Operação Corta-Fogo tem o apoio de empresas

05/07/2018

Parcerias são estratégicas para combater os incêndios florestais no estado de SP

Os prejuízos causados pelos incêndios florestais à biodiversidade são incalculáveis, já sabemos. E os danos chegam também ao setor sucroenergético e às concessionárias de rodovias, com reflexos direto nos usuários. A Operação Corta-Fogo, coordenada pela Fiscalização Ambiental, da Secretaria do Meio Ambiente (CFA/SMA), investe em parcerias com empresas do setor sucroenergético e concessionárias de rodovias com o objetivo de reduzir esses impactos.

O tempo seco do inverno facilita a propagação de incêndios também às margens das rodovias, já que muitas são rodeadas de vegetação. Neste período – julho a outubro – as empresas intensificam a atenção para prevenir e combater queimadas. No caso da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), parceira da Operação, as ações de comunicação envolvem a veiculação de mensagens educativas e de alerta inseridas nos painéis eletrônicos das rodovias. Sites e redes sociais da Agência e das concessionárias também vão compartilhar as informações. Atualmente, há 20 empresas divulgando mensagens em 349 painéis ao longo de 7,2 mil km de rodovias.

Ainda como reforço, haverá distribuição de panfletos nos pedágios. Importante destacar que nas rodovias, o fogo representa risco direto à segurança dos motoristas, já que a fumaça reduz a visibilidade. A Artesp ainda alerta para que o motorista avise a concessionária, caso aviste focos de incêndios.

As concessionárias investem ainda em ações operacionais, como veículos de inspeção de tráfego com abafadores e pequenos tanques de água e carros-pipa de prontidão em pontos estratégicos para combater o fogo tão logo ele seja detectado.

As altas temperaturas somadas à baixa umidade refletem em aumento de focos de incêndios. Além das áreas protegidas, a agricultura também sofre com as chamas. Para ampliar a rede de combate ao fogo, a Secretaria do Meio Ambiente incluiu a partir deste ano uma diretiva específica, a de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, no Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde.

De acordo com a diretiva, as signatárias devem adotar medidas de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais, incluindo a capacitação contínua das equipes brigadistas e a participação em Planos de Auxílio Mútuo (PAMs)/Redes Integradas de Emergência (RINEMs). Dessa forma, até o momento, aproximadamente 1.350 caminhões-pipa e 10.300 brigadistas compõe a força de combate a incêndios florestais das usinas signatárias. Ações de comunicação e educação à população também devem ser realizadas.

“Desde o início da Operação Corta-Fogo uma das prioridades de trabalho é estabelecer parcerias com o setor privado. A articulação com as entidades representativas e empresas que atuam nos setores mais afetados por incêndios florestais contribui para minimizar novos riscos e a redução dos existentes, além de potencializar a resposta ao fogo sem controle”, destaca Sérgio Marçon, coordenador de Fiscalização Ambiental, da SMA.

Os municípios também são parceiros da Operação Corta-Fogo. Atualmente somam 227, ou seja, 35% das cidades do estado.

Corta-fogo
Instituída em 2011, a Operação Corta Fogo é coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (SMA), que articula as ações de órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de São Paulo, a Polícia Militar Ambiental (PAmb), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (FF) e o Instituto Florestal (IF). Quatro programas integrados e complementares são desenvolvidos pela Corta-Fogo, envolvendo prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais.

A Operação Corta-Fogo está alinhado com os ODS (Objetivos 11, 13 e 15) e com as Metas de Aichi (Meta 5).

Texto: Luciana Reis
Revisão: Cris Leite
Foto: Divulgação