{"id":10613,"date":"2015-11-06T17:03:06","date_gmt":"2015-11-06T19:03:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=10613"},"modified":"2015-11-11T17:36:51","modified_gmt":"2015-11-11T19:36:51","slug":"if-recebe-pesquisadora-do-canada-especialista-em-geografia-da-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2015\/11\/if-recebe-pesquisadora-do-canada-especialista-em-geografia-da-america-latina\/","title":{"rendered":"IF recebe pesquisadora do Canad\u00e1 especialista em geografia da Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<div class=\"wc-gallery\"><div id='gallery-1' data-gutter-width='5' data-columns='1' class='gallery wc-gallery-captions-onhover gallery-link-file gallery-masonry galleryid-10613 gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail wc-gallery-bottomspace-default wc-gallery-clear'><div class='gallery-item gallery-item-position-1 gallery-item-attachment-10618'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/11\/MG_9601_1-600x667.jpg' title='_MG_9601_1' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/11\/MG_9601_1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\tNathalie Gravel\n\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-2 gallery-item-attachment-10619'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/11\/MG_9599_1-600x667.jpg' title='_MG_9599_1' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/11\/MG_9599_1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\tNathalie Gravel\n\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-3 gallery-item-attachment-10620'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/11\/MG_9589_1-600x667.jpg' title='_MG_9589_1' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2015\/11\/MG_9589_1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\t\t<p>\n\t\t\t\t\t\tEdgar Fernando de Luca\n\t\t\t\t\t\t<\/p>\n\t\t\t\t\t<\/div><\/div><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Nathalie Gravel apresenta tr\u00eas estudos de casos de sucesso em governan\u00e7a ambiental: Canad\u00e1, Costa Rica e Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O Instituto Florestal (IF) recebeu em sua sede, no dia 05 de novembro, a visita da pesquisadora canadense Nathalie Gravel. Professora e pesquisadora da Universidade de Laval (Quebec, Canad\u00e1), Nathalie possui p\u00f3s-doutorado pela Universidade de Yale e especializa\u00e7\u00e3o em geografia da Am\u00e9rica Latina e Caribe.<\/p>\n<p>Nathalie se prop\u00f4s a falar de governan\u00e7a a n\u00edvel comunit\u00e1rio, que tem o objetivo de criar comunidades unidas para trabalhar projetos comuns e capazes de encontrar solu\u00e7\u00f5es para seus pr\u00f3prios problemas atrav\u00e9s da negocia\u00e7\u00e3o e solidariedade. Ressaltou a import\u00e2ncia dos saberes tradicionais das popula\u00e7\u00f5es. Falou ainda sobre a necessidade de se construir um vocabul\u00e1rio comum para estimular e capacitar aqueles que n\u00e3o tem o h\u00e1bito de participar.<\/p>\n<p>O conceito de governan\u00e7a pressup\u00f5e um processo de intera\u00e7\u00f5es sociais e o meio pelo qual m\u00faltiplos atores podem atuar. \u00c9 uma alternativa \u00e0 gest\u00e3o tecnocrata e autorit\u00e1ria dos recursos. &#8220;Se n\u00e3o h\u00e1 seres humanos no territ\u00f3rio, n\u00e3o h\u00e1 conflito. Logo, n\u00e3o h\u00e1 a necessidade da governan\u00e7a&#8221;, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<p>A pesquisadora n\u00e3o negou a dificuldade para se chegar \u00e0 governan\u00e7a ambiental e apresentou algumas condi\u00e7\u00f5es sem a qual ela n\u00e3o acontece: moderniza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica; estabelecimento de mecanismos de coordena\u00e7\u00e3o horizontal; redistribui\u00e7\u00e3o das compet\u00eancias entre estados, institui\u00e7\u00f5es locais e internacionais e sociedade civil.<\/p>\n<p>Em sua palestra &#8220;Governan\u00e7a dos recursos florestais e h\u00eddricos: li\u00e7\u00f5es de Canad\u00e1, Costa Rica e Brasil&#8221;, Nathalie apresentou tr\u00eas modelos que tiveram \u00eaxito. Segundo ela, existem poucos casos de sucesso como esses e por isso \u00e9 muito importante estudar esses modelos para tentar replic\u00e1-los. Concluiu sua apresenta\u00e7\u00e3o afirmando que as institui\u00e7\u00f5es (e o IF se inclui aqui) devem possibilitar o acesso aos dados criados em experi\u00eancias como essas.<\/p>\n<p><strong>Territ\u00f3rio ind\u00edgena Na\u00e7\u00e3o Haida (Vancouver)<\/strong><br \/>\nO primeiro estudo caso apresentado foi do Canad\u00e1. Desde 1984, havia um conflito de alta intensidade entre a companhia florestal e comunidade ind\u00edgena e ambientalistas na ilha de Meares. A companhia queria cortar as \u00e1rvores da ilha, onde se encontra a fonte de \u00e1gua pot\u00e1vel da comunidade. O conflito culminou uma grande manifesta\u00e7\u00e3o, em 1993, que a pesquisadora considera o in\u00edcio do movimento ecologista do pa\u00eds. Neste momento hist\u00f3rico, ocorreu a uni\u00e3o entre o povo local e os ambientalistas, alian\u00e7a que fortaleceu o movimento. Como consequ\u00eancia, foi declarada a morat\u00f3ria do corte de \u00e1rvores em Meares. Em 1994, ocorreu a cria\u00e7\u00e3o do conselho de gest\u00e3o dos bosques, na qual a Na\u00e7\u00e3o Haida participou de maneira equitativa nas decis\u00f5es. Ap\u00f3s alguns avan\u00e7os e retrocessos ao longo dos anos a \u00e1rea passaria a ter usos m\u00faltiplos com os ind\u00edgenas gerenciando tanto as atividades tur\u00edsticas quanto os recursos florestais.<\/p>\n<p><strong>Bosque Modelo Reventaz\u00f3n (Costa Rica)<\/strong><br \/>\nReventaz\u00f3n era segundo rio mais polu\u00eddo da Costa Rica. Sua bacia hidrogr\u00e1fica \u00e9 composta por ind\u00fastrias, agropecu\u00e1ria e uma grande cidade. Atualmente, n\u00e3o \u00e9 uma bacia conservada, entretanto, fornece 50% da \u00e1gua pot\u00e1vel da capital. O Bosque Modelo Reventaz\u00f3n foi fundado em 2003. Os princ\u00edpios dos Bosques Modelo est\u00e3o pautados na promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento sustent\u00e1vel em territ\u00f3rios de alto valor biol\u00f3gico e cultural, trabalhando de forma associativa, integrando todos os atores e promovendo o interc\u00e2mbio de conhecimentos. O grande desafio na Costa Rica foi unir os m\u00faltiplos atores, como ind\u00edgenas e empres\u00e1rios, conciliando diferentes interesses para atingir metas comuns.<\/p>\n<p>Segundo Nathalie, com a cria\u00e7\u00e3o de um bosque modelo pode-se dar assist\u00eancia \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de outros. &#8220;N\u00e3o se perdem os saberes&#8221;. O Bosque Modelo Reventaz\u00f3n foi o primeiro criado na Costa Rica e um dos primeiros da Rede Internacional de Bosques Modelo. O Brasil possui tr\u00eas, sendo dois em Minas Gerais e um em Santa Catarina.<\/p>\n<p>Rede Internacional de Bosques Modelo (<a href=\"www.urbion.es\">www.urbion.es<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Rede Asa (Nordeste brasileiro)<\/strong><br \/>\nA pesquisadora inicia a apresenta\u00e7\u00e3o do terceiro estudo caso citando a obra liter\u00e1ria &#8220;Vidas Secas&#8221;, de Graciliamo Ramos. Segundo ela, a obra de 1938 ajudou a estigmatizar a regi\u00e3o Nordeste do Brasil. Nathalie defende a necessidade de se revisitar a imagem da regi\u00e3o, presente no imagin\u00e1rio coletivo como extremamente carente dos recursos mais b\u00e1sicos, como \u00e1gua e alimentos.<\/p>\n<p>A Rede ASA (Articula\u00e7\u00e3o para o semi\u00e1rido) foi fundada em 1999. \u00c9 uma rede formada por mais de tr\u00eas mil organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil de distintas naturezas \u2013 sindicatos rurais, associa\u00e7\u00f5es de agricultores e agricultoras, cooperativas, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, entre outros. Sua miss\u00e3o \u00e9 propor a conviv\u00eancia com o semi-\u00e1rido (em vez de lutar contra ele). Em 2003 foi realizado um programa de constru\u00e7\u00e3o de cisternas, financiado pelo Governo Federal, Petrobr\u00e1s e Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO). Em 2007 o programa se ampliaria para a constru\u00e7\u00e3o de cisternas para agropecu\u00e1ria. Este processo aconteceu atrav\u00e9s de a\u00e7\u00e3o coletiva. As cisternas eram constru\u00eddas com material local, envolvendo a popula\u00e7\u00e3o e integrando mulheres e jovens no processo, o que fomentou diferentes formas de desenvolvimento. A cria\u00e7\u00e3o de um sentimento de pertencimento nas comunidades ajudou inclusive a evitar o \u00eaxodo rural.<\/p>\n<p>Rede ASA (<a href=\"http:\/\/www.asabrasil.org.br\">http:\/\/www.asabrasil.org.br<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Fotos:<\/strong> Paulo Andreetto de Muzio<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: <\/strong> Servi\u00e7o de Comunica\u00e7\u00f5es T\u00e9cnico-Cient\u00edficas &#8211; Tel:(11) 2231-8555 \/ Ramais 2004 e 2149<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nathalie Gravel apresenta tr\u00eas estudos de casos de sucesso em governan\u00e7a ambiental: Canad\u00e1, Costa Rica e Brasil O Instituto Florestal (IF) recebeu em sua sede, no dia 05 de novembro, a visita da pesquisadora canadense Nathalie Gravel. 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