{"id":19668,"date":"2016-06-24T17:34:44","date_gmt":"2016-06-24T20:34:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/?p=19668"},"modified":"2016-06-24T17:36:32","modified_gmt":"2016-06-24T20:36:32","slug":"diversidade-de-fungos-conidiais-na-serapilheira-de-plantas-no-estado-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/2016\/06\/diversidade-de-fungos-conidiais-na-serapilheira-de-plantas-no-estado-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Diversidade de Fungos Conidiais na Serapilheira de Plantas no Estado de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Na natureza todas as plantas t\u00eam seu ciclo de vida, uns mais curtos outros mais longos, mas um dia morrem e caem ao solo as folhas, flores, frutos e galhos. Quando isso acontece essas partes das plantas ficam amareladas ou de tonalidade marrom, murcham, secam e entram em contato com o solo. A essa camada de detritos de plantas presentes nas matas chamamos serapilheira. A parte da serapilheira que corresponde somente \u00e0s folhas chamaremos folhedo. Ao entrar em contato com o solo o folhedo \u00e9 prontamente colonizado por microrganismos, isto \u00e9, bact\u00e9rias, fungos e animais microsc\u00f3picos que se alimentam dessas partes dos vegetais. Um grupo especial de organismos microsc\u00f3picos que ocorre no folhedo \u00e9 o dos fungos, respons\u00e1veis pela decomposi\u00e7\u00e3o das folhas mortas. Os fungos produzem enzimas que aos poucos v\u00e3o amolecendo essas folhas, transformando os compostos qu\u00edmicos presentes nas folhas at\u00e9 que estas fiquem muito reduzidas e quase n\u00e3o mais percebemos que eram folhas. Dessa forma falamos que os fungos degradam (digerem) o folhedo utilizando as subst\u00e2ncias qu\u00edmicas presentes, n\u00e3o s\u00f3 para o crescimento deles, mas tamb\u00e9m liberando muitos compostos importantes para o solo, enriquecendo-o, e assim podendo ser utilizados novamente por outros organismos. Desse modo podemos sintetizar tudo isso como num c\u00edrculo (ou ciclo): as plantas crescem e se reproduzem, as plantas envelhecem e morrem, os galhos e folhas mortas s\u00e3o decompostas pelos fungos presentes no solo, os fungos crescem e se reproduzem, os fungos liberam compostos e mol\u00e9culas importantes no solo, v\u00e1rios organismos aproveitam esses compostos para crescerem, inclusive as plantas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os fungos conidiais est\u00e3o presentes em abund\u00e2ncia no folhedo de v\u00e1rias plantas, nas diversas forma\u00e7\u00f5es vegetais do Estado de S\u00e3o Paulo e de outros Estados. Esses fungos reproduzem-se apenas assexuadamente, isto \u00e9, n\u00e3o precisam de outro indiv\u00edduo da mesma esp\u00e9cie para se reproduzir. Nessa reprodu\u00e7\u00e3o s\u00e3o formadas pequenas estruturas para dispers\u00e3o desses fungos, como se fossem \u201csementes\u201d, chamadas con\u00eddios. Da\u00ed o nome comum dado a esse grupo \u2013 Fungos Conidiais. No projeto desenvolvido pela Pesquisadora Rosely Ana Piccolo Grandi v\u00e1rios fungos conidiais foram encontrados pela primeira vez no Estado de S\u00e3o Paulo pois n\u00e3o h\u00e1 muitos mic\u00f3logos estudando esse grupo de fungos, nem no nosso Estado, nem no Brasil. Com um pouco de \u201csorte\u201d podemos encontrar novas esp\u00e9cies ocorrendo no folhedo e este foi o caso de <em>Thozetella aculeata <\/em>P. Silva &amp; Grandi, encontrada na Reserva Biol\u00f3gica de Mogi-Gua\u00e7u, munic\u00edpio de Mogi Gua\u00e7u, \u00e1rea preservada e administrada pelo Instituto de Bot\u00e2nica. Portanto, o conhecimento da diversidade de fungos, seja de que grupo for, proporciona avan\u00e7o do conhecimento, disponibiliza esses materiais para outros estudos e enriquece o patrim\u00f4nio biol\u00f3gico do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19670\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016.jpg\" alt=\"fungos_2016\" width=\"554\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016.jpg 554w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-300x231.jpg 300w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-350x270.jpg 350w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-201x155.jpg 201w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-126x97.jpg 126w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-68x52.jpg 68w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-261x201.jpg 261w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-129x99.jpg 129w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-128x99.jpg 128w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-70x54.jpg 70w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-330x254.jpg 330w, https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2016\/06\/fungos_2016-69x53.jpg 69w\" sizes=\"(max-width: 554px) 100vw, 554px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em>Dictyochaeta gonytrichoides<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na natureza todas as plantas t\u00eam seu ciclo de vida, uns mais curtos outros mais longos, mas um dia morrem e caem ao solo as folhas, flores, frutos e galhos. Quando isso acontece essas partes das plantas ficam amareladas ou de tonalidade marrom, murcham, secam e entram em contato com o solo. A essa camada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":68,"featured_media":19669,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[22,45],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19668"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/68"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19668"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19668\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19676,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19668\/revisions\/19676"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}