{"id":10558,"date":"2015-11-03T08:35:18","date_gmt":"2015-11-03T10:35:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/?p=10558"},"modified":"2015-11-04T17:23:42","modified_gmt":"2015-11-04T19:23:42","slug":"intituto-florestal-protagonizou-a-historia-da-cultura-do-pinus-no-estado-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutoflorestal\/2015\/11\/intituto-florestal-protagonizou-a-historia-da-cultura-do-pinus-no-estado-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Instituto Florestal protagonizou a hist\u00f3ria da cultura do Pinus no Estado de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-small\">*Texto baseado em <a href=\"http:\/\/www.celso-foelkel.com.br\/pinus\/pinus_44.pdf\">reportagem<\/a> publicada na <a href=\"http:\/\/www.celso-foelkel.com.br\/pinusletter.html\">Pinus Letter<\/a> homenageando o engenheiro agr\u00f4nomo Francisco Jos\u00e9 Nascimento Kronka, pesquisador cient\u00edfico aposentado do IF.<\/span><\/p>\n<p>Os primeiros relatos referentes \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de <em>Pinus<\/em> no Brasil foram apresentados pelo naturalista sueco Alberto L\u00f6fgren em sua obra \u201cNotas sobre as plantas ex\u00f3ticas introduzidas no Estado de S\u00e3o Paulo\u201d, datada de 1906. Dessas introdu\u00e7\u00f5es, que constituem os prim\u00f3rdios da pino-cultura no pa\u00eds, L\u00f6fgren relata 16 esp\u00e9cies de <em>Pinus<\/em> e, tamb\u00e9m, 55 esp\u00e9cies de <em>Eucalyptus<\/em>.<\/p>\n<p>Os primeiros estudos referentes \u00e0s esp\u00e9cies dos chamados <em>Pinus<\/em> subtropicais foram feitos a partir de 1936 pelo ent\u00e3o Servi\u00e7o Florestal do Estado de S\u00e3o Paulo (atual Instituto Florestal), oportunidade em que foram introduzidas as primeiras sementes de <em>Pinus elliottii<\/em> var. <em>elliottii<\/em> e de <em>Pinus taeda<\/em>. A partir de 1955, foram implantadas extensas \u00e1reas localizadas na rede de Esta\u00e7\u00f5es Experimentais do Instituto Florestal, tendo como base, al\u00e9m das esp\u00e9cies j\u00e1 citadas, os chamados <em>Pinus<\/em> tropicais, entre os quais se destacaram<i>: P<\/i><em>inus caribaea<\/em> var. <em>caribaea<\/em>, <em>Pinus caribaea<\/em> var. <em>hondurensis<\/em>, <em>Pinus caribaea<\/em> var. <em>bahamensis<\/em>, <em>Pinus kesiya<\/em>, <em>Pinus oocarpa<\/em>, <em>Pinus tecunumanii<\/em>, <em>Pinus strobus<\/em> e <em>Pinus maximinoi<\/em>.<\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es encontradas nas suas regi\u00f5es de origem e locais de sua introdu\u00e7\u00e3o, muitas esp\u00e9cies n\u00e3o se adaptaram no Brasil. Foi o caso do <em>Pinus radiata<\/em>, encontrado em regi\u00f5es de clima mediterr\u00e2neo (inverno chuvoso e ver\u00e3o seco), que em nossas condi\u00e7\u00f5es apresentou pequeno crescimento, sendo completamente dizimada por doen\u00e7as. Outras esp\u00e9cies, devido \u00e0 grande amplitude ecol\u00f3gica de sua distribui\u00e7\u00e3o natural e objetivando avalia\u00e7\u00e3o de sua adaptabilidade \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do Brasil, tiveram arboretos estabelecidos nas Esta\u00e7\u00f5es Experimentais do Instituto Florestal. At\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1950 haviam sido testadas nas depend\u00eancias do Servi\u00e7o Florestal um total de 55 esp\u00e9cies de <i>Pinus<\/i> e cerca de 10 outras con\u00edferas.<\/p>\n<p>Objetivando melhor produtividade das florestas de <em>Pinus<\/em>, o Instituto Florestal buscou a defini\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e suas respectivas proced\u00eancias para desenvolver programas de melhoramento florestal que possibilitaram a implanta\u00e7\u00e3o de pomares clonais de gera\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada, que constituem fontes seguras no fornecimento de sementes de qualidade superior.<\/p>\n<p>O IF possui atualmente 18 Esta\u00e7\u00f5es Experimentais sob sua gest\u00e3o, que s\u00e3o \u00e1reas de uso m\u00faltiplo e destinadas \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de programas e atividades de pesquisa, dispondo de importantes \u00e1reas e cole\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies florestais nativas e ex\u00f3ticas. S\u00e3o unidades compostas por uma diversidade de solos que abrangem \u00e1reas com vegeta\u00e7\u00e3o nativa e \u00e1reas com plantio de <em>Pinus<\/em> e <em>Eucalyptus<\/em>, cujo manejo \u00e9 importante fonte de produtos florestais (madeira para processo, celulose e papel, resina e sementes florestais melhoradas).<\/p>\n<p>O Instituto Florestal \u00a0ofereceu ao longo de d\u00e9cadas valiosas contribui\u00e7\u00f5es para a desenvolvimento da pino-cultura no pa\u00eds, n\u00e3o apenas mantendo e oferecendo materiais gen\u00e9ticos, mas colocando \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos interessados, valiosas contribui\u00e7\u00f5es na forma de estudos, artigos e relat\u00f3rios de in\u00fameras pesquisas realizadas sobre o g\u00eanero <em>Pinus<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Raz\u00f5es para a introdu\u00e7\u00e3o do Pinus<br \/>\n<\/strong>Segundo o pesquisador cient\u00edfico aposentado do IF, o engenheiro agr\u00f4nomo Francisco Jos\u00e9 do Nascimento Kronka, uma das raz\u00f5es mais importantes para a introdu\u00e7\u00e3o do <em>Pinus<\/em> foi a necessidade de madeira para abastecimento industrial, para processamento mec\u00e2nico, para produ\u00e7\u00e3o de madeira serrada e de madeira laminada, para confec\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is ou produ\u00e7\u00e3o de celulose e papel. Kronka afirma que as caracter\u00edsticas para o suprimento de tal mat\u00e9ria-prima s\u00e3o plenamente atendidas por diversas e diferentes esp\u00e9cies de <em>Pinus<\/em>, devidamente adaptadas, aliadas a pr\u00e1ticas silviculturais adequadas. As esp\u00e9cies introduzidas se constitu\u00edram em alternativas para produ\u00e7\u00e3o de madeira na falta do \u201cPinheiro do Paran\u00e1\u201d (<em>Araucaria angustifolia<\/em>), que foi submetida a uma explora\u00e7\u00e3o intensiva e abusiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Texto baseado em reportagem publicada na Pinus Letter homenageando o engenheiro agr\u00f4nomo Francisco Jos\u00e9 Nascimento Kronka, pesquisador cient\u00edfico aposentado do IF. 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