{"id":17328,"date":"2014-06-30T14:37:09","date_gmt":"2014-06-30T17:37:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/?page_id=17328"},"modified":"2019-05-16T10:01:47","modified_gmt":"2019-05-16T13:01:47","slug":"orquidario-do-estado-laboratorio-de-cultivo-in-vitro","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/orquidario-do-estado-laboratorio-de-cultivo-in-vitro\/","title":{"rendered":"Orquid\u00e1rio do Estado \u2013 Laborat\u00f3rio de Cultivo in vitro"},"content":{"rendered":"<div class=\"wc-gallery\"><div id='gallery-1' data-gutter-width='5' data-columns='1' class='gallery wc-gallery-captions-onhover gallery-link-file gallery-masonry galleryid-17328 gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail wc-gallery-bottomspace-default wc-gallery-clear'><div class='gallery-item gallery-item-position-1 gallery-item-attachment-17329'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2014\/06\/orquid\u00e1rio_cultivo_img1.jpg' title='orquid\u00e1rio_cultivo_img1' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2014\/06\/orquid\u00e1rio_cultivo_img1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-2 gallery-item-attachment-17330'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2014\/06\/orquid\u00e1rio_cultivo_img2.jpg' title='orquid\u00e1rio_cultivo_img2' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2014\/06\/orquid\u00e1rio_cultivo_img2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-3 gallery-item-attachment-17331'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2014\/06\/orquid\u00e1rio_cultivo_img3.jpg' title='orquid\u00e1rio_cultivo_img3' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2014\/06\/orquid\u00e1rio_cultivo_img3-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div><\/div><div class='gallery-item gallery-item-position-4 gallery-item-attachment-17332'>\n\t\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2014\/06\/orquid\u00e1rio_cultivo_img4.jpg' title='orquid\u00e1rio_cultivo_img4' target='_self'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/institutodebotanica\/wp-content\/uploads\/sites\/235\/2014\/06\/orquid\u00e1rio_cultivo_img4-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/div><\/div><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Cultivo <i>in vitro<\/i>: uma valiosa ferramenta para a preserva\u00e7\u00e3o de orqu\u00eddeas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, as t\u00e9cnicas de cultivo <i>in vitro<\/i> t\u00eam sido amplamente utilizadas para a propaga\u00e7\u00e3o de orqu\u00eddeas, como tamb\u00e9m para o estudo de aspectos fisiol\u00f3gicos relacionados ao seu crescimento e desenvolvimento. A despeito de sua natureza herb\u00e1cea, essas esp\u00e9cies apresentam crescimento bastante lento e, consequentemente, a produ\u00e7\u00e3o de novas mudas \u00e9 bastante demorada. Al\u00e9m disso, necessitam de um longo per\u00edodo para atingir o est\u00e1gio floral para se reproduzirem naturalmente (a maioria das orqu\u00eddeas pode levar de 3 a 10 anos para alcan\u00e7ar a flora\u00e7\u00e3o). Por essas raz\u00f5es, as t\u00e9cnicas de cultivo <i>in vitro<\/i> tornaram-se bastante \u00fateis no sentido de multiplic\u00e1-las mais rapidamente. Portanto, sob o ponto de vista preservacionista, a utiliza\u00e7\u00e3o dessa ferramenta \u00e9 importante, pois possibilita a obten\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de plantas em um tempo relativamente curto e com alta qualidade fitossanit\u00e1ria, contribuindo, dessa forma, para a diminui\u00e7\u00e3o do risco de extin\u00e7\u00e3o. A seguir, s\u00e3o apresentados os dois m\u00e9todos de cultivo <i>in vitro<\/i> mais comumente utilizado para a multiplica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de orqu\u00eddeas que est\u00e3o em vias de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Germina\u00e7\u00e3o de sementes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A germina\u00e7\u00e3o de sementes de orqu\u00eddeas <i>in vitro<\/i> vem sendo realizada desde o in\u00edcio do s\u00e9culo passado, quando Knudson em 1922 descreveu a germina\u00e7\u00e3o das mesmas em meio de cultura ass\u00e9ptico (na aus\u00eancia de fungos). Por meio dessa t\u00e9cnica, sementes oriundas de plantas matrizes adultas crescendo em ambiente natural ou em cole\u00e7\u00f5es vivas s\u00e3o utilizadas como fonte de prop\u00e1gulos. De maneira geral, as sementes s\u00e3o desinfestadas e posteriormente semeadas sobre os meios de cultura previamente preparados. Quando os frutos coletados est\u00e3o intactos, pode-se optar pela desinfesta\u00e7\u00e3o dos frutos, ao inv\u00e9s das sementes que s\u00e3o retiradas em seguida e inoculadas no meio de cultura. Os meios de cultura mais utilizados s\u00e3o os de Knudson (1946), de Vacin &amp; Went (1949) e de Murashige &amp; Skoog (1962).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Cultivo \u00e1pices caulinares e segmentos nodais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para a manuten\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas da planta matriz, a regenera\u00e7\u00e3o de plantas a partir do cultivo <i>in vitro<\/i> de \u00e1pices caulinares e\/ou segmentos nodais \u00e9 uma alternativa vantajosa especialmente nos casos de esp\u00e9cies que apresentam baixas taxas de germina\u00e7\u00e3o e h\u00e1 disponibilidade de material (explantes) durante todo o ano. Inicialmente, os \u00e1pices caulinares e\/ou segmentos nodais s\u00e3o inoculados em meio de cultura (l\u00edquido ou geleificado). Na primeira etapa de cultivo, as gemas contidas nos explantes s\u00e3o induzidas a formarem m\u00faltiplos brotos, os quais s\u00e3o submetidos a v\u00e1rios sub-cultivos, o que propicia uma multiplica\u00e7\u00e3o em taxas exponenciais. Quando se deseja transferir plantas para o ambiente natural, os brotos s\u00e3o induzidos a formarem ra\u00edzes (segunda etapa). Os meios de cultura mais utilizados s\u00e3o os mesmos citados anteriormente, suplementados com reguladores de crescimento principalmente auxinas e citocininas. A \u00faltima etapa consiste em aclimatar as plantas obtidas antes de lev\u00e1-las ao ambiente natural. Esse m\u00e9todo tem sido utilizado para multiplica\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias esp\u00e9cies de orqu\u00eddeas em vias de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Texto modificado de Ferreira WM, Suzuki RM (2008) O cultivo <i>in vitro<\/i> de orqu\u00eddeas como alternativa para a preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. In: Loiola MIB, Baseia IG, Lichston JE (eds) Atualidades,desafios e perspectiva da bot\u00e2nica no Brasil. Imagem Gr\u00e1fica, Natal, pp 67-68.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultivo in vitro: uma valiosa ferramenta para a preserva\u00e7\u00e3o de orqu\u00eddeas Nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, as t\u00e9cnicas de cultivo in vitro t\u00eam sido amplamente utilizadas para a propaga\u00e7\u00e3o de orqu\u00eddeas, como tamb\u00e9m para o estudo de aspectos fisiol\u00f3gicos relacionados ao seu crescimento e desenvolvimento. 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