesar de ser uma \u00e1rea relativamente pequena (187 hectares), o Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren \u00e9 um laborat\u00f3rio vivo que abriga remanescentes da mata atl\u00e2ntica e contribui para a manuten\u00e7\u00e3o de um corredor ecol\u00f3gico que conecta a cidade de S\u00e3o Paulo \u00e0 Serra da Mantiqueira.<\/p>\n<p>De acordo com Alexsander, o monitoramento das aves do PEAL \u00e9 utilizado como uma forma de avaliar o estado de conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1rea como um todo. \u201cAcreditamos que se as aves est\u00e3o se saindo bem, os outros seres vivos mais dif\u00edceis de estudar tamb\u00e9m est\u00e3o, e que o parque est\u00e1 cumprindo com o seu papel em preservar as plantas e os animais\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Foto:<\/strong> Paulo Muzio<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/strong>Pesquisador cient\u00edfico Alexsander Zamorano Antunes \u2013 Tel. (11) 2231-8555 \u2013 Ramal 2028<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Florestal (IF) realizou pesquisa em um remanescente de Mata Atl\u00e2ntica que identificou tr\u00eas esp\u00e9cies de sabi\u00e1 como as principais dispersoras das sementes do pau-incenso, que \u00e9 uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica invasora. O estudo foi realizado no Parque Estadual Alberto L\u00f6fgren (PEAL), unidade de conserva\u00e7\u00e3o localizada na zona norte paulistana. 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